quinta-feira, 1 de maio de 2008

Três Tristes Tias (2)

A Tia número 2

Blá-blá, blá-blá, blá-blá, blá-blá, blá-blá, blá-blá como diria uma minha conhecida, Directora de Marketing e incluída nesta categoria. Esta expressão substitui qualquer coisa, frase ou explicação e deve ser usada com a maior frequência possível. Neste caso o blá-blá, blá-blá pretende dizer que não se querem retratar as senhoras nossas tias e amigas nossas das nossas mães. O blá-blá, blá-blá, significava que também não se pretendiam retratar caricaturar as senhoras, que se sabem comportar como tal e o blá-blá, blá-blá, significava que também não se retratam as tias TP1.
Depois desta pequena nota explicativa, vamos ao que interessa. Descrever as tias modelo TP2. Este modelo é o início da carreira de tia e está para a classe como os Aspirantes estão para a classe dos oficiais. Não são verdadeiramente oficiais mas comem nas messes de oficiais, comandam todos os sargentos e estão abaixo de todos os oficiais. É quase como o tatu com a peninha na cauda que era só para disfarçar. Estas aspirantes a tias estão com vinte anos de idade e recentemente casadas ou já comprometidas. Aliás ou recentemente casadas ou já foram prometidas a algum CT (Candidato a tiú), ou com sorte, a algum tiú já consagrado). No olhar ainda não há aquela profunda tristeza da insatisfação que se sente no modelo TP1. No entanto esta fresta de tristeza apenas se nota nas medianamente inteligentes, que as outras nunca darão por isso.
O modelo TP2 vem cheio de energia, em todos os sentidos, manda e é mandona. Na cama são uma desgraça, mas ainda vão tomando algumas iniciativas, pela curiosidade que o sexo lhes desperta e pelo prazer de querer mandar. Não confundir. Não é pelo prazer do sexo e pela curiosidade de mandar, apesar de nunca terem mandado em nada não têm curiosidade, pois sabem que mais tarde ou mais cedo o vão fazer. Ás vezes não sabem esperar e perdem por isso. Aquela question-tag com o verbo vir, aplica-se a elas lindamente. Quem nunca ouviu uma frase do tipo “O menino já se veio, não se veio?”, que levante o dedo (eu disse o dedo...). A pressa que têm em fazer coisas é uma característica deste modelo e conclui-se que esperam contrariadas. Veja-se a maneira como fazem compras ou como usa o telemóvel. Quando demora um pouco a ser atendido a pergunta disparada é “onde táva, kiki?”, como se pela distância ao telefone móvel fosse mais difícil de atender. Às tantas pensam que os prometidos têm o telemóvel guardado numa carteira de senhora. Nunca se sabe o que pensam, se é que pensam alguma coisa. Fazem compras pelo gosto dos outros, não pelo seu prazer ou pelo prazer de agradar, mas sim pela necessidade de se integrarem na classe. São mais voluntariosas e têm mais iniciativa que o modelo anterior, mas são mais cansativas. A insegurança ainda não se manifestou tanto como no modelo anterior, mas há vir, mais tarde ou mais cedo.
Ainda trabalham pois como já concluíram esta minha amiga de profissão Directora de Marketing, se não fosse aspirante a tia, também não era Directora de Marketing. Na realidade é uma aspirante a Directora de Marketing, mas ainda não percebeu e, pior, nunca vai perceber. De repente evolui para a categoria TP1 e já está graduada…

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