domingo, 23 de agosto de 2009

Perseguido político ou perseguido pela política?

Recordo-me de ouvir histórias, certamente reais, de pessoas que pelas suas ideias ou ideias políticos foram perseguidas, algumas delas até detidas, presas, insultadas, maltratadas e que ficaram com sequelas para sempre.

Todos nós conhecemos histórias que servem de exemplo de determinação política, de dedicação a causas, com sacrifício de vidas pessoais, mesmo nos dias de hoje. São os perseguidos políticos.

Ao regressar a um dos meus locais de trabalho, depois de uns dias de ausência fui (e todos nós), surpreendido com um outdoor, 4X4, colocado propositadamente num local onde deveria haver um passeio para se poder caminhar ao lado da faixa de rodagem, sem ser atropelado. O outdoor, não anunciava o fim da crise (parece que esses estão previstos para o princípio de Outubro), mas sim um candidato autárquico, apelando ao voto nele.

Depois do que se passou lá para o Norte, com o cocktail Ruca Chucky, agora ter que aturar todos os dias, ao olhar pela janela, um candidato que até parece simpático, num outdoor colocado onde devia estar um passeio. É demais...

Não me sinto o Andy Barclay, mas de certeza que estou a desenvolver um complexo de “perseguido pela política “. E não tem nada a ver com PP, nem PQP. É mesmo PPP. Esta autenticidade da política, até lembra mesmo o plástico, apesar de achar o Polipropileno, bom demais para comparação.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O golpe de aríete em condutas elevatórias, ou não.

O golpe de aríete ocorre em condutas, quando há uma variação de pressão grande, originada por variações bruscas de caudal. Fechar ou abrir uma válvula muito depressa, por exemplo, pode dar origem a um fenómeno desse tipo que pode ter consequências desastrosas para a conduta.

Quanto maior for o caudal, maior o risco deste tipo de acidentes.
A vida também é assim. As válvulas que abrem, ou fecham, muito bruscamente dão origem a variações muito rápidas de caudal e em consequência, a pressão apresenta valores muito acima, ou abaixo, dos valores considerados normais, provocando esforços que, muitas vezes, levam à rotura.

A quantificação deste efeito é de extrema importância e a informática tem contribuído de forma significativa para a determinação de modelos matemáticos que levam ao maior conhecimento destes fenómenos. A utilidade é óbvia, este conhecimento serve para dimensionar melhor...

E o Tio, incapaz de abrir ou fechar válvulas com a calma e tranquilidade necessárias para evitar esses golpes, que provocam sérios danos, protege-se com um volante de inércia.
Esse volante de inércia, como sabem os que me lêem, tem como objectivo reduzir a amplitude da onda de depressão e está disponível para download em:

http://www.blogger.com/profile/14249864167871654291

É um freeware, para utilização não comercial, requer apenas que se cite a origem. Neste caso a fonte, já que estamos a falar de água...

E assim fica dada uma lição de Hidráulica Aplicada, ilustrando que cinco anos de cabulice pré Florença (ou será Veneza?), não caíram em saco roto. Ou em canal de descarga...Sem ressalto hidráulico, claro.

Em campanhas eleitorais autárquicas...

Era o subtítulo da minha posta sobre o gosto (ou a falta dele) numa bonita cidade das margens do Ave. O comentário de uma leitora, presumo que residente, alerta-me para a injustiça da generalização desse epíteto, atribuído a essa cidade de forma tão desbragada, como se de galardão, comenda, nota a Inglês Técnico ou até Licenciatura em Engenharia, nalgumas Universidades não Dependentes, se tratasse.

O Tio não é assim tão leviano e acho que ficou claro na prosa que não se pretendeu beliscar o gosto dessas gentes do Ave, que já têm o pesado fardo de, todos os dias, contemplar essas belas peças de campanha eleitoral que enfeitam a cidade, tão bem como algumas flores murchas embelezam os canteiros de muito belos jardins de Portugal. Talvez se sinta mais porque nessa cidade os canteiros estão todos muito arranjadinhos, sem flores murchas.

Recordo um episódio na Germânia, há uns anos quando pretendi tirar uma fotografia à minha mais que tudo, junto a uma fonte/escultura muito original (não tanto como as que se encontram em Santo Tirso, com abundância) e um cidadão local, com gestos nervosos, me pediu que esperasse um pouco enquanto tirava uma lata de Coca-Cola que alguém tinha deixado abandonada na dita fonte e a colocou, com ar sorridente e aliviado, no ecoponto mais próximo. Como cidadão, não podia deixar que um turista levasse uma imagem da sua cidade com esse aspecto negativo... Imagine-se esta atitude em Portugal e não só ninguém podia tirar fotografias, como também o Tio não teria publicado a posta anterior. Uff valha-nos esta liberdade! E a minha leitora tem toda a razão a cidade é bonita, o parque D. Maria II é precioso, os jardins estão arranjados, pode-se andar a pé confortavelmente porque abundam os espaços pedonais. As esplanadas funcionam no picadeiro central que dá pelo nome pouco auspicioso de Praça 24 de Abril (ou será 25?) e noutro a que chamam dos Carvalhais. Pena é que o clima não seja o da minha querida terra mas, paciência, não se pode ter tudo.

Contrariamente a outras cidades do vale do Ave cresceu pouco, e por isso ficou bonita, mantendo as casas tradicionais do Minho, como o edifício dos Correios, um verdadeiro achado. À excepção de uns alguns prédios demasiado altos, fruto certamente de uma época muito marcada pela revolução, a cidade convida ao desfrute. O edifício do antigo Hotel Cidnai foi demolido e substituído por um devaneio de mau gosto, certamente fruto desse surto revolucionário que deve ter atingido a cidade no final da década de setenta. Portimão sofreu do mesmo mal. Infelizmente foi mais extenso.

Quanto aos jesuítas e limonetes, entre os do Algarve e os da Moura, é-me indiferente. Ambos ficam a condizer com o Tio, se bem que foi uma Moura que, já fora do jardim do Algarve, me seduziu. O fruto proibido? Pareceu-me um limonete... Docinhos? Venha lá o diabo e escolha, que a carne é fraca e o Tio tem fama de guloso...

E não pensem que tenho estado de férias, porque ando a trabalhar que nem um mouro!

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