sábado, 30 de maio de 2009

Histórias do Shopping 2

Razões de natureza profissional (quase que vivo para o trabalho, mas não chorem) levaram-me a estar algum tempo no Dolce Vita Porto, junto ao Estádio do Dragon-ê (Não é Dragão, nem Dragon, é mesmo Dragon-ê). Por infelicidade tivemos que suportar dois jogos de futebol, nessa semana. Mas lá se passou o tempo, uff...

Enfim, também gostei desse Centro Comercial, apesar de ter jurado, há tempos, que nunca lá iria entrar. Como facilmente se percebe, bem diz o ditado popular: ”Nunca digas dessa água não beberei”...!

A quantidade não é tanta como no Norte Shopping, mas a diversidade e a qualidade são elevadas.
Excluo, claro os dias do futebol. Aí não há hipótese nenhuma, a menos que fosse um fanático do Porto. Gosto da cor, mas fico por aí. Não estou em idade desses devaneios em quantidade, antes sim, interessa-me a qualidade. E fiquemos por aqui.

Quanto à diversidade, pareceu-me que predominava uma faixa menos jovem, com todas as vantagens e os pequenos inconvenientes dessa situação...O jogo é o mesmo que noutros locais semelhantes. Aqueles milésimos de segundo, duram um pouco mais e já está feito o diagnóstico, medidas as possibilidades, aferida a probabilidade de sucesso e, caso haja acordo, começa a partida.

Os saldos? Não valem mesmo a pena, para quem gosta do género...Ali não há nada disso.

I love this game! But ... It's not the game but the sport I' m keen on.

Mas estamos a falar de quê? Acho que devia ter ido à inauguração do Dolce Vita Tejo…Como é que pude faltar?

Poderes e Podres

Vou inaugurar, simbolicamente, estas novas etiquetas com esta frase: Se o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente, que será de esperar do poder quando assenta na podridão? A Peste Negra, ou uma pandemia do vírus da Incompetência?

Curiosamente, ao procurar referências sobre a citação original de de Lord Acton, encontrei este texto e este.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Afinal há esperança...

Foi a minha descoberta de ontem mas já estou refeito. A Laurinda Alves candidata ao PE, deu-me uma nova esperança. Só tive pena de ser o último a saber, pois toda a gente a quem tenho comentado esta descoberta, me diz: Ah...Não sabia? Onde é que tem andado? Toda a gente sabe...A jornalista, pois...

Há imenso tempo que não me sentia assim, a propósito da política. Não tenho o prazer de conhecer a LA pessoalmente, mas tenho pena. Gosto de a ler, é uma profissional da comunicação social, de mérito reconhecido. Ontem ainda procurei as estações de rádio todas (sim, parece que há outras para além da Comercial, da RFM, Antena 2, e da Antena, 3 e ainda a TSF que ouço muito esporadicamente. Percorri todas até que encontrei, pasme-se, a Campanha Eleitoral. Os meus esforços foram recompensados e lá consegui ouvir a LA no tempo de antena do mep, movimento que desconhecia em absoluto.

A ignorância do Ti Al é espantosa e reparo agora que as iniciais AL e LA, são precisamente as mesmas, que fantástica coincidência...

Muito a sério, que nesta casa também se fala a sério: Fiquei contente, por ver que uma pessoa, com carreira profissional, simpática, inteligente (e gira, também, já agora) abandona, mesmo que temporariamente a sua carreira para se dedicar a essa tarefa, que devia ser nobre e que, com ela, parece ser. A causa dos outros, a causa pública. E isso encheu-me de vaidade, por ter lido e gostado do que li da LA. Por ver que há cidadãos, meus compatriotas que acreditam que podem fazer alguma coisa pelos outros... Lembro-me dos meus tempos de Associação de Estudantes em que desafiámos o poder instituído das J's. As máquinas partidárias...Ganhámos. Depois disso seguiram-se outras batalhas, noutros campos da sociedade até que por fim, como muitos outros, me rendi a uma evidência que parecia constante e generalizada... Outros da minha geração não. Renderam-se às certezas da circunstância...E ainda por lá andam (muito mais gordos, diga-se).

Sempre achei, e acho, que a política é uma actividade para quem sabe fazer outras coisas. Para bons profissionais, pessoas inteligentes, de carácter grande e nobre. Não é o que temos visto, infelizmente.

Desejo que seja eleita, minha cara Laurinda Alves! Sem ter que introduzir muita demagogia no seu discurso, nem fazer falsas promessas. E mesmo que não o seja, porque todos sabemos como funcionam estas questões, saiba que valeu a pena. Do mesmo modo como me despertou a mim, de certeza que outros já foram acordados. Ouvi ontem que está a preparar esta campanha há cinco meses. Onde é que eu estava, completamente alheado da realidade do mundo, da sociedade, daquilo que é vivo!

Desejo-lhe felicidades. Muitas felicidades! E obrigado por nos dar esta esperança e este ar novo na nossa política cansada….

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A importância da piscina na cultura individual e na actualidade nacional

Há séculos que não ouvia isto. É verdade, mas é também um progama de rádio que ouço, às vezes, quando tenho que me deslocar de carro. Para viajar sozinho, gosto mais do rádio (telefonia, para quem não percebeu). É mais variado e, mesmo de dia, a generalidade dos programas é muito comestível. Às vezes até surpreendentemente bons, em estações que não se espera...

Ontem fui surpreendido com a campanha eleitoral. Alheado dessas lides há anos, já tinha visto os cartazes espalhados por todo o lado mas, cansado das caras sérias, de plástico, ou da boa disposição tipo salvadores da Pátria, nem ligo. Alguns irritam-me mesmo um bocadinho, outros um bocado mais. Depende da carga demagógica que cada um transporta.

Estava previsto apanhar uma seca de piscina. Deveria ser uma molha, mas não. Previa-se uma seca. Afinal nem seca nem molha...

Toshas debaixo do braço, saí do carro entrei num bar com wifi, que me tinham recomendado. Consegui escrever a acta da reunião da escola (estava difícil), transcrevendo alguns “post it” electrónicos (dos outros nem pensar, são caríssimos).

Ia ouvindo o depoimento do DOC (modéstia à parte, acho que o Doutor do Banco Para Néscios ficou muito bem com este acrónimo), na Sic notícias e ... e... Os canais iam mudando ao sabor do zapping do empregado até que de repente a grande novidade. Não é que a Laurinda Alves também é candidata ao Parlamento Europeu?

Talvez fosse o único português que não sabia, mas fiquei genuinamente feliz !!! É caso para se dizer que o conhecimento, ao contrário da ignorância traz felicidade. Se tiver tempo hoje ainda publico uma notinha sobre isso. Ainda me doem os dedinhos da transcrição de ontem... A rapaziada do ciber café deve ter pensado que o Tio estava a preparar o sermão da sexagésima...

Ah...estou a pensar montar um serviço de transporte de sobrinhos à piscina, à música e a outras actividades Extra-Esc-holares, a preços razoáveis! Agradeço dicas.

Aprende-se imenso, na piscina !!!

terça-feira, 26 de maio de 2009

O Conselho de Turma

O dia, no início das aulas lá na Esc-Hola, foi dedicado ao Conselho das Turmas.
A agenda era pesada, com dezassete pontos e os trabalhos iniciaram-se, muito cedo, às 11 horas da manhã, conforme previsto.

Aqui vai a transcrição da Acta que, de acordo com instruções recebidas do Mistério da Inducação, vai ser publicada na Internet, Internette e outras ettes, em formato compatível com o Migalhões:

Aos 27 do mês Abril da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, reuniu-se o Conselho da Turma H da Esc-Hola Secundária número 1882 do Planeta Emp-Reza, na localidade de Santinha, presidida pelo Senhor Presidente do Conselho Executivo, com as presenças do Senhor Presidente do Conselho Geral e do Senhor Director das Turmas. Verificada a legalidade e legitimidade das presenças e respectivas representações e o cumprimento dos procedimentos legais da convocatória, o Senhor Presidente do Conselho Executivo, declarou aberta a sessão e iniciados os trabalhos.

A ordem de trabalhos tinha os seguintes pontos:

1.Programas escolares para os anos de 2010 a 2015
2.Investimentos a realizar na Escola
3.Programa das actividades circum-escolares para o ano lectivo de 2010/2011
4.Estratégias de aprendizagem dos Alunos vindo de outras Escolas
5.Comparativo dos Resultados Escolares do primeiro Semestre de 2009 e 2008.
6.Relações do Conselho Executivo da Esc-Hola e a dialética Conselho-Concelho no Concelho de Santinha
7.A dieta do Professor de Ciências Histórico Filosóficas
8.O novo carro da Professora de Inglês
9.A falta a Moral e Religião do menino Zéquinha no passado dia 9 de Dezembro, ao primeiro tempo da Tarde
10.A falta da mãe do menino Joãozinho à reunião de Pais do passado dia 16 de Dezembro
11.As meias usadas pelo menino Antoninho na aula de Educação Física do dia 7 de Janeiro
12.Investimentos na cozinha e cantina da Esc-Hola, de forma a cumprir a legislação e facilitar a prestação de serviços às novas Turmas.
13.Investimentos na Papelaria e Armazém de Produtos Escolares
14.A toilette da Mãe da Mariana na Festa de Natal da Esc-Hola
15.O ângulo do braço do pai do Zézinho, no Spanish line da abertura do Passodoble, na festa de Natal da Esc-Hola, ao dançar com a mãe do Zézinho
16.O Orçamento de Tesouraria para o segundo semestre de 2009

Antes se entrar na ordem de trabalhos o senhor presidente do Conselho Geral pediu a palavra para reiterar a importância desta reunião e da importância para o desenvolvimento futuro da Esc-Hola de uma adequada afectação de recursos e da implementação das estratégias mais adequadas aos objectivos definidos. Entendeu ainda transmitir o seu apreço ao Senhor Director de Turmas pelo esforço desenvolvido em prol do sucesso da Esc-Hola, assente na satisfação dos Pais dos Alunos e na motivação da aprendizagem transmitida aos alunos que, contrariamente ao que se passava há dois anos, hoje têm vontade de vir para a Esc-Hola e de participar nas actividades lectivas, apesar do maior rigor exigido nos comportamentos.

O Senhor Presidente do Conselho Executivo, pediu a palavra, para solicitar um maior esforço ao Senhor Director de Turmas, reforçando a sua confiança neste caminho e neste objectivos tão sabiamente por ele próprio traçados, mas haveria que dar ainda mais à Esc-Hola, para se conseguir ultrapassar os objectivos fixados, que foram muito conservadores. Foi interrompida a sessão para que pudesse atender uma chamada telefónica de extrema importância, relacionada com uma ida inadiável a uma caçada na semana dos feriados de 10 e 11 de Junho.

Retomados os trabalhos passados trinta minutos, pediu o Senhor Presidente do Conselho Executivo que, não fossem, nesta altura, analisados os pontos 1., 2. e 3. De acordo com a sua opinião, a extensão e importância destes pontos mereceriam por si só uma Assembleia específica para os abordar com a profundidade necessária. Foram assim retirados da Agenda os pontos referidos, por não haver tempo para os tratar com a profundidade desejável. Entrou-se no ponto 4, sendo pedido ao Senhor Director de Turmas que fizesse uma comparação da evolução dos alunos nos dois anos lectivos. Uma chamada telefónica de extrema importância e urgência, provocou nova interrupção nos trabalhos, que foram retomados assim que o Senhor Presidente do Conselho Executivo ficou tranquilo quanto ao estado de saúde da prima da sobrinha da sua empregada doméstica que tinha apanhado um resfriado ao sair do metro, pois que a estação de São Sebastião fechava às 21h30 e tinha saído no Parque. Para fugir a algum mau encontro foi a correr para casa, o que, com a transpiração e o fresco da noite, terá provocado um resfriado. Inteirados desta situação, e devidamente sensibilizados para o problema do estado de saúde da prima da sobrinha da empregada doméstica do Senhor Presidente do Conselho Executivo, foi decidido, por proposta do Senhor Director das Turmas fazer uma Exposição ao Senhor Presidente do Conselho de Administração do Metro de Lisboa SA, a referir os inconvenientes das obras a decorrer na estação de S. Sebastião e solicitar que fossem tomadas medidas para minorar esses inconvenientes. Foi também sugerida a oferta de vales de compra, no Corte Inglês, no montante de 50 euros por semana aos clientes do metro que provassem ter necessidade de sair na Estação de S. Sebastião da Pedreira depois das 21h30.

Devido ao adiantado da hora passou-se para o ponto 5 onde se conclui a necessidade de um maior esforço a ser desenvolvido pelo Senhor Director de Turma, no sentido de se manter a tendência de crescimento verificada nos primeiros meses do ano corrente e nos últimos do exercício passado. Entrados de imediato no ponto 6 foram analisadas os ofícios trocados nos últimos meses e as excelentes relações entre os Conselhos da Esc-Hola e os Conselhos do Concelho de Santinha. Os esforços diplomáticos têm tido excelentes resultados prevendo-se, para breve, um conjunto de acções de divulgação da prática da luta Greco-Romana entre membro dos Conselhos de Esc-Hola e do Concelho de Santinha.

Finalmente, chegados ao ponto 7. foi pedido ao Senhor Director de Turmas que, detalhadamente, explicasse aos Senhores Presidentes dos Conselhos os programas de dieta que têm vindo a ser praticados pelo Professor de Ciências Histórico-Filosóficas. O Senhor Director de Turmas, detalhadamente descreveu os programas de dieta, os resultados que se esperavam atingir, as metodologias usadas nas construções desses programas e os contactos feitos no lançamento desses novos serviços. Referiu ainda com o mais amplo detalhe os contactos feitos com um lente da Universidade de Pu-Erto, responsável pela elaboração dos respectivos programas de alimentação. Mais uma vez o Senhor Presidente do Conselho Executivo pediu ao Senhor Director de Turmas o maior empenho na implementação destes programas de forma a não defraudar as expectativas dos Senhores Presidentes.

Foram então interrompidos os trabalhos para almoço, aproveitando-se esse momento para testar os serviços da cantina da Esc-Hola e dos criados de mesa da cantina, simultaneamente com a análise dos pontos 8. e 9.

Enquanto se degustavam as entradas, foi minuciosamente analisado o novo automóvel da professora de Inglês, em termos de consumo, performances, os critérios estéticos que teriam precedido e fundamentado a compra, a forma de financiamento escolhida, especulando-se sobre os motivos que teriam levado à substituição extemporânea da anterior viatura, praticamente nova, com 14 anos de matrícula e 169.000 Km, ou seja como nova. Concluiu-se que os Professores estariam muito bem remunerados e, como nas Esc-Holas de Pub-Lica, não havia necessidade de proceder a qualquer aumento de ordenado, nos próximos sete anos, até porque se previa deflação no próximo ano. De qualquer modo não estava esta questão na agenda, mas não valeria a pena agendá-la nos próximos anos.

Retomados os trabalhos com o cherne assado no forno, foi decidido retirar o ponto 9 da agenda, uma vez que poderia ter acontecido algo grave, com a saída do aluno da escola durante o horário das aulas e, nessa eventualidade, não interessava apurar responsabilidades, pois poderia acontecer outra vez.

Entrando-se no ponto 10. foram tecidas várias considerações sobre os motivos que teriam levado à falta da mãe do menino Joãozinho à reunião de Pais do passado dia 16 de Dezembro, o que tornou a reunião muito menos interessante, pois não havia mais nenhuma mãe tão interessante, fisicamente, claro, e que usasse saias tão curtas. Eventualmente teria ido comprar umas meias para o menino Antoninho usar em Educação Física, uma vez que é amiga da mãe desse aluno. Não é tão interessante mas, também não é nada de se deitar fora. Entretanto foi equacionada a possibilidade da mãe do Joãozinho ter um caso com o pai do menino Zeferino, que também tinha faltado à reunião. Foi decidido aguardar e verificar em próximas reuniões se faltariam ou, não faltando, se chegariam com um intervalo inferior a 13 minutos, que como se sabe é o número do azar.

No ponto 11. foi decido não se fazer nada, para não traumatizar o aluno, mas dada a possibilidade, aventada, da falta da mãe do Joãzinho se dever à compra das meias para o Antoninho, o Senhor Director das Turmas irá verificar na próxima aula de Educação Física investigar, com a maior delicadeza e sensibilidade a veracidade desta possibilidade. Assim a próxima aula desta disciplina, passará a ser dada pelo Senhor Director das Turmas, que apesar da sua formação em Letras, dará, pela sua imponente robustez física, mal contida no seu 1,67 metros de altura, um excelente professor dessa disciplina. Para não levantar suspeitas sobre a investigação, leccionará todas as aulas de E.F. nessa semana, evitando-se assim a contratação de um Professor substituto, o que representa um economia sensível no magro orçamento da Esc-Hola.

Dada a extensão da ordem de trabalhos e a necessidade imperiosa de tomar decisões, foi decidido analisar os pontos 12. e 13. no final da reunião, para se poder, com mais tempo, abordar estes dois pontos com a profundidade merecida.

A toilette da Mãe da Mariana na Festa de Natal da Esc-Hola, foi o ponto analisado em seguida, tendo sido deliberado que o Senhor Director das Turmas, irá averiguar junto da Professora de Lavores (denominação particularmente querida pela gestão da Esc-Hola), quanto terá custado o vestido usado pela mãe da Mariana na Festa de Natal e se o terá comprado a prestações, pois a empresa onde o marido actualmente trabalha atravessa uma difícil situação económica. O vestido era muito giro e ficava-lhe super bem, rivalizando a mãe da Mariana com a Mãe do Joãozinho, nos seus atributos físicos.

Foi decidido convocar o pai do Zézinho para uma reunião de Pais, onde estaria presente um formador de Passodoble, para fazer formação ao Pai do Zézinho. Não é aceitável um desvio de quase 2º no braço, no Spanish Open, seja em que circunstância for mas, menos ainda numa festa de Natal, com os alunos presentes. Para avaliar dos eventuais danos psicológicos aos alunos presentes, foi decidido contratar a título extraordinário um Psicólogo especializado nesta temática. Por sorte havia uma amiga do Senhor Presidente do Conselho Executivo, com um excelente curriculum e qua ainda era prima em vigésimo quarto grau do dono da agência de viagens que fez as reservas da comitiva portuguesa para a deslocação a Roma com as relíquias de D. Nuno Álvares Pereira o que, só por si, era suficiente para justificar o contrato. O Pai do Zézinho, irá receber aconselhamento e acompanhamento psicológico.

Entrando-se no ponto 16. e uma vez que praticamente se estava a menos de quinze dias do segundo semestre do ano, que se previa superavitário, foi decidido esperar pelo fim desse semestre para verificar se tal acontecia. Entretanto, e de qualquer modo, a proximidade desse período e a constante imprevisibilidade dos alunos, da Escola e do Ministério, era tão grande que nada se poderia fazer.

Dado o adiantado da hora, foi decidido encerrar a reunião lavrando-se a presente acta, que não vai ser assinada por nenhum dos presentes. Os pontos não analisados transitarão para a próxima reunião a celebrar, se possível, ainda neste ano lectivo. E a mousse de chocolate estava excelente (não é para transcrever para a acta este comentário).

Santa Inocência 2

Depois da confusão do BI, agora vem agora a da Carlile. Zangam-se as comadres... Já estou a imaginar o accionista inocente: “Carlile? Pensei que era um concerto da Belinda... E eu até gostava, mas poderia haver conotações com a Super Bock, por causa do anúncio...Afinal beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses, não é?”

Nojo! Somos todos parvos? Vamos ver como acaba o depoimento, de hoje. A memória, mais recente, está muito viva.

domingo, 24 de maio de 2009

A Internet e a Idade

A Internet é o entretenimento da terceira idade, foi o que me disseram hoje ao almoço. A frase foi dita com um misto de nostalgia e alegria, dada a idade da minha interlocutora, precocemente envelhecida. Fiquei triste.

Vou fechar, simbolicamente, este tasco em sinal de luto, por vinte e quatro horas. A bandeira também fica a meia haste, mas pronta para ser içada de novo.

Chuva de Primavera

Felizmente continuamos com calor de verão. Às vezes com umas chuvadas extemporâneas, o que é bom para arrefecer os ânimos, levar a umas mudanças de roupa sem contar, apanhar, sem querer, uma chuvada na praia, estar numa piscina de água quente, ao ar livre... Um sem número de vantagens do imprevisto que, naturalmente, dependem da companhia, mas são sempre agradáveis.

sábado, 23 de maio de 2009

Loucura, Sexo e Desejo

A Loucura deve ser influência da Letra L ... Os outros já são companhia habitual em casa do Ti Al.

Mas não vai mudar, por causa da rima, para Ti ALL ...

Cuskometter 6.9

Cette nouvelle version à été dévelopé et livrée pour une partie très strict du marché. Un petite réseau d’amies. Elle vient avec des lunettes, pour éviter les accidents: Antoine, çá c’est le tapis, mon cheri!!!

Permettez-moi de remercier très sincèrement, mes premiers clients.

Oh lá lá! Le retour à lá cambuse!!!

Morangos e Champanhe

Sim, uma outra combinação irresistível para se ter no quarto. Também funciona na sala e na varanda (viva o calor). No campo ou na praia é preciso ter cuidado, com os eventuais vizinhos ou passantes.

Adorei. E agora com este calor, é uma alternativa séria às cerejas com vinho do Porto.
Está definitivamente no top das minhas sobremesas sensuais e, plagiando uma famosa marca de cerveja (de má memória no patrocínio a taças), diria que é, seguramente, uma das melhores sobremesas do mundo.

Acho que vou voltar à cozinha...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cuskometer 6.8

Depois do estrondoso sucesso, ontem, da release 6.7 do Cuskometer, provocando súbito e inesperado agravamento do trânsito nas principais cidades do país, é lançada hoje a versão 6.8.

Menos de vinte e quatro horas depois da release anterior, ao estilo de Guilherme Gaitas, esta nova versão vem resolver alguns problemas da anterior e antecipar futuras necessidades dos utilizadores.

Em entrevista exclusiva ao MentesTU, o porta-voz da Tio do Algarve SA, revelou alguns segredos desta nova versão, que incorpora o produto concorrente “sitecusker” e ainda mede o nível de alcoolémia e sex-appeal dos utilizadores.

António Bernardo, acabou por deixar escapar que estas novas funcionalidades surgiram depois de três Jameson, dois Vikings (descoberta recente no reino da noite Algarvia, que consiste na mistura equilibrada do Vodka das Estepes e do licor Beirão da Serra da Estrela, com gelo), rematados com um TGV.

A necessidade da funcionalidade do sex-appeal surgiu já de manhã depois de um banho de água bem quente e de uma chuveirada fria. “É uma ferramenta fundamental, no noite-a-noite de todos os portugueses” foram as palavras com que terminou a extensa entrevista dada ao nosso blogal.

Aguarda-se com grande expectativa a reacção do público.

Cuskometer 6.7

Bem, lá resolvi, agora mesmo, decisão super ponderada depois de uma análise profunda ao mercado e dois JAMESON, colocar no mercado o Cuskometer, na release 6.7.

O Cuskometer é um sistema avançado de gestão do site. A versão 6.7 é a mais recente e a mais malandreca, ou seja a mais avançada na cuskice (motor de cuskar, mais usado em todo o mundo) e de desenvolvimento absolutamente português.

Esta release, é tão poderosa que, permite identificar o seguinte:

  • Temperatura corporal dos visitantes, através de um sensor instalado por software malicioso no rato,
  • Estado de atenção, por um outro software malicioso instalado nas webcams,
  • Altura do visitante, cor dos olhos e cabelo, pelo mesmo dispositivo instalado maliciosamente na webcam,
  • Aptidão para a dança, através de sensor instalado por falso técnico da TV Cabo nos rodízios das cadeiras de casa e trabalho. No caso do trabalho, o falso técnico apresenta-se como sendo da PT.COM,
  • Conhecimento das técnicas de dactilografia, pela rapidez das respostas,
  • Actos falhados, pelas trocas de letras, ao teclar (toda a gente pensa que são gralhas, mas não é nada disso)
  • Disposição para sair à noite em Lisboa ou no Porto, locais que o Tio costuma frequentar, através de um sofisticado sistema de emails e google talk, instalado indevidamente na generalidade dos PC e Macs dos visitantes dos sites
  • Fase do ciclo menstrual, pelas respostas dadas. Nota muito importante, e uma grande vantagem da versão 6.7: Esta funcionalidade aplica-se também a alguns homens, por razões que muitas mulheres sabem.
  • Pratos predilectos, graçlas a um sensor de hálito instalado também na webcam

Estas são apenas algumas vantagens do cuskometer 6.7. Vende-se à cobrança, como algumas meninas e senhoras, tias e sobrinhas vendem os seus brincos, colares e outras peças de artesanato home made.

Este software é distribuído em edição limitada. Mediante análise dos candidatos poderei fazer uma demonstração "in house"

Em próximas oportunidades, ou mediante solicitação para o email desta casa, poderei dar todos os esclarecimentos adicionais e eventualmente necessários.

Adira já hoje e fique a conhecer por dentro os seus visitantes. Embalagem discreta e entregue no domicílio por técnico credenciado (neste caso não se apresenta como sendo da TV CABO, mas sim da Cuskometer).

Cuskometer é marca registada do Tio do Algarve SA.

SA é a abreviatura de "Sou António", e não de "Seu António", tipo Brasil, né? Ti amo, meu Brasil!!!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Estágio incendiário ou potencialmente escaldante

Começa o verão e a época dos incêndios, oportunidade que os vários ministros de várias pastas costumam aproveitar para dizer uns disparates relacionados com o tema referindo, sob a forma de números, quantidades de meios aéreos, terrestres, humanos, duma forma tão precisa e exacta que se fica com a sensação que não há mais ninguém naqueles ministérios. A dúvida, sobre a possibilidade do leão espanhol se ter refugiado num ministério português há muito tempo, instala-se e fundamentadamente.

Felizmente também é a época dos estágios, onde as casas grandes, quintas e outras residências do género, que a Direcção Geral do Turismo, estranhamente insiste em designar por Hotéis, Conjuntos Turísticos e outros nomes semelhantes, apenas para enganar o “trade”, em geral, e alguns clientes em particular, recebem estagiários.

Também as Escolas Profissionais a agora as Escolas Secundárias, têm estágios curriculares integrados nos seus planos de estudos e esta é, normalmente, a época em que todos esses processos se iniciam.

E o destino, que nos prega estas partidas, lá fez com que o Tio fosse receber, não os estagiários (ai esses pensamentos incendiários...), mas a responsável pelos estágios de uma escola cá do Portugáu.

Até nem queria, mas lá calhou, era quinta-feira à tarde e, talvez tenha sido por isso. Também não parecia prometer. Um antigo Liceu, agora baptizado (com P, de piada) Escola Secundária, com cursos profissionais e de Pastelaria, que queriam colocar estagiários na Fábrica de Doces de Santinha? Ainda se fosse na Fábrica das Bolachinhas...

Lá me disseram que tinha chegado a senhora professora e que a tinham levado para uma sala de reuniões. Mais um telefonema que correu mal e passaram 15 minutos, que me colocaram, logo, em desvantagem, até pela imagem da “setora” que estupidamente tinha construído nesse espaço de tempo (más influências da TV...).

Cheguei à sala onde já estava sentada. Entrei por outra porta e vi-a de lado. De imediato percebi que na época dos fogos uma só faísca pode provocar um grande incêndio. Sabia que tinha os meios necessários para lidar com a situação, mas desconhecia se os podia usar.

Era uma senhora, não se levantou, mas aqueles olhos verdes e a voz grave quase que inverteram a situação e me disseram para ficar à vontade. Claro que houve aquele pequeno gesto de faz de conta que se levanta mas claro que não levanta nem tinha que levantar e que teve como primeira consequência ficar ligeiramente inclinada para a frente, numa posição de atenção, que quase me deixou a salivar correndo o risco da baba manchar a gravata e colar as folhas do caderninho A5 que costumo levar para as reuniões.

Consegui controlar-me e, num esforço fenomenal de contenção, tive que dizer aos meus olhos para ficarem a olhar para aquelas janelas de oceano, sem fazer cara de parvo, em vez de ficar a analisar a resistência da blusa justa, ao súbito e duplo esforço de compressão a que passou a ficar submetida. Felizmente o tecido resistiu, sem revelar fadiga, que teria ocasionado alguma transparência, pelo rarear das fibras e que podia fazer despoletar o incêndio, já de si iminente. Percebi de imediato o significado do alerta vermelho e também percebi o exagero da Protecção Civil ao chamar Alerta Vermelho quando a temperatura e humidade relativa atingem valorem apenas ligeiramente acima da média.

Entretanto continuávamos naquele “small talk” das razões que tinham levado a Escola a escolher a Fábrica dos Docinhos para colocação dos estagiários, enquanto o Tio, mentalmente ensaiava teorias sobre as razões que levam os adolescentes a faltar às aulas quando à competência técnica e cientifica e à capacidade pedagógica se juntam estes atributos...Estava a chegar à crise de valores da adolescência, quando percebi que a pergunta era sobre o horário dos estagiários e disse logo que sim ao almoço, apesar de só depois ter percebido que a pergunta era sobre o almoço dos estagiários e não sobre outro qualquer almoço.

A conversa ia fluindo e o Tio lá conseguiu recuperar o controlo da situação.

Quase o ia perdendo quando a sua mão direita colocou no lugar o cabelo que se tinha desviado 5 mm para o lado. Aquele gesto longo talvez tenha tido como objectivo devolver o cabelo ao seu lugar original, mas podia com facilidade ser utilizado pelo fabricante das blusas como prova irrefutável da resistência dos tecidos e rigor das costuras.

Pude ver que naquela escola já não se usava giz, que seca as mãos e queima as gargantas, a avaliar pelas mãos bem tratadas, com dedos compridos e unhas muito bem arranjadas. Não eram de gel, mas também para quê? A voz rouca não se devia a qualquer pó de giz, antes a uma necessidade de alinhamento, dando expressão adequada a tanta sensualidade.

Mentalmente revi o perfil que tinha rapidamente absorvido quando entrei na sala. O que restava do meu cérebro, já completamente inebriado pelo aroma discreto desse veneno puro (Pure Poison), que a Dior tinha lançado há já alguns anos para nos por à prova, mas ainda conseguiu juntar as partes e fazer uma imagem 3D, que levou a imaginar quais seriam os efeitos com o Hypnotic ou com o Midnight...

Uma pasta abriu-se entretanto, antes de poder tirar qualquer conclusão e saíram de lá uns papéis que se espalharam pela mesa de reuniões. Imaginei um catálogo de cruzeiros, de férias exóticas em locais paradisíacos, mas não. Era o protocolo dos estágios e parece que tínhamos chegado à parte dos documentos.

Distraído, debaixo da assinatura, em vez da data que habitualmente coloco, escrevi o meu número de telemóvel. Um acto falhado que, feliz ou infelizmente, não foi detectado.

Ou teria sido?

A milonga da minha vida

Foi o concerto do Quimera Quinteto e a companhia. Deu-me para isto... Pronto, outra vez...Aqui vai a minha história.

Comecei como Uomo del Sud, no Verano Porteño. Com a Introducción al Angel cheguei a Triunfal até que se fez Invierno, também Porteño. L' Evasion arrancou-me da Ode Hippie, levou-me até à Resurección del Angel e, com JLB à Ode Intima a Buenos Aires.

Será uma Obsession?
Começo a acreditar que sim.

Nota: todas as músicas referidas são de Astor Piazolla, excepto a referência a Obsession Tango, de Shakira

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Tango ou bridge?

Que opções estranhas...Que caminhos aparentemente tão distintos, mas que escolha difícil.
Um torneio de Bridge, ou o Richard Galliano?

O Titi, sempre foi um homem com opções aparentemente divergentes, e de consonâncias também imprevisíveis. Mas esta?

Nem se trata de coração ou razão. Aí não haveria dúvida. Apetece mesmo esquecer compromissos e voar, num mundo de sons, imagens e sensações...

E sonhos, porque não?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Gestão e propriedade. Da saliva à expectoração, a evolução do conceito.

Desde os tempos da revolução industrial que há uma clara separação entre propriedade e gestão, procurando os detentores do capital, nessa altura, quadros especializados que orientavam e dirigiam as empresas que eles tinham construído, muitas vezes a pulso, outras a chicote, outras por simples herança ou casamento...

E estas personagens, muito mais recentemente designadas pelo termo genérico de gestores, foram orientando as empresas em épocas de diferentes graus de abundância e de alguma recessão.

O crack da bolsa de Nova York marcou o fim dos anos vinte, e o início de um período conhecido como grande depressão que terminaria, alguns anos mais tarde, com a II Guerra Mundial. A comparação é livre mas, se nessa altura os sinais dessa crise já se sentiam, também agora não era preciso ter uma bola de cristal para ver que essa explosão florescente e exponencial não poderia durar muito. Os tempos mudam e enquanto em 1929 alguns gestores davam tiros na cabeça, quiçá ainda inebriados pelas loucuras dos anos anteriores, em 2008 depois das empresas falirem os gestores vão de férias para resorts de luxo, de bolsos cheios de dinheiro ganho, muitas vezes com os artifícios dessa tenda de milagres que se chama bolsa de valores. No caso pensemos na NYSE e deixemos a NASDAQ, demasiado Hi-Tec, para o gosto do Tio.

E que curioso foi o anúncio da associação NYSE com Euronext, em 2006, e que inúmeras vantagens nos trouxe esse mercado pan-atlântico...Nem sei como pudemos viver sem essa associação e mesmo sem a Euronext, mas enfim já é outra história.

E assim estes nossos personagens, exceptuando a variante pública que está ciclicamente bem ou muito bem, foram passando de semi-deuses a diabos que enganaram os accionistas. E porque nem todos os accionistas eram anjinhos de asinhas bancas, alguns desses gestores foram criando nas empresas mecanismos que dificultassem o controlo, e publicando outputs que sabiamente davam um ilusão de prosperidade completamente irreal. Como eram parentes daquele falso profeta da Língua de Mel, quando precisavam de umas massas, lá cantavam umas canções de embalar ao povo que se “desunhava” para arranjar uns cobres para investir. Seja dono da empresa...Que falácia! Se os desgraçados não tivessem os cabedais necessários ao desenvolvimento dessa empresa convertida em cruzada, então a própria instituição emprestava as massas a juros convenientes. As garantias pedidas variavam conforme o QI (ainda não descobri se é de Insulto ou de Inocência este Quociente).

Com que rapidez se passou da produção, da criação de valor para o imediatismo dos resultados...Quantos futuros se comprometeram por decisões de muito curto prazo? Quanto se vendeu ao desbarato por não ter valor e passados meses ou mesmo dias, num passe de mágica, se transformaram esses pesos mortos em bons activos, noutras mãos, sujas, de óleo não de qualquer vulgar máquina, mas sim de tanto olear estas engrenagens podres das máquinas públicas ou privadas mas, em qualquer dos casos, impúdicas e despudoradas?

E os normais operários da gestão, que sacrificam as suas vidas pessoais, envolvendo-se de tal forma que mais parecem os proprietários pré revolução industrial, e que conseguem fazer os “turn arounds”, devolver as empresas aos lucros, apesar das dificuldades criadas pelos accionistas?

Lá vai o tempo em que foram endeusados, pagos a peso de ouro, bem recompensados e premiados. Também já passou o tempo em que eram julgados com objectividade e assertivamente remunerados.

Mais recentemente, e há bem pouco tempo, esses gestores que levavam as empresas a portos seguros (não confundir com Porto Alegre), tinham como recompensa uma medalha de cuspo. Hoje, nem isso. De Operários da Gestão passaram a Escravos da Gestão e escarram-lhes na cara todos dias, sempre que podem, porque em cada esquina há um amigo, com um elevado QI, onde o I também significa INCOMPETÊNCIA, para colocar. Esses sim, são os bons. São os Gestores da Treta nesta operetta da Gestão, que rima e é verdade. É uma opéra comique, com enredo e final trágico.

E não me falem em primeiro de Maio, que ainda bato em alguém...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Não foi erro, não...

Quase que já tinha ficado tranquilo com a notícia da manhã sobre a possibilidade do H1N1, ter sido criado por erro humano, hipótese aventada por um cientista australiano, quando a dúvida foi desfeita aqui, por um português.

Adrian Gibbs o primeiro dos cientistas mencionados, tinha referido a possibilidade deste virus ter sido criado acidentalmente durante a pesquisa laboratorial para desenvolvimento de um vírus para eventual uso em vacinas...

E é nesse ponto que o nosso especialista português não está de acordo...

Parece é que há acordo quanto ao facto de não ter sido produzido deliberadamente (Uff), mas, curiosamente, conforme notícia veiculada pelo Público e cuja leitura na íntegra vivamente se recomenda, estamos perante uma oportunidade para a comunidade se preparar para a próxima vaga, com a “tomada da decisão política de apostar na vacina pandémica e não na vacina sazonal”...

Estava a ver que nunca mais diziam isto. Que alívio, uma decisão política fundamentada no conhecimento científico...

Pelo sim pelo não, cá ao Titi é que não vendem vacinas destas...desde que foi mordido pela tal víbora da ironia, ficou imune

Toma-o tú? Eu Nunca! Tiramisú, sim, sff...mas devagarinho.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Quarentena

O Tio recomenda, para a OMS (Organização Mundial dos Sobrinhos): Não procure companhia local. Vá acompanhado, com pessoas da sua confiança. Leve umas Máscaras (Venezianas) e outros adereços. Faça quarentena, num local devidamente isolado, mas suficientemente arejado.

Onde esteve o Tio? Entre outras coisas, a tirar a fotografia...
Oh! Milagres da Internette...

domingo, 10 de maio de 2009

Cavalos, Galinhas, Porcos, Dragões e Passarões

Depois dos vírus ditos dos nuestros hermanos terem levado a sua “influenza” para todo o mundo, no final da primeira guerra mundial, houve outras epidemias ao longo da história. A de 1918 foi das mais graves de sempre (julga o Tio, que não fez grande pesquisa), mas tenho algumas dúvidas sobre a comparação, em termos relativos, com os mortos atribuídos à Peste Negra, no século XIV. A gripe asiática, no final da década de 50 e a de Hong-Kong apesar de consideradas pandemias foram, felizmente, muito menos mortíferas.

O maior conhecimento da doença, o desenvolvimento dos fármacos, o incomparável estádio de desenvolvimento da sociedade no que respeita a hábitos de higiene e consciência social, por certo contribuíram para isso.

Imaginemo-nos a explicar há 100 anos atrás, a diferença entre as várias estirpes do vírus e as suas mutações. Certamente que os nossos interlocutores, nos indicariam o Rilhafoles como o local ideal para o tratamento preventivo, não dos doentes, mas nosso.

Não é a doença infecto-contagiosa de origem viral e bastante contagiosa que está em causa. Também não é o risco da Pandemia. As notícias alarmistas que vão surgindo um pouco por todos os meios de comunicação mas sobretudo pela nossa querida TV é que preocupam o Tio. Estamos numa Panhisteria e por favor não confundam com as lojas espanholas de venda de pão.

Será possível comparar o ambiente das trincheiras da primeira guerra mundial, com o que se vive agora? Será necessário que a opinião pública esgote o medicamento de nome “Toma-o tú” das farmácias, que parece não ser garantidamente eficiente neste caso?

Os nossos queridos governantes, e até os alarmistas do costume, apressaram-se a dizer que esta estirpe não era tão perigosa como a H5N1, que não havia porcos doentes, que era um exagero e que as novas autoridades da saúde já tinham tomado as precauções possíveis e necessárias. Já tinham definido todos os planos necessários ao combate dessa eventual pandemia. Também já tinham planos de contingência...

Esqueceram-se, nessa fase inicial, dum aspecto muito importante. Felizmente já despertaram. Estas notícias vendem jornais, vendem medicamentos, fazem mais pessoas ir aos hospitais e muita gente ganhar dinheiro. Mas, na opinião do Tio, há mais qualquer coisa a considerar: Enquanto se espalham estas notícias fantásticas, não se fala de outros assuntos, esquece-se a realidade e mostra-se a eficiência do governo a lidar com situações que a opinião pública conhece profundamente (esta foi forte...), e acha que são verdadeiras calamidades.

Acho que fui mordido pela víbora com o vírus da ironia, nestas férias.

E assim o nosso vírus (este meu ódio de estimação à demagogia será de origem viral?), dos cavalinhos, passou para os passarinhos, e agora para os porquinhos. Pelo meio ainda tivemos a ameaça das vacas loucas, sem ser em forma de vírus...

Com estas notícias alarmantes e alarmistas perderam-se muitas pequenas empresas e outras floresceram, meteoricamente.

Hoje perguntaram-me se não acreditava que estávamos todos em risco nível 4 ou 5 (nem sei). Claro que acredito. Se o famoso presidente clube dos dragões disse que desde que viu um porco a andar de bicicleta acreditava em tudo, eu também acredito. Se ele viu, é verdade. Eu vi vários porcos a andarem de avião. Não vi nenhum com máscara e cachecol, mas se me disserem que usam eu acredito.

Até acredito em passarões, tipo abutre à espera da morte da inteligência, do livre pensamento e do bom senso, para nos roerem os ossinhos devidamente esburgados da carninha, entretanto devorada. Aí já há não gripe nenhuma. Parece até que, agora, as vacinas para a outra estirpe, que não davam grande efeito nas outras, afinal até aumentam as resistências dos indivíduos. Talvez seja verdade. Esta habilidade de dizer a verdade como quem mente e de mentir como quem diz a mais pura das verdades, deixa qualquer um confuso.

Uma pergunta maliciosa, de quem é leigo nestes assuntos:
Não seria bom, uma nova campanha de vacinação nacional ou, melhor ainda mundial para esta estirpe, sobretudo agora que se prevê que volte em Outubro? Milagrosamente, a vacina para esta estirpe vai estar pronta no Verão e disponível para o mercado... Mesmo a tempo!
Nada que se compare à famosa fábrica das vacinas, prometida há três anos, por três ministros e que iria cobrir 63,25% das necessidades nacionais de vacinas? (os 0,25% a mais são do Titi, para dar uma imagem de credibilidade)

Concluindo: Mesmo agora que esta onda de perigo já está mais calma, nas viagens à Riviera Maya nada de beijinhos nas cidadãs locais, com tosse. E um bocadinho de criatividade nunca fez mal a ninguém...

Cuidadinho é com os perdigotos e já agora com os perdigões, abutres e outros passarões...
E Migalhões, claro.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Uma Autobiografia em Letras.

Ao longo da minha vida foi utilizando vários tipos de fontes. Refiro-me aos tipos de letra que as diferentes máquinas e softwares disponibilizavam e que fui usando. Não me refiro a fontes de informação ou conhecimento. Dessas prefiro as primárias. Quase sempre...

As Fontes...Do obrigatório Times New Roman nos trabalhos académicos, fui evoluindo para uma situação mais liberal (pelo menos lá na Esc-Hola), até ao presente.

Assim passei pelo Arial, muito “plane”, sem grande complexidade e sofisticação, ao Tahoma nos slides, assim que houve datashows. Permitiam rapidez de apreensão dos caracteres para poucas palavras escritas, como convém, quando mostramos coisas para muita gente.

No texto escrito, do Times New Roman, passei pelo Book Antiqua, um pouco mais sofisticado até que cheguei ao Palatino Linotype, que continuo a gostar. Acho que é clássico, sem ser pesado, relativamente elegante, sem ser propriamente um “dandy” em forma de letra.

Ultimamente tenho usado o Verdana, não sei se por influência da net, ou da Internette. Mais intimista, parece-me que combina a elegância do Palatino Linotype com um certo ar romântico e apaixonado. Será por estar, agora, a escrever mais sobre a vida e menos sobre o conhecimento? A vitória do coração sobre a razão? Como se, alguma vez, tivesse havido alguma dúvida ou batalha...

Agradeço a vossa preciosa colaboração neste processo de clarificação do tipo de letra mais adequado.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Obrigado!

Que bom ter conseguido instalar esta mini-aplicação dos seguidores... Estou super contente! Duas pessoas que gostam de me ler !!!!! Espero não as desiludir, mas se tal acontecer digam logo, tá? Beijocas do Titi, que traz uma série de novidades das férias.

E que vaidoso que ele ficou ;)

Férias

Na pressa de ver a semana a passar, nas minhas cusquices, arrastado por “comments” dos blogues que gosto de ler, seguiram-se outros e outros até que fui ter a um, cuja origem desconheço e cujo endereço não posso mesmo precisar, com uma uma série de posts muito interessantes e seguidos, vários por dia, sobre as férias (suponho que seriam as da Páscoa), na neve. De manhã era só ski, à tarde só SPA, à noite só festas, copos, danças, um bocadinho de sexo (imagino eu, com algum esforço), e o namorado sempre muito cobiçado pelas amigas e etc, etc, etc.

E com essas actividades todas, como arranjas tempo para fazer essas postas tão lindas, várias vezes ao dia, para ficarmos todos a saber que estás, ou estiveste na Serra da Estrela, ou em Manzaneda e, na tua imaginação, lhe chamaste Courchevel ou Baqueira-Beret? Foi esta a pergunta maliciosa do Tio, que não foi publicada, porque a moderação de comentários estava activa.

Também não foi respondida, é bom dizer. Será tudo isto imaginação ultra virtual?

E vou de férias amanhã. Depois de ter dado férias a muita gente, vou dar férias aos meus leitores... Divirtam-se entretanto que, quando voltar, para além de Paysandú vou trazer novidades de Aspen. Neve, para o Tio só a de Aspen. A melhor do mundo, claro e agora com o Obama, e o novo teleférico, chegamos lá em cima num instante...

Ah...Já sei o endereço (o Tio Al prega-me cada partida...): É o vvvvv.tuitoqualquercoisaporquekeriasertiamasnaoconsigo.berloquenamancha.orestoepaisagem

Que letra horrível é essa do w. Duplo vê, não tá ver, ou não vê mesmo? Oh Tio, o menino tá memo a pecisar de óculos, kido. Deve ficar o máximo, deixe lá...

Será que alguém me explica porque é esta prosa ficou nos rascunhos, enquanto fui passear? Oh Bill Gaitas, assim não dá, já estás a contagiar o blogger com as tuas maleitas!!! O menino não tá bom...

E tanto da nossa vida que também fica nos rascunhos, com a pressa de partirmos para outras viagens...

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