quarta-feira, 24 de julho de 2013

Variações em vogais

Refundado, Refundendo, Refedendo, Ref?dendo, Refundido...

Haja esperança na refundação, que no nosso fado ninguém troca as vogais, nunca nunca nunca mais!

Ass: O emborcado, perdão, o embuçado.

sábado, 20 de julho de 2013

São Nim



O nosso Poncius Cavacus, acabaou de ser nomeado santo. Numa cerimónia particular, o Tio do Algarve entronizou-o na confraria da fantasia, no nível 2: Santo de Pau Carunchoso, mas não quis prestar declarações. Habitualmente não presta declarações, porque um confrade só declara o que é não é assunto de estado.

O Tio, numa conversa informal com jornalistas, revelou o segredo do São Nim. São, não por ser santo nem pelo plural majestático, mas por ser o oposto de Nim. O Nim é um não com sabor a sim. O São, é um sim com não como fundo… O São Nim nunca diz não, a não ser aos comentários. Diz sempre sim, mas afirma querer dizer não. E como não há ninguém mias santo que ele, o Tio entronizou-o com o nome de São Nim.

Ao sétimo dia descansou. Não porque merecesse, mas porque quis…O São Nim também  tem outra grande capacidade, a de controlar o tempo e os silêncios. Se a música é arte dos sons e dos silêncios, ele é músico, é o rei dos músicos! E prevê o futuro, ou pelo menos a evolução das acções de alguns bancos.
Com tantos predicados até devia ser camaleão, outra palavra que mistura o conceito de leão com cama. Diziam no Porto que havia um leão, no Palácio de Cristal que comia Nestum, porque já não tinha dentes. O nosso leão não é do meu querido clube, mas está cansado, precisa de descansar depois de o terem deixado trabalhar. Descansar? Cama com ele, numa qualquer ilha deserta…

E agora como, qualquer virgem vestal, proclama a sua pureza de intenções e é garante da pureza e do fogo sagrado…Ah fantástica arte de gerir silêncios e tabus. Mesmo que fora de tempo… Afinal as cadeias estão cheias de inocentes, mas o Inferno não perdoa aos bem-intencionados. Vestal não por ser romana, mas por ser um anagrama de talves, futura forma de grafar talvez, com a revisão do Acordo Ortográfico II, que introduz o Acordês como língua oficial do Porto Santo e das Desertas.

E nós vamos vivendo neste país de brandos costumes, cheio de sol e fé nos bem-intencionados, mas a quem rogaram uma praga…E de Alvor, que são as mais fortes.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Carta à mamã



Lisboa, 2 de Julho do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2013

Querida Mãezinha,
Espero que esta a vá encontrar de boa saúde e na companhia daqueles que estima. Eu por cá vou andando, nas feiras e por todo o mundo, a espalhar a fé com a alegria e a energia que nosso Senhor que generosamente continuar a dar-me. Salto de país para país com a mesma alegria e força de quando espetava farpas a toda a gente naquele famoso jornal, sucesso de vendas cujo nome está agora num excelente Hostel (o restaurante é óptimo, não deixe de lá ir), lá para os lados do jardim de S. Pedro de Alcântara (só de pronunciar este nome tenho calafrios).

Tem esta minha missiva o fim de lhe dizer que vou saltar pela borda fora. Tenho um pretexto, que Deus me perdoe, o da nomeação da tal com nome de homem, mas a verdade é que não consigo acabar aquele trabalho de casa da reforma. Ora, se ainda fosse um trabalho sobre a Reforma e contra-reforma do séc XVI, eu até fazia. Afinal foi um movimento que muita gente quis e desejou e que apenas uns reaccionários boicotaram (aqueles bávaros, nunca foram de fiar), abalou o mundo ocidental e provocou o cisma que todos conhecemos, com as implicações benéficas para todos nós.

Agora esta reforma do estado, que ninguém quer e só ia tirar apoiantes para a minha causa? Não. Não contem comigo para isso. Este trabalho de casa foi um presente envenenado que recebi mas que devolvo (e digo devolver com o sentido que habitualmente lhe damos) a quem mo ofereceu. Toma, lá que já aprendeste!

Mas contrariamente à alegria inicial que senti, fiquei triste. Não queria fazer mal ao outro menino! E acabei por magoar tanta gente…Vou dizer que, se ele mudar, eu desculpo e fico na turma! Assim durmo mais descansado e com a confusão o trabalho de casa fica na gaveta. E ainda mostrei que tenho princípios…Não recuei: Mudei de sentido, com dignidade e sentido de estrelato.

Um beijinho carinhoso do seu filho que muito a estima,


Santos populares



Com estas saudades de estar a escrever para vós, pensando numa forma de dar uma pequena nota sobre estas férias forçadas eis que surge a oportunidade, fruto dos esforços do spy-brother onde se explica a causa das demissões do Vitinho e do Paulinho, e dos outros que hão de vir.

A história tem início com os o projecto do decreto –Lei dos Santos Populares. Vitinho apanhando o papá fora de casa quis escrever uma carta ao Pai Natal, com o papel timbrado do paizinho. Menino pouco inspirado para a s letras (e para os números) começou por imitar o viu em cima da secretária do encarregado de educação mas, como menino que come a sopa toda – se ela tiver as calorias que ele acha necessárias – resolveu introduzir algumas notas pessoais, fruto da sua fervilhante imaginação. Aqui vai o dito texto a que o Tio teve acesso, sem qualquer alteração (apenas traduzi do acordes para português e corrigi outros erros ortográficos) e que voi descoberto pelo Paulinho enquanto procurava, às escondidas fetiches na secretária do papá:

Os Santos Populares
O Santo António, o S. João e o S. Pedro, são os três santos mais populares do país mais a ocidente da Europa e mais perto dos Estados Unidos da América, Portugal.

Os Santos são festejados por todo o país, de Norte a Sul e até nas Ilhas Adjacentes (Azoren e Wood – Gardenland), com grande alegria pelas populações sendo, em muitos locais, feriados municipais. Ora há uma grande desarmonização de datas e uma total descoordenação nos vários locais com tradições de festejos, o que origina quebras de produtividade significativas no tecido produtivo nacional.
Assim, com o objectivo de homogeneizar as celebrações e os feriados, melhorando a competitividade do país, determina o governo no uso das suas competências:
  1. Os feriados de Santo António, S. João e S. Pedro são eliminados, a partir do corrente ano de 2013. 
  2. Em sua substituição, de forma a conservar viva a tradição popular, será criado o feriado de S. Vitor, que se passará a celebrar num domingo entre os dias 13 e 29 de Junho nos termos da alínea seguinte. 
  3.  Nos anos ímpares celebra-se o feriado no primeiro Domingo a seguir ao dia 13 de Junho, nos anos pares, no segundo Domingo a seguir ao dia 13. 
 São completamente proibidas as fogueiras em locais públicos e particulares, com excepção da véspera do Domingo referido no artigo anterior, a partir das 21h00.


Este decreto entra em vigor a 31 de Junho de 2013, se for uma segunda-feira.

Palácio de Bento (tiramos o Santo antes que se lembrem de mais um feriado) aos 2 de Julho de 2013

Claro que o Paulinho ficou fulo quando viu este rascunho... E as feiras, ó tótó??

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os homens que bateram com o nome



 É caso para se dizer: Até que enfim! Os submarinos devem andar em alto mar, ou em águas profundas e sem risco de voltarem, para já o Paulo tomou uma decisão. Bateu com a porta. Os estragos, vamos vê-los e medi-los dentro de dias mas, para já, o nosso conhecido Cavacus está pensar como vai lavar as mãos deste caso de proporções dificilmente calculáveis. Está encavacado, não vai falar de certeza ou, se o fizer, não vai dizer nada.

O nosso TóZé já fez o que tinha a fazer. Seguramente o mais fraco leader dos últimos anos, só tem par no nosso Coelho, o animal que salta, alegremente, à frente de uma coluna militar que o vai trucidar. E diz que não se importa. E seria caso para se dizer, até que enfim… Se a envolvente não fosse outra.
Nem tive tempo para acabar o capítulo 3 da biografia do Poncius Cavacus, mas ainda bem, porque fica mais actual. Estará numa reflexão profunda sobre o sabonete que vai usar e as possibilidades são muitas. Inclino-me para um sabonete líquido, à base de óleo de oliva. Sim, de propósito, não digo azeite, para não assustar um dos responsáveis pelo estado a que a nossa agricultura chegou mas que agora diz que é a nossa salvação…

Falta o Vitinho. Deixo para o fim o melhor, ou seja, o pior, neste caso. Vitinho está na hora de ir dormir... E o Vitinho, fez uma birra, como qualquer derrotado que acha que a culpa é dos outros, ou de ninguém em particular. Do clima, da chuva, do calor e agora dos outros que não o deixaram fazer o que queria… Estas birras tratavam-se com uma palmada no rabo, mas agora é tarde demais. Deixaram-no andar a fazer o que queria, sem qualquer travão, humilhou o pequenino e os outros, foi o filho querido, estragado com mimos e agora diz que não quer mais e bateu com o nome do outro. Espectáculo triste de lutas fratricidas, enquanto o governador da Lusitania procurava o sabonete que tinha caído ao chão… Papá Coelho, jovem inexperiente, ineficiente e incapaz como educador, deixou-o fazer tudo. O padrinho Gramas apoiou, do alto da sua licenciatura de 5 minutos, na Universidade da Vida Putílica…Perdão, política.

Para cúmulo, entre este bater de portas, escolhem para substituir o Vitinho (o homem que nunca soube rir, nem sorrir), a Tia Luisa, ainda às voltas com as trocas do swing financeiro…

As portas podem ser de madeira, mas o homem, ao contrário dos submarinos, não é de ferro! Nem de pau, ao que parece, mas escolham um gajo com o dito cujo (ou uma mulher rija) para governar esta choldra em que transformaram o meu país!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

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