quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O acuerdo urtográfico

Tudo me leva crer que nunca aceitarei esta treta dos diretos, das ações, dos fatos, mas não sei como vai acabar o filme. Mal já começou, com os órgãos de comunicação social a usarem essa grafia desde o início do ano e a assembleia da república, com letra minúscula como janeiro a não fazer caso da petição de mais de 100.000 portugueses que se manifestaram sobre o assunto. Mais um exemplo do respeito que os órgãos de soberania têm por quem os elege e lhes paga os ordenados e mordomias.
Até agora tenho sempre publicado textos originais, ou quando cito algum excerto revelo a fonte. Desta vez não posso, mas deixo-vos algumas pérolas de um manual do professor, numa escola onde estou a leccionar (desculpem, mas cada vez gosto mais desta palavra, um tanto ou quanto retrógrada). As saudades das aulas eram tantas que não resisti, mesmo depois de ver os 20 modelos de documentos de planificação, ler as minhas tarefas e, sobretudo, conhecer as regras da casa:

… professor deverá proceder há sua restituição do livro de ponto…
...que se encontrão no dossier…
...á chave…
…á aula…
…á direcção..
…devido há falta de cuidado…


Fiquei depois a pensar se, com a da desconcentração do poder central (outra pérola que ouvi há dias), cada região ou region terá a sua forma de escrever própria. Ou será a Hautonomia Pedagógica? Ficaria tudo mais simples…

Ah simplex educativo! Que novas me trazes…

Pensemos pela positiva: Gosto de dossier em vez dessa mariquice do dossiê, ou dociê, como já vi. Gosto do professor, em vez do formador mas, sobretudo, gosto dos alunos e das actividades lectivas e académicas, apesar destes últimos ministros da inducação fazerem o que podem para me desanimar…

E os representes dos professores também, mas já o disse tantas vezes que não vale a pena insistir no tema. Era porem-lhes uma turma à frente e umas fichas de planificação de aulas para preencher, que o problema ficava resolvido.

Beixos e abrassos.

2 comentários:

  1. Comento, não comento...decidi comentar.
    Muitas das "burocracites" que actualmente se exigem aos professores são culpa exclusiva deles (incluo-me)há "coisas" que começaram aos poucos e poucos a "penetrarem" nas suas funções e poucas vozes de protesto se ouviram...nesse campo o resultado está à vista!
    Quanto aos erros de ortografia devem-se a quê ou a quem...???
    E mais não digo...apenas sei que nada está bem e a culpa deve ser dividida por todas as partes envolvidas no processo educativo.
    Abracinho meu!

    ResponderEliminar
  2. Maria Teresa,
    Comente, comente...
    Concordo em absoluto! toda a gente quer fazer o trabalho dos outros e os professores não são excepção.

    Os erros são resultados da falta de cultura, de tempo e do excesso de confiança na revisão automática do word.

    Beijinhos

    ResponderEliminar

Hmmm! Let's look at the trailer...

Siga o Tio pelo e-milio