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sábado, 23 de agosto de 2014

Do Algarve aos Montes Hermínios



Habituado ao mar, ao clima da minha terra, ao estilo de vida sulista – não confundir com o dos sulistas elitistas do candidato não eleito à Câmara do Puerto – acabei por aceitar um novo desafio bem longe do mar.

Estranhei o falar das gentes, o frio descomunal no Inverno e falta de turistas, que animavam os dias e aqueciam as noites.

Estranhei o modo de estar, de receber – ou de não receber…

Mas, apesar desta lengalenga toda, gostei. Gosto sempre de mudar e da mudança. Acho que é isso que me atrai: A mudança e o desafio. Ou será o desafio da mudança?

Entretanto, cá continuo, qual Viriato do séc. XXI, transformado em personagem de Cervantes, a lutar contra moinhos de vento e a acreditar em Dulcineias. Até um dia em que o canto das sereias me leve de volta ao mar que é meu e de quem tenho tantas saudades…

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Serei um profissional ou haverá uma maneira masculina de fazer sopa?




Cozinho pouco, infelizmente. Tento usar a culinária com algum gosto – pelo menos tento – e sobretudo como arma de sedução… Bem gostava de me dedicar um pouco mais ao assunto, mas o tempo escasseia!

Até há muito pouco tempo nunca tinha experimentado fazer uma sopa, a não ser as que se compram em envelopes em qualquer supermercado. Brincava muitas vezes com o assunto e a facilidade de se fazer uma sopa em 3 minutos. Pois aqui as rapidinhas também funcionam bem, mas resolvi experimentar coisas mais trabalhadas.

Em conversa com colegas de trabalho, surpreendidas com o facto e eu também surpreendido por haver pessoas que não gostavam destas sopas pré-fabricadas, decidi experimentar.

Comecei com creme de abóbora, creme de courgette e fui evoluindo para coisas mais sofisticadas como creme de abóbora com cenoura, ou com requeijão. Delicioso! E os resultados do uso como ferramenta adicional de sedução, também não têm sido nada maus…

A questão está na confecção. Habitualmente pico a cebola (não gosto do um-dois-três para este fim), alouro-a em azeite e depois junto alguns dentes de alho picados, salsa e alguns condimentos, antes do ingrediente principal, como seja a abóbora, a cenoura, etc. Depois acrescento água e, em vez de batata, uso as ditas courgettes para a tornar mais cremosa…

Percebi que a maior parte das mulheres com quem falei sobre o assunto – e foram elas quem me desafiaram para experimentar os cremes – não faz assim. Colocam os ingredientes todos ao mesmo tempo e deixam cozer. O resultado aparentemente é o mesmo, mas os profissionais com quem tenho falado fazem exactamente como eu. Daí esta dúvida:

Haverá uma maneira masculina de fazer sopa, ou será o meu gosto pelos preliminares que leva a ser profissional?

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O lobo mau e o lobo bom ou como nem tudo que é verde é esperança…




As notícias sobre o banco verde acumulam-se nos noticiários. Fazem-se comparações com outros escândalos, havendo mesmo quem compare este caso com o do Banco Angola e Metrópole, do celebérrimo Alves dos Reis, ou com o Banco Mirabolantellium ou ainda, com o muito fresco, Banco Para Néscios, a que já me tenho referido várias vezes…

Alguns peritos politólogos, explicatólogos, justificatólogos e outros homólogos, interrogam-se sobre o pape l- não o papel moeda – do Banco de Portugal e da CMVM neste processo, defendo mais regulamentação. 

Ora nada mais errado. Um dos nossos problemas é precisamente o excesso de regulamentação, em conjunto com a falta de fiscalização e com a absoluta impunidade da generalidade dos prevaricadores.
Outro dos nossos problemas, é a falte de ética das pessoas que governam as sociedades e instituições, na minha modesta opinião, é esse o pior.

Neste caso, ao que parece, foi-se mais longe, apenas porque ninguém esperava, naquela casa, uma crise destas. Agora separam–se os activos em dois grupos, os bons e os maus e, contrariamente ao que aconteceu no Banco Para Néscios, os maus ficam com os activos maus e nós todos, os bonzinhos, ficamos com os activos bons.

Há uma história mais gira do lobo mau que come o capuchinho mas, não sei porquê, nunca acreditei na história da carochinha…


domingo, 27 de julho de 2014

Fiscalidade Verde

Eu sabia que o mijo, apesar de ecológico ia começar a pagar imposto…Afinal se já pagamos no que comemos, porque não no que rejeitamos? Simplificar traduz-se em pagar mais de forma mais simples, pois claro!
Triste situação esta, em que já não acredito em nada do que leio sobre desagravamento fiscal, mesmo fora do ciclo, perdão, circo eleitoral!