domingo, 27 de julho de 2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Mamading ou como desvirtuar o conceito de rapidinha



Talvez fosse melhor começar por distinguir o trigo do joio, sem querer esmiuçar o tema. Ibiza é Ibiza, Menorca é Menorca e Maiorca é Maiorca. Dito desta forma parece uma verdade do M. de La Palisse, mas espero que não seja. Associamos às Baleares a imagem do turismo massificado, com excessos vários – também não vou dissertar sobre o assunto, mas estou em crer que os excessos de Ibiza são diferentes das suas irmãs. Pelo menos, mais sofisticados e alegres…


Há coisas para fazer sem pressa mas também, num momento determinado, sem pré-aviso fazemos com muito prazer, quase que em emergência: As rapidinhas. 

Os elevadores – que saudades – são um dos meus fetiches, mas há outros locais, como varandas de edifícios, gabinetes, enfim, não é preciso puxar muito pela imaginação para encontrar um sítio para uma rapidinha. A companhia é o importante. Às vezes envolve alguns riscos, o que acrescenta algum condimento à coisa!

Agora, esta prática de gosto duvidoso, a que deram o nome tão original de Mamading retira o prazer do risco, da rapidez e do imprevisto. Ainda por cima num grupo de gajos. Há coisas que não combinam: A rapidez e o sexo oral decididamente não parece terem mix-appeal!

O que virá a seguir?

sábado, 12 de julho de 2014

Samba e Valsa, da dança ao terramoto. Das Erdbeben!


Levanta-te, já são oito diz uma cidadã brasileira ao seu companheiro de cama que, estremunhado lhe pergunta: O quê, entrou outro golo?

As réplicas do terramoto germânico no Brasil são muitas, surgiram por todo o lado e, apesar do tradicional humor brasileiro, vão deixar marcas. Somos irmãos: Estádios a mais, disparate a mais, despesas sumptuárias e para fazer fraca figura…Acho que leses também são bons no humor!

Uma simples explicação tiológica sobre o jogo diria que o equipamento usado pela Alemanha tem as cores do leão olhanense, o rubro e negro da equipa da minha terra foi determinante. O Brasil com o seu equipamento amarelo, a lembrar a doença ou o Paços de Ferreira (o amarelo do Estoril deve ser mais giro), nunca teve hipóteses.

Também é verdade que o Scolari deu uma ajuda no resultado, mas isso não pesou. Se os teutões tivessem aparecido com aquelas fardinhas brancas imaculadas, não teriam chegado aos cinco. O equipamento assustou os brazucas!

Mas nada é assim tão simples. Há uma explicação alternativa ligada à dança. A alegria contagiante do Samba, não distraiu os alemães da sua tão tecnicamente exigente valsa vienense. Nesta perspectiva, a Áustria é aquela espécie de Alentejo e Algarve independente porque nós deixámos, uma maneira de se poder ir ao estrangeiro e falar a mesma língua…Por isso a valsa vienense é alemã!

Ora, entre esta valsa e a inglesa, prefiro de longe a última. Ritmo mais lento, mais tranquilo, mais subtil e figuras mais graciosas…

Para domingo espero que o improviso e a sedução do Tango Argentino, a que me rendi há alguns anos, desconcentre os adversários e os ponha aos pulinhos tipo polka!

Eu que não percebo nada de futebol, e torci pela Alemanha desde que nos ganharam, fui hoje recordado com precisão germânica que, em 1990, a final foi entre a Argentina e Alemanha, que ganhou 1-0.

E ainda bem que é já Domingo que acaba esta tourada, para voltarmos ao nosso Fado do dia-a-dia. E eu que prometi que não falava do mundial!!!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ainda podemos ir mais longe...



Tenho ao longo destes textos tentado ironizar com as medidas dos sucessivos desgovernos. Em particular o mais poderoso, Socas I, Le Bon Vivant, Notre Frère de Paris, des lumières et de la Seine, mereceu muita da minha atenção. Desde aí a coisa perdeu alguma graça, ganhou severidade e a pressão da troika limitou as minhas cartinhas aos sobrinhos desses outros tios por aí espalhados.

Terá a ironia do Tio sido uma resposta homeostática provocada pela acção-reacção dos antónimos ironia socrática e ironia socretina? Não sei e não tenho nenhuma alma amiga queira psicanalisar-me a esta hora…

Veio o Coelhinho, e deixei de ir ao circo, mas ainda mantive alguma vontade, com as caldeiradas. Sucedeu-se o brutal aumento da carga fiscal, conforme foi anunciado pelo sósia português do Mr. Bean, mas sem nenhuma graça. E neste processo a vontade de grandes cavalgadas pelos campos do sarcasmo, abandonou-me…

Mas há sempre alguma réstia de esperança, mesmo com uma réstia de alhos ao pescoço…

Estamos a chegar à silly season, onde os disparates são mais concentrados no tempo e por isso notam-se mais. Mais impostos virão para suprir os milhões em falta, uma vez que cortes na despesa, não há coragem para os fazer. Eleições em 2015, oblige… Mais impostos onde?

Havia uma canção revolucionária cuja letra me lembro, e que dizia qualquer coisa como: “O cigarro paga imposto, o fósforo imposto paga, só falta pagar imposto a mxxx que a gente cxxx”. Ora não é novidade nenhuma, esta ideia. Na antiga Roma, onde se defecava em público, em salas próprias para o efeito, havia imposto sobre a urina… que era usada nas lavandarias, as fullonicas!

Este imposto foi criado pelo Imperador Vespasiano, que também deu origem ao célebre “pecunia non olet”, que esta rapaziada do new stablishement, ligada a negócios de merda tão bem conhece.

Não percebo nada de linguística – apesar de ter tido um óptimo professor e ter lido o Ferdinand de Saussure – por isso não sei se existe relação, mas sempre que utilizar a palavra fulano, vou pensar nesta nobre profissão de lavandaria romana. Já para bochechar continuo a preferir um elixir do Lidl, ou do Pingo Doce, apesar dos efeitos benéficos desses líquidos naturais usados pelos romanos. Vejo-me sim, com o hissope que a natureza me deu em punho, a aspergir alguns destes novos publicanos, com esse líquido puro e miraculoso…

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