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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

boas Festas

Estava há pouco a escrever um texto mais ou menos sério (aqui nada é de confiança), sobre este tema do Natal e depois de o publicar (coisa publicada não se mexe), ao rever vi que tinha uma lacuna gravíssima. Então e a temática das prendas e das festas? Pois é toca a sair dessa preguicite crónica e a escrever, seu madraço (já não ouvia esta palavra há anos). A questão é simples: Se os presentes têm que ver com o Natal, porque não os trocamos no dia de Reis? Se desejamos Boas Festas, porque não as fazemos?

Não sendo uma data tão comercial como o Natal, as lojas estão menos concorridas. A possibilidade de termos que esperar em fila numa caixa de uma loja para pagar é reduzida. Estamos muito mais à vontade e até mesmo a loja de oportunidades do Corte Inglês (para quem se diverte à procura de coisas sem defeito e preço baixo), em Porriño (também tem o português como língua oficial, à semelhança de Gaia e Vigo), apenas a partir do dia 7 fica impossível. Mas cá no nosso burgo o ideal para comprar prendas é a seguir ao Natal, onde arrancam, já sem grande timidez, as promoções (eufemismo usado para os saldos antes da época deles).

Ora temos o Reveillon à porta e eu adoro a passagem de ano. Deixar simbolicamente tudo para trás e entrar novo num novo ano, é fantástico.

Então a sugestão, aproveitando esta quadra festiva e na expectativa das boas Festas:
Vamos às compras a seguir ao Natal, vamos oferecer presentes, mas só das nossas amigas La Perla, Aubade, Triumph, mas também pode ser Intimissimi, Benetton ou até mesmo Hope Candy (o aroma...) e vamos transformar estes dias em dias de rainhas e de reis...pelo menos até ao dia dos namorados. Nesse dia renovamos votos.

Afinal as nossas namoradas são rainhas ou não? Sempre.

Natal

Parece que já acabou, a avaliar pela euforia das pessoas na baixa das cidades e nos centros comerciais. Imagino, apenas, como terá sido há três dias atrás, como terá sido ontem, como foi hoje e como será amanhã. Depois começam os saldos e volta quase tudo ao mesmo, ou ao quase mesmo nessas catedrais de consumo, porque Janeiro tem fama e tradição de ser um dos meses mais compridos do ano...

Fico sempre triste nestas ocasiões, não por ser Natal, nem por sentir essa febre de consumo a afectar toda a gente e quase a contagiar-me.

Não fico triste por não sentir essa alegria colectiva e geral que quase me atinge. Nem por ter poucas ou muitas prendas para comprar ou receber.

Fico triste por ver que se perdeu o espírito de simplicidade e alegria autêntica que devia
acontecer, pelo menos nessa data. Fico triste por ver que se oferece, não importa o quê e a quem.
Seria suposto gastarmos algum tempo a pensar nos destinatários das ofertas e a escolher coisas que lhes dessem prazer receber.

Fico triste por ver que tenho cada vez menos tempo (e não é por causa dos blogs), para me dedicar às pessoas de quem gosto.

Fico ainda mais triste por não ter a paciência que devia com essas pessoas.

Fico de rastos quando percebo que ao fim de escassos segundos de conversa já não estou a ouvir o que me dizem, antes a pensar em milhões de coisas que gostava de ter feito e não fiz, ou que vou fazer a seguir quando terminar essa não conversa. Sinto-me mal quando percebo que não ouvi nada do que me disseram ou quiseram dizer e deveria ter ouvido...

Sinto-me mal quando não estou atento para as entrelinhas das conversas, verbais ou não verbais. Sinto-me especialmente mal quando essas pessoas, são pessoas que gosto e estimo.

Vou aos arames quando se aproveita esta altura do ano para juntar a família e irritar alguns com críticas pouco subtis, em momentos que não se podem, ou querem, defender. Mais vale não convidar.

Fico triste por ver que há pessoas para quem a vida se resume a competição de carros, casas, motas, barcos, aparelhagens e etc.

Fico triste por ver que o ordenado extra que a generalidade dos portugueses recebe no final de Novembro ou meados de Dezembro, não serve para outro fim que não comprar coisas que podiam e talvez devessem ser compradas noutra altura.

Exemplifico com três situações:
Situação um:
Na fila da caixa do supermercado, o marido vira-se para a mulher e dispara:
-Então afinal não queres aquilo?
-Se achas que sim...
Sai da fila e aparece passados instantes com um micro-ondas nos braços.
Situação dois:
Família de aspecto simples deambula por entre as gôndolas (as do Continente, pois claro). Marido à frente, mulher no meio e filho atrás, a fechar a comitiva e a empurrar alegremente um carro de compras ainda vazio.
O leader indica, apontando o dedo às prateleiras de iogurtes:
-Vês? Se quiseres, leva. Anda moço, põe no carro, vamos.
Situação três:
A terceira história? Imaginem-se no parque de estacionamento do Norte Shopping à procura de lugar, entre os profissionais de Norte Shopping e não preciso de escrever mais nada sobre o assunto.

Reflicto mais um pouco sobre estas histórias e ...
...Será que as pessoas são felizes assim? Provavelmente são mesmo felizes assim. Então está tudo bem.

Nem tudo é mau, e a vida não é toda em tons de cinzento.

Gosto dos dias sem nada para fazer, que se esgotam rapidamente.

Gosto de ver pessoas alegres, gosto de as divertir com o meu habitual humor, nesta altura tendencialmente menos sarcástico e mordaz...

Gosto do sabor da aletria e do arroz doce que lembram, de forma doce, momentos passados e agradáveis em família.

Gosto desses dias, que voam, até à passagem do ano.

Gosto de trocar prendas quando se fixou, previamente, um valor máximo e se sorteou a pessoa para quem vamos comprar.

Adoro pensar numa pessoa e descobrir o que ela gostaria de receber.

Adoro essas descobertas...E comprar essas prendas.

E o meu Natal? Espartano, como não podia deixar de ser. Este ano tive uma alegria inesperada! Recebi uma mensagem de uma pessoa que não via há séculos. Afinal há Natal! E até gosto.

Boas e muitas festas para todos.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Novidades

Flirdelity. Há que explorar o conceito, agora que o smirting acabou.
Afinal há já um ano que não fumo.
E todos os dias tenho saudades...
Do fumo, claro.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Aos Incompetentes

Meus Caros,

Não percais a esperança. Enquanto há vida há esperança e o vosso esforço será recompensado. Há que seguir os mandamentos, da nova gestão. Lixar os colegas como acham que eles vos lixarão, se tiverem possibilidade. Lembrem-se que há sempre um Tio que vos protege. Nem hesitem, se alguém fizer ver ao mundo um pouco da vossa incompetência e se aperceber da vossa falta de qualidades, não percais a esperança. Assim que possível, com mentiras e enganos vingai-vos, e vingai-vos bem. Em EmpReza não se brinca.

Criai de imediato um BU-ATO, o mais reles e sórdido e longe da verdade que vos seja possível. Esforçai-vos bem, porque o caso é sério. As vossas incompetências não podem mostradas, nunca!
Insinuai tudo! Nunca digais nada por palavras vossas. Nunca!

Se alguém vos ferir, tentai matá-lo. Se alguém vos magoar matai-o e também aos seus colaboradores e amigos. Lembrai-vos que a vossa força está na desunião da equipa. Querem equipas coesas, com espírito de grupo? Isso é uma invenção diabólica, posta no Mundo para vos tentar. Não vos deixeis cair em tentação. É atirar a matar. Esquecer? Nunca! Perdoar? Jamais.

Postscriptum: Pronunciai o jamais à Portuguesa e não à francesa como aquele grande sacerdote da Margem Sul. Avé Grande Sacerdote! Ao pé de ti Baco é um amador! Mas não vai mais vinho para essa mesa! Todo o vinho para aqui, já e mais! Não tem nada a ver com jamais! Mais! E Bom!