sábado, 25 de junho de 2011

O elo perdido

Como explicar que dois países tão diferentes como Portugal e Grécia, sejam vistos da mesma forma e tantas vezes comparados pelos europeus? Se ainda confundissem a Grécia e a Finlândia, que têm bandeiras semelhantes, ainda se percebia. Agora nós e a Grécia? Depois do europeu de futebol de 2004 e do Benfica ter contratado o tipo que marcou o golo a Portugal? Nunca estivemos tão longe, mas teremos de ter algo em comum…

Mas o quê? Serão as branquetas dos sargaceiros da Apúlia confundidas com os trajes tradicionais gregos? Influência do filme dos anos 60, que popularizou a sirtaki? Dever-se-á ao peso da herança greco-romana na nossa cultura? Serão as Guerras do Alecrim e da Manjerona confundidas com alguma tragédia grega? Será por nos termos visto gregos para entrar na comunidade europeia e mais ainda para sairmos do euro? Por termos criado uma mnemónica com música sobre o teorema de Pitágoras? Por o nosso país estar em ruínas, tal como o monumento grego mais conhecido?

Enquanto discorria sobre o possível papel dos velhos filósofos gregos, neste processo, fez-se luz na caverna... Eles tiveram há dois mil anos um homem que rasgou os conceitos tradicionais da filosofia. Nós tivemos um homónimo que rasgou os conceitos do rigor da gestão e do bom senso. Só sei que nada sei, foi uma das máximas que nos ficou desse grego que deixou os seus pares à nora com novos conceitos. O nosso também disse que não sabia nada de muitos assuntos como o Freeport, Face Oculta, etc, e mais do que os seus pares, deixou o país à nora com novas dívidas.

O primeiro recusava-se a ter discípulos, mas utilizava o diálogo como forma de chegar ao conhecimento. O segundo tem seguidores fiéis e dedicados e utiliza o monólogo como forma de fazer valer a sua opinião. A ironia do primeiro procurava desfazer as certezas, os dogmas e os estereótipos, como forma de chegar à verdade e ao conhecimento. O segundo usa a ironia para rebater consensos, para criar ilusão, para evitar o diálogo e ludibriar. O primeiro não impunha as suas ideias, tentava que os outros chegassem ao conhecimento. O segundo usa os seus conhecimentos pessoais para fazer prevalecer as suas verdades…


O primeiro era um filósofo em Atenas, o segundo parece que vai aprender filosofia em Paris.

10 comentários:

  1. É só inveja... nós e os gregos temos sol, céu azul, temperaturas amenas, praias de areia dourada... e os alemães têm... e.coli lol

    Bjos

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  2. Isa,
    Bem visto. Nos pepinos, nos tomates, nas alfaces...Em todo o lado
    bjs

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  3. Muito bom este teu texto (para não variar) e bem visto tio!! É esse o elo perdido que tanto se procura!! Sabemos agora sem sombra de dúvida, que descendemos dos Gregos, que dos Troikanos não é de certeza! O presente deles, será portanto o nosso futuro, em breve...

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  4. Eva,
    Pois também acho que não somos Troikianos ;)
    O outro é que eral, coma sua Angelena de Troika...E entretanto pecebeu-se o interesse no Tau Gama Beta (não é pacífica este origem do nome..
    Bjs

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  5. lol

    És um clássico!!

    Vou já para a Grécia...Ou Paris...

    Olha...baralhaste-me:)

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  6. Adoro ler as tuas analogias e metáforas! E eu que no início até te tomei por outrém :P

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  7. M.,
    Na Grécia ou em Paris está-se sempre bem...Depende da companhia claro ;)
    Em qualquer caso cuidado com os maus encontros!

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  8. Pseudo,
    Obrigado! A ideia é mesmo escrever alguma coisa divertida, mas nem sempre consigo. Volta sempre :)

    E ainda bem que já esclareceste essa questão do outrém. Eu também sou um bocado pseudo, mas tento não ser demasiado...

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  9. Talvez o clima e a paixão pelo mar...

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  10. Dylan,
    Talvez seja uma explicação...Mas eles andam muito a remos e nós à vela :)

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Hmmm! Let's look at the trailer...

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