terça-feira, 30 de junho de 2009

Polvo à Bordalesa

Prometi, está prometido e vou cumprir. Mas, se pudesse, mesmo que ligeira e não levianamente, não cumprir...

Polvo à Bordalesa, em vez de Frango Malandreco? Ficaria a promessa cumprida?

Sempre a subverter, ou a tentar...E arroz de sarrabulho, típico do Minho? Não? E Lampreia à Bordalesa? E já agora, Lampreia de Ovos de sobremesa?

Obrigado Vê-se que é hora de almoço.

domingo, 28 de junho de 2009

Saltos, Botas e Saias

A época dos incêndios está a chegar outra vez. Depois de um primeiro ensaio geral, o verão estava aí à porta (e que saudades o Tio já tinha do calor...).

E é fantástico o que acontece às nossas rainhas com o calor...Estas não alterações climáticas (como as bruxas, não acredito, mas...) têm a grande vantagem de estarmos em Fevereiro, Março ou Maio com calor de Verão, com as consequências que se vêem, sentem, ou vão vendo e sentindo. E em Junho com chuva?

Junho prometia mas, hoje sem promessa ou aviso prévio, veio a chuva.
Os saltos nunca passam despercebidos e têm em mim um efeito terrível. O característico bater nos pavimentos de madeira é como aqueles relógios das bombas dos filmes. Não se sabe quando, mas vão explodir de certeza. E com toda a força...

As botas, desde que não sejam aquelas loucuras extravagantes, também provocam reacções assinaláveis não propriamente desconhecidas e inesperadas. Combinadas com os saltos podem ter efeitos devastadores.

Digam-me o que quiserem, formatos justos, largos, 501, slim, tipo árabe, extra elegante, elásticas, efeito push up (da Salsa), corsários e etc, mas calças são calças e saias são saias.
As calças podem ser mais práticas, ficar super bem, serem mais tudo e até provocar alguns torcicolos, mas não têm a elegância das saias.

Chuva, Sol, Calor e Frio. Mistura difícil num só dia. Combinação impossível.

Saltos, Botas e Saias. Combinação irresistível, permitida por esta instabilidade de clima, mas o importante mesmo é quem vai em cima dos saltos.

E a chuva? Sabe tão bem ficar em casa...

Estou a ouvir um barulho: toc-toc-toc-toc. É um relógio... cada vez mais perto.

Estes corredores têm muitas vantagens... Bom fim-de-semana, com montes de chuva!

sábado, 27 de junho de 2009

Mais cidades e saudades!

Pois é o tio também tem saudades...Desconheço esse sentimento mas sentir a falta de alguém é coisa que me acontece, às vezes. Não é frequente, mas acontece. E saudades de um universo, de um mundo paralelo que não conhecemos? Aí sim. Como li há algum tempo, caminhos que não se cruzaram mas que se podiam ter cruzado. O comboio que perdemos, o outro que apanhámos e temos uma vida completamente diferente da que podíamos ter.

Já tive essa experiência uma vez. O tio passa a vida a deslocar-se de um lado para o outro e apesar de já ser grande e crescido (lembrem-me, outra vez, de falar na evelhescência), já perdeu alguns comboios e aviões. Não é frequente mas acontecia e aconteceu. Agora não pode dar-se a esse luxo, a menos que seja intencional. Acidental não.

Muito mais frequente é ter que ir a um determinado lugar e dar por ele, carro estacionado noutro sítio completamente diferente. Será a falta do GPS? Não. Acho que não o ligo de propósito.

Há tempos tive o prazer de revisitar um lugar novo. Será possível revisitar um lugar onde as memórias são tão esparsas e distantes que apenas existem nos confins dos nossos discos duros?
É possível. E adorei. Ainda vi um pouco da cidade e gostei. Achei tudo óptimo, as casas, as pessoas, os edifícios recuperados, os jardins...

Mas do gostei mais foi do café, que tomei num pequeno espaço recuperado. Sem açúcar claro, porque gosto de café. Vou guardar esse aroma e sabor durante muito tempo...

Este post foi inspirado por este texto...Estava prometido há muito tempo, mas não estava esquecido!

Atraso crónico e Misplacement.

Fiquei de rastos com este imprevisto. Depois de ter falhado o Dixieland, aqui tão perto, agora foi o Festival Med, em Loulé. Habitualmente sou pontual mas estes erros de casting e atrasos sucessivos, levam-me a pensar que não é melhor estar no sítio certo à hora errada, do que no sítio errado, à hora certa.

Continuando com esta temática, outras questões foram surgindo.

Não podendo estar com a pessoa certa, no local errado, poderemos estar com a errada no local certo? Alinhar dois pontos e fazer uma recta é fácil. Alinhar três pontos para o mesmo fim é muito mais difícil. E ainda bem que a vida, mesmo vivida com rectidão, não é uma maçadora linha recta, o que torna tudo mais fácil. Ou talvez não?

Em recta ou curva, prefiro estar com a pessoa certa. Seja no local certo ou errado. Mas custa tanto não poder estar. Sempre...

Será que na próxima semana consigo chegar ao castelo de S. Jorge, em tempo e companhia certa? Começo a ter dúvidas.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Contagiarte

Gostava de te contagiar. Contagiarte, é o que me apetecia. Hoje. O português não é traiçoeiro. Amanhã? Terça? Sempre.

Lições de Hidráulica Geral

O rio que corria selvagem, ao sabor das planícies e outros acidentes de terreno, desviando-se de alguns obstáculos, dissipando a sua energia em depressões (vulgo buracos), contribuindo para a erosão acentuada das dunas, acabou por ser dominado. A esse juntou-se outro.
Circulavam em canais, muito certinhos, feitos pelo homem, para uns reservatórios. Esses reservatórios abasteciam outros canais, de menor dimensão, até ao destino final. Os caudais excedentes seguiam, através de outros circuitos, para uma bacia de dissipação até que, final e tranquilamente, depois desse último ressalto hidráulico, a corrente chega ao mar...

Era uma vez um rio...Era assim que poderia ter começado esta história tão ramificada, tão imprevisível numa primeira fase como previsível noutras. Tão semelhante a tantas outras.
Tudo corria tranquilamente, nestes circuitos perfeitamente delineados e definidos até que, sem que nada o levasse a prever, uma barragem cedeu. O paredão (e não foi “O” Paredão) abriu, e a água arrastou tudo à sua frente.

Misturaram-se as águas dos vários canais, voltaram a inundar a planície, correndo pelos vales, fazendo lagos nas depressões, provocando erosão, mas chegando ao mar livremente. De forma selvagem, mas mais gradualmente mais controlada entram no mar e aí, finalmente num abraço que parecia impossível, repousam.

Algumas pessoas ficaram felizes, por ter a água novamente perto de si. Outras, que haviam construído as suas casas em terrenos perigosos, perderam o seu aparente repouso.

Era um rio. Era uma vez uma barragem. É um rio. Será sempre um rio.

E tudo o que é compartimentado à força, um dia cede. A natureza prevalece.

Era um vez um rio. Eram algumas vezes dois rios. Eram muitas vezes dois rios. É uma corrente...

E é preciso aprender a nadar antes de entrar na água.

E hoje deu-me para a hidráulica...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Aforismos populares e desaforos cultos

É conhecida a sabedoria popular, baseada na experiência, recheada de bom senso e servida com graça. Um ditado que resume uma forma de estar na vida, bem portuguesa, prende-se com a tomada de medidas depois de acontecerem factos para os quais deveríamos estar preparados mas não estávamos: “Casa roubada, trancas à porta” .

E que me desculpem os meus seguidores os meus leitores e as 17 pessoas que olharam para o meu perfil (as outras 615 foi o Tio, a ver se alguém o tinha visto), mas chegou a hora de trancar a porta.

Sou naturalmente a favor da liberdade de expressão e aprecio os britânicos nesse aspecto. Deixei esta minha casinha, que também é vossa, livre para todos os que entendessem deixar-me comentários. Mordazes, críticos, divertidos, incómodos e até sem graça. Durante bastante tempo diverti-me tanto com esses comentários que fui recebendo, como com os textos que fui publicando. Hoje decidi que não pode ser assim. Também nunca fui exageradamente fiel, apesar de extraordinariamente leal. Por isso este anúncio e esta justificação pública.

Também vi que não sou o único, que pessoas que admiro (sim, ainda tenho heróis e heroínas no dia-a-dia), pelos seus posts, pelos seus blogs, pela sua forma de estar, pelo modo como traduzem para texto e imagens situações sérias ou divertidas, com graça e sentido de oportunidade o fizeram. Nunca as tinha compreendido. Compreendi há dias.

Publicarei no entanto todos os comentários que generosamente me quiserem fazer. Prometo. Uma única excepção para aqueles que me parecer que, despropositadamente, têm como objectivo único o insulto vão, e não me sejam dirigidos a mim próprio, ou aos meus textos, mas a terceiros. E que me desculpem todos os outros leitores que me têm dado o prazer de vos ler!

Os meus princípios aguentam-se, de certeza.

CLONAGEM, precisa-se. Urgente!

Há pouco escrevia sobre a as minas de sal gema e o Tiorismo. Imaginei que agora podia estar de partida para o meu querido Algarve, para a segunda capital do reino do carnaval. Imaginava uns dais de puro tiorismo e descanso. Mas não. Um ataque tiorrorista, obrigou-me a ficar retido no Terroporto, sem poder levantar voo. Bolas! Lá se vai o Festival Med!

Apetecia meter-me na mina mágica e sair clonado do outro lado. Será que a rapaziada da Clona, tão mediáticos desde o último Prós e Ultras, poderiam dar uma ajuda? Obrigado.

Escusado será dizer que o clone ficava, o original é que ia para o laréu!

Prós e Ultras. A clonagem insuspeita.

Não sou insuspeito para falar deste programa, pograma, desculpem, tão interessante, que põe frente a frente pessoas que defendem a mesma coisa. Supostamente devia ser um debate, de personagens com diferentes pontos de vista, regulado pela jornalista, mediadora, mas não. É um “todos diferentes, todos iguais”, liderado por uma jornalista, que tem como principal função ver se o fogo não levanta e não queima a sopa ou o assado. E brilhar e fazer brilhar. Disciplinadora, quando não convém. É triste. Felizmente nunca vi esse programa a sério e o último que espreitei (detesto sair à segunda) foi sobre a não privatização da Portugal Telecom. Lá percebi que não era mais um concurso, talvez fosse uma telenovela.

Imaginem por isso o meu estado de espírito ao deparar com um programa do mesmo tipo, mas sobre o Tiorismo, actividade económica a que antes chamávamos Turismo.

O Senhor Ministro (habitualmente referido pelo Contra Informação como Manelinho), no seu melhor, rodeado por um grupo de admiradores, tendo como opositores de debate, não uns adversários, com opiniões discordantes, mas sim uns actores que faziam de ultras do regime. Lindo. ADOREI...

As pessoas no platório (mistura de plateia, com auditório e oratório) lá fizeram o sacrifício, uns tiveram os seus irrepetíveis segundos de fama (que compensaram as horas de seca), outros, que não precisam, lá foram dizer a verdade, normalmente, sem chorar nem ser pedir subsídios. Não são subsídio-dependentes, o que faz deles uns perigosos empresários independentes do poder. A generalidade, esteve para encher. Pareceu-me que era a corte do Tiorismo em terras do ALLGRAVE (é grave, mesmo). Uns Tioristas, porque se deslocaram para estas terras.

Outros pareceram-me mais Tiorroristas (Turras do Tiorismo), mas ao ver o à-vontade com que falam, conhecendo-se o seu percurso, já nem me apetece escrever.

Ainda bem que só vi cinco minutos de pograma, mas achei deliciosa a história da origem do hotel na mina e dos telefonemas que em 24 horas levaram à concretização do projecto. Não percebi se era para rir, pelo ridículo, ou para chorar, pela tristeza. Ou se para as duas coisas...

Há mais de quinze anos que ouço falar desse aproveitamento turístico, original e diferenciador. Foi apresentado à Câmara e à CLONA. É mesmo. Pode ser que seja desta, ainda vai a tempo...Se na Polónia já fazem tratamentos para a asma, em minas de sal gema, desde 1825, cá em Portugal também podemos ser inovadores...

A última vez que tinha ouvido falar desta grande novidade, tinha sido em 2003. Ah, geniais empresários portugueses, que dinamismo, que visão estratégica, que inovação e que capacidade de concretização!

Vou-me rir é com os relógios tão bonitos que vi nos vossos punhos de renda, lá na mina, daqui a uns tempos...E não aproveitem o nome da empresa para fabricar mais empresários à pressa para este ramo. Já chegam os que temos. E políticos ainda menos. Fiquem-se pela clonagem de ideias. Obrigado.

É tudo virtual. E sabem que mais? Até gostei. Foi original. Estou rendido ao mundo do faz de conta. Mas, já agora, mudem o nome do pograma, para o que sugeri, tá bem?

Fica no entanto um desabafo. É triste que a dita oposição, à falta de argumentos, tenha invocado razões de segurança. A floresta está a arder e estão preocupados com a caixa de fósforos que têm no bolso? Amorfos, se faz favor. Amorfos!

Afinal quem é que criticava o show off, quem é que dizia que não se governava para as televisões? Neste caso já não é show off. É show biz! There's no business like show biz...Sexy? Hummm...

sábado, 20 de junho de 2009

Caldeirada Entornada

Até as mais elementares leis da física, dogmas de fé, paradigmas de uma visão naturalista ou realista do mundo caem por terra nesta nossa sociedade onde o coração ainda manda. Às vezes felizmente. Outras nem tanto. E ainda outras tantas vezes a impulsividade acontece... Assim quis o destino (não vou começar a cantar fado...) que a seguir à Caravela Portuguesa o cardume fosse engrossando. Primeiro um cação (muito apreciado no Alentejo em sopas) e logo depois, um casal de piranhas.

O tanque é grande, e a comida era abundante para a variedade de espécies em presença, mas as piranhas são terríveis. Peixes de dimensão média, cuja voracidade é conhecida de todos, fizeram conjunto com o cação e com a caravela portuguesa e em breve a comida começou a rarear, pondo em risco a sobrevivência de todo o aquário, tal era a sua fúria devoradora.

O salmonete, ao ver o estado a que tinha chegado o aquário achou que tinha que agir. Perito em metamorfoses e ajudado por umas aulas de representação dramática e outras artes teatrais, resolveu assumir a sua personalidade de peixe fogo. A guerra tinha começado, depois de tantos desafios constantes.

Uma manhã, sem que nada o fizesse esperar, a Caravela Portuguesa estava fora do aquário, morta. O casal de piranhas tinha comido o cação, moribundo, em consequência do abraço fatal da Caravela, antes do salto fatal. Numa sessão auto-fágica, e muito up-dated, depois do cação, tinham-se comido uma à outra.

E a pobre Sarda? Conseguiu felizmente saltar para outro aquário que viu passar nas mãos de um visitante. Encheu-se de coragem, arriscou e, felizmente, conseguiu chegar a águas mais tranquilas.

O Salmonete viveu para contar a história, que não serviu de lição para ninguém. O problema da aquariofilia em Portugal não está nos peixes, nem nos aquários. Está nos aquariofilistas...
Salmonete grelhado, hmmm... A questão está em conseguir pescá-lo.

Estou a ver duas lulas? Vai começar tudo de novo? Não há aquário que resista...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A musa

Desde que a Veruska, sensibilizada com o picanço com o Smart conduzido por uma recém-encartada (ainda se usa esta palavra?) me perguntou, achei que devia aproveitar esta oportunidade para esclarecer a questão.

Também não me perguntem, agora que tenho esta responsabilidade de ter seguidores, aliás, seguidoras e por isso responsabilidade acrescida, os efeitos no Tio da publicidade na televisão em que usam a figura feminina para efeitos meramente comerciais.

Tenho que usar um substantivo (espero que já seja esta a palavra correcta para nos referirmos ao que também já foi chamado “nome”), que dê ideia que percebo alguma coisa do assunto, então aqui vai: berlina.

A berlina a que me refiro, é uma máquina destinada ao público feminino, pela forma e pelo conceito. O filme comercial também é passado no feminino e não me recordo de ver homem nenhum nele.

Podiam mostrar a berlina a ultrapassar outras conduzidas por homens mas, dizem os que estudam as motivações, que isso não é importante para o público-alvo. Não comento, sobretudo depois do picanço.

Recordo é a condutora a mostrar, ainda que ligeiramente a perna, ao sair do carro, com montes de sacos de compras. Nesta complicada linguagem da publicidade percebi o anúncio como homem: Como a berlina é alta, só mostras o joelho se quiseres, porque as probabilidades de o fazeres são mais pequenas do que se fosse baixinho, onde terias forçosamente que o fazer para sair do habitáculo (ui, este substantivo, que profissional). Tem imenso espaço para transportar compras (fica a ideia, minhas queridas amigas...). Não são compras de supermercado em sacos pequenos, são sacos grandes de vestidos, tailleurs (oh la la!), de lojas giras onde se podem comprar montes de coisas giras!

O head line “limusina urbana” apoia-se no espaço interior onde a palavra espaço não é um eufemismo, e na facilidade de estacionar na cidade porque é um automóvel pequeno... Tenho a certeza que todas as mulheres que eventualmente me lerem perceberam esta questão.
É um monovolume de classe 2 (não faço a mínima ideia mas fica bem esta referência, dá um ar de conhecedor).

A terminar duas pequenas notas: Tem um botãozinho no tablier que diz “city”. Se carregarmos lá, a direcção fica superleve, apesar de normalmente já ser muito leve. Não queremos as nossas rainhas com músculos, nem que façam esforços adicionais e desnecessários. A última, que não verifiquei mas acredito piamente e deve ser óptimo para quem transporta miúdos relativamente crescidos ou crescidos, sogros, sogras, pais, mães (para os Tios não é relevante): os bancos de trás são reclináveis, vejam só!

Acho que com esta descrição, depois das outras notas já disse tudo sobre o carro. Aqui fica a fotografia da máquina, nascida em Itália e onde se desenrolou a aventura. Juro que não sou patrocinado pela marca transalpina (esta foi a chave de ouro!):


E digam lá que não é giro? Fiquei agora foi na dúvida se o Smart se estaria a meter com a Lancia e não a condutora do Smart com o chauffeur da Lancia. Que dúvida cruel! Tenho que repetir a experiência, mas apenas com objectivos científicos, claro.

Vrummmm!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Leitora procura-se

Não tenho dormido a pensar na leitora que me deu uma receita de frango malandreco. Pode dar-me um sinal, mesmo que ténue, que acompanha estas viagens? Se as acompanhar, claro...
Please...

As idas ao psicanalista estão cada vez mais frequentes e saber que, mesmo esporadicamente, me lê, ajudava-me imenso. A sério. Olhe, mesmo que não seja verdade, diga que sim, que me lê.
Antecipadamente grato pela sua atenção, aproveito para lhe prometer que até sou capaz de experimentar a sua receita de frango. Tio dixit. E teria todo o gosto em convidá-la para uma francezinha mas não quero parecer atrevido ou, pior ainda, malandreco.

Se tiver instalada qualquer uma das versões do cuskometer sabe que não tenho os dedos cruzados, ao fazer esta promessa!

Ontem ouvi essa palavra, que não ouvia há séculos, e fartei-me de rir... A sério, foi súbito, espontâneo e lembrei-me de si... A pessoa que estava a falar comigo e que usou esse adjectivo para se referir a um amigo mútuo, achou curiosa a minha reacção. Um destes dias tenho que lhe dizer porquê...

sábado, 13 de junho de 2009

Estou canssado, preciso descançar.

Sim, descançar, como esta grafia indica, é uma mistura de descanso com dança. Descançar significa descansar através da dança. Descansar a dançar! O que o Tio adora fazer, como sabe quem me lê.

E do sol que apanhei, fiquei assado que nem um pimento. Mais as sardinhas e os pimentos de ontem à noite, hoje estou canssado. À noite vou descançar para o Porto. Depois do Santo Antoine, só mesmo o St. John of the great OPorto, Portuguese Way, of course.

A seguir ao St. John, uncle Al is moving to the... Al-Garve, para as margens da Ria Formosa, não para The Allgarve, nem para Garve, nas margens do Loch Garve.

À procura de outros descanços, encontrei este texto giríssimo...Um descanso, claro!

À bientôt!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Porto, quão tarde te conheci...

Conhecer...Quantas acepções haverá para esta palavra? E quantas vezes tenho feito esta citação do Padre Américo, repetindo propositadamente a palavra Porto: Porto, Porto, que tão tarde te conheci...

Conhecer. Infinitivo. Impessoal. Por isso conhecemos sem conhecer.

Por isso não quero conhecer. Quero ser. Quero ser muito. Não quero poder. Não quero quero. Não gosto de quero. Gosto de sou. Não gosto de sou. Gosto de estar. Gosto de ser. Não quero saber!

E ontem, pareceu-me tão curta a Marechal, tão pequena a Avenida da Boavista e tão bonita a Rotunda. Depois disso consegui passar dois sinais vermelhos na Av. da França (não é “de” França é “da” França), ouvi umas apitadelas no cruzamento com Domingos Sequeira que me pareceram música, fiz toda a VCI a 80 (Quilómetros por hora e não milhas por hora) e vim na auto-estrada muito abaixo dos 120. Nem sei se cheguei. Sei que me apetecia regressar.

Fantástica viagem. Terá sido algum efeito do Earl Grey? Se foi, não foi secundário. E fui no meu carro. Mas não foi do carro. Esse é secundário.

Hoje estou hermético e ninguém me atura.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A esperança adiada

Há anos que não preocupava tanto com as eleições, como ontem. No rescaldo, como também desde que descobri a candidatura da LA, senti o que é pertencer, sem de facto o ser, a uma minoria.

Um minoria medida pelos padrões da ditadura das audiências dos media, pela ditadura de uma maioria de eleitores sem qualquer ideia do que se passa à sua volta. Um ditadura de gente sem imaginação, arrojo e, sobretudo, sem o despojamento de se libertar do conforto de uma casa ou clube conhecido.

Apetecia-me brincar com estas eleições, com as declarações do rescaldo eleitoral, com o Gepetto e o Pinóquio, com a toilette horrível da Judite de Sousa, com a Clara também de Sousa (estava muito bem mas, cuidado ao mostrar os joelhos, porque anda por aí muito tarado que pode perder o controlo), com o sorriso cada vez mais Colgate Max White do PP, com as touradas do Bloco de Esquerda (digo o nome todo para não se inferir, de modo algum, qualquer eventual simpatia), com o face lift da candidata do PC, com a vitória dos meninos bem comportados armados em senhores crescidos, com a tutela da mamã (já chega aquele programa à quinta feira à noite, para essa brincadeira de crescidos), mas não. Não me apetece.

Estou triste e não é pela chuva da manhã, pelo vento que sinto lá fora. Estou triste por ver que dois em cada três portugueses, ainda acredita nestes políticos, menos que eu. Estou triste por sentir que os mais pequenos continuam a ser discriminados pela ditadura das audiências. Estou triste por ver que os que diziam que antigamente era só Fátima, Futebol e Fados, hoje não vem que apenas o ritmo mudou, a música é a mesma. Estou triste por ver que não querem ver. Estou triste por ver que nos querem dar pior Futebol, pior Fado e mais Fátimas. Estou triste por ver que muitos engolem essas mensagens. Estou triste por ver, mais vez, que o Marshall McLuhan tinha razão. A mensagem não interessa. O meio é o que importa.

Estou triste por isso tudo e por sentir que não fiz nada para mudar nada disto, nos últimos anos. Estou triste por ver que outros, como eu, perderam a esperança. Mas...basta um pequeno click para se acender uma grande chama.

E hoje, no meio desta terra devastada pela estupidez, dominada pela cupidez, surge uma nova esperança. Verde. Verde como sempre foi a esperança.

Acredito que ainda vamos a tempo! E não estou a falar das eleições no Sporting. Essas, simbolicamente foram um dia antes.

Haja esperança. Hoje, aqui, há esperança. E muita. Obrigado pelo click que acendeu esta chama. Apesar de pequena, está acesa.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Do Menáge à Trois à orgia: A história de uma caldeirada anunciada.

Já tive oportunidade de ver a Sarda. Rico peixe. Deve ser muito saboroso, sobretudo assadinha em forno quente, recheada ou lardeada e revestida a miolo de amêndoa, em cama de espargos verdes, com um apontamento de compota de manga.
Estava quase aclimatada ao Aquário e o Tio habituado às novas vistas, quando surge novo elemento no cardume (espero que a XS me desculpe este plágio, mas a do Peixe Balão deixou marcas, profundas como se vê)…
Era um peixão bem vistoso, de cores vivas e garridas. Não tinha escamas, mas sim um revestimento suave que apetecia tocar. A plumagem no cimo da cabeça era abundante e loira. Antes de me aproximar demasiado, por sorte, encontrei uma manual de aquariofilia que tinha recebido na entrada da adolescência. Com saudade desses tempos abri-o e, com mais sorte ainda, logo na página onde aparecia uma Caravela Portuguesa.

Percebi que era um peixe perigoso, mas o perigo sempre atraiu o Tio. O fruto, neste caso ainda proibido, é sempre o mais apetecido e a vontade de sentir a Caravela Portuguesa era cada vez maior. Era irresistível a vontade de a tocar, de nadar entre os seus tentáculos. Mas como?
A solução foi expedita: Umas luvas de latex. A sensação não é a mesma, mas há umas mais finas que, com segurança, nos dão a sensação muito aproximada do contacto sem elas e, vantagem adicional, ainda há o fetiche das luvas...

E para os tentáculos? O melhor era um fato de caça submarina, mesmo. Ou... melhor ainda, vestir um, de latex, à Caravela...Aposto que lhe ficava a matar e também se matava outra fantasia...

A vida no aquário está a ficar interessante. Será que resisto mais tempo?

Ahhh meu Algarve!

O que tenho andado a perder, e ainda por cima há já vários anos. Nem acredito...
Hoje graças a um post da Veruska descobri uma dessas coisas absolutamente imperdíveis.

O que é que andava a fazer? Este ano não falto, de certeza!

Motorista para todo o serviço

Normalmente o dia para esta função de Ambrósio, com uma abrangência diferente do anúncio da TV, não é este, mas aconteceu. Ai o Porto, carago...

Uma alteração de hábitos, variação na rotina das semanas, ajuda sempre o tempo a passar, e a não cair na monotonia.

Lá fui, a conduzir um carro tipicamente feminino (sim, os carros também têm sexo, ou pelo menos género), em excelente companhia dar uma volta pelo Porto. Ultrapassadas as dificuldades iniciais (só tentei meter a 6ª, uma vez) e percebidas as dimensões do bólide (também não tinha aqueles simpáticos pi-pi. PiiiiiiiiiIIIIIII, que ajudam imenso), adaptado à virilidade do trânsito portuense com a mania da prioridade à direita, em qualquer circunstância, lá fui. Acho que o carro ajudou imenso a ultrapassar esta falta de hábitos: Aquele não sabe conduzir o carro da miúda! A tipa pede o carro irmã mais nova e o gaijo é que se abotoa...Deve ter sido o que os condutores do Porto ficaram a pensar naquele dia, do Tio... Até tive direito a uma provocação/picanço com um Smart (...), pilotado por uma teenager, com a sua irmã mais velha a co-piloto, em plena Avenida da Boavista. Teve a sua graça...

Acho que não me portei mal de todo. O tour correu bem e acabou ainda melhor...

Vou passar a divulgar os meus serviços. Just in case...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Hierarquia e Função. Da confusão ao Menáge à Trois

Recebi a notícia como todas as notícias importantes. No vão da escada, ou na ombreira da porta, à despedida, do tipo: Ah já me esquecia de lhe dizer, vamos arranjar uma pessoa para o ajudar. Duro como sou, disse logo: Excelente! E vem com vontade de trabalhar? Sim claro, mas vai ficar lá na sede. Claro que vai aí à fábrica quando for preciso...Deve ser o teletrabalho, pensei, mas não. Era mesmo verdade...
Agora que as bolachinhas e os docinhos se vendem como pão quente (do antigamente) é que vou ter alguém para me ajudar no dia-a-dia, e à distância... E qual é a formação académica, perguntei apesar de não me parecer, de forma alguma, relevante. Tinha o curso de Engenharia de Pasteleiro, o que vinha mesmo a calhar, pois assim poderia visitar os nossos fornecedores de creme, Bolas de Berlim e outros bolinhos congelados. Com certeza, e muito mais, é uma pessoa com muitas qualidades, percebi já junto ao carro do Mero (para usar a terminologia da XS). Ainda arrisquei um “não vai ser muito fácil articular, mas vai correr bem”. Sim com certeza porque, “apesar de depender hierarquicamente de si, vai depender funcionalmente de mim”. E aqui é que o Ti Al começou a ficar preocupado, com esta teia de relacionamentos. Quem vai colaborar com quem e quem vai reportar a quem?

Se em vez do Mero fosse uma Pescada do Chile, ficava tranquilo. Assim estou apreensivo. Revi rapidamente as combinações possíveis. Uma perigosa, a outra, impossível. Não gosto do MFM. Acho que pode resvalar com alguma facilidade para o MMF e isso não, cruzes!!!

Esperemos pela Sarda, para voltar ao assunto, mas entretanto vou já convocar uma manifestação a favor da diminuição dos riscos laborais, pelo aumento da segurança no trabalho: Por melhores condições de trabalho! Mulheres ao poder, já! Não aos hermafroditas! Abaixo os protogínicos !!!

Enfim, loucuras de Verão, espero eu...

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