terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os cortes quando nascem não são para todos

As tão propaladas medidas de austeridade, incluíam cortes nos vencimentos dos funcionários públicos e nas empresas de capital maioritariamente públicas…

Desconfiei da implementação da medida. Não pelos professores, pelos técnicos, por milhares de profissionais sérios que estão na administração pública e desempenham de forma profissional e dedicada, por vezes em condições difíceis, o seu papel. Desconfiei por meia dúzia de crápulas, autênticas carraças que se agarraram ao lombo da vaca, emagrecida desde o choque petrolíferos de 73 e agora esquelética, a que pomposa e ironicamente deram o nome de gestores públicos.

Essas sanguessugas não podiam ser prejudicadas na sua sede de sangue fresco e por isso nunca acreditei. Só hoje veio a confirmação:

…. não se aplicam a empresas em que o seu estatuto comercial tal justifique.

Não são estas as palavras exactas, mas a ideia é esta, a pretexto da dita concorrência: quem mais mama, continua a mamar e os outros que vivam como puderem, e paguem a crise.

Justificam os ordenados mirabolantes de alguns gestores públicos com o perigo de saírem do país. Pois que saiam, e quanto mais depressa melhor. Se for preciso dou uma ajuda, contribuindo para pagar a viagem, mas com bilhete só de ida.

Amanhã a notícia vai ser desmentida, mas alguém acredita?

O homem corno e a empresa vaca

Um mail com origem brasileira, a avaliar pela conjugação dos verbos, brinca sobre os diferentes adjectivos usados para classificar homens e mulheres em função das suas experiências sexuais…Rio com gosto, não a pensar no Rio de Dezembro que se avizinha, mas na similitude das empresas com as pessoas…Os homens vão enganando as empresas e desta forma lesando os accionistas. Quantas mais enganarem, mais bem sucedidos. No caso das públicas são ainda menos púdicos e fazem-nos à descarada, sem qualquer vergonha, parecendo até ostentar algum orgulho nesse facto.

As empresas são as vacas, com cornos, mas que vão dando o leitinho para alimentar esta cambada de fracos gestores que vão saindo e entrando na vida de umas e de outras, deixando-as cada vez mais gastas, desgastadas, exauridas até aos ossos que também já foram vendidos a um qualquer cangalheiro expedito que se lançou no mercado de futuros e opções…

Por vezes os donos da vaquinha zangam-se com a vida que levam as quase filhas (quem anda na agricultura sabe como é este carinho especial que vamos tendo pelos animais e vegetais) e conseguem livrá-las dessas carraças que destroem a sua fonte de rendimento e, por vezes, amor paternal. Nesses casos, o homem fica com os cornos, mas já se tinha prevenido com umas cláusulas de rescisão que o vão deixar a pão-de-ló e champanhe para o resto da vida e mesmo que voltem a encontrar nova vaquinha ou cabrinha para desmamar, continuam a chupar a teta das outras…

Quanto acaba este ciclo não sei, mas acredito que a impunidade das acções poderá ser uma explicação para o sucesso do Farmville…

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