segunda-feira, 13 de junho de 2011

Semiótica da Gastronomia Portuguesa. Significantes e sabores.

Parece lógico, nesta sequência alucinante de textos e textículos (não é original meu) sobre a gastronomia, arrastado pela miscelânea de ingredientes e sabores, que chegasse ao fundo da questão, à origem do signo, às relações entre as formas e os conteúdos.

Não deixa de ser significativo, e atiro outro signo com diferentes significados, que estas questões surjam, não por estar rodeado de tachos, mas sim por estar com as mãos na massa, a combinar doidamente ingredientes com o objectivo de conseguir o melhor resultado com ingredientes estragados…

O paralelismo entre os signos, conjuntos de significante e significado e a governação fundamentada na astrologia, quer seja no estado quer seja nas empresas (ou seja, cozinhando com gás de cidade ou a lenha) é mais um sinal do nosso destino, que não está nas estrelas…Nem temos uma estrela para nos orientar! Pelo contrário, fico apreensivo, com o buraco negro, conhecendo o seu poder de atracção e o resultado fatal da mesma…

Do inferno para o céu, voltemos à cozinha. Os ingredientes faltam: As massas, o arroz, o milho, os bagos, não abundam. Escasseiam, e até o caroço da fruta é difícil de se obter… Ficamos limitados nos acompanhamentos e nos temperos!

Faltam os tomates, os buchos são duros e os fígados maus. Sem estas matérias-primas, como rechear os perus, frangos, e até os coelhos? O azeite foi substituído por óleo vegetal, não é tão bom, mas vai fazendo girar as engrenagens…E que dizer da falta de gravetos para acender o lume? Cozinhamos a frio? Poupamos energia…

Os sapos foram todos comidos, só falta a rã gorda, que se mostra de vez em quando.

Resta-nos a cebola, que já nos pôs a chorar…Espero que não aparecem mais nabos, porque já não sei o que fazer com eles!

12 comentários:

  1. Li hoje algures (não me lembro) algo utópico: cada família deveria ser capaz de cultivar a sua própria hortas e daí retirar o necessário para consumo próprio. Claro que é impraticável, mas não é uma ideia assim tão tola. Além de que as pessoas ocupar-se-iam com actividades realmente importantes, em vez de andarem a deambular 5 horas por corredores de prédios alheios, a chatearem os outros.

    ResponderEliminar
  2. Com tamanha falta de gravetos, nem dá para cozer os nabos(e nabiças) em lume brando... já não tenho paciência para esta ementa que me apresentam à frente! E ainda há quem corra para ocupar os seus lugares não vá faltarem os tachos!!
    Olha, ando sem apetite nenhum... vê lá se respondes ao meu desafio lá da banca da cozinha, já que andas sistemática (e obsessivamente, rrsss) na gastronomia(or else...ainda fico com os azeites, rrss):) Beijinho

    ResponderEliminar
  3. Pseudo,
    Já não há quintas pedagógicas? Talvez fosse um bom começo..

    ResponderEliminar
  4. Eva,
    Como leste, há tipos que nunca fizeram nada d agora saem com subsidio de reintegração...

    Não fiques com os azeites, que não vale a pena. Só te faz mal e prejudica a saúde.
    Bjs

    ResponderEliminar
  5. Depois desta mistura de ingredientes e de sabores fiquei com um pouco de azia, não se arranja por aí nenhum digestivo ;)
    Fico sempre fascinada com a sua fértil imaginação :D

    beijinhos

    ResponderEliminar
  6. A corrida aos tachos deve-se precisamente por sermos um país de nabos, com poucos ou nenhuns tomates...

    ResponderEliminar
  7. Não nos vamos safar mas, já agora, fica um aviso sobre caroços e sem metáforas, sabias que dento dos caroços de maçâs, cerejas e, especialmente dos pêssegos há cianetos muito venenosos, aliás os caroços dos pêssegos se os abrires, lá dentro tens o que é utilizado para a produção de um veneno antiguíssimo e que deixa na boca das vítimas o cheiro das amêndoas amargas... portanto, por muita fome que tenham... evitem os caroços (aqui já tem metáfora lol)

    Já agora, os homens devem comer as pevides da melancia... evitam os cancros da próstata.
    Até fico admirada comigo mesma... até percebo de pevides e caroços lol

    Bjos

    ResponderEliminar
  8. Fê,
    Lamento a sua azia, não era minha intenção...Mas com estes ingredientes não é de esperar outra coisa! O melhor será um docinho para a sobremesa. O doce nunca amargou, dizem lá na minha terra. Se não funcionar ainda temos as aguardentes....
    Bjs

    ResponderEliminar
  9. Rafeiro Perfumado,
    Pode ser mesmo essa a explicação!!!

    ResponderEliminar
  10. Isa,
    Fantástico o que eu tenho aprendido contigo :)

    E pertinente esse conselho das pevides de melância. Mas vale pevinar que remediar ;)
    Bjs

    ResponderEliminar
  11. Caracol,
    Também não fazem o meu género. Ia mais por uma beterraba bem cozida...

    ResponderEliminar

Hmmm! Let's look at the trailer...

Siga o Tio pelo e-milio