quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O espartilho e o particípio passado…



Dos espartilhos sei pouco. No entanto, os corpetes sempre exerceram algum fascínio sobre mim, confesso. O corpete realça as formas da mulher acentua as ancas, diminui a cintura, levanta as mamas, mesmo que nada disso seja preciso. Mesmo que as formas sejam perfeitas, ao olhar e ao toque… Ou mesmo que não sejam, sê-lo-ão sempre, se a Mulher assim o desejar.

Os cordões, a cor, o sugerir, o provocar, o deixar adivinhar, trazem-me um não sei que de sofisticado e sedutor a que não resisto. A sedução tem muito de preparação…

No meu dia-a-dia vou sempre à frente do tempo. Quando me perguntam o que vou fazer no próximo fim de semana, para mim já é o fim-de-semana seguinte, não o imediatamente a seguir… Hoje estou a pensar no dia 8 de Março, dia da Mulher, sábado a seguir ao Carnaval.

Talvez por este adianto no tempo, por formação e força da minha actividade profissional, não compreendo as pessoas que vivem no passado, agarradas a memórias, presas a recordações, algumas vezes etéreas, outras mais reais. Confesso que não compreendo como é possível recriminarem-se por coisas que, de forma alguma, não poderiam ter evitado. E mesmo que o pudessem ter feito, o que adiantaria? Para a frente é que é o caminho.

Assim, adoro espartilhos, mas seria incapaz de viver espartilhado entre duas realidades, mesmo que uma delas fosse absolutamente virtual, construída de memórias. O particípio passado, remete-me situações do tipo condicional. E o se, para mim não existe no passado. Mesmo no presente tenho alguma dificuldade em aceitá-lo, sabe-me a jogo psicológico a chantagem pequena…

Adoro jogos desses mas no campo próprio. Pode ser no meu, no dela ou em campo neutro, mas tem que ser no terreno de jogo. Espartilhos, sim. Espartilhado, não.

4 comentários:

  1. Post muito bem esgalhado. Concordo. Com o encanto dos corpetes e a influência do particípio passado em tantas vidas. Já fui mais assim. Hoje sou bem menos porque o presente é demasiado valioso para ser desperdiçado ou dividido em ido e estagnado.

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    1. O presente é que importa....E é normalmente resultado do futuro que desejamos (hoje deu-me para isto)... Não sou saudosista.

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  2. Esse adianto no tempo não o fará perder o presente? : )

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    1. Catarina, à vezes acontece isso, de facto. Mas, depois do tempo gasto na preparação de eventos futuros, sabe bem desfrutá-los. E há sempre algo imprevisto :-)

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