quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Outra vez ?!

Não sei como (atracção fatal?) lá me encontro naqueles braços outra vez. Depois da experiência com aqueles compassos tão ritmados do Passodoble, ter corrido tão mal e ter percebido na altura que no Tango não íamos a lado nenhum, ai estamos nós, de novo na mesma situação, mas sem a marcha militar para abrir, ou tirar o apetite.

Tango. Refiro-me ao ritmo e à dança, não ao nome usado no Porto para designar uma mistura de cerveja com qualquer coisa encarnada. Em vez da cereja no topo do bolo, estragam as duas coisas. A cerveja e a groselha. Enfim, talvez a bebam por impulso, como foi este caso. Ou será da semelhança dos signos cerveja e cereja e da confusão com a groselha? Coisas estranhas.

Como na gestão ou em qualquer outro lado, na dança é fundamental que alguém dirija os trabalhos. No tango é um imperativo assumido e aceite (julgava eu). Não podem ser dois em simultâneo. Não funciona e dá asneira, mais tarde ou mais cedo. Assim acontece nas empresas, quando se querem inverter os papéis. Seja em que nível for, cada um tem um papel e é esse papel que deve assumir.

Felizmente diagnostiquei bem a situação. É verdade que a experiência anterior me ajudou e assim, nos primeiros compassos, lá fui lutando pela liderança, papel que achei ser meu.

Lá para o sexto compasso, no swivel, lá consegui impor-me. Uff... Estava difícil, mas como só há dois papéis e duas atitudes, é mais fácil que nas Lutas Marcianas. A diversidade de ritmos e de papéis é tão grande, que se deveria combinar antecipadamente, no início das reuniões os ritmos a abordar.

Mais do que estatutos, resume-me a nossa acção a desempenhar papéis Sermos nós a escrevê-los é um privilégio cada vez mais raro, no estado actual da Ingestão. É preciso lutar por isso e ando cada vez com menos paciência, o que é uma maçada.

Do mesmo modo que o Tango não está nos pés mas sim no coração, também a liderança não está no estatuto, está na pessoa... Mas é sempre melhor ser diplomata vencedor que guerreiro derrotado, acrescentaria como a querer fazer filosofia.

E o Tango? Acabou bem e para a próxima será ainda melhor, de certeza, porque diplomacia não implica ceder ou abdicar do que é seu. Talvez seja sim uma via interessante e diferente para se conseguir um objectivo...

Vai um quickstep para animar a festa? Pois seja! Hoje danço qualquer coisa.

2 comentários:

  1. Huuuummmm... Este post é sobre o tango ou sobre a mulher com quem o dançaste?? ;)

    ResponderEliminar
  2. É mesmo isso Malena!!!!
    E obrigado pela visita.

    ResponderEliminar

Hmmm! Let's look at the trailer...

Siga o Tio pelo e-milio