segunda-feira, 21 de julho de 2008

O Verão

Sábado à noite lá vai o tio para a capital... para não chegar muito partido e descansar no regresso, vai de comboio. Pura ilusão. A classe dita conforto, ou ainda primeira classe nos Intercidades, deveria mudar o nome para CLASSE REFER, DESCONFORTO, ou outra coisa do género. Deixei o carro nesse parque fantástico da estação de Campanhã (se comprarem ida e volta só pagam 3 euros por dia), embarquei e pensava chegar por volta das 21 h à capital. Outra ilusão!

A viagem foi um desastre. Uma criança berrava enquanto os pais e o que deveria ser um tio (fraco tio, a avaliar pela cena), faziam de conta que não era nada com eles, um casal de jovens que não estava habituado a viajar (e menos ainda juntos) clicava, à vez, furiosamente, numa PSP e saltava uns f..., também à vez. Mais tarde passaram para as cartas, mas os f... com aquele sotaque do Porto continuaram.

A certa altura a menina, delicadamente, colocou os pés no apoio de cabeça do assento da frente, mostrando que as pernitas estavam queimadas e que não estava mal a Ginástica. Fiquei a pensar se haveria provas globais de Educação Física. O revisor veio e acabou a demonstração. Foi uma pena, pois quem sabe o que se poderia seguir... Entretanto a criança adormeceu e eu também. Estivemos parados uma data de tempo em Alhandra, que deve ser uma cidade encantadora, mas a estação é horrível e o tempo a passar também. Uma hora de Alhandra è Estação do Oriente é demais. Nem a cavalo, no século passado.

Enfim lá cheguei ao meu querido Estoril já passava da uma. O Tamariz estava o máximo e desapareceu o remorso de não ter ido ver o Lou Reed. Espero vê-lo noutro local. Naquele momento o Tamariz era o mais importante. O Domingo chegou num instante e depois de uma manhã de trabalho, um almoço multicultural e super agradável, lá regressei ao Norte.

Viva o Verão!

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