quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Esperança

Não sei quando se perde a esperança. Será aos bocadinhos, como quem vai torrando uma long drink, ou de um trago, tipo shot?

Como diria o Fernando Namora, também preferia a incerteza de não saber de quê. Hoje sei. Sei que perdi a esperança de rever a Tia Cremilde.

Da noite para o dia, a seguir às férias, desapareceu sem rasto. Pouco tempo depois de ter arrumado a casa, de a ter pintado de fresco, desapareceu.

Fico a imaginar que terá sido raptada por forças malévolas (acho que nunca tinha usado esta palavra) lá da ilha, que já foi Pérola do Atlântico. Hoje esse nome lembra aquele dito das pérolas e dos animais ditos domésticos, mas não posso falar disso senão ainda me põem a dançar salsa. Obviamente, é um eufemismo, para dizer que me chamariam cubano. Também não seria mau, desde que me deixassem continuar a ser português, e deixassem com a salsa, o que duvido. Acho que acontecia o contrário Também já me irrita ser português. Pode parecer que se é de um Porto Livre, na sua tradução literal, em vez do Porto, cidade dos liberais...

Imagino que a Tia Cremilde foi raptada, mas que conseguiu fugir e está num paraíso fiscal ou num paraíso da América Latina, em excelente companhia e com um bronzeado de fazer inveja.
Mudou de nome e não se quer dar a conhecer, com medo que a descubram. Oxalá o Eduardo Mãos de Tesoura a proteja! Divirta-se, onde quer que esteja...

Mas se não tem tranças pretas escondidas no carrapito, acredite que podia ter, porque deixou saudades.

2 comentários:

  1. A esperança é a última a morrer... estou voltando. Bronzeada, fresca e recauchutadíssima. Velhos hábitos nunca se perdem...

    Obrigada pela dedicação.
    Beijoca da Tiazoca

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  2. Uau! Ainda bem.. Tava a ver que tinha ficado presa lá no ilhéu!
    Bejoca!

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Hmmm! Let's look at the trailer...

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