quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A propósito do desejo



Tenho lido com frequência a frase “um desejo incontrolável…”

E sem reflectir, mas sentindo esse mesmo desejo, eis-me a dissertar sobre o tema. Dissertar, em Tiologia (ciência que se dedica a estudar os Tios e as suas relações), vem do inglês desert, por isso dissertar é escrever sobre coisas doces ou, por vezes, menos doces (e não estou a falar do ruibarbo).

O desejo para mim é sempre incontrolável. É quase aquela pulsão freudiana do eros, que nunca controlo mas às vezes contenho. Por isso, na minha perspectiva, desejo incontrolável é uma figura de estilo que dá pelo nome de pleonasmo…
É incontrolável quando adivinho aquele perfume que conheço tão bem e que me desperta os sentidos para um mundo de sedução. Incontrolável quando, num jantar tranquilo, me pergunta, de forma discreta, mas com a maior naturalidade do mundo, se sei o que tem vestido. Incontrolável quando sinto os seus lábios nos meus, os meus no seu corpo e também nos seus lábios.

É incontrolável quando sinto aquele corpo tão perto do meu que o abraço surge como natural, fechado. E quando o abraço e envolvo, sinto-me também envolvido. Agarro, fico agarrado e juntos libertamo-nos do presente, voamos até ao limite da nossa vontade, sem amarras nem limites. E o tempo perde dimensão, nessa vontade incontrolável…

Incontrolável é pouco. Indomável, talvez.

E há séculos que não escrevo nada sobre elevadores…

2 comentários:

  1. Viagens pelo país do sim... Sim, quero!

    Beijinhos Marianos, Tio! :)

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    Respostas
    1. Sim, pela positiva! E com a firmeza que só a liberdade no dá...

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Hmmm! Let's look at the trailer...

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