terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pintelhice ou Pentelhice? Passarinhos e Passarões!


Esta questão dos pelos púbicos ficou famosa na altura do acerto dos tachos, perdão, do acordo da troika, que permitiu o resgate financeiro de Portugal. Nessa altura ficou claro que pintelhos e pentelhos eram duas coisas diferentes, apesar de qualquer delas estar sublinhada a vermelho pelo meu puritano corrector ortográfico.

A entidade que, em boa hora, provocou a clarificação dos diferentes significados associados a estes dois signos frequentemente usados, como se da mesma coisa se tratasse, está outra vez nas bocas do mundo. Desagradável, como também é, o segundo destes étimos, na boca. Desconheço a sensação do pentelho no bico do pintelho, mas na boca é desagradável. Fica-se com a dúvida de como o remover de forma rápida e discreta, sem ser ostensivo ou malcriado, uma vez que cuspir estar fora de questão. Talvez delicadamente, com os dedos, depois de o encostar, com a ajuda da língua, a um sítio onde seja fácil de o remover…

Enfim e se fosse o contrário? Se esta personagem em vez dos ditos pelinhos púbicos, como forma de identificar as divergências passiano-socretinas no dito entendimento cordial, se estivesse a referir aos passarinhos? Se esses pintelhos fossem uma forma de dizer que com uma boquinha de pintassilgo e uma voz como o chilrear dum passarinho, dão música a toda a gente? Claro que para essa música, gastam muita alpista, que está muito cara, apesar de não atingir o preço proibitivo do pão…

Pois este passarinho, voou, arranjou um poleiro novo, e pelo justo valor de mercado (eufemismo utilizado para dizer o que quer que seja), na companhia de outros passarinhos. Não sei se cantam, mas que comem alpista como uns brutos, comem, de certeza. É uma equipa multifacetada, cheia de experiência, polivalência e, grande coincidência, foram todos escolhidos pelo accionista! Nós ficamos a olhar para este bando (um belo conjunto de passarões) e nem a esperança de os ver poisar nos dá ânimo, pois são uns autênticos abutres, sentem o cheiro da carne putrefacta da nossa inteligência.

Por estas e por outras, para evitar embaraços é que sou adepto do corte radical. Refiro-me à, ausência total de pelos nas zonas púbicas e não a fazer rolar algumas cabeças, pelo corte. Au naturel, malgré tout, pelo sim pelo não…E pelo sim, pelo sim, de acordo com o acordo ortográfico...

A conclusão a tirar desta história, é que há pelos e pelos. Pelo sim, prefiro falar. Pelo não acho que já basta de tanto passarão, com penas de pintassilgo!

Como é que nos livramos destes pentelhos doutra forma? Esta sai cara!

11 comentários:

  1. Texto genial. :)))) Pelo sim, pelo não, mantenho os meus pelos púbicos sempre bem aparados. eheheheheheheh.

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  2. Só posso reforçar o que o nosso amigo L.O.L. já disse: Texto genial!

    Sempre que este senhor aparece nas televisões ainda se "enterra" mais. Desta vez preferiu utilizar a palavra "ninharias"... mas se lhe serviu a lição e o suposto "puxão de orelhas" por ter sido infeliz da outra vez na palavra usada, não aprendeu ainda que mais valia era estar caladinho pra não dizer asneira.

    Tal como acontece com os jogadores de futebol, são escandalosos os "valores de mercado" que atingem estes gestores de empresas públicas e privadas.
    Faz-me espécie como é possível uma só pessoa ganhar tanto dinheiro num ano de trabalho.

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  3. LOL,
    :-)
    É mesmo o melhor a fazer, para não causar engulhos a ninguém...

    :P

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  4. Orquídea,
    Esse passarão é um grande comilão. Ali é o valor de mercado, mas não é o dele...Faz parte da cultura oriental, este soft aproach. A seguir é o banco cor de rosa e depois vão aparecer mais...É preciso olear a engrenagem. O descaramento do passinhos é que irrita.
    Beijinhos

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  5. Suponho que a maioria destes passarões pensa que somos todos parvos... chegar ao ponto de dizer que é uma empresa privada e que os ordenados não saiem do nosso bolso... quando os pagamos na factura da electricidade e claro que querem apenas agradar ao Governo para continuarem a fazer os arranjinhos do costume... até me apetece arrancar os cabelos... da cabeça... lol

    Bjos

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  6. Tenho que concordar com o LOL.
    Este texto é o Tio do Algarve no seu melhor, genial, mesmo.
    E se esta gente são pássaros realmente. Passam-nos por cima da cabeça e cagam em nós. Lamento os palavrões, mas a indignação é tanta que já não consigo falar de outra maneira.
    Depois vem o Catroga dizes que quanto mais ganhar mais pagará im impostos. Muito benemérito. Principalmente porque o dinheiro que ganha não é merecido. Ficar com metade do que não merece ainda é muito.
    Quanto mais ganhar mais paga. Quanto mais explorar as pessoas mais benemérito é. São assim os santos de hoje.

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  7. Isa,
    Não sei se pensam, mas agem como tal!
    É o cúmulo do desplante!
    Não arranques os teus cabelos, pensa antes numa tortura chinesa para esses passarões, tipo arrancar-lhes as penas com azeite a ferver...Aliás, óleo de automóvel usado
    Bjs

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  8. Daniel,
    :-)
    Esse aspecto dos passarões que nos cagam na cabeça, é pertinente! E como as gostas de chuva, acertam sempre nos sítios piores. E por cagarem tanto, deixam-nos na merda!

    Esse passarão do C. é de um desplante que devia ser-lhe metida uma rolha. Ou melhor, duas rolhas...

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  9. Estes tipos tem um desplante... E são estes tipos que triunfam...

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  10. Olha, Tio, arrasaste comigo! Dassssee, que texto tão bem escrito!
    Bjs
    XS

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  11. XS,
    Tu é que arrasas comigo, com essas tuas ausências!
    Welcome back!
    Bjs

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Hmmm! Let's look at the trailer...

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