sábado, 13 de agosto de 2011

Tetos e tetas. Pequenas subtilezas, grandes mamas.

Ao que parece, a palavra tecto e seus derivados passou, graças ao maldito, a escrever-se como teto. Digo ao que parece, porque não quero mesmo saber e, enquanto me deixarem, escreverei sempre tectos, para me referir a essa superfície que forma a parte superior de uma casa, ou ao limite máximo de uma certa variável como, por exemplo, tecto salarial.

Quando acordei esta manhã pensava assim, mas estava enganado! Afinal há uma lógica, apesar de muito pouco evidente, no famigerado dito e maldito Hacordo. Mas, confesso, só a percebi quando ouvi o nosso ministro das finanças, calmamente explicar a situação, em directo numa Entre-vista e pouco-ouvida com a Judite de Sousa.

E, diga-se em abono da verdade, foi calmo e conciso. E tentou explicar (apesar da JS – não confundir com a minha querida prima, sff - quase não ter deixado), a diferença entre orçamentar e executar um orçamento. Cumprir o orçamentado! Não fosse o Mestrado em Vela de Cruzeiro, talvez me assaltasse essa dúvida (assim sou assaltado doutra maneira). Traçar uma determinada rota e fácil, mais difícil é cumpri-la. Evidente, caro Watson... Enfim, deixo-me de devaneios e vou à questão fundamental.

Percebi finalmente a subtileza do Hacordo quando ouvi que havia um teto para o endividamento das empresas públicas e despesa pública. O oráculo da TVI mostrou, quiçá por engano, a palavra “tecto” em vez do que agora parece correcto “teto”. Ora os tetos não podem ser discriminados, e o correcto seria tetos e tetas, o que nos teria levado directamente para a conclusão que há tetos para alguns e tetas outros….

Assim fica tudo mais claro, uns ficam com os tetos, ou outros com as tetas. Será uma distribuição normal? E agora quem nos vai fazer os testes? Sai já um Kruskal-Wallis, ou chamem a troika, com urgência.

4 comentários:

  1. AhAhAh! Que analogia maravilhosa entre teto e teta!

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  2. Julie,
    ;) Ainda não tinha posto o link para post do Mestrado...

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  3. Fartei-me de rir... até me doeu o estômago... vá lá que, mesmo assim, ainda não perdi o prazer de dar umas valentes gargalhadas...
    ...e fiquei, realmente, esclarecida :D

    Bjos

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  4. Isa,
    Espero que não criem um teto para a ironia...Agora acabou a moda das fundações, mas a criatividade não tem limites, nem fronteiras.
    Bjs

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Hmmm! Let's look at the trailer...

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