segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mon Amy Samedi


Mon Cher Amy,
Tu sais que je sui très amy de France. J’avais un grand amy, le Mediterrany, nous étions très proches, mais il n’est pas pendent nous, maintenant. Il est parti pour le paradis (Non. Non pas pour le Moulin !!!)

Alors maintenant je veux faire une mission de conseil a toi. Tu as besoin de ça !

Il faut prendre plus des arabes pour gagner les votations de droite ! Qu’ que tu fais ? Vite, vite, allez y! Prend les plus que tu peu ! Pour gagner plus a droite if faut aussi parler de France, le meilleur pays de Europe, e même aussi de France et Ille de La Réunion ! Le hexagone magique, le pays de Platini et de Zidane (n’hésitez pas a une cabeçade dans l’ennemi quand il faux).

Il fuax aussi remplacer les portugais pour les marocains et les noires dans les anecdotes (oui, aussi dans le Languedoc). 

La belle Carla Passer-a-Ferro, peut se coller à gauche. Elle peut faire de meetings avec les gitanes, fumer en places où il est interdit de fumer, se promener dans le marais, avoir un copin gay e sur tout (très import) te mettre les cornes (ou ç’est ça que tu penses, t’encorner). Toi tu fais de maride liberal por agrandir à la gauche, mais en secret tu le prend dans la Bastille. Comme il n’y as pas de prison dans la Bastille (je dors beaucoup dans l’opéra, Senat dans les comemoratios du 25 ème Abril et cette Année je pas y allé), envoy le en secret pour Madagascar et le sujet et resolvu.

Pour derroter ton oponent (le Beneluxe) il faut decouvrir qu’il été nazi et très proche de Goebbels. En secret dit a Figaro q’u tu te souviens de soirées a Bucareste avec eu et Goebbels et le Folies Bergères (où Bucarest, où Budapest, tu voix le meilleur, mais il faux choisir une place où tu as était).

L’idéal seria arranger une liaison pendent M. Beneluxe et Madame La Espherográfique… Çá marchais avec ginjas !!!!

Pour parler en marchais, notre amy Georges il est party, aussi ? Je ne le vois il ya plus longtemps !!!
Dites moi quelques chose, j’ai sédations de te revoir, mon caramel !

Ton amy du fond du cœur,

Mére de Just l’Airs


Nota do Tio do Algarve: Esta carta foi encontrada no acervo bibliográfico do Tio Antoine Bernard de Sourire, Marquis de Gargallades (adido diplomático da Santa Sede em Paris), e publicada de acordo com a sua grafia original. Supõe-se que “amy” significará “ami”, onde se menciona “prend” pretenderá o autor referir-se a “prender” (Emprisonner). Deduzo que seria “faut” que se pretenderia escrever quando se usa “faux”, tu “as était” quererá referir-se a um sítio onde ele tenha estado, e assim por diante. O Nome do autor por razões de segurança nacional foi devidamente encriptado.

sábado, 28 de abril de 2012

Estandartes & Pobrecitos


A E & P (Estandartes & Pobrecitos) decidiu baixar o rating de nuestros hermanos en dois níveis, passado a BBB+, Boa, Bonita e Barata plus. Um porta-voz da conhecida agência de notação negou qualquer relação entre este facto e a quantidade de presas dos elefantes, ou o número de vezes que um caçador dos mesmos pode ter problemas músculo-esqueléticos (palavra de 25 euros) na zona da bacia, na mesma semana.

De acordo com fonte que solicitou o anonimato, também não há qualquer relação entre esta nova notação e a vida amorosa dos caçadores de elefantes. Outra hipótese aventada mas excluída de imediato, pretendia relacionar esta queda com a vitória do Bilbao sobre o Sporting de Portugal. Trata-se de uma coincidência infeliz, garantiu o representante da reputada empresa em directo das pampas argentinas, enquanto bebia um chá mate numa estação de serviço.

O governo do jardim luso já expressou a sua solidariedade, com um comunicado lacónico onde se fazia um paralelismo entre o Fado e o Tango, ambos património imaterial da humanidade. O ministro do desporto, em comunicado autónomo já expressou à Federação Internacional de Natação o seu repúdio pela decisão de baixar o nível dos atletas envolvidos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O buraco da madeira

Claro que a madeira não tem buraco, nem luz ao fundo do túnel. A madeira está toda esfuracada pelas novas térmitas insulares (albertinium insulae) e a luz não aparece no fundo dos furados, porque estão todos com óculos de sol.

Furadas estão também as carteiras dos que têm pago esta festa da marabunta. Todo o dinheiro que lá cai, desaparece…

terça-feira, 17 de abril de 2012

Nudez, Inocência, imunidade e impunidade


 Muitas vezes associamos a nudez à inocência, à pureza do corpo e do espírito….Outras vezes associamos ao pudor, mas não a associamos à impunidade, o que hoje procuro fazer.

Há algum tempo era comum ouvir-se, como expressão em que se pretendia apontar uma pessoa que criticava outra com as mesmas características, ou padrões de comportamento: Diz o roto ao nu… E este nu nada tinha de inocente.

Hoje as regras mudaram completamente e ninguém usa essa expressão. Durante algum tempo pensei que seria por andarmos todos com alguma dificuldade em mudar o guarda roupa, por serem cada vez mais frequentes os casacos com brilho, as calças puídas, as golinhas das camisas a acusarem desgaste, para não falar nas meias rotas. Sim, não há quem as cosa e as de fabrico chinês pouco têm a ver com a qualidade do algodão egípcio. Aliás o próprio Egipto já não é o mesmo e o moderno Egito já não tem egípcios. Tem egitos que não querem saber do cultivo do algodão.

Mas nem tudo é pior hoje. Falamos muitos mais no nu. Ò nu, para a esquerda, ó nu para a direita, ó nu para cima e ó nu para baixo. Ele é ó nu para todos os lados e toda a gente sabe tudo sobre esse ó nu… Portugal como grande país moderno não podia ficar para trás. Não temos esse ó nu, mas temos o roto, o andarilho, o andrajoso, uma série de variedades muito mais enriquecidas. Também não temos o Ban Ki Moon, mas temos muito melhor, o Banco Imune a todas as investigações, processos, também conhecido como Banco ParaNegociatas ou o Banco Para Néscios…

Entristece-me pensar que a inocência esteja tão mal distribuída, que haja pessoas a acreditar que a culpa do Banco Imune é do BI,duas simples letras que representariam o Bilhete de Identidade… E, mais do que essa inocência imune a qualquer contágio de honestidade, revolta-me a impunidade para uma clique de andrajosos morais, vestidos com fatos Boss, Zileri, Zegna, ou outra marca qualquer não acessível à maioria dos portugueses. Longe vão os tempos em que nos referíamos a alfaiates, que nos faziam fatos à medida. Hoje, à medida são os tachos, as leis, os concursos que, de forma pomposa, saloia e errada, são designados procedimentos concursais (espero ter tempo para escrever sobre esta terminologia do socretismo).

Hoje são os fatos que fazem os homens… Os factos é que são feitos à medida de uns e do interesse de outros e apresentados nessa montra rectangular electrónica, que dá pelo nome de televisão, à medida da ignorância do povinho… E não há acordo que me convença do contrário.

E quantos de nós, te tão expostos, ficaremos imunes a este contágio de pobreza moral, cem vezes pior que a gripe mais feroz?

sábado, 7 de abril de 2012

Vizinhos com sono leve


Conheço pouco os meus vizinhos. Não me refiro à blogosfera, mas à realidade de uma cidade pequena. Não tenho nenhum bar por perto, nem as ruas onde vou morando em part-time têm grande vida nocturna. Estarão a pensar que tenho que a procurar longe, é verdade. E será melhor…

Há dias batem-me à porta pelas 4h30 da manhã. Até me tinha deitado relativamente cedo, para os meus padrões e hábitos de fim-de-semana, mesmo que fora dos dias habituais. Não havia música alta, nem cheirava a queimado (já me aconteceu). Também não via fumo. Aliás, acho que não via nada, aquela hora da manhã, até que abri a porta e dei de caras com um tipo de roupão (à pressa também lá tinha conseguido desencantar um que consegui vestir no percurso).

Disse-me que era o vizinho de baixo e não conseguia dormir. Um alarme soou na minha cabeça, mas felizmente contive-me até às explicações. Enquanto pensava na minha casinha junto ao mar, sem vizinhos por baixo, lá fui ouvindo o que me dizia do barulho que, segundo ele, começou quando eu tinha chegado a casa, cerca das duas da manhã.

Pensei no pior, vai-me dizer que é algum barulho em que o ritmo aumenta, ao mesmo tempo que a intensidade e depois pára, recomeçando algum tempo depois, mas não. Nada disso. Era uma porta que rangia e batia. Apesar de levemente, batia e não parava! E ele não conseguia dormir. Foi esta a explicação que me deu…

Felizmente no caminho para a porta da rua, ainda ensonado ouvi uma porta a bater muito levemente e a ranger, ao abrir e fechar, com a brisa. A janela tinha ficado aberta, como é costume, mas havia vento. Por isso fui fechá-la, antes de abrir a porta…

Desculpe mas não estou a ouvir nada, deve ter sido no apartamento debaixo do seu disse-lhe, enquanto fiquei com a certeza que ele pensava que o ranger era de outra coisa…

Acho que não o vou reconhecer se algum dia o encontrar no elevador e espero que ele também não.

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