segunda-feira, 29 de março de 2010

Risotto Rafieri

Ainda não estava refeito do post anterior, ou das causas que a ele levaram, nem tinha ainda mandado verificar a armadura, para ver as marcas das balas de cera que resvalaram, quando sou brindado com novas surpresas. Antes que me esqueça, vá de as partilhar com os meus leitores e, de um modo especial, com os meus seguidores que há mais tempo e com mais regularidade me vão aturando...

É certo que o meu nome, António Bernardo Risos, se presta a algumas gargalhadas e mesmo a alguma risota... Daria talvez para algumas brincadeiras com Risotto, Rigoleto, Gargalhadas da Silva e outras que tal...Confesso que nunca me lembre de Rizzo, só depois de ver uma entrevista com Sílvia, a mais ilustre Rizzo de sempre!

O que não esperava era ver um canídeo, de raça feira, isto é rafeiro, abandonado e recolhido por caridade, baptizado de Risotas...Evidente que o Tio disse logo: Ah, deve ser da minha família! E que bonito sorriso tinha a criancinha quando se riu...Com acento nu “u”, com certeza. A verdade vem pela boca das crianças!

Fair play não me falta, mas do autêntico, não do tipo nariz de cera, sucedâneo que o New Sócrates parece considerar que tem...

E nunca gostei muito que me passassem a mão pelo pêlo.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Antes cão que barão...

Recebi há dias um delicioso e pretenso insulto, pela via do comentário, malicioso. Prendia-se essa eventual mensagem, pretensamente insultuosa, com o facto do Tio apenas ostentar três títulos. Insinuava que ser nobre de apenas três costados é tão plebeu como não ser de nenhum...

E aqui começa o erro e o disparate do pretenso insulto. Ora está visto que o Tio, não ostenta nada. Não precisa...Se fosse cantor provavelmente a sua música preferida, seria o “I am what I am” (esta música foi lançada em 1984, pela Glória Gaynor, altura em que o meu deslustroso eventual comentador deve ter a sua origem nobre, mas onde o Tio já tinha comido muito Nestum com Mel e Cerelac). O Tio é assim, mesmo, nasceu assim e vive assim. Não se chama Gabriel, pois era um nome demasiado associado a uma determinada visão do mundo, coisa que o seu Pai nunca quis para ele: Mundo, meu filho, Mundo é o que de dou... Era a sua frase preferida quando lhe pedíamos alguma coisa.

Pois o meu quarto costado é verdadeiramente popular, como popular é toda a nobreza de 1800 que não pode fugir a tempo de lhe acertarem com um título qualquer, do tipo Barão ou Visconde. Haverá alguém que não conheça a aquela famosa citação: “Foge cão que te fazem Barão...Para onde Senhor, se me fazem Visconde?” Que bela síntese e caracterização de uma época....E tantos que se puseram “a jeito” para levar um título destes, agora ostentado com orgulho carregado de ignorância!

Por outro lado meu caro eventual leitor, eventualmente crítico, queria dizer-lhe que esse costado popular me dá a capacidade de poder dialogar mais francamente com a criatividade e generosidade do povo português, que tão generosamente me tem acolhido (o pleonasmo é propositado). Dá-me a capacidade de gostar mais do meu país e de poder dialogar consigo, de compreender a revolta surda de uma população esmagada, na sua alegria de viver, por um bando de governantes fracos, incapazes, corruptos e, nalguns casos, até cornudos.

Lembre-se do Rafael Bordalo Pinheiro quando pensar em mim, pois que é dos críticos, de uma determinada situação, que muito admiro...E lembre-se também do que dizem os operários das cerâmicas das Caldas da Rainha, sexta feira, às 17 horas: “Hoje não faço nem mais um c...” Nem para si, meu caro leitor, para lho enviar por correio expresso.

E já agora lhe digo que em situação alguma, mesmo que fosse verdade, usaria o título de Barão da Brejeirice juntamente com o de Marquês de Gargalhada, Duque de Sarcasmo ou Conde do Vale da Ironia.

Sou talassa, mas talassa frequentador das Talassoterapias, claro...E acho que o meu caro e pretenso insultador está neste momento a tentar interpretar o “I will Survive...”, já que falei na Glória Gaynor.

Brasões, meu caro, não se têm. Merecem-se.

domingo, 21 de março de 2010

PEC

O que eles dizem:

Antes: Pagamento Especial por Conta
Agora: Pacto de Estabilidade e Crescimento

O que eu ouço:

Antes: Paga e Cala
Agora: PAGA E CALA

Estarei a ficar surdo, ou com ouvido de tísico?

Mais aforismos



Antes: Esperto à Brava,
Agora: Esperto à Bava...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pedra, Penedo: New stone

Não que tenha a ambição de refazer o livro de aforismos populares mas, ao ver a bendita notícia sobre os míseros salários de alguns dos nossos gestores públicos, lembrei-me de uma frase politicamente incorrecta, que pode pode tornar-se muito actualizada e é absolutamente certa.

Será um fenómeno de trocas? Aqui vai, ainda sem o rasurado (bolas lá para o editor de texto do blogger):

Antes: Estúpido que nem uma pedra.
Agora: Esperto que nem um penedo....

E que tal?

sábado, 13 de março de 2010

Inês au meunier

Não tinha pensado dizer nada sobre o tema, não porque não fosse suficientemente escandaloso um deputado por Lisboa residir em Paris, mas porque, como toda a gente, já nada me choca.

Mas…Há sempre um mas .... A última entrevista da nossa deputada Olissipo-Parisiense, revoltou-me. Acho que passou das marcas!

A displicência com que diz que “tem que ver os trabalhos de casa dos filhos”, ou fazer as compras e os menus para a semana, incomodou-me, muito mais do que a Assembleia da República lhe pagar a viagem semanal à sua casinha na Cidade Luz. A sombra que nos fazem estes iluminados da política “venha a nós” realça ainda mais o brilho da esperteza saloia e da justificação fácil, características certamente inatas.

Também gostei do comentário sobre a eventual mentira do New Sócrates. Brilhante, para continuar nesta terminologia da iluminação.


Pois bem, já que são sempre os mesmos camelos a pagar a conta, até nem sou contra as viagens entre essas duas bonitas capitais, mas com duas condições:

  1. Se são os camelos a pagar, então o meio de transporte tem que ser o camelo, ou o dromedário. Não estando disponível o primeiro destes animais que seja o segundo a assegurar o transporte da princesa. Demora cerca de 28 dias? Paciência, há outras coisas piores…Faça menus mensalmente, em vez de todas as semanas.
  2. Que a Carla Bruni, já que anda cansadita das relações monogâmicas, seja nomeada primeira-dama “honoris causa” de Portugal, com uma cerimónia de imposição de insígnias ou de etronização no Indochina.
    No Indochina, porque sempre gostei muito do local e, além disso, dá um ar verdadeiramente mundial à cerimónia, coisa que a Kapital não daria. Desculpem qualquer coisa, tá bem?

E, a partir de agora, Appelez-moi camel, s'il vous plait, Madame.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Energúmeno escreve-se com um t ou com dois?

A primeira notícia da manhã (sim levantei-me tarde) dá conta de um ex-autarca de Espinho que, no Brasil, se interroga porque terá sido alvo de buscas na sua “maisonette”. Chama-se Mota e diz pelo telefone que não é nenhum energúmeno. Quando chegar a Portugal vai esclarecer tudo.
Com o café, a seguir ao pequeno-almoço, passo os olhos por um jornal antigo onde leio que um pai, de um outro Motta, diz que o filho lhe roubou 130.000 euros, eventualmente para matar o padrasto. Este Motta parece que faltou ao julgamento. Li na mesma diagonal com que ouvi a outra notícia.

As duas notícias suscitaram-me algumas questões, sem interesse:

Estará o segundo Mota também no Brasil, para faltar ao julgamento?
Terá sido coincidência o primeiro Mota estar no Brasil, quando foram a casa dele?
A mala que o segundo Mota ostenta, na bela foto do jornal, será da mamã?
Como é que o primeiro Mota se lembrou da palavra energúmeno?
Será que o primeiro se referia ao segundo quando falou de filhos da mãe, em declarações à imprensa?
Teriam os dois ido ao mesmo barbeiro, digo cabeleireiro, de um conhecido e reputado apresentador de um programa da noite, que mudou o visual recentemente?

Bom fim de semana….

quarta-feira, 10 de março de 2010

Um dia faço-te um striptease...

Hoje é o dia.
...

Bem, foi o que me saíu ao almoço no pacote de acçucar dos Cafés Nicola, que vão na segunda colecção de frases "Hoje é o Dia".

Não tomo café com açucar. A minha companheira de almoço também não. Mostrei-lhe a minha frase. Mostrou-me a dela: "Um dia tiro o dia só para mim"

Não foi o dia...

Moral da História. Só a mensagem, mesmo aparentemente complementar, não chega para haver comunicação. Mas fartámo-nos de rir!

Um dia...

terça-feira, 9 de março de 2010

O dia da mulher

Não podia deixar passar esta data sem dizer nada...Mais que não fosse pelo simbolismo do 8 de Março, pelos direitos que, com tanto sofrimento, as mulheres foram conquistanto. E o tanto que ainda é preciso fazer.
Por tudo isso e pela sensibilidade e delicadeza, mesmo quando nos estragam a tarde, a manhã, o dia ou a noite...
Pelo carinho, mesmo quando nos poem no gelo,
Pela intempestividade, mesmo quando qunado não o pretendem,
Pelo sorriso que nos faz ver o sol em dias de chuva,
Pelas dificuldades que sabem por, quando lhes queremos pedir desculpa,
Pela sensualidade com que conseguem revestir qualquer pequeno gesto, quando assim o desejam,

Por que nos poem no céu e no inferno em segundos,
Porque rebatem qualquer argumento sério com a expressão mais simples,

Por tudo isso a todoas as MULHERES desejo não um dia, mas um ano, de felicidade...

E que pena tive não ter podido, ontem, visitar os blogs das minhas leitoras!

sábado, 6 de março de 2010

Nas nuvens…

Nunca pensei tornar-me um admirador do super, extra, ultra, famoso, elogiado, apreciado, adorado e outras palavras acabadas em ado, ícone do público feminino, que dá pelo nome de George Clooney. Também ainda não me rendi completamente ao Nespresso, mas tenho que confessar que gostei de o ver na personagem de Ryan Bingham, que lhe assenta perfeitamente...

Nas nuvens ando frequentemente, seja em avião, ou apenas em pensamento, como aconteceu enquanto via o Up in the Air. Foi inevitável que tivesse pensado um pouco na minha vida “artística”, do tempo quem que ainda viajava muito mais do que hoje. As rotinas de quem viaja, a precisão dos timmings, as questões da roupa, os serviços dos hotéis (quase ficava mestre…), os programas de cliente habitual, passageiro frequente, as milhas, os rebates dentro dos prazos de validade, os cartões de crédito da companhia e pessoais, os talões, facturas para guardar, devidamente compartimentados e um sem número de coisas desprendidas, sem significado, que automatizamos, integramos e que acabam por fazer parte da nossa vida em permanente deslocação, sem objectivo aparente, de local para local, de rota para rota de cliente para cliente, de vida para vida…

Até que um dia, ocasionalmente, encontramos alguém que, nos provoca a vontade de ter uma vida “normal”, regular, com rotinas do dia-a-dia de quem fica em casa, dorme em casa, janta em casa, almoça num restaurante habitual perto do local onde trabalha e sabe o nome do empregado que o atende que, por sua vez, sabe o que o cliente vai pedir… Alguém que faz com quem nos apeteça estar sempre, almoçar fora, jantar fora, passar o fim-de-semana num sítio giro, ligar a dizer disparates dez vezes por dia…Alguém que nos transforma as viagens num prazer a dois e não numa rotina…

E deixamos de viajar.

De repente, sem que o pudéssemos prever, voltamos ao mesmo. Aeroportos, aviões, comboios, carros…Hotéis. Hotéis...Mas com destinos mais frequentes, com menos dispersão e mais previsibilidade. Será o pior de dois mundos? Estarei a ficar com cabelos brancos?

Não sei, vou descobrir…

sexta-feira, 5 de março de 2010

Corte e costura

Será que este nome vem do facto de, em vez de estar a fazer o orçamento de teosuraria, estar a comentar noutros blogs? Às tantas, vem....
Tenho que voltar à tesoura, a manhã passa depressa...

quarta-feira, 3 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

New Sócrates

Só sei que nada sei
Só sei que tudo sei
Sei que em tudo mando
Sei que tudo posso
Só sei que nada sabia…



E eu só adorava saber fazer aquele rasurado a meio das letras....

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