Terça-feira, 7 de Maio de 2013

Fio, sexo, pulos e curvas



Ia na minha carroça aos pulos, ansioso por chegar a um lugar civilizado. A minha mente estava obcecada com aqueles marmelos aos pulos. Pareciam limões grandes quando se espreguiçava, dengosamente no banco ao meu lado… Estava por um fio tirar as mãos do volante a pô-las noutro lado… Achei que não aguentava mais. As palavras saíam-lhe da boca, num palrear sem sentido, que eu já não ouvia, a não ser a palavra sexo, constante em todo o discurso e sempre omnipresente. Numa curva apertada para a direita, o livro que tinha no colo caiu. Abaixou-se para o apanhar… 

Acordei no hospital, rodeado de enfermeiras, a rir. Era uma ponte, diziam elas…

Sexta-feira, 3 de Maio de 2013

Understanding the Financial Crisis

E aqui vai uma explicação, muito gira, sobre a crise financeira.
A verde, que é a cor da esperança e de um grande clube (não me lembro agora o nome), excelente exemplo de gestão.
Quem é amigo?



Domingo, 28 de Abril de 2013

Dotes e tamanho


Desafiado para mostrar os dotes e ainda animado pelo espírito da tesão da semana passada (uff lá consegui dar a volta ao texto, como dizem no Porto), decidi mostrar alguns dotes.


Não é estranha a coincidência do post da Afrodite sobre aquele vegetal tanto apreciado? Não me refiro às beringelas, às couves galegas, aos melões, marmelos ou melancias, mas sim das courgettes. Falo das courgette… Falo da courgette, não! Pode ser mal interpretado... Refiro-me à courgette! 

Sim, são abóboras como a que mostro na imagem e que têm muitas utilidades. No meu caso só as uso para fazer um creme com brócolos, ou com outro vegetal verde. A ramagem que se vê é de um par de cebolas que também foram para a panela com a dita cuja, devidamente cortadas…

Sei que as courgettes têm outros usos, tenho visto aqui pelo blogosfera outras sugestões, como sejam as courgettes balsâmicas do famoso blog cinco quartos de laranja, mas nunca me tentei com essas novidades.

Tenho o maior cuidado com os vegetais que escolho para as minhas sopas e cremes. Os ingredientes, como os preliminares, são a base do sucesso... Divirto-me a fazer as compras e, sobretudo, a fazer esta sopinha pensando em comê-la depois… A sopa, claro.

Há uma mania de chamar uns nomes italianos e franceses às coisas. Detesto, acho uma mariquice. Uso os nomes que se devem usar. Se o nome é francês, uso o francês. Se é inglês, uso o inglês, como em bacon ou courgette. Nada de curgete, nem de zucchini, como tenho visto. Zucchini parece uma marca de aparelho electrónico de uso pessoal…

Assim fica o desafio dos dotes da Pseudo meio resolvido, para ficar completo falta só a receita…Talvez numa próxima. É bom deixar alguma coisa para fazer, até porque é fim-de-semana.

Uma perguntinha às meninas: Costumam tirar a casca às courgettes?


Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

Cuidado com a língua. Ou com os dedos…


A língua, esse terrível instrumento de sedução a que já me tenho referido, e de que tanta gente em situações difíceis se serve, também pode servir afinal para fazer perder uma causa...

O velho ditado “enquanto houver língua e dedo … ” tem hoje uma nova formulação e uma dimensão que povo acharia impensável, mesmo com a mais vibrante imaginação (cuidado com as vibrações). O dedo tem, hoje em dia, vindo a substituir a língua ou, melhor dizendo, a língua tem vindo a ser substituída pelos dedos. Sim, sei que poderíamos usar estas duas ferramentas, potentes auxiliares da comunicação humana, afincadamente em conjunto com outra, mas não. Os dedos vieram e conquistaram o seu espaço próprio.

Esta tendência manifesta-se sobretudo nos mais jovens, mas tem alastrado a todas as gerações e a ambos os sexos. Não se pense que é exclusivo de um só sexo…Vejo com frequência senhoras já com idade respeitável a usar os dedos, dedilham afincadamente, muitas vezes com menos discrição do que seira de esperar. Os homens também dedilham, e bem, apesar de podermos ser sempre melhores, na opinião delas…

E a língua? A língua de Camões tem vindo a ser esquecida nesta nova forma de comunicação onde os telemóveis e os laptops e outros tops são cada vez mais frequentes. Acho inacreditável que se use uma mensagem para escrever uma coisa que podia ser dita, obtendo resposta imediata, mas compreendo os pequenos bilhetinhos de amor via text.

Diz o povo, sempre com razão, que pela boca morre o peixe mas, como falamos cada vez menos e teclamos cada vez mais, será agora “pelos dedos morre o peixe”? Pois que seja. O que e não quero é usar os dedos (e uso quase todos) para criticar o desgoverno do país e vir a ser escolhido para secretário de estado de qualquer coisa. Não quero, mesmo que fosse Secretário de Estado da Dança, porque a dança das cadeiras não faz parte dos meus gostos. Vejam as últimas nomeações e percebe-se do que estou a falar, perdão, a dedilhar. Escrevem uns post a bater no governo e ... zás, ei-los com cargos no desgoverno!

E se fosse ministro, já que dos socretinos aos coelhones e coelhinhos nenhum me tem escapado? Aí cito Augusto Gil, que vale a pena recordar sempre:

“Fiz asneiras abundantes e a maioria delas em verso rimado. Versejar na época recorrente é ridículo, é vexatório, é indecência fóssil. Todavia, há pechas mais degradantes: ser pederasta, ou rufião – ou ministro …. Perdoem-me o emprego desta palavra obscena.”

E eu não faço versos... Pior ainda!

PS: Este pedacinho do Augusto Gil foi tirado daqui. Para a semana volto para me dedicar à vizinha na varanda e prestar mais uma homenagem. À vizinha e ao Augusto Gil... Disse dedicar e não dedilhar. Repararam?

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