quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Procurement

Há séculos que não me dedicava ao nosso querido planeta TI-U. Não por falta de matéria, pelo contrário, ela é tanta que às vezes nem sei por onde começar. Hoje vai ser o procurement, actividade em que os habitantes de Ti-U são exímios (como em tudo, saliente-se).

Detectada a necessidade, o que há a fazer é agarrar no telefone e combinar um almoço com um amigo, também do mesmo planeta. Escusado será dizer que ao combinar o almoço pode fazer logo a pergunta fatal. “O menino conhece alguém que faça bandeiras? Pecisava dumas bandeiras pa meter lá no monte alentejano que vou tansfomar em turismo rural, tá a ver...”

Se não resultar à primeira, o contacto vai-se desenvolvendo, até que surge uma tia que tem uma amiga que faz uns bordados que são leiloados nalguma obra de caridade.

“A Tia não se importava de fazer umas bandeiras?” “Querido, bandeiras nunca fiz, mas se o menino pecisa a Tia faz...”

Assim, dos bordados vão sair umas bandeiras que, por artes mágicas, ficam só um pedacinho mais caras e levam só um pedacinho mais de tempo a fazer. Com sorte ainda são dos países que nós queríamos.

Enfim é um exemplo, imaginado como todos os outros e que ilustra este processo, mas...quantas vezes acabamos por comprar pior, mais caro, em piores condições e ficamos a dever favores, por seguirmos esta metodologia?

Se não consultamos os fornecedores amigos, ainda ficamos mal vistos...

Antes aborreciam-me estas situações. Agora aprendi a divertir-me com elas. Sugiro que façam o mesmo. Por falar nisso, conhecem alguém que ...

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