Porque será que sempre que se diz esta frase, se fica com a ideia que se deveria dizer Estalada com Estalada se paga, ou Olho por Olho, Dente por Dente, ou outra coisa do género: Mata e Esfola?
Nunca nos lembramos (mentes perversas...) de coisas boas que fizemos e nos foram retribuídas a duplicar? Do tipo: convidaste-me para jantar? Então convido-te para um fim-de-semana... e assim por diante. Às vezes é assim, felizmente...
Há tempos tinha-lhe oferecido o “Carnet de la Cambuse”...Se alguém me lê, carregue no link, antes de continuar, sff.
Já está? Ok, podemos continuar a viagem, então...
Ontem, sem contar, recebi “O Tango”...Claro que já perceberam que o Corto Maltese é um dos meus heróis... O tipo de vida, a origem o percurso...Enfim.
Mas não esperava mesmo nada esta surpresa (O Tio ainda se deixa surpreender, afinal), que me deixou sensibilizado e, claro, seduzido...
Não por ser uma prendinha do dia dos namorados, mas pelo momento e pelo Tango, claro! Hoje nem sei como pude viver tanto tempo sem conhecer esse ritmo...
Claro que tivemos que procurar um sítio onde pudéssemos dançar. Tango...
Afinal acabei por ter um Dia melhor que o de S. Valentim, ou dos Namorados. O Dia dos Apaixonados.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Viagem Diferente
Um imprevisto obrigou-me a estar de manhã, muito cedo no Porto. Impossível ir de manhã para lá. O melhor seria ir no dia anterior, mas não me apetecia nada. Resolvi ligar-lhe: Olá, etc, etc, etc, então onde estás? Estou agora a sair para o Porto (Uau, pensei...Se calhar vai dar...). Que giro, também tenho que estar amanhã de manhã no Porto, mas não me apetece nada ir (às vezes também digo a verdade, mas já me estava a começar a apetecer muito ir)...
Não vais parar para jantar? E se passasses em Coimbra? Também estou sem vontade de ir sozinho... E amanhã tenho que voltar. O discurso começou a acelerar...
Acabamos por nos encontrei perto da Estação Velha. Deixei lá o carro. Para quê dois?
A verdade é que já não me apeteceu regressar. E ainda bem que a nossa justiça é tão ágil, funcional e expedita que nos obriga a fazer umas centenas de Km para receber e fazer declarações sobre uma citação, que já nos tinha sido enviada por correio.
Podem mandar notificações mais destas, sff ? Obrigado!
Não vais parar para jantar? E se passasses em Coimbra? Também estou sem vontade de ir sozinho... E amanhã tenho que voltar. O discurso começou a acelerar...
Acabamos por nos encontrei perto da Estação Velha. Deixei lá o carro. Para quê dois?
A verdade é que já não me apeteceu regressar. E ainda bem que a nossa justiça é tão ágil, funcional e expedita que nos obriga a fazer umas centenas de Km para receber e fazer declarações sobre uma citação, que já nos tinha sido enviada por correio.
Podem mandar notificações mais destas, sff ? Obrigado!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
O verniz estala, mas também entorna...
Regressava do Porto para Coimbra, com pena de regressar, mas tinha que ser...O Sol também tinha regressado nessa manhã e estava um dia lindo.
Do outro lado do corredor uma executiva, com óculos de sol grandes, dominava o seu portátil
com firmeza e destreza. Eu estava dominado pelos solavancos e pelo Excel. É fantástico na linha do Norte tentar trabalhar no Excel. Arrastar, usar o preenchimento automático e outras facilidades do Excel, são um verdadeiro exercício de destreza e domínio (não confundir com dominação).
De repente parou. Um telefonema e deixou o PC por instantes... Até que tirou um frasquinho de verniz de unhas, vermelho forte e o colocou ao lado do portátil. Eu continuava a tentar qualquer coisita com o Excel.
A minha viagem também era curta e já estava cheio de curiosidade para ver se a destreza com as teclas tinha correspondência com a destreza no uso do pincel.
Pintar as unhas também é um gesto de sedução, mas naquele lugar? Outro frasquinho, um disco branco e começou a tirar o verniz anterior que era transparente. Que contraste...Que mudança. Um simples detalhe e muda tudo…
A curiosidade começou a invadir-me e pensei até nem sair no destino, continuar para o destino habitual, para acompanhar esta experiência única...
Mas foi rápida essa primeira fase, que também envolveu uma lima de unhas (estava completo o kit). Eis que começa a pintar e o Tio que já tinha desistido do Excel começa a imaginar como vai acabar a sessão...
A cor era forte, sensual e a bom ritmo lá ía ficando completa a mão esquerda, quando de repente toca o telefone, outra vez!
Foi o caos, o frasco caiu, sujou os dedos e por pouco não sujava também o fato, o portátil e o telemóvel. O vermelho espalhou-se, mas de forma contida, sem grandes danos. Que destreza e reflexos, enquanto falava ao telefone...
Realmente quem sem lembraria de telefonar enquanto, numa pacata viajem de comboio, para aproveitar o tempo se pintam as unhas e se vão respondendo a uns emails? Invadido por um forte sentimento de solidariedade, desejei-lhe boa viagem e boa sorte para a mão direita...
Foi curtíssima esta viagem!
Do outro lado do corredor uma executiva, com óculos de sol grandes, dominava o seu portátil
com firmeza e destreza. Eu estava dominado pelos solavancos e pelo Excel. É fantástico na linha do Norte tentar trabalhar no Excel. Arrastar, usar o preenchimento automático e outras facilidades do Excel, são um verdadeiro exercício de destreza e domínio (não confundir com dominação).
De repente parou. Um telefonema e deixou o PC por instantes... Até que tirou um frasquinho de verniz de unhas, vermelho forte e o colocou ao lado do portátil. Eu continuava a tentar qualquer coisita com o Excel.
A minha viagem também era curta e já estava cheio de curiosidade para ver se a destreza com as teclas tinha correspondência com a destreza no uso do pincel.
Pintar as unhas também é um gesto de sedução, mas naquele lugar? Outro frasquinho, um disco branco e começou a tirar o verniz anterior que era transparente. Que contraste...Que mudança. Um simples detalhe e muda tudo…
A curiosidade começou a invadir-me e pensei até nem sair no destino, continuar para o destino habitual, para acompanhar esta experiência única...
Mas foi rápida essa primeira fase, que também envolveu uma lima de unhas (estava completo o kit). Eis que começa a pintar e o Tio que já tinha desistido do Excel começa a imaginar como vai acabar a sessão...
A cor era forte, sensual e a bom ritmo lá ía ficando completa a mão esquerda, quando de repente toca o telefone, outra vez!
Foi o caos, o frasco caiu, sujou os dedos e por pouco não sujava também o fato, o portátil e o telemóvel. O vermelho espalhou-se, mas de forma contida, sem grandes danos. Que destreza e reflexos, enquanto falava ao telefone...
Realmente quem sem lembraria de telefonar enquanto, numa pacata viajem de comboio, para aproveitar o tempo se pintam as unhas e se vão respondendo a uns emails? Invadido por um forte sentimento de solidariedade, desejei-lhe boa viagem e boa sorte para a mão direita...
Foi curtíssima esta viagem!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Anéis
Depois das pulseiras e brincos chegou a vez dos anéis...Porquê agora? Como em tudo, há o desejo subjacente que de repente desperta. Um pequeno click, acende o pavio e já está. Neste caso foi um pedido para uma votação (não era sobre o melhor click...) e um mail da S. C. (fiquei lisonjeado, acredite) a pedir uma opinião sobre anéis que me lembrou dessa promessa feita à M.
Desculpa pública e vamos ao trabalho que o rastilho está aceso e o tempo a correr.
Os anéis, e vou passar por cima (no sentido figurado) das possibilidades esotéricas dos anéis, têm uma mística muito especial. Começa nos materiais com que são feitos, mas é na forma na imaginação e fantasia de quem os cria ou usa que brilham e nos despertam os sentidos.
Gosto de ver uma mulher com anéis. Não demasiados, porque me faz uma confusão terrível (fico logo a pensar se será para andar ao murro, para arranhar, ou para dar um ar entre o punk e o gótico). E anéis que se vejam, não aquelas alianças, tímidas, demasiadamente fininhas para serem levadas a sério. Enfim coisa panisguinhas. Definitivamente não. Também detesto aquelas alianças a atirar para o tipo “algema” que algumas mulheres põem no anelar esquerdo (no delas e no de alguns homens). Serão os homens que querem assim? Sim, porque há homens que também usam disso, mas o problema é deles...O que quererão dizer com esse tipo de anel? Que estão atadas e atados? Que estavam disponíveis para por umas algemas? Hmmm... Não seria melhor umas pulseirinhas para sugerir isso? Depende, minhas queridas. Depende, como sabem muito bem.
Bem, ainda me perco com a história das algemas e ainda mal falei dos anéis...
No jogo da sedução tudo conta e as mãos têm um papel importante. Vêm-se e depois sentem-se...Os dedos, a delicadeza e a sensualidade de uma mão de mulher... Ai, ai, ai, que não sei se este post vai acabar bem...
Imagino-me a ser acariciado, a sentir as suas mãos a percorrer o meu corpo. Primeiro com alguma timidez (faz parte do jogo) e depois sem vergonha. Nenhuma. Com todo o descaramento, que gosto.
Depois de sentir essa sensualidade, que me põe aos pulos, e de todo o esforço para não me mexer (também faz parte do jogo), vejo as suas mãos. Como as poderia imaginar sem umas unhas arranjadas e sem anéis? Dificilmente...
Beijo-as e beijo os seus anéis, qual vassalo de um poder grande, que me enfeitiçou, enfeitiça, seduziu e seduz...E continua a seduzir enquanto a beijo, toda.
Noutras ocasiões, que dizer do gesto de tirar os anéis e de, cuidadosamente, os guardar? Que irá tirar primeiro? Os brincos, os anéis? A delicadeza dos gestos, a sensualidade calma e serena. São momentos de intimidade que valem uma eternidade de tempo.
Enfim, anéis são também códigos de cumplicidade, jogos que adoro. Regras conhecidas, mas que nos surpreendem de todas as vezes.
E às vezes um só anel faz toda a diferença...Ou talvez não!
Desculpa pública e vamos ao trabalho que o rastilho está aceso e o tempo a correr.
Os anéis, e vou passar por cima (no sentido figurado) das possibilidades esotéricas dos anéis, têm uma mística muito especial. Começa nos materiais com que são feitos, mas é na forma na imaginação e fantasia de quem os cria ou usa que brilham e nos despertam os sentidos.
Gosto de ver uma mulher com anéis. Não demasiados, porque me faz uma confusão terrível (fico logo a pensar se será para andar ao murro, para arranhar, ou para dar um ar entre o punk e o gótico). E anéis que se vejam, não aquelas alianças, tímidas, demasiadamente fininhas para serem levadas a sério. Enfim coisa panisguinhas. Definitivamente não. Também detesto aquelas alianças a atirar para o tipo “algema” que algumas mulheres põem no anelar esquerdo (no delas e no de alguns homens). Serão os homens que querem assim? Sim, porque há homens que também usam disso, mas o problema é deles...O que quererão dizer com esse tipo de anel? Que estão atadas e atados? Que estavam disponíveis para por umas algemas? Hmmm... Não seria melhor umas pulseirinhas para sugerir isso? Depende, minhas queridas. Depende, como sabem muito bem.
Bem, ainda me perco com a história das algemas e ainda mal falei dos anéis...
No jogo da sedução tudo conta e as mãos têm um papel importante. Vêm-se e depois sentem-se...Os dedos, a delicadeza e a sensualidade de uma mão de mulher... Ai, ai, ai, que não sei se este post vai acabar bem...
Imagino-me a ser acariciado, a sentir as suas mãos a percorrer o meu corpo. Primeiro com alguma timidez (faz parte do jogo) e depois sem vergonha. Nenhuma. Com todo o descaramento, que gosto.
Depois de sentir essa sensualidade, que me põe aos pulos, e de todo o esforço para não me mexer (também faz parte do jogo), vejo as suas mãos. Como as poderia imaginar sem umas unhas arranjadas e sem anéis? Dificilmente...
Beijo-as e beijo os seus anéis, qual vassalo de um poder grande, que me enfeitiçou, enfeitiça, seduziu e seduz...E continua a seduzir enquanto a beijo, toda.
Noutras ocasiões, que dizer do gesto de tirar os anéis e de, cuidadosamente, os guardar? Que irá tirar primeiro? Os brincos, os anéis? A delicadeza dos gestos, a sensualidade calma e serena. São momentos de intimidade que valem uma eternidade de tempo.
Enfim, anéis são também códigos de cumplicidade, jogos que adoro. Regras conhecidas, mas que nos surpreendem de todas as vezes.
E às vezes um só anel faz toda a diferença...Ou talvez não!
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