segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A justiça dos segredos



Em miúdo sempre me fizeram imensa impressão os designados “Palácios da Justiça”, com as suas fachadas sóbrias e os seus interiores austeros. Recordo-me bem do meu primeiro bilhete de identidade e da altura gigantesca dos balcões (na minha terrinha nesse palácio de formas quadradas, janelas pequenas e escadaria escusada, o Arquivo de Identificação funcionava no mesmo local), que constituíam uma barreira que nos separava dos intocáveis funcionários judiciais de expressão severa…
A completar o ramalhete as palavras “domus justitiae” que vezes sem conta me levavam a interrogar sobre a necessidade de estar escrito em latim, língua morta que me remetia às aventuras do Alix e Asterix e nunca a uma coisa séria como seria a justiça, coitadinha, com os olhos vendados, a segurar uma balança com livros e moedas.

Hoje a famosa e ubíqua (tinha que colocar uma palavra de 20 euros) transparência da administração pública, como não podia deixar de ser, estendeu-se à justiça. O vidro substituiu a pedra, as janelas são grande e abertas e a madeira escura foi substituída por plástico branco.

As rendas dos espaços também cresceram, para dar novas oportunidades a filhos, sobrinhas e demais parentela dos escrupulosos autarcas que governam as suas paróquias com escrupuloso zelo.

Já não temos funcionários de caras façanhudas, mas técnicos e técnicas superiores, maquilhadas e de saia curta. Os juízes preferem as calças de ganga e os polos de marca aos fatos escuros (alguns ainda preferem o clássico), os balcões altos foram substituídos por mesas baixas, os clientes deixaram de esperar em pé, passaram a fazê-lo sentados. Talvez esperem mais, não sei.

E assim, por baixo das mesas, que com o seu plástico pouco natural, escapa à transparência, vão-se passando coisas que escapam à vista dos comuns mortais que assistem, impávidos, à morosidade dos processos, às fugas de informação (nalguns casos abençoadas fugas que fazem chegar ao conhecimento do público informação interessante), ao apagar de escutas, a toda uma série de factos que nos parecem impossíveis na casa da justiça…

Parece agora que as quebras de segredo de justiça vão serinvestigadas. Se querem segredos, não daria para se chamar Casa dos Segredos? Escrever, em letras gordas, iluminadas, na frontaria desses edifícios: Casa dos Segredos e, com alguma influência, conseguir um patrocínio de uma cadeia de televisão que permitisse até baixar os custos operacionais destes serviços?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A relva e a ceifeira



Depois do show de Grândola Vila Morena, em Vila Nova de Gaia, estava previsto novo ensaio no ISCTE, com o D. Césped. Essa grande esperança do canto popular e de intervenção preparava-se para outra grande actuação, mas uma alteração de última hora ao programa impediu o artista português de actuar.

“tenho as equivalências necessárias para ser um cantor de sucesso e conheço as Praias da Comporta!”  

foram as suas palavras antes de abandonar os palcos portugueses no início do que parecia ser um carreira fulgurante na canção de intervenção. Dizem as más línguas, que está em Baleizão numa pós-gradução em cantares alentejanos. Entretanto há novas audições a decorrer todos os dias...

E, pergunto eu, quem se lembraria de convidar “El D. Césped” para uma segunda actuação? Uma só vez não bastava nas praças portuguesas? Não poderíamos agarrar numa foice e cortar estas ervas daninhas bem rentes? Chamemos a ceifeira de Aljubarrota, já! Apliquemos a foice à seara que se quer alhear para a capital! E a todas as searas de ervas daninhas e jardins de parasitas que vivem à nossa custa! Reformados ou não!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Liebster award

Meine Liebe Damen und Herren,

Hoje é dia de festa!



Recebi este desafio da Nessi, a que respondo subvertendo, como habitualmente o desafio e, também como sempre, não o passando a mais ninguém… Enfim tudo na mesma. Obrigado Nessi!

1.       Chá ou café?
Chá e café, depende das ocasiões mas, por hábito, todos os dias

2.       Um pecado capital?
Meu? Não tenho disso.

3.       Se pudesses nascer na pele de outra pessoa, quem seria e porquê?
Ainda bem que isso não pode acontecer. Às tantas escolhia-me a mim outra vez e a coisa podia sair mal

4.       Flor favorita?
A orquídea da blogosfera e a magnólia da vida real

5.       A viagem mais louca que fizeste?
Na minha adolescência, à boleia, não pela galáxia mas pela península e mais além!

6.       O programa de televisão mais trash que conheces?
A casa dos segredos, serve?

7.       O país em que gostarias de morar?
Num país da américa latina, mas perto do mar

8. Um fétiche?
Os corpetes….

9. Um defeito?
O que é isso?

10. Uma palavra?
Sedução

11. Uma música?
Só uma? Impossível! Quase todas, talvez...


As minhas desculpas, mas respondi às perguntas erradas! Aqui vão as verdadeiras, as perguntas, claro!

11-      Frio ou calor?
Calor, muito
22-      Maior sonho?
Todos são grandes…
33-      Viagem da tua vida?
A Dois, claro.
44-      Londres ou Paris?
Ambas
55-      Casar ou União de facto?
À vontade dos fregueses.
66-      Drogas leves pro ou con?
Já fui dessa guerra
77-      Inseminação artificial pro ou con?
Resposta igual à da pergunta sobre o casamento. Mas, regra geral, contrariar a natureza não dá bom resultado.
88-      Cor preferida?
Azul do céu e verde do mar
99-      Benfica Sporting ou Porto?
Sporting, claro
110-   Maior desilusão?
Esta pergunta está repetida, ou é igual à anterior?
111-   Maior realização pessoal?
Still to come


Pronto, se alguém desejar, responda o que muito bem entender…
 

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