quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Conhecer, Amar, Pisar. Aveiro...

Conhecer-te e amar-te foi um instante...Frase comum que nos remete para o amor impulsivo, irresistível. Por vezes também incondicional, exigente, possessivo.

Recordo-me de me terem falado de ti e um dia, no Porto, propositadamente quis conhecer-te e conheci...Fiquei preso, de imediato. Conquistado, seduzido.

Pisar é um gesto que não uso. Mesmo em situações onde a probabilidade de tal acontecer é razoavel, faço tudo para tal não aconteça. Evidente que me refiro à dança! E pisar-te foi coisa que nunca desejei, imaginei ou supus que alguma vez pudesse acontecer. Mas aconteceu, onde e quando menos poderia esperar, por acidente, em Aveiro!

Pizzarte, passaste a ser a pizzaria do meu coração! E fiquei de tal forma feliz que quero dizê-lo a toda a gente!

Acabei de ler Delírios e Devaneios e inspirei-me nestes equívocos...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A vida é como os interruptores

Desconheço o autor desta frase, que tem graça. Ao googlar (é a primeira vez que uso esta expressão) vou dar a um blog com um nome girísssimo. Desconhecia que era do Herman José, deve ser dos tempos em que tinha mais graça, sem tanta brejeirice...

Mas entretanto, sem querer fazer um tratado sobre o tema, apareceram os potenciómetros, que também são interruptores e vão girando até ficar no máximo, ou no mínimo. Mais soft, a passagem...E por isso resolvi ficar um dia em casa, para evitar passar do tudo em cima para o tudo em baixo...

Mas há situações mais complexas. E é verdade que às vezes é preciso ter a chave certa para perceber o Tio. Que me desculpem os meus leitores e os que me aturam no dia-a-dia...


Vá se lá saber o que escolher, para despertar a luz da sonolência matinal...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Filomena, Cautela com o Alberto...

Vejo cada vez menos televisão e mesmo ao meu canal preferido, estou cada vez mais ausente. Às vejo o 5 para a meia-noite. E há um dia que é da Filomena Cautela... Nesse dia, especialmente, se posso tento ver programa todo. Sem desprimor para os outros responsáveis/apresentadores do programa, que já conhecia de outros carnavais... A Filomena é diferente... Mais não fosse por ser mulher...Parece que aquela boca da “apresentadora do ano” foi mal recebida pelo apresentador a quem se destinava. Pois, pode até ser politicamente incorrecta, mas que teve graça teve...E pelos vistos atingiu o alvo “na mouche” .

E se fizeres uma petição para a liberdade desse tipo de piadas, eu subscrevo.

Parece que as pessoas inteligentes que dizem coisas politicamente incorrectas e com graça são castigadas nessa televisão que, sendo pública parece ser cada vez mais resultado de interesses de determinados grupos particulares e particularmente sensíveis... E aí corres um risco sério, ao cubo, porque dizes coisas com graça, inteligentes e politicamente incorrectas...

Até o ex-futuro e past leader, da social-democracia à portuguesa, eterna reserva do partido e leader da inteligência analítica (e não simpatizo demasiadamente com ele) foi castigado...Já tinha sido na privada, nesse outro operador que deve o seu nome ao facto de ser manipulado pelos seus quatro costados e está, cada vez mais apostado na obliteração da pouca inteligência e espírito crítico dos seus telespectadores. E agora foi na pública, parece que faltou o alibi democrático. O que não falta è vergonha à corja (sim queridos, outro epíteto não mereceis) que manda neste país.

Bem, os albertos não são de confiança...As meninas Koplowitz que o digam...mas continua a dizer o que apetece. A rapaziada gosta.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Botas, Tacões e Ligas

Os fetiches do Tio são já muito conhecidos. Abusando dos pleonasmos, mesmo por quem não o conhece (é uma pena, garanto que vale a pena...).

E assim hoje acabou, para mim, mais uma edição da famosa Bolsa de Turismo de Lisboa, conhecida pelas suas iniciais. Fica o fim-de-semana para as/os resistentes que vão receber essa imensidão de público não profissional. Aliás, profissional de feiras. O tema não importa, são verdadeiros recolectores de catálogos, autocolantes (o mesmo que colantes, no Porto), esferográficas e tudo o que possam transportar em sacos de plástico ou de papel, que também recolhem no percurso pela feira. As feiras são assim mesmo...

Senti bastante menos expositores e ouvi, não sei se em notícia oficial, que tinham sido menos 300 que na anterior edição. Notou-se. Mas, curiosamente, começo a gostar mais da BTL. Porque será? E assim se passou um ano...

Gossip

Pois, pois, vão lá para as jantaradas, copos, viagens por todo o lado. Isso é que é boa vida!

É assim que muito boa gente vê a actividade onde o Tio, modestamente, também labuta (não confundir com outra vida)...

E tenho que dizer que sim, que isto é só para quem gosta. Não é para quem pode...Mala à reboleta, toshas na mão, porta-fatos esquecido, para chegar a um sítio onde estamos horas sem fim em pé (imagino aquelas pernas tão elegantes, em cima de uns bons centímetros, como ficarão ao fim do dia... a precisar de uma massagem, no mínimo), sempre com um sorriso, a negociar, as sinapses em catadupa para filtrar o interessante de duas ou três conversas em simultâneo, e isto tudo ao fim de uns quantos gins tónicos, melosas, caipirinhas, caipiroscas e etc...Almoçar à pressa (também não gosto de almoçar por necessidade) ou fazer um skip a essa parte e depois, finalmente, a noite...até às quinhentas.

E no dia seguinte tudo impecável como se nada tivesse acontecido... Quinta-feira, a noite começou na má-lingua (não conhecia e também não lembro do Queens), mas acabou cedo. Acontece...Parece que ali perto houve mais animação noutra festinha, mas... Há dias difíceis

O que vale é que na próxima quarta-feira já estamos todos noutra...Hola! Mas já de seguida vai o relatório.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Apagão Hospitalar, pelo seguro!

Para começar o ano de acordo com os constrangimentos orçamentais e a imagem de rapaz que gere bem o orçamento, lá fiz a minha reserva para a FITUR na Ryanair.

Nem desgosto da Ryanair, tirando aquela mania de não ter nada incluido no preço do bilhete e, como a viagem era de trabalho, lá me decidi a fazer um seguro de viagem (nunca percebi bem que seguros é que estão incluidos no Visa).

Uns décimos de segundo bastaram para ver as condições gerais. Então a companhia vai apagar-nos até ao limite contratado na apólice? Não apaguem com muita força, por favor...

Aqui fica um extracto para quem quiser saber mais um pouco sobre o assunto:

"SECÇÃO G - BENEFÍCIOS HOSPITALARES

O QUE ESTÁ COBERTO

A nossa companhia
apagar-lhe-á, até ao limite indicado no Plano de Apólice, para cada período completo de 24 horas em que você tiver de ficar hospitalizado em regime de internamento fora do país de residência como consequência de danos físicos ou situação clínica de que padeça e/ou quarentena compulsiva.
Pagar-lhe-emos o montante indicado no plano da apólice além de qualquer outro montante a ser pago nos termos da Secção F – Despesas de urgência médica e outras.

AXA TRAVEL INSURANCE - RYANAIR MULTI RISK APÓLICE DE SEGURO DE VIAGEM – OUTUBRO 2009 – PÁGINA 12/ 16

CONDIÇÕES ESPECIAIS
1. Deve comunicar o mais rápido possível à AXA Assistance qualquer dano físico ou situação médica ou internamento obrigatório que necessite da sua entrada hospitalar como paciente internado.
2. Qualquer menção indicada nas CONDIÇÕES GERAIS na página 5."

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Blitzreisen

O meu alemão está cada vez pior mas, curiosamente, cada vez que faço uma destas viagens tenho a sensação que me entendo melhor nestas paragens, onde me desloco com alguma frequência... Desta vez um dia em Essen, outro em Düsseldorf e os outros dois a pastar entre um lugar e o outro. Foi a minha primeira viagem a terras do Onkel Hans (se os states têm o Tio Sam, então....) no Natal. E tenho que dizer que gostei desta época do ano, apesar de não ser um fã do Natal e achar os preços demasiado inflacionados...Trazer recuerdos não é o meu forte, mas na indispensável visita ao weinhachtsmarkt, à noite, pude finalmente perceber o porque de Essen se autodesignar “Die verkaufen stadt”.

Esse mercado ao ar livre onde se podem encontrar desde casas para pássaros a elmos e espadas medievais (este revivalismo também tem a sua graça), entre bratwurst, flammkuchen e, claro, montes de cervejas, mas também o glühwein e a kirshbier (bem quentes) é o máximo. Não podia imaginar, passar horas na rua, em pleno Ruhr na conversa, de copo na mão com temperaturas abaixo de zero (só por fora…), mas foi delicioso. Foi uma descoberta sensacional e mesmo no centro da cidade a dois passos do Lichtburg (com os seus pergaminhos de oitenta anos na história do cinema alemão), do Mövenpick Hotel e da Hauptbanhof. Very convenient...

A incursão pela noite e uma festa de anos e, deixaram-me com a certeza que tudo se acentuou para aquelas bandas e precipitou a vontade de voltar a Berlin, ASAP.
E esta história toda é para justificar a ausência das lides, como se a louca velocidade de 340 kbs da Internet para downloads e de 39 para uploads que tenho com frequência, la na Montanha, não bastasse...Ou fosse alguém pensar que andava nas compras Prenatal. Ansioso pelo Reveillon, sim.

sábado, 2 de janeiro de 2010

A cama e o aquecedor. Ainda...

Não podia deixar passar a oportunidade de voltar ao tema. O final do ano costuma ser pródigo em balanços, balancetes e razões. Às vezes sem nenhuma razão aparente, começam-se a fazer listas de coisas que não se fizeram e outras que queremos fazer.

E este ano de 2090 teve uma grande lacuna. Sim, também é altura de confissões...

Cama, aquecedor. Aquecedor, cama. Dança, Espumante em excesso, secura na boca. Água. Água, aquecedor, dança. E uma caminha de água?

Agora é que a promoção acabou? Não se faz ao Tio, pois não? Então e os saldos? E essa do adormecer mais rápido? Qual o interesse?

PS: Juro que não tenho comissão nenhuma neste negócio, apenas me ficou água na boca...E de repente fiquei com apetite.

2010

Queria começar este novo ano de 2010, propício para odisseias espaciais, a desejar tudo de bom para quem segue estas viagens.

Que se realizem os vossos desejos todos. Mesmo todos...Todas as vontadinhas feitas, com muito mimo e, claro, malandrice qb (esta calou fundo). Muita ironia, para os chefes maus, solidariedade para os colegas, cumplicidade para os amigos, namorados, companheiros, maridos, mulheres e outras relações semelhantes que agora não me ocorrem.

Usem com pouca parcimónia a sedução, não abusem do sarcasmo e aproveitem para fazer alguns excessos enquanto não nos poem um chip.

Tinha muito mais para dizer mas, o que se pode fazer a esta hora? Pois...O aquecedor...

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