sexta-feira, 26 de março de 2010

Antes cão que barão...

Recebi há dias um delicioso e pretenso insulto, pela via do comentário, malicioso. Prendia-se essa eventual mensagem, pretensamente insultuosa, com o facto do Tio apenas ostentar três títulos. Insinuava que ser nobre de apenas três costados é tão plebeu como não ser de nenhum...

E aqui começa o erro e o disparate do pretenso insulto. Ora está visto que o Tio, não ostenta nada. Não precisa...Se fosse cantor provavelmente a sua música preferida, seria o “I am what I am” (esta música foi lançada em 1984, pela Glória Gaynor, altura em que o meu deslustroso eventual comentador deve ter a sua origem nobre, mas onde o Tio já tinha comido muito Nestum com Mel e Cerelac). O Tio é assim, mesmo, nasceu assim e vive assim. Não se chama Gabriel, pois era um nome demasiado associado a uma determinada visão do mundo, coisa que o seu Pai nunca quis para ele: Mundo, meu filho, Mundo é o que de dou... Era a sua frase preferida quando lhe pedíamos alguma coisa.

Pois o meu quarto costado é verdadeiramente popular, como popular é toda a nobreza de 1800 que não pode fugir a tempo de lhe acertarem com um título qualquer, do tipo Barão ou Visconde. Haverá alguém que não conheça a aquela famosa citação: “Foge cão que te fazem Barão...Para onde Senhor, se me fazem Visconde?” Que bela síntese e caracterização de uma época....E tantos que se puseram “a jeito” para levar um título destes, agora ostentado com orgulho carregado de ignorância!

Por outro lado meu caro eventual leitor, eventualmente crítico, queria dizer-lhe que esse costado popular me dá a capacidade de poder dialogar mais francamente com a criatividade e generosidade do povo português, que tão generosamente me tem acolhido (o pleonasmo é propositado). Dá-me a capacidade de gostar mais do meu país e de poder dialogar consigo, de compreender a revolta surda de uma população esmagada, na sua alegria de viver, por um bando de governantes fracos, incapazes, corruptos e, nalguns casos, até cornudos.

Lembre-se do Rafael Bordalo Pinheiro quando pensar em mim, pois que é dos críticos, de uma determinada situação, que muito admiro...E lembre-se também do que dizem os operários das cerâmicas das Caldas da Rainha, sexta feira, às 17 horas: “Hoje não faço nem mais um c...” Nem para si, meu caro leitor, para lho enviar por correio expresso.

E já agora lhe digo que em situação alguma, mesmo que fosse verdade, usaria o título de Barão da Brejeirice juntamente com o de Marquês de Gargalhada, Duque de Sarcasmo ou Conde do Vale da Ironia.

Sou talassa, mas talassa frequentador das Talassoterapias, claro...E acho que o meu caro e pretenso insultador está neste momento a tentar interpretar o “I will Survive...”, já que falei na Glória Gaynor.

Brasões, meu caro, não se têm. Merecem-se.

2 comentários:

  1. Também a si?
    Posso rir-me? Caso contrário choro. Aprendi com alguém que admiro muito, que quem nos quer "aborrecer" não deve levar troco, assim não fica a saber que nos "tocou"...
    Já chorei por causa disso, o Tio é "testemunha", hoje faço um manguito a coisas que me continuam a enviar para o mail, não conheço não abro...Um dia perco um "princípe", paciência...

    Abracinho

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  2. Olá Maria Teresa,
    Ria-se por favor, porque esse é o objetivo das minhas postas!!!!
    E Aqui é tudo a brincar, como sabe. Vou ver se tenho tempo para postar a continuação...
    Beijinho

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Hmmm! Let's look at the trailer...

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