quinta-feira, 31 de julho de 2008

Máxima

Depois do Correio da Manhã, chegou a vez da Máxima. Tínhamos lá um anúncio e, delicadamente, mandaram-me a revista. Em boa hora o fizeram, pois há anos que não passeava a vista por essas bandas.
O nosso anúncio estava óptimo, mas antes de lá chegar, vamos ao que realmente interessa. A capa estava de arrasar, como é habitual nestas revistas. Não fosse o conteúdo e até poderíamos pensar que era dirigida a homens. No caso a capa tinha uma Catwoman mas ainda consegui ver alguns destaques:
“Cozinhar é sexy”, “Especial sedução”, “A internet é um baile de máscaras” e “A química da atracção” foram os headlines que me fizeram abrir a revista. Contrariamente ao habitual nos jornais e revistas comecei a vê-la pela primeira página. Saiu-me o Editorial com o sugestivo título de “À Flor da pele: Sexo sem compromissos”. O artigo é da Directora da Revista, de seu nome Laura Luzes Torres. Prometo que amanhã vou começar a tratar destes temas. Agora tenho que ir tratar da sobremesa. Até Breve!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A ocasião faz o malandrão

Estava ainda a digerir o meu último arroz, e imaginar variações à receita quando, delicadamente recebi uma receita alternativa de arroz, mas malandreco. De imediato agradeci, sensibilizado com o gesto, mas soube-me a pouco. Refiro-me ao agradecimento pelo gesto, não à receita, que pelo conteúdo não faz muito o meu género e por isso não a vou experimentar, a menos que a faça para alguém. Sou mais homem de outros pratos, se me faço entender...

Então, em jeito de agradecimento, minha cara leitora, aqui fica este pequeno registo, em forma de post.

Acho que de vez em quando, um verdadeiro tíu diria de quando em vez, todos somos um pouco malandros, no sentido que lhe damos habitualmente, de maliciosos. Como muito bem diz, depende da ocasião mostrarmos mais essa faceta. Mas não só...

O que já disse, neste blog, a propósito de sermos ou não santos, aplica-se, em parte, nesta questão. Assim, também o nosso grau de malandrice depende de várias coisas como a ocasião, a nossa predisposição e “most of all”, a companhia.

Como homem, estou sempre pronto e disponível Julgo que é este o nosso papel e o nosso destino. Sempre prontos para, em cada momento, sermos o que as nossas rainhas quiserem que sejamos. Malandros, malandrecos ou uns “ganda malandrões”. Às vezes até uns santos... Santinho é que, definitivamente, não. Acrescento, talvez desnecessariamente, que tenho alguma predisposição e gosto pessoal pela malícia e pela sedução. Se isso rima com o seu arroz, óptimo, não precisamos de fazer uma caldeirada...

sábado, 26 de julho de 2008

Lugar vazio

O hábito leva a que nos sentemos no mesmo sítio, na mesma mesa. A rotina que nos leva a repetir dia após dia a mesma coisa, faz com que deixemos de dar importância ao assunto. Dizem que a rotina é o mal das relações e eu também acredito. Passo a vida a tentar encontrar formas de fugir à rotina em todos os aspectos, mantendo apenas na vida profissional as rotinas da praxe.
E assim acontece que, quando deixamos de nos sentar numa determinada mesa, o nosso lugar fica livre ou é ocupado por outra pessoa... O mesmo se passa com os lugares à nossa volta.
Apesar de habituado, causa-me alguma tristeza a indiferença dos lugares vazios. Sem falar, dizem-nos que a presença ou ausência têm a mesma importância e a vida decorre do mesmo modo...

Tento fazer com que não seja assim.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

LIsbon Calling

Ainda há dias o London Calling e agora o Lisbon Calling! Já se tinha percebido que Lisboa e o nosso país estavam na rota dos grandes concertos, mas esta foi uma surpresa agradável, por muitas razões. Até o nome, que tão bem nos recorda os Clash e toda essa loucura dos Eighties, que terminou com a queda do muro de Berlim. London Calling, julgo que foi lançado em 1979, uma década antes da queda do muro. Este período marcou a adolescência de muita a gente, onde também me incluo. O prato para amanhã vai dos B52, aos Marillion passando pelos Stranglers e Meat Loaf. Não foram as minhas bandas top, mas é sempre a nostalgia dessa época. Não vou lá estar, por isso deixem-me recordar um pouco esse período...

Tenho andado a falar muito em cozinhados e este concerto recorda-me aquele famoso diálogo do “You Took The Words Right Out Of My Mouth (Hot Summer Night), provavelmente uma das músicas mais conhecidas do Meat Loaf (parece que entretanto também acabou a questão que se arrastava nos tribunais sobre o Bat Out of Hell).

O diálogo, para que não se lembra, começa com a voz masculina a perguntar:

[Boy:] On a hot summer night, would you offer your throat to the wolf with the red roses?
[Girl:] Will he offer me his mouth?
[Boy:] Yes.
........
.......
Este diálogo termina com um resposta perfeitamente inesperada e a música arranca com aquele speed todo:

It was a hot summer night
and the beach was burning.
There was fog crawling over the sand.
When I listen to your heart
I hear the whole world turning.
I see the shooting stars falling
through your trembling hands.
....
Foi uma adolescência animada mas, curiosamente, nunca tinha lido esta letra, que termina com um verso fantástico que também resume um período e uma maneira de estar, muitas vezes, nas nossas vidas:
....

And then you took the words right out of my mouth.
Oh it must have been while you were kissing me.
You took the words right out of my mouth.
And I swear it's true,
I was just about to say I love you.


Sempre gostei muito da praia e do mar à noite.

Nota: Citações da música referida.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Malandro, Malandrinho, Malandreco

Há séculos (não sou nada exagerado, como sabem) que não tenho o prazer de fazer um arrozinho de marisco. O último que fiz deve ter sido há anos num almoço para uns convivas lá da Germânia, mas já não tenho a certeza.

Não vou dar a receita porque estas coisas são muito do momento, dos ingredientes disponíveis e dos convivas. Mais picante, menos picante, mais marisco menos marisco. Há contudo algumas coisas que são constantes e são essas que importam, porque vão ficando de uns cozinhados para os outros...

Parece que há sete espécies diferentes de arroz. Não sei, porque percebo pouco dessas plantas. De acordo com a Wikipedia é a terceira maior cultura cerealífera do mundo, a seguir ao milho e ao trigo. Percebe-se agora a razão de no Porto se dizer “boa como o milho” (deve ser bom, doutra forma não o cultivavam tanto). Percebe-se também o aforismo “trigo acamado, dono levantado” e, em perfeita consonância com os anteriores ditos, no Algarve se usar “trigo limpo, farinha amparo” quando pretendemos referir-nos a algo dado como certo.

Vale a pena traduzir? milho, acamado, alevantado...é melhor não continuar!

Bem... Voltando ao arroz... Difere pelo tamanho e comprimento do bago. Mais curto, mais longo. Há quem goste mais do carolino, outros gostam mais do agulha. Como tudo, depende do que estamos a fazer... Tenho usado o primeiro, mas é preciso ter algum cuidado para não pegar e ficar tipo “papa”. Detesto arroz seco...por isso é raro usar o agulha. O melhor é deixar a agulha para experimentar uns salteados... Felizmente agora há outras variedades. O que menos gosto é do glutinoso (não tem nada a ver com glúten), é muito pegajoso para o meu gosto. Gosto do arrozinho molhado, mas nõo pegajoso.

Ando também muito inclinado para o Thai... Porque será?

Quanto ao de marisco: Para ser bom, ter que ser malandro ou malandrinho, como dizem no Minho onde têm a mania dos diminutivos... Com a idade vamo-nos tornando mais exigentes, alguém diria, mais refinados...

Por isso, concluindo esta história do arroz: Pode ser malandro ou malandrinho. Malandreco definitivamente, não!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O Verão

Sábado à noite lá vai o tio para a capital... para não chegar muito partido e descansar no regresso, vai de comboio. Pura ilusão. A classe dita conforto, ou ainda primeira classe nos Intercidades, deveria mudar o nome para CLASSE REFER, DESCONFORTO, ou outra coisa do género. Deixei o carro nesse parque fantástico da estação de Campanhã (se comprarem ida e volta só pagam 3 euros por dia), embarquei e pensava chegar por volta das 21 h à capital. Outra ilusão!

A viagem foi um desastre. Uma criança berrava enquanto os pais e o que deveria ser um tio (fraco tio, a avaliar pela cena), faziam de conta que não era nada com eles, um casal de jovens que não estava habituado a viajar (e menos ainda juntos) clicava, à vez, furiosamente, numa PSP e saltava uns f..., também à vez. Mais tarde passaram para as cartas, mas os f... com aquele sotaque do Porto continuaram.

A certa altura a menina, delicadamente, colocou os pés no apoio de cabeça do assento da frente, mostrando que as pernitas estavam queimadas e que não estava mal a Ginástica. Fiquei a pensar se haveria provas globais de Educação Física. O revisor veio e acabou a demonstração. Foi uma pena, pois quem sabe o que se poderia seguir... Entretanto a criança adormeceu e eu também. Estivemos parados uma data de tempo em Alhandra, que deve ser uma cidade encantadora, mas a estação é horrível e o tempo a passar também. Uma hora de Alhandra è Estação do Oriente é demais. Nem a cavalo, no século passado.

Enfim lá cheguei ao meu querido Estoril já passava da uma. O Tamariz estava o máximo e desapareceu o remorso de não ter ido ver o Lou Reed. Espero vê-lo noutro local. Naquele momento o Tamariz era o mais importante. O Domingo chegou num instante e depois de uma manhã de trabalho, um almoço multicultural e super agradável, lá regressei ao Norte.

Viva o Verão!

Silly Season

Não está fácil, esta vida. Basta abrir o IOL e ver. Sexta-feira as notícias eram estas:

“Presas por participarem em concurso de sexo oral: nove mulheres britânicas, foram detidas na paradisíaca ilha grega de Zakynthos por participarem num concurso...” Na Grécia.

“Se for ao Dubai não faça sexo na praia: Uma mulher britânica, que vive no Dubai há três anos, pode enfrentar uma pena de prisão de seis anos, depois de ter sido apanhada, aparentemente, a ter relações sexuais numa praia com um compatriota seu...” No Dubai.

“Amor no banco de trás deu em queda de precipício, em Taiwan: Casal estava a ter relações sexuais no banco de trás do carro e esqueceu-se de puxar o travão de mão...” Em Taiwan...

Um ano de sexo diário, uma prenda original: «365 Nights: A Memoir of Intimacy» é o livro que relata a aventura de um casal americano...Brad recebeu uma prenda no mínimo original: a sua mulher, Charla Muller, prometeu-lhe um ano com relações sexuais todos os dias. Agora, a norte-americana lançou o livro que relata a experiência deste casal que reside na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte...”

Moral da História:
Se tiver um fetiche por locais públicos, evite a Grécia, o Dubai e trave bem o carro.
Se quiser receber prendas originais mude-se para os States.

Apetecia-me ser “O vosso tio da América”...

Já tinham reparado que estávamos na “silly season”?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O Mar

Depois de um autêntico dia de cão, no planeta Emp-Reza, recebi uma notícia que me deixou mais tranquilo... Ainda no princípio da semana me tinha banhado nas salsas ondas do Outro Algarve e ontem, com aquela palavra quase entrei em órbita. Obrigado, minha cara prima. É sempre agradável receber uns toques positivos, usando a minha tão querida linguagem da Análise Transaccional.

Adoro o Mar, que me faz repousar, sonhar e também inquietar. Faz parte da palavra que mais gosto, amar. Amar é mar no género feminino. É aquele espaço e liberdade que preciso.

Nadar é abraçar Afrodite?

Chá Amargo ou cerveja quente?

Há anos que não tomo café com açúcar. Não posso dizer quantos, mas há muitos anos mesmo. Devo-o a uma amiga que, talvez por moda, não tomava nada com açúcar e um dia me desafiou para fazer o mesmo. Nesse dia até precisava mesmo de um bom café sem açúcar. Até talvez de dois cafés sem açucar... Fiquei a gostar, habituei-me e, desde esse dia, só gosto de café “ao natural” .

Não deixa de ser irónico o facto de, algum tempo depois desse episódio, me terem desafiado para tomar café com açúcar, sem sucesso. Lá continuei, com o café saboroso, que quem não conhece, chama amargo.

Há gostos para tudo e o café é um deles. Já no chá, seja ele o Earl Grey, o English Breakfast ou o Darjeeling, não dispenso um pequena colher de açúcar. Neste último talvez um pouco menos, mas nos outros tem que ser uma colher bem cheia... Abre o sabor e, como em tudo, torna-o mais doce, mais agradável. Por curiosidade, este chá deve o seu nome a uma localidade na India (leram o meu post sobre a Velha Albion?) e há quem lhe chame o Champagne dos Chás. Suponho que, entre outras razões, pelo facto de só poder ser produzido naquela determinada região. Também se pode confundir com o Chá do Nepal. Desses lado gostava mais de outras chás, mas enfim, ficamos por aqui.... Pois meus caros compatriotas, somos mesmo nabos nestas coisas comerciais, mas vai ficar para o planeta Ti-U essa questão...

Não sou capaz de beber café com açúcar e custa-me imenso beber chá sem ele!

O chá, como o café, um cocktail ou uma long drink é mais do que a bebida em si. É um pretexto (preciso tanto...) para uma boa conversa, para socializar enfim, para muitas coisas agradáveis. Estou a pensar no que me levou há dias a um Starbucks em Londres, ou naquela coisa tão gira, a Nightology do J&B, que também é um pretexto, para sair, ou entrar noutros universos, mesmo que por pouco tempo.

Cheguei a casa há dias, pensava que infelizmente sozinho... Depois de dar uma volta por casa, deparei com uma mensagem, que em vez de palavras tinha gritos. Em vez de conteúdo tinha desespero. Fiquei triste com o que li, fiquei contente por estar sozinho e pensei que não é o açúcar que nos faz doces ou amargos. É a vida que nos vai dando estas lições...

Pudesse eu escrever e dizer-lhe que tantas boas recordações se apagam com estes gritos! Que ficamos surdos de tanto ouvir, que a falta de luz ou o excesso dela também nos torna cegos. Que às vezes não encontramos razão para algumas atitudes, que o amor nos leva para caminhos que não imaginamos e a paixão também não é racional... Se pudesse dizia-lhe também que não há luar como o de Janeiro e beleza como a do interior...Que guardo num local especial do meu íntimo todos os dias que passámos juntos, todos os momentos em que imaginávamos um futuro a dois que não aconteceu.

Num mundo alternativo podíamos ter continuado a ser felizes e a descobrir um caminho que nunca quisemos fazer juntos. Porquê?
E foi assim o meu chá amargo, quando cansado de um dia terrível e quente, em vez da cerveja fresca, que me apetecia, recebi um banho de água gelada e um desgosto que acho que não merecia...

Ainda bem que estava sozinho. Pude imaginar-me a escrever-lhe, de forma diferente a pedir-lhe desculpa por me ter cruzado na sua vida. Ainda bem que somos adultos. Quem lesse a mensagem não acharia isso.

Então aqui vai o que pensei escrever-lhe:

“Desculpa ter-te encontrado e ter-me cruzado na tua vida.
Desculpa ter gostado de ti. Desculpa se não te fiz mais feliz! Desculpa-me ter, sempre, pensado em ti, enquanto estivemos juntos e depois disso durante muito tempo. Desculpa ter gostado desse tempo que vivemos juntos. Desculpa ter sonhado contigo. Desculpa não ter compreendido tudo o que me quiseste dizer e, duma maneira especial, peço que me desculpes por me ter sentido bem a teu lado.

Desculpa ter precisado da tua ajuda, da tua companhia e não a ter. Desculpa por não ter ido atrás de ti quando te quiseste ir embora. Desculpa por ter conseguido ultrapassar esse facto. Desculpa por ter conseguido sobreviver. Como sabes não foi fácil mas consegui...Desculpa.”

Desculpem também todos aqueles que me lerem, por ter escrito este post e vos ter cansado com este assunto. Desculpem os que me não me conhecendo ficam (com este post?) a imaginar que houve um homem que amou uma mulher e a relação não deu certo... Haverá mais algum caso assim? Desculpem, por tudo, está bem?

Às vezes sabe bem desabafar. Desculpem!

sábado, 12 de julho de 2008

Não sou santo...

Dei comigo a ouvir-me dizer esta frase e resolvi reflectir um pouco sobre as várias possibilidades que esta frase contém. Está a tornar-se um vício este tipo de reflexões. Ainda bem que é só aqui, pois podia correr o risco de passar para a classe dos indecisos, ou ainda pior que isso dos Ti-Us, que começam todas as frases onde vão cagando sentenças (desculpem o vernáculo, mas é o mais apropriado), com um “não sei se...” Se não sabem calem-se, bolas.

“Não sou um santo” quererá dizer que sou um pecador? Haverá algum grau entre os Santos e os Pecadores? Será possível umas vezes não ser santo nem pecador e noutras não ser santo, mas só um bocadinho pecador? Não sei. Acho que o melhor é lançar este desafio. A resposta não é difícil. De certeza que não quereria (o condicional é propositado) dizer que não é “fan” (ou fã?) de uma banda rock com nome relacionado.

Este tipo de frases, são promessas e intenções e servem muito mais que a função fática da linguagem (ai o tio..). Transportam desejos, vontades e disponibilidade. É um pouco como aqueles significados atribuídos ao não e ao talvez das senhoras...

Dizer que não se é santo, pode significar isso mesmo... Pois claro que pertenço a essa classe dos homens onde a fama de sermos pouco sensíveis e delicados às vezes é verdadeira. No caso talvez quisesse fazer uma promessa. Julgo que é isso que acontece na maior partes das vezes. Afinal também não me considero tão linear e directo como o Homem das Cavernas. Querendo arriscar apenas um pouco (a idade não perdoa...) julgo que a frase se poderia traduzir nessa promessa de “se tu pecares eu também peco...”, mais do que o desafio “pecamos?”

Não seria aquele pensamento gótico, giro, mas complicado do “se tu quisesses e eu pudesse...”, porque queremos e podemos, se o desejarmos muito e a ocasião se proporcionar.

Se pudesse por uma música neste texto colocaria aquela música com poema de Moraes Moreira,
“Pão e poesia”:

“Felicidade é uma cidade pequenina
é uma casinha é uma colina
qualquer lugar que se ilumina
quando a gente quer amar

Se a vida fosse trabalhar nessa oficina
fazer menino ou menina, edifício e maracá
virtude e vício, liberdade e precipício
fazer pão, fazer comício, fazer gol e namorar

Se a vida fosse o meu desejo
dar um beijo em teu sorriso, sem cansaço
e o portão do paraíso é teu abraço
quando a fábrica apitar ...”

Há séculos que não ouvia a Simone e estava com saudades...No Fim-de-Semana passado estive no Estoril e também estava cheio de saudades...

Desculpem, mas não sou santo... Bom fim-de-semana!

Ti-U High 1

Tenho visto imensa formação sobre empreendedorismo. Ele é cursos de empreendedorismo para licenciados em Gestão, em Direito, em Engenharia, em tudo e mais alguma coisa. São pomposamente anunciados para jovens com vontade de criar o seu futuro brilhante. Ou ainda mais brilhante, mesmo que seja só aparentemente. No século XXI certamente será mais adequado ao plano de desenvolvimento tecnológico o sucesso virtual. Do género “de vitória em vitória até à derrota final”. Veremos.

A palavra em si é horrível. Empreendedorismo: A repetição de sílabas de som semelhante (deve ter um nome, técnico para além de mau gosto, mas não sei qual), causa arrepios e lembra, pelo oposto, “parabeneizar” outra palavra que há dias recebi de alguém que, supostamente, me queria felicitar. Suponho, pois com palavras deste calibre nunca se sabe...

Conhecendo o Ensino Privado no presente como conheço, devem ser cursos onde a todos os formandos, senhores doutores com letra pequena, são dadas competência nessas áreas do alegado (desculpem o inglesismo) empreendedorismo. Alguns professores desta disciplina, ciência, técnica corrente filosófica ou venha lá o diabo e escolha, certamente usarão “entrepeneurship” metade pronunciado à francesa e metade à inglesa. Soa melhor e é mais adequado a essa plêiade de mais ou menos jovens que pretendem ser empresários e já não parece tanto o nome de uma doença crónica como artrite, ou outra coisa qualquer do género.

Só há um pequeno problema nestes formandos e daí o meu post, qual panfleto libertário que alerta as mentes adormecidas por excessos consumistas deste jovens. É que deviam ter começado mais cedo. Já é demasiado tarde, por eles e pelo país. Portugal qual colónia desta Europa decadente (tenho que fazer uns posts sobre o grande Guerra Junqueiro), não tem grandes possibilidades no momento. E estas políticas são um pouco como a Dinâmica de Sucesso Educativo. No fim é que se vê o resultado. Os meus cozinhados não são assim. Na preparação está metade do prazer e mesmo que não fiquem muito bem, sempre nos divertimos imenso.

Bem, como enquanto há vida há esperança, fica uma sugestão, inspirada num filme aparentemente sem grande graça, cujo título original é Sky High. Um filme com a marca Walt Disney, de 2005 realizado por Mike Mitchell e com Kurt Russell e Kelly Preston nos principais papéis. Já passou diversas vezes nos brilhantes canais portugueses. O filme, para quem não tenha tido paciência ou vontade de ver (é melhor do que parece), é sobre uma escola de super heróis, onde vão aprender a desenvolver as suas capacidades e habilidades. Essa escola tem uma grande virtude. No início são escolhidos, de forma isenta, mediante as suas capacidades, os alunos que vão para “super heróis” e ou que vão para “ajudantes de super heróis”, uma espécie de “supporting actor”, no caso designado por “sidekick”. Nem o filho do super-hiper-mega herói escapa a esse filtro.

Chegámos à questão fundamental da Ti - U High. Nesta super escola da galáxia Ti – U, os tius vão directamente para Super heróis, por parentesco ou pelos factores a que já me referi em post anteriores. Nessa super escola são ensinadas aos alunos, apesar de muito jovens, essas nobres artes da gestão. A mesma coisa se faz aos ajudantes de heróis, gente com muita qualidade mas que estão à partida, pelo seu nascimento, parentesco etc, votados a serem número dois.

É neste princípio básico que assenta Ti – U High.

Desse facto resultou a falência dessa sociedade, pretensamente evoluída do planeta Emp-Reza. Não tendo capacidades ou qualidades os Super Heróis estudantes, são alunos maus e vão tornar-se uns péssimos super heróis, o que aliás também é habitual. Com a Dinâmica do Sucesso Educativo, acabam o liceu num instante e a faculdade ainda mais depressa. Vão para as empresas e como Super Heróis começam pelo topo. Como se dizia antigamente “assentam praça em general”. A sociedade vai involuindo, pelas repetidas práticas de ingestão e ficam todos a perder. Os eternos “número dois” acumulam frustrações e dão uns óptimos clientes de psicanalistas que, conhecendo a realidade, não a podem explicar aos pacientes, menos ainda justificar.

O sistema piora à medida que se vão sobrepondo gerações de heróis.

Haveria que aprender com os erros e aproveitar o melhor deste sistema do planeta Emp-Reza. A minha sugestão é que se faça como no Sky-high. Em função das capacidades, a carreira, havendo a possibilidade de, por mérito ou demérito passar dum secção da escola para a outra.
Ficávamos todos a ganhar e deixávamos de ter umas figuras ridículas com uma capinha maricas, aos gritinhos “up up in a way”, que traduzido para o nosso planeta é qualquer coisa como: “então vá” , dito por tudo e por nada, com um sorriso palerma nos lábios, a querer liderar processos de que não percebem nada e sem jeito nenhum, ainda por cima.

Como ajudantes só teriam que abanar o copo ou a cabeça concordando com o que se lhe diz, numa sombra discreta. Talvez até pudessem ser excelentes número dois, quem sabe? Quem não precisa de um?

A bem do ensino e da nação, directamente de Emp-Reza, o vosso tio e primo dedicado,

António Bernardo Risos y Risos, Marquês de Gargalhada, Duque de Sarcasmo e Conde do Vale da Ironia

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O encontro

Acabamos por combinar encontramo-nos numa Estação de Serviço, perto de Coimbra, versão actual das Estações de Trânsito do Clifford Simac (Clifford D. Simak, Estação de Trânsito (Way Station), 1963). Íamos trocar de personagens e pelo caminho fomos acertando horas. Não queria ser o último a chegar. Melhor, queria ser o primeiro a chegar. Muito atento aos pormenores, não a queria deixar à espera num lugar que conhecia mal. Ainda não havia greve de camiões outra vez, mas era daqueles sítios que nem com gente nem sem gente são agradáveis. Era apenas um ponto de partida, para uma outra viagem...
Felizmente consegui chegar primeiro, como tanto tinha desejado ao longo da tarde.
Nunca tinha reparado que as tardes eram tão grandes na Beira Alta. Finalmente acabou e contando desesperadamente os minutos liguei-lhe. Ainda estava em Pombal. Tudo a correr como o previsto.

Cheguei e tive tempo para estacionar no melhor lugar para a ver chegar. Estava cansado mas não tinha sono. Ela vinha de Lisboa, certamente também cansada. Vi um carro chegar. Reconheci-a, mas estava diferente. Fiquei completamente desperto. Saltei do carro e espero ter aberto a porta antes de sair. Parou e saiu do carro. Não consegui correr como tinha imaginado que me apetecia. Preferi desfrutar esses escassos segundos, para rever todo um tempo que parecia não ter passado. Ela também não correu.
A noite estava a ficar fresca e também senti nela algum frio inicial. A blusa era de manga curta e as calças verdes, justas, de bombazine elástica. Tinha uns quilitos a mais, mas estava bem disposta e divertida. Abraçámo-nos e começámos a falar como se ainda ontem nos tivéssemos visto. Senti que ambos estávamos mais felizes. Fingi que não tinha reparado no peso a mais, mas não resultou.
Disse-me que tinha deixado de fumar. A explicação era desnecessária, porque já tinha percebido. Respondi-lhe que não importava. E era verdade.

Gosto destes reencontros! A distância física tem destas coisas e afinal nunca estivemos tão longe como tinha pensado. Mesmo sozinho nunca se está completamente só, e é bom pensar assim. Tranquiliza saber que há alguém que se lembra de nós, mesmo que seja só virtualmente, ou com a ajuda do Outlook.

Aquela preocupação indecisa sobre o que dizer, depressa se desvaneceu e senti que tudo estava bem. Afinal tudo estava no seu lugar. Despimo-nos das nossas personagens e entramos num outro mundo, paralelo, onde não precisávamos das máscaras habituais. Mais autêntico? Não sei. Vestimos tantas vezes a mesma roupa que acabamos por ficar condicionados pela personagem que nos atribuímos, ou nos atribuíram. Mais agradável é de certeza. Não há nada mais belo do que o riso descontraído duma mulher feliz.

Adoro Carolina Herrera e já o achava extraordinariamente sensual antes do 212 a que, desnecessariamente, deram o nome de sexy …

Ainda bem que há coisas que mesmo mudando ficam na mesma!

sábado, 5 de julho de 2008

A Porta, a Janela e o Puzzle

Estes blogs são como portas que se abrem para outros mundos virtuais, que às vezes se vão realizando. Entenda-se por realizando duas coisas distintas. A primeira delas tornarem-se reais, com o virtual a passar crescentemente para a realidade do dia a dia de cada um. Na segunda vertente, deve entender-se como a realização, concretização de projectos, sonhos e desideratos. O tio hoje está virado para a metalinguística ou terá por meta dizer qualquer coisa?

Eventualmente na maior parte das vezes nada se vai realizando, fica-se no mundo virtual do secondlife e, como alguém tão bem disse, se se está tão bem no virtual, porque aproximá-lo do real? Nesse caso de não realização fica o sonho, o projecto, a ideia, a promessa...
A desconfiança nestas portas às vezes é grande e não é fácil abri-las, menos ainda as que achamos que devíamos abrir, para nos levarem para outras realidades diferentes. Entrar também é sair e, para sair temos de entrar, parafraseando os Genesis da minha geração que, para quem gosta, é sempre bom ouvir de novo. Entrar num mundo diferente é sair da rotina, é procurar aquela chama que às vezes nos falta no dia-a-dia da nossa realidade...

Não pensemos em fugir, antes sim entrar noutra realidade, desde que não seja o planeta Ti-U, que já prometi descrever e em cuja órbita nunca gostei de navegar.
Que fazer para diminuir o risco de abrir a porta? Falar com a porta fechada, por vezes encarnando outras personagens que não os próprios, é o mais habitual. É a idade, a localização, os gostos, etc, etc etc. Outra possibilidade, muitas vezes usada nas casas verdadeiras, é colocar um pequeno óculo, donde se espreita, sendo que a personagem que está no interior, não se deixa ver. Vê-se ser visto. Enfim há quem goste e há quem tenha alguns fetiches com essa situação...
Nas casas antigas havia um postigo, pequenino, onde quem estava do lado de dentro via quem batia à porta. Hábito saudável e justo, que também permitia a quem estava do lado de fora antever, um pouco, o interlocutor. Ambos se sabiam observador e observado. Estes postigos mais não eram do que janelas, para se antever um pouco o que, eventualmente, se poderia seguir.

Há tempos bati a uma destas portas, sólida, de boa madeira e muito bem arranjada. Para minha surpresa abriu-se um desses quadradinhos e pude ver um pouco de quem me via. Para ver usa-se a vista, mas quem está de fora mais que uma parte de um rosto, vê um olhar...
Talvez fosse uma janela que se abria para uma nova perspectiva...

Gostei tanto do que vi que não resisto a construir o resto do puzzle a partir dessa primeira peça. A imaginação prega-nos partidas, mas iria jurar que noutro tempo ou noutro lugar, já tinha tido a possibilidade de ver aquele rosto e aquele olhar já me tinha feito sonhar...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Do mirc, chateando, até ao avatar

Mais uma viagem introspectiva...Saio de mim, tento ganhar distância, distanciamento para ter frieza na análise. Mas também não quero analisar, interpretar. Julgar também nunca julguei, e este é um princípio que mantenho. Quero apenas aproveitar mais um passeio pelos recantos das recordações, quando me surge uma hiperligação para esse passado...

Conheci-a no mirc. Há quanto tempo terá sido? Imenso. Chateamos um bom bocado, ou um belo bocadinho, como diriam no Algarve. Diria que foi um bocado de tempo belo. A descoberta é sempre bela, quando descobrimos o que queremos descobrir. E é fácil no mundo virtual... As coincidências foram surgindo, naturalmente.

Lembro-me do nosso primeiro encontro. Nervoso. Ela aparentava uma confiança que não tinha. Ficava-lhe bem a saia comprida, num padrão tipo escocês, e a blusa justa em tom pastel. O cinto largo reforçava a cintura estreita. Tinha o cabelo apanhado e nos olhos meigos pareceu-me ver uma ponta de tristeza... Era Inverno. Não resisti ao desejo de remover essa sombra escura de uns olhos bonitos. Dançámos e não nos pareceram músicas lamechas.
Encontrei-a outra vez, passado algum tempo, num liceu do Porto. Lembro-me que estava com uma amiga. Nenhum de nós era dessa escola e nessa rua, passado algum tempo, tive um acidente. A mota foi para a sucata e tive que cancelar um encontro. Fiquei triste.

Encontramo-nos também uma vez no Algarve. Era Verão e foi diferente. Daí ao messenger fui um instante e na vez seguinte encontramo-nos em casa de um amigo que, por coincidência, tinha saído. Também no Porto, fomos visitando outros amigos, que também não estavam.
Passado algum tempo passamos a encontrar-nos em minha casa, que antes não tinha, e ao longo destes anos temo-nos encontrado algumas vezes. Se dissesse, muitas pareceria que achava demasiado. Não é o caso. Sabe sempre a pouco.

O meu avatar de homem livre foi ficando cada vez mais autónomo até que tomou conta de mim. Não é personalidade múltipla, nem esquizofrenia. O avatar subjugou o homem comprometido. O caminho que outros haviam feito para ele, não era o dele. O avatar levou-o a fazer o caminho que seria o dele. Juntaram-se num homem diferente, avatar e autor ou autor e avatar. Decidiram-se chamar-se AA.
Com o passar do tempo o autor/avatar foi-se juntando ao avatar dela, dando lugar a um avatar integrado.

Alguém cantava alto: Socorro, estou apaixonado! Não preciso de cantar nem de dizer nada. Toda a gente vê. Os olhos não mentem. Digo-lhe só a ela, mas baixinho, ao ouvido, enquanto dançamos e trocamos IPs.

Vou escrever-lhe uma carta de amor e enviar por mail. Posso programar o envio para que a receba amanhã, já que hoje nos vamos encontrar outra vez. Assim fica a saber que avatar e autor pensaram nela...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Old Albion

Tudo na mesma. Britannia rules the world, pelo menos assim continuam a pensar e sentir, mas adorei na mesma. O trânsito continua a andar pelo lado errado mas, para compensar, continuam a ter os simpáticos avisos nos passeios. Os cidadãos oriundos do Paquistão e Índia continuam a dominar a hotelaria e os minicabs, ainda há alguns brancos a conduzir autocarros e as moedas continuam a mesma confusão, apesar da simplificação de há já alguns anos (estavam a precisar de outra).

De diferente, pouco: Muitos Espanhóis e nunca pensei ouvir cantar “Que Viva España” em Picadilly Circus, mas é assim (terá sido do campeonato?). Havia espanhóis em todo o lado e os brasileiros começam a invadir o espaço dos paquistaneses. Obras em todo o lado, supostamente para actualizar o sistema de distribuição de água. Parece mais a instalar de novo...

Canary Wharf também surpreendeu e não resisti a beber “a pint “ de t-shirt e calças de ganga onde milhares de cidadãs e cidadãos engravatados se despediam, com uma cerveja, até ao outro dia extra stressante em frente aos monitores dos terminais das salas de mercados ou de outras quaisquer...

Que bom é nada fazer! Para terminar esta experiência só faltava o DLR e fiquei a ver como é o regresso a casa destes executivos. Outros, poucos mas em quantidade que se nota bem, optarão pelos carros topo de gama, mas mesmo topo de gama. Vi alguns Lamborghinis, um TVR (uauh isto é um carro), Bentleys (outro carro) e mesmo um Audi R8 (no comments). Os novos Jaguares XK e XF tmbém estão o máximo. Enfim, por alguma razão é que a TATA Ltd tem a sua sede em Grosvenor Place, juntinho a Hyde park e Picadilly. Queriam melhor? É a Índia que invade, tranquila, pacificamente e no coração do Império. Ninguém se importa porque a marca mantêm-se, os carros talvez até estejam melhores e salvaguardam-se as aparências. Muito Vitoriano e conveniente...Qualquer dia volta a Rover, talvez com sede em Buckingham Palace Road! Desde que não se percam os Lotus 7, por mim tudo bem. Se os chineses e os indianos tomaram conta dessas marcas, é porque alguém deixou...

Outras novidades foram a falta de cestos para o lixo nos interiores das estações, por razões de segurança, veja-se só onde chegou o problema, e os autocarros que dizem ARRIVA ou TRANSDEV, como já muitos dos nossos. Pode ser que assim os nossos fiquem como os deles, pontuais, com lugares sentados e limpos. Queremos os doubledecker a circular em Lisboa e no Porto! Já!

Para terminar a componente turística, um dia na Tower (almoça-se muito bem no “New Armouries”, e assim aproveita-se melhor o tempo. Não pude resistir a ir a Greenwich. O Cutty Sark ainda não está disponível, mas falta pouco. Em 2009 já podemos voltar a vê-lo, ou vê-la no original inglês que muda os navios de sexo e género. Nada a dizer sobre o National Maritime Museum, The Queen's House e, claro The Royal Observatory. Soberbo. Não percam. Aqui fica o link para abrir o apetite: http://www.nmm.ac.uk/

Estar no Observatório, no Meridiano de Greenwich, “The Prime Meridian of the World“ ajuda-nos a compreender melhor aquela questão do “Britannia rules the world”, mas também nos recorda a nossa fantástica epopeia marítima, tudo o que fizemos pela navegação e pela cultura, no passado.

Para terminar o périplo cultural desse dia, ainda fomos jantar ao Planet Hollywood e percebem-se logo as diferenças entre a velha Albion e a cultura do outro lado do atlântico (http://www.planethollywood.com/ também para abrir o apetite)...

Alguém me dizia nesta curta viagem ”nasci no pais errado”. Fiquei triste, porque não é o país que está errado. O que fizeram do nosso país é que foi errado, e a nossa auto-estima está na pior. Nem sequer capitalizamos o que temos de bom!

Há um tipo que diz que devemos dizer Allgarve e outros ficam aborrecidinhos porque um operador truistico chamou ao aeroporto de Faro o Aeroporto de Algarve-Huelva... Está tudo ao contrário e se continuarmos a ser governados por esta cáfila de cretinos e habitantes ineptos do planeta TI-U, pouco nos resta a não ser o passado na memória de cada vez menos...Afinal já tivemos uma princesa portuguesa, que provavelmente fez mais furor que outras actuais, como rainha de Inglaterra e que, entre outras coisas, levou o hábito do chá para Inglaterra. Parece que não foi muito feliz com o Carlos II...Mais uma vez ficámos a perder. No dote íam Tânger, Bombaim e a autorização de navegar nos mares do ultramar, que eram só nossos, como tão bem sintetizou Afonso Lopes Vieira:

Se um inglês ao passar me olhar com desdém,
Num sorriso de dó eu pensarei:- Pois bem!
Se tens agora o mar e a tua esquadra ingente,
Fui eu que te ensinei a nadar, simplesmente.

Se nas índias flutua essa bandeira inglesa,
Fui eu que t´as cedi num dote de princesa.
E para te ensinar a ser correcto já,
Coloquei-te na mão a xícara de chá”.

Quem poderia dizer melhor?

Este verso foi retirado de: http://www.lusilinha.com/Lusilinha83.htm

Vale a pena ler esse artigo. E ir a Londres, também. Há de tudo, em quantidade, qualidade e também com falta dela...E que dizer da Hotelaria, quando comparada com a nossa? Apetece usar a F word. Mas alguém vai a Londres à procura de Hotéis? Até breve!

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