domingo, 22 de junho de 2008

Marujo Mestre e Monge

Como diz o povo, que tem muitas vezes razão, ninguém ama o que não conhece. Assim foi comigo no que respeita ao Professor Agostinho da Silva

A imagem que tinha construído assemelhava-se pouco com a realidade do mestre. Felizmente fui habituado a pensar por mim, sem preconceitos e resolvi que havia de descobrir o professor. Gostei de tudo o que fui lendo. As “Cartas a um jovem filósofo” seduziram-me.

Mais do que conteúdos, temos que transmitir atitudes e se tivermos que ensinar algo, por que também temos, vamos começar por ensinar a pensar.

Hoje deixo-vos com um poema dele. Simples e belo:


Sou Marujo, Mestre e Monge

marujo de águas paradas

mas que levam os navios

às terras por mim sonhadas


Também sou mestre de escola

em que toda a gente cabe

se depois de estudar tudo

sentir bem que nada sabe


Mas nem terra ou mar me prendem

e para voar mais longe

do mosteiro que não houve

e não haja, me fiz monge


Agostinho da Silva, Sou Marujo Mestre e Monge

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