sábado, 6 de agosto de 2011

Nomeações, nomeações, quem as tem chama-lhes suas…

Há um aforismo popular que diz que mais vale uma nomeação na mão do que duas promessas a voar…

Neste caso, como diria um vendedor de banha da cobra de qualquer feira, não é uma, não são duas, não são três, mas sim quatro, de oferta, a juntar às outras sete. E fica com onze, mas pelo preço de sete! …. Dito pelo vendedor de feira, empoleirado no camião, com um microfone ao peito e altifalante pendurado na cabine talvez ninguém acreditasse. Agora dito por um homem que viaja em turística para ficar mais barato e poupar dinheiro, já acreditamos…

A minha fonte foi a Bola. Nunca li a Bola, mesmo com a polémica entre o José Diogo Quintela e o Miguel Sousa Tavares. Espero que o José Diogo tenha marcado mais golos nesse jogo, mas nem isso sei. A Bola surgiu por acaso quando no Google escrevi “novos administradores da CGD” e fiz “enter”…. Foi assim que a Bola surgiu na minha vida (já se sabe que o Tio é do Sporting…), mas acho que fiquei “fan”. A Bola, como jornal desportivo que já foi tri-semanal e agora é diário é o meio de comunicação ideal para saber o que se passa no governo. Eles estão habituados a entrevistar jogadores de futebol, árbitros, dirigentes desportivos, muita gente ligada ao desporto rei numa república das bananas e outras frutas… Eles têm esse Know-How de ambientes difíceis onde, para além das frutas se fala de corrupção, mas todos os processos são julgados e concluídos. Condenados? Sim, estamos condenados a mais do mesmo…

Neste jogo nós somos os adeptos que vemos o nosso clube, perder, perder, mas continuamos fiéis ao clube, vemos os jogos desportivamente e no café falamos um bocadinho mal do árbitro…
Fiquei cliente da Bola apenas por esta notícia magnifica onde o nosso primeiro diz que: «Nem é mais caro nem traz mais administradores», O nosso primeiro diz ainda que: «A Caixa não tem mais despesa do que tinha antes. Estou convencido de que este novo modelo de governo da CGD está mais adequado aos desafios. Não foram aumentados o número de administradores executivos. Optámos por extinguir o conselho fiscal e converter a auditoria para dentro do conselho de administradores, mas como não executivos».

Quem fala assim não é gago, e quem remata assim não é coxo!

Enfim, a ideia é gira e interessante. Plagiando, criativamente, um grande autor inglês eu diria que só é pena que as partes originais sejam divertidas e que as partes divertidas sejam originais e façam mesmo rir… O Conselho Fiscal que supostamente fiscaliza a actuação da Administração, desaparece, sendo o Conselho de Administração aumentado, passando alguns membros, eventualmente não executivos (ri-me à gargalhada nesta parte), que vão fiscalizar os colegas…Enfim, a ideia é deveras original. E não e mais caro ter onze do que sete! Nem sei porque todas as empresas não fazem da mesma forma. Resolvíamos muitos problemas… Precisa de gente? Contrate 11 e pague-lhe o mesmo que pagava a 7… Como seria bom se fosse verdade…Mas porque onze?

São onze, porque são tantos, quanto os ministros. Se a legislação permitisse seriam em número par e talvez desse para mais um, doze. Não o mesmo número dos apóstolos, mas sim uma dúzia, que ainda saía mais barato… Era o habitual 12/13. Na compra de 12, oferecem um e ficam 13 pelo preço de 12!!!! Mas agora é preciso dar mais! E concordo! Eu por mim comprava um 2/3 ou um 5/7…Assim tenho que gramar com 11, que não quero…A menos que haja alguma cabala com o número 11, que também é o número de motoristas do nosso primeiro…. 11 Ministros, 11 Motoristas 11 Administradores. Bem-vindo ao 11…

De certeza que isto tem algo a ver com o famoso restaurante 11, também conhecido pelo seu nome em inglês, o Eleven. Podemos compreender esta teoria se tivermos em conta que Eleven, em Tiologia é derivado da palavra francesa “élève”, que como toda a gente sabe, significa aluno, discípulo! O nosso primeiro quer mostrar que ainda está a aprender! Está agora na fase da dialética socrática, que não deixou saudades: “Les travaux pour les élèves”, fica muito melhor que a homóloga britânica dos “jobs for the boys”. A homóloga, desta vez também não fica sozinha, leva companhia. E não é pouca!

Enfim, não é fácil perceber esta linguagem cripto do nosso desgoverno mas, com recurso ao Ticionário, conseguimos.

Ao terminar esta nota, vejo que há um Secretário de Estado que apenas nomeou um assessor! Como é possível? Como é que ele pode trabalhar? Deve ser altamente improdutivo… É preciso dizer-lhe que há ministros que já passaram das 50 nomeações! E aproveito para esclarecer que o nomeado por esse secretário de estado não foi um assessor para as redes sociais! Como é possível?

A bem da poupança. O vosso Tio, muito poupado,


António Bernardo Risos y Gargalhadas

6 comentários:

  1. Depois de ler atentamente a sua preleção, concordando com tudo (?), mas no final fiquei com algo a "bater-me" na cabeça e conclui: há que levar esse senhor secretário de estado ao médico urgentemente, deve estar gravemente doente, "só pode"!
    Abracinho meu!

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  2. O povo escolheu e vai pagar bem caro... como de costume mas, desta vez, vai ser de caixão à cova...
    Em Janeiro, com todos os aumentos previstos e privatizações a caminho... mais estrada menos estrada... todos os males fossem esse... por este andar, ainda acaba por ser mais barato beber uma coca-cola do que um copo de água da torneira ;)

    Bjos

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  3. Maria Teresa,
    Deve ser um caso perdido...
    Bjs

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  4. Nem sei...mas que dava jeito, dava..

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  5. Isa,
    A loucura é total...E o pior ainda está para vir.
    Bjs

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  6. Lyn,
    Obrigado pela visita.
    Vamos pagar estes devaneios todos...

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Hmmm! Let's look at the trailer...

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