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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Federico, Pograma e Tefonar




Poder-se-á pensar que o título deste pequeno texto se refere à organização de um programa com um Frederico, mas não. Como também Panelas não significa tachos ou sauteuses. Panelas é apenas a forma de se perguntar o caminho para Nelas. Imaginem que vêm visitar a Capital dos Blogs Locais (Canas de Senhorim) e, de repente, decidem ir conhecer a contestada sede do concelho e perguntam o caminho para Nelas. A pergunta será, obviamente: Panelas? Podem obter alguma resposta complicada, sobre o tipo de panelas, mas qualquer Tia de plástico ou pechisbeque, que se preze, nunca usaria a palavra para, mas sim o equivalente pa, que se pronuncia pã.

Da mesma maneira, ninguém desse mundo Tiológico, onde a lógica é uma marca de lápis, tem um programa. O que pode ter e tem, certamente é um pograma! Já o Federico é diferente. Podemos até ter amigos Federicos . Recordo na minha infância de um amigo Federico, que tinha uma irmã bem giraça – vamos imaginar que o nome era Constança, o que não é verdade. Poderíamos chamar-lhe Tacinha, por exemplo, seria adequado à situação. 

Para combinar os pogramas, naturalmente usa-se o tefone, tefona-se a outra Tia, também de pechisbeque, tão a ver, e marca-se. Marca-se, como os quartos ou bilhetes. Ninguém reserva, toda a gente marca…Enfim, o plástico tem algumas regras, recentes, por sinal, mas que vieram para ficar.

A propósito de Federico, muito se poderia dizer. Ontem lembrei-me desse meu amigo, mas também descobri outro, de Ribera del Duero. Muito simpático e desfrutado em boa companhia ainda melhor.
Estamos em altura de Festas, que se querem muitas e boas! Que entrem com os dois pés, as duas pernas, os dois braços e tudo o que têm. Eu vou fazer o mesmo, já sem esse Federico, que acabou logo. Amizades Tiológicas, duram pouco, como sabem.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tias por afinidade


Tianamen – Tia que se sacrificou pelos outros
Tiara – Tia com coisas na cabeça
Timão – Tia que gosta de marcar direcções e rumos
Timão (2) – Tio amigo do Pumba (personagem de ficção)
Tiorema – Tia que raciocina, mas com erros
Tilenol – Tia que faz bem às dores de cabeça
Time – Tia que gosta de jogar em equipa
Time (2) – Tia que controla o tempo, na versão britânica
Tira – Tia que virou polícia no Brasil
Tirana – Tia muito mandona
Tigresa – Tia com garras afiadas
Chatinha – Tia um pouco aborrecida
Enxutinha – Tia um pouco mais velha mas ainda em forma

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tia, Tia, Tia...

Ultimamente tem-se falado muito nas dificuldades futuras e da necessidade crescente de clarificar conceitos. Sob a forma de dicionário (a minha influência pré Bolonha é muito marcada), aqui vão algumas dicas sobre a Tia. Estes conceitos podem ser encontrados num bom Ticionário, escrito em Algarvio.


Carestia – Tia muito cara
Eucaristia – Tia muito católica
Empatia – Tia com que nos damos bem
Fatia – Tia que foi retirada do local onde pertencia
Tiamina - Tia com muita vitamina, mas do lado B
Tiago – Tia muito prafrentex
Tiã – Amuleto usado por algumas tribos.
Tiã (2) – Fim da palavra “soutien”, por vezes também escrita como sutiã.
Sutiã – o seu Tiã
SUTIÃ – O mesmo que Tiã, mas maior
Tia – Hotel no centro de Riga
Tia (2) – Mulher de Tio
A Tia – A Tia do Tio
Tiá – Tia muito surpreendida
Tiazinha – Tia sensual
Tia Time – Tempo passado com a Tia
Tia Time (2) – 17h00, hora do chá, em inglês macarrónico
TIA – Acidente isquémico transitório, em Inglês não macarrónico (Transient Ischemic Attack)
Tia Anica - Tia de Loulé, se gostar de sniffs
Tia Anica (2) – Tia da Fuzeta, se tiver saia com barra preta
Tia Maria – Licor de Café
Tia Tula – A Tia do Miguel de Unamuno
Tia, Tia, Tia – Filme épico com guião do Tio do Algarve sobre a Tia com colar de pérolas

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Procurement

Há séculos que não me dedicava ao nosso querido planeta TI-U. Não por falta de matéria, pelo contrário, ela é tanta que às vezes nem sei por onde começar. Hoje vai ser o procurement, actividade em que os habitantes de Ti-U são exímios (como em tudo, saliente-se).

Detectada a necessidade, o que há a fazer é agarrar no telefone e combinar um almoço com um amigo, também do mesmo planeta. Escusado será dizer que ao combinar o almoço pode fazer logo a pergunta fatal. “O menino conhece alguém que faça bandeiras? Pecisava dumas bandeiras pa meter lá no monte alentejano que vou tansfomar em turismo rural, tá a ver...”

Se não resultar à primeira, o contacto vai-se desenvolvendo, até que surge uma tia que tem uma amiga que faz uns bordados que são leiloados nalguma obra de caridade.

“A Tia não se importava de fazer umas bandeiras?” “Querido, bandeiras nunca fiz, mas se o menino pecisa a Tia faz...”

Assim, dos bordados vão sair umas bandeiras que, por artes mágicas, ficam só um pedacinho mais caras e levam só um pedacinho mais de tempo a fazer. Com sorte ainda são dos países que nós queríamos.

Enfim é um exemplo, imaginado como todos os outros e que ilustra este processo, mas...quantas vezes acabamos por comprar pior, mais caro, em piores condições e ficamos a dever favores, por seguirmos esta metodologia?

Se não consultamos os fornecedores amigos, ainda ficamos mal vistos...

Antes aborreciam-me estas situações. Agora aprendi a divertir-me com elas. Sugiro que façam o mesmo. Por falar nisso, conhecem alguém que ...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Provérbios 1

Depois de uma noite fantástica, onde não faltou a salsa cubana, uma viagem à capital, onde me esqueci de levar a carteira, com documentos, dinheiro, cartões, etc. e de regresso ao mundo virtual não resisto a um post sobre os provérbios adaptados ao planeta Ti-U.

Conheço pouco o tema, mas como bem inculturado nesta cultura de Emp-Reza, não resisto a falar sobre ele. Como já perceberam pelo título, vai haver mais...

Os árabes têm um provérbio muito giro que diz que não se deve ouvir nem ver tudo o que nos chega aos ouvidos e à vista, nem dizer tudo o que se sabe...

Por seu lado os chineses, também num provérbio onde dizem que não se importam de ir devagar, desde que seja para a frente.

Ora em Ti-U é tudo ao contrário. Ouve-se tudo o que chega aos ouvidos, vê-se o que muitas vezes não existe, e o que não chega por estes dois sentidos completa-se com a imaginação. Diz-se e fala-se do que não se sabe e mais do que se deve.

Quanto à marcha, por cada passo para a frente, há pelo menos um para o lado e outro para trás, sem que se esteja a dançar, salsa, claro.

E a isto chamam-lhe avançar...

Grandes gestores de Ti-U, que nobres feitos ainda estão por fazer? Pouco falta certamente. Este vosso escriba é que não tem tempo de os descrever a todos...Se o fizesse criaria o maior manual de Ingestão (vejam os posts antigos, sff) existente no planeta!

Boa noite e bons sonhos. Amanhã logo se vê o que se poderá fazer.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Manicure e Astronomia

Os critérios de decisão no planeta Ti-U são difíceis de compreender, como sabemos. Não são lineares, nem racionais e muitas vezes também não se baseiam em afectos, nem em interesses. Depende do momento da decisão, o que torna imprevisível algum exercício de “forecast” (ai tio, tá demais). Outro factor que faz alterar significativamente as decisões, por introduzir alterações ao momento é a companhia com que se está, ou a que se encontra ao chegar a casa. Todos conhecemos, muitas vezes por experiência própria, o poder da mulher do patrão. É um “trend”, sobretudo lá para o Norte, onde já estive.

Se se estuda na astrologia a influência dos planetas nas pessoas, também poderemos tecer algumas considerações sobre o que influenciará mais os nossos gestores no planeta Ti-U, na cidade de Emp-Reza. Temos que ter em consideração que gestores mais ocupados com as decisões sobre as férias e o fim de semana seguinte (por falar nisso, o Reveillon, onde vai ser?) não gostam de delegar e como tal as secretárias emanam poder, dando opinião sobre assuntos onde se sentem à vontade, não pelo conhecimento intimo das matérias, antes sim pela intimidade que noutros domínios desenvolveram com os Ti-Us.

Assim sabendo da frequência com que as suas estimadas mulheres - uns castiços, ainda aprendizes de tiu, referem-se a elas como esposas, ou esponjas (nunca percebi bem) – se deslocam aos cabeleireiros, e das conversas que eventualmente por lá ocorrem, uma questão se coloca:

Terá mais influência na decisão de um Ti-U a mulher ou a secretária? Em função desta resposta, vamos fazer o nosso marketing pessoal também nas manicures, segmento tão interessante e com tantas ou mais histórias que as secretárias.

Uma certeza temos: mais vale cair em graça do ser engraçado, como diz o povo com toda a razão.

Beijinhos e boas unhas.

Já experimentaram as de gel? Acho-as tremendamente excitantes, e no pessoal administrativo ainda mais. Aquele som das unhas nos teclados, combinado com o das pulseiras nos tampos das mesas, deixa-me em órbita!

sábado, 16 de agosto de 2008

Introdução à Astronomia

Já tenho falado (e escrito, uff) tanto sobre a galáxia Ti – U, que me sinto na obrigação de a descrever. Ou pelo menos o sistema Solar de Sossaia-ti, que é o que nos interessa. Este sistema Solar, tem no centro uma estrela, com o nome simbólico de Ti. Dela emana a energia necessária para a vida no maior planeta habitado, o planeta Te-Rra. Este planeta por uso excessivo de recursos naturais tem apenas duas zonas habitadas, duas megacidades, de acordo com os padrões da nossa querida Terra (não confundir com Te-Rra), a Emp-Reza e o Dzem-prego. No que respeita a classes sociais o sistema é confuso. Há a casta dita superior, os autodesignados Ti-Us e os Ou-Tus. Os Ou-Tus são todos os outros que não pertencem a essa teia de conhecimentos e contactos, como os Oliveiras, os Silvas, os Santos, os Ramos, ou Campos com o devido respeito pelos nomes de família. Ninguém perguntará ao Oliveira: o seu paizinho era o Senhor Oliveira, da mercearia na Rua do Lá Vai Um, sem número? No entanto da combinação destes nomes podem resultar perguntas completamente diferentes: Conheci um Oliveira dos Santos que foi director de Private do Banco Tiraatodos-umpouco SA...

Ainda ontem experimentei esta situação e funciona lindamente: O Bernardo S.-O, advogado é seu...Resposta imediata: Primo direito. Podem experimentar que resulta. Se não estiverem absolutamente certos de ter conhecido a pessoa em causa, podem sempre hesitar um pouco (a memória é traiçoeira...).

Os Ou-Tus, também podem passar para a classe dos Ti-Us, por casamento (neste caso vender bem vendido o suor da p.., como dizia com graça um tycoon têxtil do Vale do Ave), com meninas das famílias Ti-U, por súbito enriquecimento ou quando vão morar lugar muito interessante e destacado em Emp-Reza. Nestes casos, para serem mais facilmente aceites, estes novos Ti-us são ainda mais chagas que ou de tradição. São umas pragas, como já referi por várias vezes. É tal tipo do Porto que pede uma “Vica” quando quer que lhe sirvam um café...

Está aí o Verão e tudo vai piorar um pouco. Só de pensar na “rentrée”, já me apetecer ir de férias em Setembro e regressar em Novembro. Novembro também não é bom. São as histórias do ski, mas sempre se aturam melhor.

Boas férias a todos! E até breve...

sábado, 12 de julho de 2008

Ti-U High 1

Tenho visto imensa formação sobre empreendedorismo. Ele é cursos de empreendedorismo para licenciados em Gestão, em Direito, em Engenharia, em tudo e mais alguma coisa. São pomposamente anunciados para jovens com vontade de criar o seu futuro brilhante. Ou ainda mais brilhante, mesmo que seja só aparentemente. No século XXI certamente será mais adequado ao plano de desenvolvimento tecnológico o sucesso virtual. Do género “de vitória em vitória até à derrota final”. Veremos.

A palavra em si é horrível. Empreendedorismo: A repetição de sílabas de som semelhante (deve ter um nome, técnico para além de mau gosto, mas não sei qual), causa arrepios e lembra, pelo oposto, “parabeneizar” outra palavra que há dias recebi de alguém que, supostamente, me queria felicitar. Suponho, pois com palavras deste calibre nunca se sabe...

Conhecendo o Ensino Privado no presente como conheço, devem ser cursos onde a todos os formandos, senhores doutores com letra pequena, são dadas competência nessas áreas do alegado (desculpem o inglesismo) empreendedorismo. Alguns professores desta disciplina, ciência, técnica corrente filosófica ou venha lá o diabo e escolha, certamente usarão “entrepeneurship” metade pronunciado à francesa e metade à inglesa. Soa melhor e é mais adequado a essa plêiade de mais ou menos jovens que pretendem ser empresários e já não parece tanto o nome de uma doença crónica como artrite, ou outra coisa qualquer do género.

Só há um pequeno problema nestes formandos e daí o meu post, qual panfleto libertário que alerta as mentes adormecidas por excessos consumistas deste jovens. É que deviam ter começado mais cedo. Já é demasiado tarde, por eles e pelo país. Portugal qual colónia desta Europa decadente (tenho que fazer uns posts sobre o grande Guerra Junqueiro), não tem grandes possibilidades no momento. E estas políticas são um pouco como a Dinâmica de Sucesso Educativo. No fim é que se vê o resultado. Os meus cozinhados não são assim. Na preparação está metade do prazer e mesmo que não fiquem muito bem, sempre nos divertimos imenso.

Bem, como enquanto há vida há esperança, fica uma sugestão, inspirada num filme aparentemente sem grande graça, cujo título original é Sky High. Um filme com a marca Walt Disney, de 2005 realizado por Mike Mitchell e com Kurt Russell e Kelly Preston nos principais papéis. Já passou diversas vezes nos brilhantes canais portugueses. O filme, para quem não tenha tido paciência ou vontade de ver (é melhor do que parece), é sobre uma escola de super heróis, onde vão aprender a desenvolver as suas capacidades e habilidades. Essa escola tem uma grande virtude. No início são escolhidos, de forma isenta, mediante as suas capacidades, os alunos que vão para “super heróis” e ou que vão para “ajudantes de super heróis”, uma espécie de “supporting actor”, no caso designado por “sidekick”. Nem o filho do super-hiper-mega herói escapa a esse filtro.

Chegámos à questão fundamental da Ti - U High. Nesta super escola da galáxia Ti – U, os tius vão directamente para Super heróis, por parentesco ou pelos factores a que já me referi em post anteriores. Nessa super escola são ensinadas aos alunos, apesar de muito jovens, essas nobres artes da gestão. A mesma coisa se faz aos ajudantes de heróis, gente com muita qualidade mas que estão à partida, pelo seu nascimento, parentesco etc, votados a serem número dois.

É neste princípio básico que assenta Ti – U High.

Desse facto resultou a falência dessa sociedade, pretensamente evoluída do planeta Emp-Reza. Não tendo capacidades ou qualidades os Super Heróis estudantes, são alunos maus e vão tornar-se uns péssimos super heróis, o que aliás também é habitual. Com a Dinâmica do Sucesso Educativo, acabam o liceu num instante e a faculdade ainda mais depressa. Vão para as empresas e como Super Heróis começam pelo topo. Como se dizia antigamente “assentam praça em general”. A sociedade vai involuindo, pelas repetidas práticas de ingestão e ficam todos a perder. Os eternos “número dois” acumulam frustrações e dão uns óptimos clientes de psicanalistas que, conhecendo a realidade, não a podem explicar aos pacientes, menos ainda justificar.

O sistema piora à medida que se vão sobrepondo gerações de heróis.

Haveria que aprender com os erros e aproveitar o melhor deste sistema do planeta Emp-Reza. A minha sugestão é que se faça como no Sky-high. Em função das capacidades, a carreira, havendo a possibilidade de, por mérito ou demérito passar dum secção da escola para a outra.
Ficávamos todos a ganhar e deixávamos de ter umas figuras ridículas com uma capinha maricas, aos gritinhos “up up in a way”, que traduzido para o nosso planeta é qualquer coisa como: “então vá” , dito por tudo e por nada, com um sorriso palerma nos lábios, a querer liderar processos de que não percebem nada e sem jeito nenhum, ainda por cima.

Como ajudantes só teriam que abanar o copo ou a cabeça concordando com o que se lhe diz, numa sombra discreta. Talvez até pudessem ser excelentes número dois, quem sabe? Quem não precisa de um?

A bem do ensino e da nação, directamente de Emp-Reza, o vosso tio e primo dedicado,

António Bernardo Risos y Risos, Marquês de Gargalhada, Duque de Sarcasmo e Conde do Vale da Ironia

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ping Pong 4

Voltei às finanças. Não porque precisasse de lá ir pagar alguma coisa ou requerer outra. Pode-se fazer tudo pela net. Ao menos neste longo braço do governo (versão oficial do desgoverno geral), a revolução tecnológica funcionou. É só ver as penhoras electrónicas e o SISTEMA.Também me disseram que há um portáteis com banda larga a serem oferecidos a algumas famílias. É possível que sim...

Fui lá porque não resisti a mais um comentário, que me surgiu quando passava à porta. Subi os dois lanços de escadas, entrei na tesouraria e depois dos cumprimentos habituais, simplesmente sugeri:

Com a vitória de Portugal e os novos monitores, vão ficar a trabalhar até mais tarde, depois podem ver os jogos à borla, às 19h45...

Pronta resposta de um técnico tributário: Como este mês atingimos os objectivos de cobranças, acha que podemos ver também os jogos ao Domingo?

Não resisti a uma gargalhada e sugeri que pedissem ao chefe, mas que ficasse claro que a ideia tinha sido dele!

É assim mesmo!

domingo, 8 de junho de 2008

Ping Pong 3

Ai, Ai, Ai... Ainda bem que é o prazer de escrever e da comunicação que nos move e não a obrigação de pseudo responder, de acordo com as metodologias de relacionamento empresarial e pessoal que tenho vindo a apresentar, originárias da galáxia Ti - U.

Se fosse na galáxia Ti - U este assunto daria para um ano, com algumas reuniões à mistura. Naturalmente nas eventuais actas não se registaria o acontecido mas sim a virtualidade do possível, desejável e politicamente correcto (Uf, que isto ao Sábado está complicado...)

Uma frase deste meu post despertou o orgulho da Causa Pública. Ainda bem! Agradeço os reparos, mas não era com serviços públicos que pretendia comparar a minha “performance” (se por acaso lerem esta palavra, façam-no com acentuação à francesa e não à inglesa, tá bem?).

Admiro a causa pública e as pessoas que, servindo o estado, servem todos os seus concidadãos.

Mesmo esses persecutórios serviços de finanças que aterrorizam e infernizam a nossa vida, exemplo inúmeras vezes citado como modelo a seguir, são de respeitar e louvar. São assim porque são extremamente eficientes. O que nos serviços em causa, nalguns casos, até é pena. A cegueira total nunca foi boa conselheira e tendo o poder absoluto como apoio, pode dar mau resultado. Enfim, mais um tema aliciante. Já estou a imaginar no Correio da Manhã “Homem vendado, com moto-serra na mão irrompe na multidão”.

Voltemos às coisas públicas. O ensino, é outro exemplo autêntico da grande dedicação dos seus profissionais e onde o resultado final é bom, na generalidade das Escolas, comparado com as homólogas do privado. Conheço um bocadinho do tema das privadas... E também já me imagino a escrever um post sobre o assunto: “Professor amordaçado e manietado, pretende continuar a leccionar. Ministra tenta impedi-lo à força” Outra notícia boa para o CM. Acho que vou lê-lo todos os dias, à segurança.

Há muitos mais exemplos. A saúde, é outro grande exemplo de dedicação dos seus profissionais: “Doente internado na urgência quer continuar no corredor. Médico realiza operação no parque de estacionamento”. Mais forte, mas também possível: “Para reduzir custos, casos fatais são antecipados em 24 horas”. Doentes Terminais, obrigados a fazer pré aviso de falecimento”

Enfim, hoje deu-me para isto…

Porque será que os portugueses nas empresas fora de Portugal são mais produtivos? Se eles são os mesmos...Pois é... É uma questão de gestão e de liderança e quando me referia às empresas públicas referia-me a essas que por aí polulam e cujos ingestores (tenho que usar a minha terminologia) rastejam na babujem desses outros incompetentes supostamente eleitos pela suposta maioria...

Esta simbiose concupiscente é que revolta!

Era a essas empresas que me referia, e não aos serviços a quem são pedidas tarefas homéricas e a quem são negados recursos. Não é preciso nenhuma censura para ver se navegam muito ou pouco nas horas de serviço. Muitas vezes ainda têm computadores com processadores 486 ou mais antigos...

Admiro todos os que se dedicam aos serviços públicos e não suporto essa estirpe de virus que necrosam as estruturas publicas onde se alojam. E fazem-no com a arrogância e o desplante, não da ignorância inicial, mas com a segurança da impunidade. Com jeito até leva um louvor e alguém que tenha um pouco de coragem e aponte o dedo, já sabe. Como diria o outro gordo, anafado e inchado sem vergonha: Quem se mete connosco leva!

Essa gordura é que tem que ser retirada, cirurgicamente…

Há dias perguntei na tesouraria das finanças, se os monitores eram para ver o europeu: Assim vale a pena pagar impostos...A que horas dá o jogo? Foi a gargalhada geral! Repondeu-me um simpático técnico de finanças: “Não posso responder a essa pergunta!”

Felizmente há pessoas bem dispostas e profissionalmente competentes!

Não desistam, por favor. Há quem reconheça o vosso esforço!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Ping Pong 2

Hoje sinto-me um campeão. Sete emails, número místico, ainda por cima, para fazer um pagamento por transferência bancária! Deve ser um record absoluto, Viva a gestão pela internet! Viva a comunicação por email! Viva a eficiência e a capacidade de decisão! Vivam as procurações e a delegação de poderes! Vivam as empresas portuguesas! Viva Portugal!

Uma só questão ensombrou esta alegria toda...
Se nas empresas privadas é assim, como será nas públicas? Ainda deve ser melhor... Vamos todos pensar no assunto (que pena não podermos nomear uma comissão de estudos...) que eu voltarei ao assunto!

2233444544466446667777 2 8666327777!!!!!

A bem da produtividade, o vosso primo dedicado,
António Bernardo Risos y Risos

Em tempo: Ainda foram mais dois emails sobre este assunto!!! Que maravilha, nove emails para um assunto de treta!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ping Pong

Parece um desporto mas não é. É um jogo de gestão ou melhor, uma técnica de gestão muito em voga no universo dos tius. Para poder jogar, já se imagina o que é preciso: e-mail, teclado e dedos. Não é preciso ver bem, isto é ter visão apurada, convém ter uma raquete, electrónica para dar umas raquetadas nas pessoas que dependem de si e uma grande dose de hipocrisia (somos pessoas educadas, não deve faltar este ingrediente).

Reflectindo melhor será uma técnica ou uma filosofia? Ainda há quem, a propósito do Marketing, levante este tipo de questões. Se não se importam, sente-se à secretária e toca a jogar ping pong. Não é ténis de mesa, é mesmo ping pong. Não é PP é ping pong, que nos remete logo para esse andar de um lado para o outro. Não é ping ping, pong pong ou ping ping ping pong.

Temos que ser exactos, rigorosos e correctos a grafar e dizer. Apesar de não haver regras neste jogo, nunca poderemos assumir esse aspecto importante. Este esqueleto é mesmo para ficar no armário, contrariamente a outros que por aí se pavoneiam. O candidato a tiu nunca se justifica, não explica e nunca se engana. Mesmo se alguma vez se enganasse nunca o iria assumir. Esta é uma regra de ouro que tem que estar sempre presente. Sem a interiorizarem nunca poderão passar ao degrau seguinte, aliás, ao nível seguinte pois este jogo é na internet que se joga.

Também já tinha feito uma introdução à gestão por email, este jogo faz parte do treino para esse desiderato que é a gestão virtual, sem qualquer objectivo a não ser ganhar umas massas, ter umas deslocações pagas à custa da empresa, um automóvel (carros são os substitutos das carroças) da empresa, gasolina e telemóvel da empresa e poder falar numa base de igualdade com os outros da mesma classe. A palavra estratégia também foi banida do Livro Cor de Rosa destes novos ingestores, palavra que agora me apeteceu transformar em neologismo para significar a negação da gestão. O livro Cor de Rosa, claro é a versão do Livro Vermelho para estes novos gestores. Tem que ser light, claro.

Também nunca fui adepto dessa gestão seguindo todas as regrinhas e modelos matemáticos, econométricos ou lendo os estudos de mercado como algumas religiões lêem a bíblia. Não sou desse clube e hoje sinto-me tão velho e cansado que acho que nunca serei desse clube de gente sem graça e imaginação, nem do clube dos patetas mortos.

Vamos então ao jogo. É muito simples. Começa por mandar um mail a alguém com cópia para duas ou três pessoas. Os jogadores mais conhecedores no campo To: (Para em português...), podem por dois nomes. Assim confunde-se o outro jogador, colega de empresa convertido em adversário: O mais fraco dos dois destinatários responderá primeiro. Esta variante também serve de teste…

O assunto do mail. Não interessa, pode ser qualquer coisa, uma instrução sobre qualquer coisa, ou uma pergunta. Se for uma instrução do tipo: "Agradecia que.. " convém que seja dirigida alguém diferente do que deveria ser. Exemplo de mail para o jardineiro: “António, agradecia que passasse no talho e trouxesse uma peça da picanha com 2 kg. Veja se escolhe antes de trazer, tábem?
O mail para a cozinha seria: “Suzette, Quando vier do jardim apanhe-me uns crisântemos, que hoje apetece-me.”
Não importa se estamos em Junho. Isso é irrelevante. De acordo com o que antes se disse sobre o jogo, neste exemplo, um mail dirigido aos dois seria: ”Agradecia que passassem pelo talho e pelo jardim e me trouxessem crisântemos e picanha”.
Como reparam, talho está para crisântemos, assim como o jardim está para a picanha. Nunca poderão assumir que foi um erro e menos ainda que foi de propósito para confundir.

E começou o jogo. Se do outro lado do cabo estivesse este vosso primo, responderia de seguida: "Excelente, hoje vou ao talho e trago o crisântemo."
Com sorte, a Suzette escreveria: Muito bem, amanhã vou ao jardim e trago a picanha. Obrigado!”

Este início de jogo promete, pois os adversários são de peso, vê-se logo. Sente-se a pulsação de imediato.

Obrigariam o tiu a um novo mail que poderia ser: “Não traga a picanha congelada, porque o tiu não gosta” e que ao fim de algumas boladas para cá e para lá, poderia passar por uma situação do tipo: “ O Joaquim do Talho Avenida, comprometeu-se a arranjar crisântemos bons para assar para amanhã. Quer que mande entregar em casa ou no escritório?” E assim por diante, porque o vosso primo, quando joga, joga a sério, ou seja quando joga, brinca e brinca a sério. Pergunta a Suzette ao António: Não poderia o tiu usar o telefone ou perguntar pessoalmente? Afinal o gabinete é do outro lado da parede...

Pobre Suzette que não percebe nada de jogos, menos ainda de ping pong e não consta que vá aprender...

Por hoje despeço-me, no nível máximo de ping pong, que é o jogado com o telemóvel em repetidos SMS: 2233444544466446667777 !!!!!!!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Logomaquia

A passar os olhos num escaparate de uma dessas novas zonas de alto risco, vulgo bomba de gasolina, encontrei o último número de uma revista, muito simpática (Hotéis & Viagens - http://www.hoteiseviagens.com), com uma imagem do novo Mandala Hotel em Berlim. Já estava a sonhar com Berlim, com dificuldades na escolha entre o Mandala e o Regent, quase a compará-los com o Kempinski Hotel Bristol Berlin, quando dei de caras com uma revista fantasiosa, mas noutro nível (não estou a usar nenhuma metáfora, era numa prateleira abaixo). Essa outra revista deve ser um manual de filosofia, integrada na nova dinâmica de sucesso educativo, pois não me pareceu que fosse o Borda d'Água. Chamava-se MM e lidas as letras pequeninas (nos jornais e revistas só gosto das letras grandes), percebi que a revista se chamava Mulher Moderna. Mas a frase da capa que pretendia captar os cêntimos dos leitores depois de os despertar pela curiosidade, era mesmo bombástica. Não me recordava das palavras exactas, mas era uma carinha laroca (dialecto do Porto, não confundir com o Pete La Roca) que dizia em grandes parangonas: “Sou uma beata sexualmente frustrada”

Já nem quis saber do preço do gasóleo. Como é possível uma frase destas dita desta maneira? E ainda por cima vinda daquela pessoa? Não acredito.

Claro que estas duas ideias não combinam mesmo nada bem e menos ainda com a suposta autora da dita frase, a avaliar pela cara...Deve ser actriz, a suposta autora da frase, que dá pelo nome de Paula Lobo Antunes. O nome será coincidência?

Claro que quem vê caras não vê corações e o Photoshop faz maravilhas, mas soava mesmo a falso. Eventualmente seria da personagem que representa, numa qualquer telenovela, eventualmente baseada num bom livro de um bom autor português, atribuída à actriz para chamar a atenção. Alguns pseudo experts (Ah ganda tiu) diriam, neste caso: É o marketing. Não seria marketing nenhum. Talvez marqueting, o marketing à portuguesa. Esse, supostamente, é o tema de fundo do blog, por isso esta linha de pensamento (o que estavam a pensar?) vai ter que ficar para outra altura. Mas também não importa, porque o post não é sobre a senhora, nem sobre a personagem, mas sobre a frase que lhe atribuíram.

Se é beata, e olhe que não parecia nada, minha querida, não pode estar sexualmente frustrada. Uma verdadeira beata não tem impulsos desse tipo que levem a estados de frustração. Não que conheça muito o género, foi terreno em que nunca me aventurei, mas não parece nada lógico. Frustração numa beata (a ocorrer) pode derivar de muitas situações, mas dessas não. Uma beata aceitará tudo como fruto de um determinismo que nos persegue desde o berço até à cova. A única eventual frustração (e será um caso raro) poderá derivar de não ser tão beata como deveria, mas mesmo nesse caso esse eventual fracasso será atribuído a um obscuro desígnio divino, de um deus mau que castiga e que nos faz infelizes. Porque? Porque não somos, ou não seriam, neste caso, tão boas como deviam e podiam ser…

Não sendo beata, aí sim. Seria então possível que se sentisse sexualmente frustrada, o que é uma pena. Não faltarão pessoas com vontade de ajudar…Isto é, não serei certamente o único com vontade de ajudar nessas temáticas. Se a frustração decorre de alguma má experiência passada, diga quem foi o tipo ou a tipa que vou já tratar do assunto e vingar esse trauma.

Não quis abrir a revista para averiguar o tema mais profundamente. Voltei a Berlim e pensei que das noites mais divertidas que tive nas minhas deslocações profissionais foi no Intercontinental. Como em todo o lado, a companhia foi determinante, já que o percurso nos levou até lá…

Regressei ao local do crime e não pude deixar de pensar que aquela miúda merecia melhores companhias, ou melhores consultores de imagem. Ou melhor sorte, porque estes headlines (oh tiu, esta é demais) às vezes surgem por sorte, ou falta dela, no caso.

Tenho a certeza de uma coisa. Quem disse que nem tudo o que é belo é verdadeiro e bom e nem tudo o que é bom é verdadeiro e belo, ou por último, nem tudo o que é belo é bom e verdadeiro, estava cheio de razão.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ah Ganda Tíu

Espero que tenham lido os jornais ontem! Em todos, o tíu estava na primeira página. "Tíu salvou!", "Tíu o herói!", "Tio o Rei!". Não se porquê mas a seguir ao "u" de tiu, colocaram um "í". Talvez por ser à moda do Algarve, ou do Alentejo, arrastando as últimas sílabas e terminado as palavras com um "e" ou um "i" pensava eu. Pela fotografia não parecia ninguém da familía. A menos que tivesse adormecido ao sol e acordado uns meses depois. Mas não era. Nem sequer nenhum primo do Algarve d' Além Mar em Africa. Podia ser, mas não. Parece que era dos Brasis.
Percebi depois que a batalha do herói, era o jogo e, como ganhou, até já pode ser da família, pelo menos da dos leões, não é?
Foi melhor assim, senão ninguem aturava os tios do Norte, carago. Taça e campeonato é muita fruta para uma época só. Paciência, vão dizer que mereciam, e ficam contentes, não por terem ganho, mas por merecerem (segundo eles) e não terem conseguido. É como a vitória moral. Perderam, mas tá tudo bem.
E os outros se quiserem ganhar, tratem de arranjar um Tiu, tá bem?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Três Tristes Tias (3)

A Tia número 3
Enfim chegou a vez da rainha das tias. O modelo TP3 é o modelo mais evoluído desta categoria das tias de plástico, verdadeira e genuinamente artificiais. Não é o mais frequente, mas é o topo da carreira. São os generais das tias. O modelo TP2 era o aspirante mas este nível é o dos oficiais generais. São as que mandam nas tropas. António Bernardo, deitado! É a frase que usam quando querem ir para a cama com os seus maridos.

São mulheres que acabaram por amadurecer, estão resignadas à sua condição de tias plásticas e como tal, sabendo que estão no topo da carreira, estão à vontade no seu papel. A expressão como peixe na água, poderia ser substituída por qualquer coisa do género “como tia no seu meio social! obviamente referindo-se a este modelo…

Uma série de características as distinguem. O olhar altivo e distante, que resiste a quase todos os olhares de homens. Vestem-se bem e com mais de gosto que os modelos anteriores por fora, mas é sobretudo por dentro que se nota a diferença. Não hesitam ao escolher La Perla (de certeza que é uma marca registada), quando vão comprar lingerie. Não precisam tanto de mostrar, como em idades e estágios anteriores, gostam mais de sentir. Os maridos são administradores ou directores de topo de empresas em que familiares são accionistas ou se não são foi o Factor C que lá os colocou. Têm dinheiro para gastar, ou como se diz agora, têm disponibilidade financeira suficiente para os seus gastos. Claro que não gostam de pagar. Evitam fazê-lo e, se puderem, deixam a conta para os maridos. Excepção para a conta daquele almoço com o tipo que conheceram no ginásio onde, naturalmente, vão quase todos os dias, não podendo mesmo ser todos os dias. Nesta situações gostam de mostrar quem manda.
No ginásio fazem os maiores disparates que o seu “Personal Trainer” recomenda porque está farto de as aturar e só o faz por causa da massa que recebe. Alguns ainda têm alguma possibilidade com as amigas destas tias, por que elas não são parvas. Mantêm-nos à distância. Nada de misturas. Há que ser discreto. Contudo com estas idas ao ginásio, à esteticista, as plásticas e forma como se arranjam, aliada a alguma bagagem cultural (às vezes é uma surpresa) que têm, podem fazer delas uma companhia ainda interessante. Depende se elas quiserem ou não. Também sabem ser uns blocos de gelo e têm o poder de paralisar garotos com o olhar. Nunca utilizam este poder com os próprios filhos, só com os das outras.

Têm iniciativa e já são capazes de ir a locais onde outras ainda não foram. Deslocam-se com a família e têm filhos adolescentes malcriados, que são muitas vezes inconvenientes e super chatos (esta é uma palavra que nunca usariam), que ainda andam no râguebi. Estes rapazes não praticam esse desporto por gosto. Fazem-nos porque os amigos lá estão, se é que me entendem. Estes rapazes, candidatos a tíus são como as tias no início de carreira. Mas não é deles que estamos a falar e sim delas. Elas não ligam peva aos rapazes porque sabem que o destino deles está definido. Às vezes não corre bem e lá dá para o torto. Paciência. Foi azar.

E na cama? Depende. Como em todos os lados há de tudo, mas a probabilidade da experiência ser bem sucedida é maior do que com os modelos anteriores.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Três Tristes Tias (2)

A Tia número 2

Blá-blá, blá-blá, blá-blá, blá-blá, blá-blá, blá-blá como diria uma minha conhecida, Directora de Marketing e incluída nesta categoria. Esta expressão substitui qualquer coisa, frase ou explicação e deve ser usada com a maior frequência possível. Neste caso o blá-blá, blá-blá pretende dizer que não se querem retratar as senhoras nossas tias e amigas nossas das nossas mães. O blá-blá, blá-blá, significava que também não se pretendiam retratar caricaturar as senhoras, que se sabem comportar como tal e o blá-blá, blá-blá, significava que também não se retratam as tias TP1.
Depois desta pequena nota explicativa, vamos ao que interessa. Descrever as tias modelo TP2. Este modelo é o início da carreira de tia e está para a classe como os Aspirantes estão para a classe dos oficiais. Não são verdadeiramente oficiais mas comem nas messes de oficiais, comandam todos os sargentos e estão abaixo de todos os oficiais. É quase como o tatu com a peninha na cauda que era só para disfarçar. Estas aspirantes a tias estão com vinte anos de idade e recentemente casadas ou já comprometidas. Aliás ou recentemente casadas ou já foram prometidas a algum CT (Candidato a tiú), ou com sorte, a algum tiú já consagrado). No olhar ainda não há aquela profunda tristeza da insatisfação que se sente no modelo TP1. No entanto esta fresta de tristeza apenas se nota nas medianamente inteligentes, que as outras nunca darão por isso.
O modelo TP2 vem cheio de energia, em todos os sentidos, manda e é mandona. Na cama são uma desgraça, mas ainda vão tomando algumas iniciativas, pela curiosidade que o sexo lhes desperta e pelo prazer de querer mandar. Não confundir. Não é pelo prazer do sexo e pela curiosidade de mandar, apesar de nunca terem mandado em nada não têm curiosidade, pois sabem que mais tarde ou mais cedo o vão fazer. Ás vezes não sabem esperar e perdem por isso. Aquela question-tag com o verbo vir, aplica-se a elas lindamente. Quem nunca ouviu uma frase do tipo “O menino já se veio, não se veio?”, que levante o dedo (eu disse o dedo...). A pressa que têm em fazer coisas é uma característica deste modelo e conclui-se que esperam contrariadas. Veja-se a maneira como fazem compras ou como usa o telemóvel. Quando demora um pouco a ser atendido a pergunta disparada é “onde táva, kiki?”, como se pela distância ao telefone móvel fosse mais difícil de atender. Às tantas pensam que os prometidos têm o telemóvel guardado numa carteira de senhora. Nunca se sabe o que pensam, se é que pensam alguma coisa. Fazem compras pelo gosto dos outros, não pelo seu prazer ou pelo prazer de agradar, mas sim pela necessidade de se integrarem na classe. São mais voluntariosas e têm mais iniciativa que o modelo anterior, mas são mais cansativas. A insegurança ainda não se manifestou tanto como no modelo anterior, mas há vir, mais tarde ou mais cedo.
Ainda trabalham pois como já concluíram esta minha amiga de profissão Directora de Marketing, se não fosse aspirante a tia, também não era Directora de Marketing. Na realidade é uma aspirante a Directora de Marketing, mas ainda não percebeu e, pior, nunca vai perceber. De repente evolui para a categoria TP1 e já está graduada…

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Três Tristes Tias

A Tia número 1
Esta não é uma história de tias verdadeiras, de sangue, ou amigas das nossas mães e pais que sempre tratámos por tias. Essas tias que delicadamente tratávamos na terceira pessoa do singular, não tinham pejo em tratar-nos por tu, como as nossas mães, se fosse o caso.
Também não é uma história das nossas amigas, que os nossos filhos tratam por tias, porque sempre assim fizeram e porque nãos as podem tratar por tu, como às mães.

É uma história de tias de plástico porque de barro já não se fazem. Demora imeeeenso a fazer e podem-se partir, não sei se pecebe!

Adoro sopas de pacote, bases de pizza pré-compradas e refeições para homens temporariamente sós, mas estas tias de que falo, não gosto tanto de comer e não consigo engolir de forma alguma. Como, mas sem vontade, como um doente a quem obrigam a comer pescada cozida e arroz branco, tudo sem sal. Estas tias de plástico são assim, não têm sal nenhum e pimenta ainda menos. Não picam apesar de morder, o que é uma maçada, mesmo não ficando marca nenhuma. Também não têm dentes. Nem nozes... É tudo virtual, mas no pior sentido.

Apesar destas questões prévias, estas Tias verdadeiramente artificiais são as que mais nos divertem. As maneiras que ostentam e o porte fundamentado nas melhores novelas mexicanas (faladas em brasileiro), está cada vez mais em moda. Já nem as novelas brasileiras têm exemplos tão ridículos, mas nós somos assim. Á frente no que há de pior e atrás no que há de melhor. Neste caso não é a cauda da Europa. É o cu do mundo, e desculpem-me a expressão, minhas fôfas. Como não sabem o que é também não ofende pois não? É como a história deliciosa que há tempos circulava nos mails, e que se retratava uma chefe de finanças que não sabendo o significado da palavra “minete” perguntou a um colaborador que diligentemente lhe explicou que era uma maneira elegante de dizer requerimento. O mail descrevia então as situações hilariantes da chefe de finanças a pedir que lhe fizessem minetes para terem direito a perdões de multas fiscais! Esta poderia ser uma história deste tipo de tias, mas por acaso não é. Foi retirada de um mail e é perfeitamente inverosímil.

Vamos então caracterizar esta tia, o protótipo número 1, ou seja o modelo TP1:

São tias que estão nos seus trinta anos, já passados, mas ainda não chegaram aos trinta e cinco. Early thirties, como diriam os ingleses. São idades complicadas para toda a gente mas para estas tias mais ainda. Os maridos começam a descobrir a sexualidade e elas ainda não… Já têm alguns filhos, três ou quatro, com os nomes que já sabem e se não sabem imaginam. Vestem-se mal, apesar de usarem algumas coisas caras. Peças Lacoste ou Façonnable podem ser usadas. Mais a última do que a primeira. Uma camisa de homem fica sempre bem numa mulher, na opinião delas. Como não são cintadas, melhor. Ainda não se consideram com idade para usar Burberry. Misturam muitas vezes peças caras com coisas compradas na feira de Carcavelos. Aliás, Cacavelos. Mostram às amigas e amigos, do mesmo grupo, as coisas que compraram na feira, indicando por vezes preços muito mais baixos, para mostrar que sabem comprar e ao mesmo tempo fazem com que os outros reparem nas peças de marca. Relógios e jóias são família. A lingerie é do mais mau gosto que se pode imaginar. As mães delas vestiam-se melhor, ou pelo menos de forma mais sensual, na década de 50. Têm vergonha de pedir conselhos nesta matéria…Afinal se não se vê, porque haviam de se preocupar com o assunto? Os maridos à noite também não ligam…Sim porque de dia é pecado e tem muita luz…

Não se pintam nem arranjam, a não ser quando é para sair. Nessa altura usam tons discretos (não podia ser tudo mau, que diabo).

São fiéis aos maridos não porque queiram sê-lo, mas têm medo de ser apanhadas em flagrante. Ainda não descobriram o prazer do sexo, nunca tiveram um orgasmo e acham que fingem bem. Dão uns gritinhos horríveis, em voz baixa para ninguém ouvir.
A leitura mais profunda que fizeram desde que saíram da faculdade, foi a CARAS quando caiu na mala do jeep.

Os filhos tratam-se por você e os maridos e amigos também. Os empregados são os criados. De vez em quando o verniz estala para os filhos lai sai um: “tu apanhas-me nessa cara, óvistes” ? (o plural é propositado)

Fazem férias no estrangeiro, vão à neve mas com o dinheiro contado. Não gastam e não dão gorjas. Afinal se são criados, para que precisam de gorjetas? Até fica mal não é? Só vão a sítios onde outros já foram e não são capazes de ter iniciativa própria na escolha de um destino. Antes de darem a sua opinião perguntam as das outras amigas.
Aí está em linhas gerais o modelo TP1. Já está no mercado, e tem sido um sucesso de vendas. Aos felizes compradores desejamos as maiores felicidades.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Manuel de Sobrevivencia 3

Como ser um verdadeiro tíu

Esta é uma questão difícil. Nunca se será suficiente bom tíu. Por maior que seja o nosso esforço haverá sempre um tíu melhor, ou que pelo menos assim o pareça.

A principal condição é aparentar conhecimentos, sobretudo de pessoas, mesmo que não as conheça. Numa conversa, o candidato a tíu e doravante denominado CT, deve ser apresentar a maior desenvoltura pssível nos temas e, frequentemente referir, metade pergunta metade afirmação - o bom tíu nunca pergunta nada, afirma, como por exemplo: "Conheço um Machadinho, que é primo do tíu Gugu. Se por mero acaso o interlocutor lhe der resposta, e for negativa, do tipo "não é nada, disso que disparate", pode sempre dizer que confundiu com a tia Xaninha. Na condição altamente improvável de obter nova resposta, o processo repete-se até cansar o interlocutor. O CT é que nunca fica desarmado ou sem resposta. Conhece toda a gente e toda a gente, supostamente, o conhece. Um grande argumento a favor do CT, é que o CT sabe que ninguém liga ao que ele diz, a nãos ser outro CT em estádio mais atrasado...

Outra regra básica é nunca pedir nada por favor, nem agradecer nada. Mesmo quando as pessoas não têm nenhuma obrigação, o CT -nunca pede nem agradece. A arrogância pseudo delicada, terminando as frases com um "tá bem?" é a atitude certa. Também, em caso algum deve dar satisfações ou justificação para as suas acções. Este tipo de atitude poderia revelar fraqueza, o que em caso algum o CT poderia ter. Exemplo "Aperta-me os sapatos, tábem?", se quiser que alguém lhe aperte os sapatos.
Há contudo uma variante a esta regra e que é aparentemente contraditória. è o pedir um "gande favor". Do tipo" pecisava de lhe pedir um ganda favor..."Normalmente o favor não é grande, grandes são as reclamações decorrentes. Um bom CT usa esta variante quando precisa de hotéis, locais para férias, restaurantes, etc. O bom CT, pede o "ganda favor", o pato faz-lhe o favor e reserva o hotel que depois é cancelado ou a reserva nem sequer chega a ser anulada. O pato ainda fica mal visto, e só fica a saber do cancelamento depois, porque o bom CT não se justifica nem diz nada. O bom CT também dirá sempre mal, do restaurante, do quarto, do hotel, da praia, etc, a menos que tenha sido um tíu a recomendar. Mas tem que ser um tíu em ascensão. Se for um tíu que está prestes a cair, então dve dizer-se mal na mesma. E durante bastante tempo... Muito importante é contar o sucedido a toda a gente que conhece, enfatizando a má recomendação que lhe fizeram e, sobretudo quem lha fez e o "demodé" que está o tíu.

Estes comentários depreciativos e negativos devem ser feitos em "petit comité", sempre com ar grave. O CT nunca deixa transparecer as suas emoções....

Muito importante é também incomodar o máximo de gente possível. Mesmo que não precise. aliás "pecise", deve incomodar e pedir coisas ao maior número possível de pessoas, "tá a ver?" Atenção que quando dizemos pedir, não é mesmo pedir, é exigir de acordo com o que antes se disse sobre a matéria.

A linguagem e os termos utilizados também têm que ser treinados até se atingir a perfeição, que varia muito. Uma vez que os CT se copiam uns aos outros, a evolução dá-se pela cópia de novos modelos de tíu. Um determinado CT, resolve copiar um novo modelo de tíu, começa a apanhar os tiques e vai sendo sucessivamento copiado por outros CT. Dentro de algum tempo, normalmente pouco, o grupo de referência está homogéneo, até que o processo se repete. Ora bem, quanto à linguagem há palavras e expressões que são obrigatórias. A mais comum é retirar os erres. Palavras como programa, precisar, etc passa a "pograma", "pecisar" etc. Tíú, ríu, entre outras palavras do mesmo género também devem ser treinadas. Os CT do Porto ou do Norte, terão que fazer aulas extra, pois podem correr o risco, de ao quererem ser uns verdadeiros tíus, com a pronúncia do norte ficam uns verdadeiros palermas. Conheci um que em vez de um café, querendo pedir uma "bica" pedia um "vica". Poderá haver situação mais ridícula e caricata? Há uns anos não havia no Norte CTs, mas agora, crecentemente está a enraizar-se esta questão na sociedade e não há região que lhe escape. É Portugal, aliás "Potugal", tá a ver?
Esta questão da linguagem e da pronúncia (há quem diga sotaque, mas é errado. Se houver "optunidadade" (sempre que possível deve omitir sílabas) ainda "xplico puquê qué diferente". A linguagem e a pronúncia - LP - são uma maneira dos CT se identificarem e de imediato se "integarem" no grupo, "tá a ver ?" Pois como o meu caro leitor já viu, "tá a ver" é uma expressão que deve ser usada abundantemente, o melhor seria que cada frase tivesse um "tá a ver", "tá a ver ?". O máximo do reqinte dos CTs, e "máximo" também é uma palavra que deve usar e abusar, "tá a ver" é fazer um "question tag", como por exemplo: "tá a ver, não tá?" ou "tá a gostar, não tá?". Nalgumas situações muito especiais deve-se evitar o "question tag" um exemplo de uma situação onde se deve evitar o "question tag" é com o verbo vir usado na forma reflexa. "o menino tá-se a vir, não tá". Ou melhor ainda: "O menino tá-se a vir, não tásse?". Este tipo de pergunta pode ter consequências desastrosas...
"Menino" deve usar indistinta e indicriminadamente (que são duas palavras diferentes, com significados diferentes), com os filhos, com os colegas, com os filhos dos colegas, com os amigos, com os filhos dos amigos, enfim "urbi et orbi". Muita atenção à conjugação do verbo vir e ver. Não "pecisa" de saber gramática."Pecisa" é de não dar muito nas vistas quando fizer asneira, ou então se já estiver num estágio avançado de CT, poderá dizer o que lhe apetece, pois já vai fazer escola.
Diminutivos, "petit noms" e congéneres é de usar até cansar, Bekas, Xuxa, Xixa, e quejandos são os nomes das suas amigas, que têm filhos com nomes próprios como Rodrigo, Carlota, Rolando, Frederico, que obviamente se pronuncia "Federico", Martim, que sucedem aos Gonçalos da geração anterior. Por sua vez também têm diminutivos, mas podem sempre ser substituídos por "menino", que dá para todas as situações. Nunca, em caso algum, deve usar nomes modernos tipo brasileiro. Isso é mesmo mau gosto e nem eu lhe perdoaria. Atenção que Gonçalo é um nome giro, apesar de alguns serem uns maus exemplos, ou melhor, uns bons exemplos de CTs. Os nomes próprios também dever ser nomes únicos, ao contrário do que acontecia antes. Maria de Fátima, Maria de Lourdes. Maria Clarisse, será só Maria, ou simplesmente Maria...De igual forma, no masculino João Manuel é só Manuel ou só João. Assim fica mais espaço para os apelidos. No mínimo quatro, mas já começa a ser um pouco proletário. Melhor cinco ou seis. As mulheres com o casamento podem sempre receber mais dois ou três, nos homens se só tem dois, três ou quatro, o melhor é ir já ao Registo Civil e pedir a mudança do nome, antes de começar a agir como um tíu, tá a ver, não tá?

quinta-feira, 20 de março de 2008

Manual de Sobrevivência 2

2. O Factor C

Este é uma das melhores formas de sobreviver e, mais ainda, vencer. Ter um bom padrinho, se possível tio é o que de melhor pode ter. Se o tio que não for de sangue, melhor ainda. Mas também pode ser que não faz mal. O que tem que ser mesmo é tio.
Dentro das várias categorias de tios (sim, porque também as há...) o nível máximo é o tíu, com acento e u no final. Dentro destes o supra sumo é se o tíu já tiver usado o Factor C para chegar onde chegou e se também for incompetente. A acumulação destas duas virtudes, é a melhor situação que o iniciado pode ter.
Por ser incompetente vai compreendê-lo melhor e como a maneira como subiu na carreira é a mesma vai criar-se uma sintonia total entre os dois.
O único aspecto negativo desta questão é quando o iniciado começar a querer ocupar o lugar do tíu. É muito provável que tal venha a acontecer e quanto mais fraco for o iniciado, mais provável que esta situação se venha a verificar. Está-lhes na massa do sangue...é como um destino a que não podem fugir e, pior ainda, é a vontade de dar nas vistas, de pavonear a ignorância e o desplante. Em vez de se acomodarem num canto - num grande gabinete, com uma secretária boa, simpática e inteligente, onde ninguém desse por eles, querem aparecer em destaque, dar ideias e fazer coisas. Normalmente só disparates ou acções de curto prazo. A probablidade de uma ideia original e boa é de 0,000001. As ideias boas que lançam são, por via de regra, copiadas, ouvidas nos corredores ou sugestões de outros e que, com a maior desfaçatez apresentam como suas.
Para ser um tíu deve ter em atenção algumas questões, basilares que a seguir se recomendam.

terça-feira, 18 de março de 2008

Manual de Sobrevivência 1

1. Introdução
Em todas as áreas e artes existe sempre um manual de sobrevivência. Devem ter lido uma obra, publicada há ja algum tempo com o sugestivo título "Como nadar com os tubarões e sair vivo".
Confesso que nunca o li (lol). Não porque não quisesse lê-lo. Desejei mesmo lê-lo, mas nunca o fiz, como tantos outros objectivos nunca realizados.
Pois este manual de sobrevivência é um guia para viver com os tubarões, para usar a mesma terminologia. viver com eles e ser o melhor dos jacarés (Será que ainda se usa esta terminologia nas consultoras?).
O desiderato é mesmo comer os tubarões, ao jantar. Pode ser em sopa, mas o melhor é mesmo um consomé de tubarão.
O Manual de sobrevivência é especialmente dedicado a recém licenciados, recém diplomados ou recém qualquer coisa que chegam ao "Mundo do Trabalho" e que se querem integrar nas empresas.
Outro segmento muito importante de pessoas a quem se dedica este manual é aqueles que não estando nas categorias anteriores, pretendem subir na hierarquia das empresas ou instituições, se possível passando por cima de alguém. Quanto mais incompetentes melhor.
Espero que estas dicas ajudem. Boa Sorte e "mãos à obra"!