Last tango in Berlin...
Portuguese Way
Português em terra portuguesa...
Sexta-feira, 10 de Maio de 2013
Terça-feira, 7 de Maio de 2013
Fio, sexo, pulos e curvas
Ia na minha carroça aos pulos, ansioso por chegar a um lugar
civilizado. A minha mente estava obcecada com aqueles marmelos aos pulos. Pareciam
limões grandes quando se espreguiçava, dengosamente no banco ao meu lado… Estava
por um fio tirar as mãos do volante a pô-las noutro lado… Achei que não
aguentava mais. As palavras saíam-lhe da boca, num palrear sem sentido, que eu
já não ouvia, a não ser a palavra sexo, constante em todo o discurso e sempre omnipresente.
Numa curva apertada para a direita, o livro que tinha no colo caiu. Abaixou-se
para o apanhar…
Acordei no hospital, rodeado de enfermeiras, a rir. Era uma
ponte, diziam elas…
Sábado, 4 de Maio de 2013
Ainda a propósito da crise...
Não aos bancos, sim às cadeiras, camas e sofás!
Goldman Sex!
Sexta-feira, 3 de Maio de 2013
Understanding the Financial Crisis
E aqui vai uma explicação, muito gira, sobre a crise financeira.
A verde, que é a cor da esperança e de um grande clube (não me lembro agora o nome), excelente exemplo de gestão.
Quem é amigo?
A verde, que é a cor da esperança e de um grande clube (não me lembro agora o nome), excelente exemplo de gestão.
Quem é amigo?
Domingo, 28 de Abril de 2013
Dotes e tamanho
Desafiado para mostrar os dotes e ainda animado pelo espírito da tesão da semana passada (uff lá consegui dar a volta ao texto, como dizem no Porto), decidi mostrar alguns dotes.
Não é estranha a coincidência do post da Afrodite sobre aquele vegetal tanto apreciado? Não me refiro às beringelas, às couves
galegas, aos melões, marmelos ou melancias, mas sim das courgettes. Falo das
courgette… Falo da courgette, não! Pode ser mal interpretado... Refiro-me à
courgette!
Sim, são abóboras como a que mostro na imagem e que têm muitas utilidades.
No meu caso só as uso para fazer um creme com brócolos, ou com outro vegetal verde.
A ramagem que se vê é de um par de cebolas que também foram para a panela com
a dita cuja, devidamente cortadas…
Sei que as courgettes têm outros usos, tenho visto aqui pelo
blogosfera outras sugestões, como sejam as courgettes balsâmicas do famoso blog cinco quartos de laranja, mas nunca me tentei com essas novidades.
Tenho o maior cuidado com os vegetais que escolho para as
minhas sopas e cremes. Os ingredientes, como os preliminares, são a base do
sucesso... Divirto-me a fazer as compras e, sobretudo, a fazer esta sopinha
pensando em comê-la depois… A sopa, claro.
Há uma mania de chamar uns nomes italianos e franceses às
coisas. Detesto, acho uma mariquice. Uso os nomes que se devem usar. Se o nome
é francês, uso o francês. Se é inglês, uso o inglês, como em bacon ou
courgette. Nada de curgete, nem de zucchini, como tenho visto. Zucchini parece
uma marca de aparelho electrónico de uso pessoal…
Assim fica o desafio dos dotes da Pseudo meio resolvido,
para ficar completo falta só a receita…Talvez numa próxima. É bom deixar alguma
coisa para fazer, até porque é fim-de-semana.
Quinta-feira, 25 de Abril de 2013
Cuidado com a língua. Ou com os dedos…
A língua, esse terrível instrumento de sedução a que já me tenho referido, e de que tanta gente em situações difíceis se serve, também pode servir afinal para fazer perder uma causa...
O velho ditado “enquanto houver língua e dedo … ” tem hoje
uma nova formulação e uma dimensão que povo acharia impensável, mesmo com a
mais vibrante imaginação (cuidado com as vibrações). O dedo tem, hoje em dia,
vindo a substituir a língua ou, melhor dizendo, a língua tem vindo a ser substituída
pelos dedos. Sim, sei que poderíamos usar estas duas ferramentas, potentes
auxiliares da comunicação humana, afincadamente em conjunto com outra, mas não.
Os dedos vieram e conquistaram o seu espaço próprio.
Esta tendência manifesta-se sobretudo nos mais jovens, mas
tem alastrado a todas as gerações e a ambos os sexos. Não se pense que é
exclusivo de um só sexo…Vejo com frequência senhoras já com idade respeitável a
usar os dedos, dedilham afincadamente, muitas vezes com menos discrição do que
seira de esperar. Os homens também dedilham, e bem, apesar de podermos ser
sempre melhores, na opinião delas…
E a língua? A língua de Camões tem vindo a ser esquecida
nesta nova forma de comunicação onde os telemóveis e os laptops e outros tops
são cada vez mais frequentes. Acho inacreditável que se use uma mensagem para
escrever uma coisa que podia ser dita, obtendo resposta imediata, mas
compreendo os pequenos bilhetinhos de amor via text.
Diz o povo, sempre com razão, que pela boca morre o peixe
mas, como falamos cada vez menos e teclamos cada vez mais, será agora “pelos
dedos morre o peixe”? Pois que seja. O que e não quero é usar os dedos (e uso
quase todos) para criticar o desgoverno do país e vir a ser escolhido para
secretário de estado de qualquer coisa. Não quero, mesmo que fosse Secretário
de Estado da Dança, porque a dança das cadeiras não faz parte dos meus gostos.
Vejam as últimas nomeações e percebe-se do que estou a falar, perdão, a
dedilhar. Escrevem uns post a bater no governo e ... zás, ei-los com cargos no
desgoverno!
E se fosse ministro, já que dos socretinos aos coelhones e
coelhinhos nenhum me tem escapado? Aí cito Augusto Gil, que vale a pena
recordar sempre:
“Fiz asneiras abundantes e a maioria delas em verso rimado.
Versejar na época recorrente é ridículo, é vexatório, é indecência fóssil.
Todavia, há pechas mais degradantes: ser pederasta, ou rufião – ou ministro ….
Perdoem-me o emprego desta palavra obscena.”
E eu não faço versos... Pior ainda!
PS: Este pedacinho do Augusto Gil foi tirado daqui. Para a
semana volto para me dedicar à vizinha na varanda e prestar mais uma homenagem.
À vizinha e ao Augusto Gil... Disse dedicar e não dedilhar. Repararam?
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