sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A nova ortografia, uma história de coadoção, co-adopção ou co-adoção?



Tive um sonho. Tive o sonho que os nossos governantes e outros quejandos, vestiam as calças que habitualmente têm nas mãos, e cumpriam o que, entrelinhas, eram as convicções em campanha eleitoral, sobre o aborto ortográfico. 

O sonho foi tão real que acordei, liguei o PC, entrei no Google (patrocinador oficial deste sítio de internet), coloquei acordo ortográfico, nova ortografia e…. cliquei, perdão clikei no primeiro link, perdão linque, aliás ligação (ou será enxufação?), que me apareceu. Cheguei a pensar que tinha sido um sonho, que não estaria acordado.



O título era sugestivo: Guia Prático da NOVA ORTOGRAFIA. Apressado na leitura (sublinho o na leitura, e apenas na leitura) não me dei conta do subtítulo. Como gostei do pequeno texto que se seguiu, passei ao “alfabeto” onde percebi que iria ter 26 letras, com a reintrodução do k, w e y. Achei imensa graça ao detalhe “As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações”

Aí o bicho começou a achar estranho, viu? Tinha saído, mas a galera usa, né? E passei às diferenças:

Como era                Como fica
agüentar                aguentar
argüir                     arguir
bilíngüe                  bilíngue
cinqüenta               cinquenta
delinqüente            delinquente
eloqüente                eloquente
ensangüentado      ensanguentado
eqüestre                  equestre
freqüente                 frequente
lingüeta                   lingueta
lingüiça                   linguiça
qüinqüênio             quinquênio
sagüi                        sagui
seqüência                sequência
seqüestro                sequestro
tranqüilo                tranquilo

Ora bem, afina penso que a coadoção do acordo é mais necessária nos nossos irmãos do Brasil, já que o nosso trema, foi acordado, perdão adormecido no início do século passado… Assim não temos que defender a coadoção de uma coisa que já fazemos, né, oh galera? Uma solução à Portuguesa (para além do cozido, também temos soluções, carne de porco e sopa), seria uma coadoção a dois ritmos: O Brasil tira os tremas e nós continuamos como estávamos. Pode ser?

Há um ponto que me deixou preocupado, será até de sugerir um referendo sobre este aspecto importantíssimo do acordo. Para o acordo em si, não se justifica, claro, mas para o ponto 4., é imprescindível a realização de um referendo. Aqui vai a transcrição do famigerado:

4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Como era
Como fica
Ele pára o carro.
Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Norte.
Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar pólo.
Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pêlos brancos.
Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pêra.
Comi uma pera.

Era de ouvir a Miss Polo Norte, sobre o assunto, talvez convidá-la a presidir a uma comissão de especialistas, para iniciar uma reflexão profunda e ver até onde vamos parar…Porque ninguém para estes boys, é completamente diferente antes e depois da coadoção do dito aborto ortográfico…



Assim é que ninguém agüenta mesmo!

Post Sriptum (para não haver, digo, a ver,  digo, haver dúvidas, escrevo no original): O artigo é do Professor Douglas Tufano e vale a pena ler. A sério. E não pensem que é pelo nome...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sexta Feira

Sexta feira é um dia desejado por muita gente. Habitualmente não sou dos que passa a semana a desejar por sexta, até porque trabalho ao Sábado, ao Domingo, ou noutro dia qualquer.

Mas às vezes desejo ardentemente esse dia...Será a palavra Sexta que me deixa  com água na boca a pensar em comer uma perinha? Saboreio tranquilamente a palavra: SSSeeeexxx-taaaa, mas imagino a pêra descascada. E também gosto de a comer com casca! E de a descascar, como um verdadeiro ritual, cheio de sensualidade, antevendo o prazer de a comer. As Anjou são muito sumarentas e doces, mas eu prefiro a perinha nacional. A polpa é macia, não demasiado rija, doce, sumarenta e de um sabor característico e inconfundível. Tem um perfume agradável e suave...

Se as pêras vos despertaram a curiosidade, podem saber mais, aqui. Teria sido mesmo com uma maçã ácida que a Eva desafiou o Adão? Estou mais tentado pela pêra.

Com o aborto ortográfico até podemos dizer: pera, pera, pera, que eu tou chegando...

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

The girl from Ipanema

Estou a ouvir pela enésima vez a Astrud Gilberto. Ainda é viva - que bom - e tem tido uma actividade em prol do respeito pelos animais, que quero partilhar convosco. O melhor é darem um vistazo no site da miúda que nasceu na Baía mas se tornou célebre no rio e no mundo. Quanto à música, aqui fica em trio com o seu marido João Gilberto e com o seu outro amor, Stan Getz. Ia dizer qualquer coisa mais, mas calo-me, rendido.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sugestão de ménage à trois

Acabo de sugerir um ménage à trois, mas light, em versão wegan. Não se trata de couvinhas tenras, nem saladas tradicionais com tomates, alface e pepino, mas de avelãs, amêndoas e nozes.
Estarei já a pensar no carnaval, serão efeitos do fim-de-semana ou side effects de um bolo de bolacha com mais de uma semana no frigorífico?

O milagre das Rosas


E começamos um ano novo, com o mesmo espírito de suposta poupança e com os mesmos discursos de sempre por parte de que nos governa. Este ano houve, porém uma novidade: As declarações da senhora que é a segunda figura na hierarquia do estado, mas que talvez dispute o número um da hierarquia das desilusões.

Estupidamente, confesso, porque também erro, fiquei contente quando o presumível candidato a presidente da Assembleia da República, antes de ser candidato a deputado, não foi eleito. Rejubilei, não reconsiderei quando se demitiu mas, diga-se em abono da verdade, nunca me tinha pronunciado sobre a pessoa que o substitui nessa ingrata tarefa de ganhar um balúrdio e ter bastas mordomias.
São rosas meus senhores é o poderia ter dito quando se pronunciou a propósito da trasladação de Eusébio para o Panteão Nacional…Como ainda não tinha falado do Eusébio e do tsunami que gerou a sua morte, aproveito a ocasião da falta de jeito e gosto da nossa segunda dama quando se referiu aos 100 mil euros da trasladação como se isso fosse o impeditivo…Pobrezinha, mostrou-se tão preocupada com a situação financeira nacional que até as pedras da calçada choraram… Note que me lê que acho esta polémica toda a respeito da trasladação do Eusébio ridícula. Falar-se nos cem mil euros de custo como um óbice, acho disparatado. E também não é hoje o tempo de falar dos critérios de trasladação para o Panteão Nacional.

Pensar-se em trasladar alguém que ainda não foi sequer enterrado dá-me vontade de concordar com aqueles que sugeriram trasladar, de imediato, o nosso primeiro da hierarquia do estado e também o primeiro do governo… Já agora também o segundo do estado!

Voltando às rosas, estamos num país que já gastou mais de 63.000 por ano em flores para o Palácio de S. Bento e mais de 20.000 para o conselho de ministros e onde são conhecidas as despesas milionárias da instituição a que preside a nossa segunda da geral - e primeira daquela hemi-qualquer coisa - e que agora nos pede contenção… É caro, meus senhores, é caro!  As rosas neste caso foram a forma sugeridapara resolver a questão: talvez juntar esforços, há sempre umas verbasdisponíveis, um grupo de cidadãos… São rosas meus senhores jornalistas, são rosas, pareceu-me ouvi-la dizer, mas entretanto já estava a pensar no botão da mencionada flor.

Com os leaders que temos e com tantos lambe cús que encontramos pela frente, a floricultura em botão deve ser tarefa que agrada a muita gente…

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