segunda-feira, 8 de junho de 2009

A esperança adiada

Há anos que não preocupava tanto com as eleições, como ontem. No rescaldo, como também desde que descobri a candidatura da LA, senti o que é pertencer, sem de facto o ser, a uma minoria.

Um minoria medida pelos padrões da ditadura das audiências dos media, pela ditadura de uma maioria de eleitores sem qualquer ideia do que se passa à sua volta. Um ditadura de gente sem imaginação, arrojo e, sobretudo, sem o despojamento de se libertar do conforto de uma casa ou clube conhecido.

Apetecia-me brincar com estas eleições, com as declarações do rescaldo eleitoral, com o Gepetto e o Pinóquio, com a toilette horrível da Judite de Sousa, com a Clara também de Sousa (estava muito bem mas, cuidado ao mostrar os joelhos, porque anda por aí muito tarado que pode perder o controlo), com o sorriso cada vez mais Colgate Max White do PP, com as touradas do Bloco de Esquerda (digo o nome todo para não se inferir, de modo algum, qualquer eventual simpatia), com o face lift da candidata do PC, com a vitória dos meninos bem comportados armados em senhores crescidos, com a tutela da mamã (já chega aquele programa à quinta feira à noite, para essa brincadeira de crescidos), mas não. Não me apetece.

Estou triste e não é pela chuva da manhã, pelo vento que sinto lá fora. Estou triste por ver que dois em cada três portugueses, ainda acredita nestes políticos, menos que eu. Estou triste por sentir que os mais pequenos continuam a ser discriminados pela ditadura das audiências. Estou triste por ver que os que diziam que antigamente era só Fátima, Futebol e Fados, hoje não vem que apenas o ritmo mudou, a música é a mesma. Estou triste por ver que não querem ver. Estou triste por ver que nos querem dar pior Futebol, pior Fado e mais Fátimas. Estou triste por ver que muitos engolem essas mensagens. Estou triste por ver, mais vez, que o Marshall McLuhan tinha razão. A mensagem não interessa. O meio é o que importa.

Estou triste por isso tudo e por sentir que não fiz nada para mudar nada disto, nos últimos anos. Estou triste por ver que outros, como eu, perderam a esperança. Mas...basta um pequeno click para se acender uma grande chama.

E hoje, no meio desta terra devastada pela estupidez, dominada pela cupidez, surge uma nova esperança. Verde. Verde como sempre foi a esperança.

Acredito que ainda vamos a tempo! E não estou a falar das eleições no Sporting. Essas, simbolicamente foram um dia antes.

Haja esperança. Hoje, aqui, há esperança. E muita. Obrigado pelo click que acendeu esta chama. Apesar de pequena, está acesa.

4 comentários:

  1. Sò este comment e já vejo brilhar o sol...Obrigado! Parabéns. Os trabaLhos em FIMO estão o máximo!!!

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  2. Poderá ler no blogue "A BEM da NAÇÃO", o post de 5ªfeira 4 de Junho ANNO ELÉCTI-IV, escrito por Luís Santiago?

    Será que o que lá vem escrito vem ao encontro do que pensa?

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  3. Maria Teresa,
    Já dei uma "vista de olhos" no blog que me recomendou. Gostei, obrigado!!!

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Hmmm! Let's look at the trailer...

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