sábado, 26 de dezembro de 2009

A cama, o tremor, o aquecedor. Erasmus.

O meu post sobre os veados e os seus hábitos sexuais nesta época do ano pode ter suscitado alguma curiosidade. Eventualmente: O que faz com que um tio, com uma vida atribulada qb, esteja a ouvir televisão, enquanto faz a barba?

A curiosidade, neste caso, não matou o gato, mas a razão de ter ligado a televisão e de lhe ter posto o som mais alto que o normal é relativamente simples...

A história tina começado no dia anterior, com o tremor de terra, lá para os meus lados. Entrevistaram uma série de algarvios que brilhantemente se pronunciaram sobre a dita manifestação telúrica e, nessa ansiedade de encontrar respostas estapafúrdias, entrevistaram uma estudante britânica da UAlg.

Então a menina lá disse que tinha acordado quando sentiu a cama a tremer... Viu o aquecedor a mexer e ficou muito assustada. Saiu de casa e teve medo de voltar a entrar. Oh querida, vê-se que é uma inocente...Então a cama treme e o aquecedor fica parado? Será um bicho papão que está debaixo da cama? Lá para as minhas bandas, o que faz mexer a cama é o aquecedor...Até faz tremer a terra e não o contrário...Ficou muito assustada? Ainda está cá há pouco tempo. Para a próxima agarre-se bem ao aquecedor e trema com ele! Vai ver que assim custa menos a passar o tempo do Erasmus e ainda leva uma experiência que pode ser útil pela vida fora...

E hoje é Natal. Será que tem o aquecedor ligado? Há lareira? À lareira...Assim é melhor...

A língua portuguesa é muito traiçoeira.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal...

A demagogia que corre nos discursos dos nossos políticos, fielmente transmitida pelos meios de comunicação social, transborda até ao limite do exagero, nestas quadras...
Levado pelo espírito do Natal (o antigo, antes do consumismo exacerbado), tento passar estes dias em sossego, aproveitando para descansar da correria de sempre...

Tranquilidade. Que bom seria, se pudesse...E este ano estive quase. À última hora, o que parecia um Natal calmo e tranquilo, vai acabar por juntar uma série de gente que andava dispersa....

Uns porque iam passar essa Noite a casa de outros e não deu, outros porque não tinham mesmo qualsquer planos, outros ainda que bastava que fosse fora de casa...E assim se transforma uma noite simples num evento de última hora, espontâneo, autêntico e inesperado.

Talvez seja este afinal, o espírito do Natal! Com meia dúzia de tábuas se faz uma casinha e, como sempre digo, o importante são as pessoas!

Feliz Natal para todos, com algo de inesperado, muito de espontâneo e tudo de autêntico!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Brama Sutra

Regresso ao jardim à beira mar plantado, depois de uns dias num quase paraíso não fiscal e ao acordar e procurar saber o que se passa no mundo português sou acordado com um programa sobre veados na RTP N. Habitualmente não vejo esse canal, desconheço a qualidade das notícias do mesmo, mas hoje entre desenhos animados, informações que talvez interessem ao Menino Jesus ou ao Pai Natal sobre o trânsito (nesta época), deparo com uma história de cornos que quase me provoca um corte, a fazer a barba (e não me lixem com essa história do “desfazer” a barba!).

Então parece que em Portugal há 700 veados, e mesmo antes da legalização do casamento gay, não estão em vias de extinção, ou seja, não é uma espécie ameaçada! Nunca pensei que fosse, a avaliar pela frequência com que me deparo com este animais. Imaginava até, na minha ignorância sobre o tema, que seriam muitos mais...

Este tipo de cervídeo, quiçá um eufemismo para designar esse grupo de animais com cornos e que comem erva, tem esses adornos tão característicos, na sua dimensão máxima no Verão (desconheço a importância da ida para férias, neste processo, mas acredito que não há fumo sem fogo). Depois do climax, o declínio e os cornos não são excepção. Caem e voltam a nascer, de acordo com a informação da nossa bendita televisão pública. Nesta altura do ano, têm vontade de acasalar, talvez influenciados por toda a publicidade sobre o tema, ou talvez por outro tipo de estímulos, não sei. Para atrair as fêmeas emitem determinados sons com frequência. Bramem... Este tipo de actividades estará profusamente documentado, numa obra, didáctica, com o sugestivo título deste post...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sozinho em Centro Comercial

Por muito que nos esforcemos a preparar percursos, o que não é o caso, há sempre algum imprevisto. Desta vez foi o encontrar-me, de repente, sem que nada o fizesse prever, sozinho. É evidente que este “sozinho” tem pouco a ver com solidão, como algum eventual leitor, recém-chegado, pudesse deduzir da carga simbólica da palavra. Viver sozinho, mesmo em part-time, é um exercício que gosto. O receio da habituação, viciante, egoísta, é que podia ser caso de reflexão mais aprofundada, leia-se deitar-me numa diva (divagar deitado, não confundir com nadar nalgum mar de devassidão). Mas o tema era uma sobre uma ida ao chopingue (acordo hertográfico).

Aconteceu que, com muito gosto e a pedido de um colega, fui dar uma aulinha, no Porto. Aproveitei para matar saudades e, como sempre, tentei por a assistência a participar, interagindo com o suposto “palestrante/orador”. Acho que consegui e o período de perguntas, depois da explanação (esta é forte), estendeu-se com gosto de ambas as partes por uma hora. Fiquei satisfeito e quase vaidoso quando dois colegas que assistiram me disseram que estava em forma...É fácil quando nos pedem para falar dos temas que gostamos.

Este preâmbulo serve apenas para justificar o porquê de, num Sábado à uma da tarde, em dia de chuva torrencial, o tio estar a entrar para o carro sem saber para onde ir... Um imprevisto, outro erro de cálculo, e a hora era imprópria para conversinhas do tipo: Olha já não te falo há mais de um ano. O tempo passa depressa. Já estás a almoçar? Ou pior ainda: Estou aqui no Porto, já não venho cá há séculos e lembrei-me de te cair na sopa...Tempos houve que adoraria fazer uma conversa destas, mas não me apetecia naquele dia. O portão eléctrico deixou-me sair e enquanto esperava que algum simpático automobilista me deixasse entrar na fila (há coisas que não deixam saudades no Porto e o trânsito é uma delas), lembrei-me de fazer um post sobre o Sábado livre de trabalho. Alguém simpático lá me deixou entrar, à boa maneira do Porto fiz-lhe adeus (e até era gira a senhora) e segui.

O problema do para onde ir foi-se acentuando enquanto pensava na quantidade de gente que não trabalha ao Sábado, ou então trabalha no carro a deambular pela cidade, sem rumo...E eis que cheguei à velhinha Rotunda, conhecida por poucos como a Praça Mousinho de Albuquerque, e quando o monumento da Guerra Peninsular me arranca um sorriso (o de Lisboa deveria ser igual...), pensei que tinha encontrado a solução do problema: Sítio com Internet, onde pudesse comer qualquer coisinha (refiro-me ao almoço e não ao resultado de qualquer actividade cinegética ou piscatória). O Cidade do Porto, aka Bom Sucesso era a solução. Lembrava-me dele como um sítio sossegado, com pouca gente, e ainda de um cibercafé em frente à Valentim de Carvalho (bons tempos...) onde ia, às vezes, no auge do hotmail e onde uma vez, enquanto procurava o cartão de utilizador assisti a uma entrada triunfal da polícia. Não era a ASAE, senão teriam máscaras.

Enquanto estas recordações esparsas me iam chegando à consciência, dei por mim à procura de lugar no dito cujo (ah lión, carago), e já no piso -3. Lá arranjei lugar par o barco (sim com a chuva que caía já se tinha transformado em barco), agarro no Toshas e vou para os elevadores. As recordações foram-se tornando mais claras no que diz respeito aos elevadores deste Centro Comercial e do tempo de espera (também tinha que ter algum defeito, não?). Estou naquela ante-câmera tão simpática e começo a sintetizar informação. As memórias varreram-se e começo a processar informação, qual robot do conhecimento.

Um marido e pai gentil pára junto à porta, deixa a família e vai procurar estacionamento. Um casal de meia-idade chega também ao local. Uma senhora sozinha (não, não aconteceu o que estão a pensar) e casal de namorados adolescentes, muito agarrados para ocuparem menos espaço também chegam ao hall dos elevadores. São os primeiros a desistir e vão pelas escadas. Os restante ficam e o elevador finalmente chega, e é o mais perto de mim. Meto o braço para ver se não fecha e deixo entrar toda a gente. Era o grande e ainda sobrou espaço. Foram saindo os passageiros do autocarro vertical, nas várias paragens ao longo do percurso excepto a senhora com os miúdos cujo marido tinha ido estacionar o carro. Deixo-os sair e saio também...

Nunca poderia imaginar que aquele local tinha tanta gente. Senti que se tinham passado uns anos desde que lá tinha entrado pela última vez e que também não estava habituado aos centros comerciais ao Sábado. As lojas já não eram as mesmas, não tinha ideia de tantas sapatarias, mas consegui encontrar um sítio para almoçar com alguma tranquilidade. Nem sequer me atrevi a tirar o Toshas da pasta e por isso o post ficou na imaginação. Mas vai sair...Eu também saí com alguma pressa antes que chegasse a hora dos cinemas!

Sábado, enquanto me lembrar deste episódio, não saio de casa sem roteiro e programa. É a moral desta história…

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mariage Frères, a diferença

Quem diria que num restaurante simples e despretencioso de S. Pedro, onde almoço de vez em quando, iria encontrar uma pessoa simpática e especialista na matéria? Mas, reflectindo melhor, para conhecer estes pequenos luxos, teria que ter bom gosto ou ser uma profunda conhecedora do tema. Confirmei com uma simples e inocente pergunta que ambas as possibilidades eram verdadeiras. Quando lhe disse que o meu aroma preferido era o Earl Grey, o seu sorriso, quase cúmplice respondeu-me logo: É por causa da bergamota! Mas prove Mariage Frères. Vai sentir a diferença...

Assim que possível escrevo qualquer coisinha sobre o prazer do chá. Como tudo depende da companhia... Quem não conhece, leu o post e ficou com alguma curiosidade, pode saber mais clicando aqui.

Boas taças, em boa companhia, num ambiente tranquilo!

Corrompíadas 2009

A modalidade rainha das corrompíadas, já está encontrada, é o “Assalto à vara”. As inscrições de atletas nesta modalidade podem ser feitas para o call center, criado especialmente para o efeito ao abrigo do programa Roubex.

Cada chamada tem o preço simbólico de 10.000 euros.

Num perca as novas apertunidades! Há uns que sobem a pulso, outros a abraços e outroas ainda que o fazem a salto (à vara). Assumpçem-se, sem bergonha!

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