quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Anti Sofista

Tive um professor de Filosofia excelente. Obrigava-nos a pensar, o que era muito bom, apesar de, na altura, já alguém não gostar. Depois dele, calhou-nos na rifa outro completamente diferente. Detestava que pensássemos e a mim chamava-me o sofista da aula, talvez porque era teimoso, punha tudo em causa e usava argumentos. A idade problemática era a desculpa.

Durante anos nunca mais ouvi esta palavra e, com o tempo e as tampas que fui levando (o gerúndio, para ilustrar a origem), fiquei mais político e o diálogo passou a fluir de forma diferente. Talvez na velha questão da forma e do conteúdo, a forma tivesse passado a ter mais importância, passando o conteúdo para segundo plano.

E hoje em rescaldo eleitoral, ao rever o desafio dos verbos que, de algum modo, me obrigou a pensar (pouco!) nestas questões, vejo a ironia de tudo isto e a coincidência do momento.

Deviam ter-lhe chamado Isócrates! Mas talvez tenha sido erro na Conservatória. Às vezes acontece...Toda a gente conhece o nome de Prantelheana (desconheço a grafia)...

Uns têm a fama e outros o proveito, como muitas vezes acontece.

2 comentários:

  1. Nao deveria ser antes Insócrates? Penso eu...

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  2. Maria Teresa
    É tudo uma grande "insalata", ma estava mesmo a pensar no Isócrates, não no e-socrates ;)))

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Hmmm! Let's look at the trailer...

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