Lembro-me sempre que conjugo estas duas palavras, da célebre canção do Vitorino, que falava de uma menina à janela e de um prenda pedida. Pois, outros tempos, outras vontades. Agora a janela vai no carro, a menina não vai a janela, mas continua a haver a prenda...
Levar a mulher na mala do carro pode ser uma ideia prática para alguns, mas combinar com o transporte da janela acabada de comprar no eBay, será considerada uma janela de oportunidade, um fetiche ou uma maneira de escapar à polícia? A conclusão poderia ser: Se levares a mulher na mala do carro, não vás pela auto-estrada...
A história completa, aqui.
quinta-feira, 2 de abril de 2020
segunda-feira, 30 de março de 2020
Pandeleiros. Finalmente percebi!
Sempre achei estranha esta designação. Algarvio, exportado
para o norte, para reciclagem social e actualização de conteúdos, nunca
compreendi, verdadeiramente, o significado da palavra e, durante anos acreditei
ser um termo pejorativo para designar uma determinada atitude, no que respeita
a comportamentos sexuais. Afinal não era! Foi preciso vir um vírus, da China,
de onde já tinham vindo outros (será lá que os fabricam, ou testam?), para que
finalmente compreendesse o verdadeiro significado desta palavra, tão
injustamente citada por mim!
Ao ouvir tantos especialistas em vírus, com pós-graduações
em epidemias, pandemias e outras coisas acabadas em mias, como jeremias, os
verdadeiros profetas do pandemónio, do terror social, acérrimos lançadores do
pânico, fez-se luz!
Pandeleiros são os especializados em pandemias que, à
semelhança de outros estereótipos, saíram agora do armário! Estiveram em
silêncio, ao SARS, à gripe A, mas agora não aguentaram mais. Soltaram a franga
do COVID-19 e, sem nunca dizer a verdade, mergulharam-nos, no completo caos,
que a falta de liderança, na Europa e Estados Unidos, amplificou.
Estes pandeleiros têm discípulos, espalhados pelas redes
sociais, que se encarregam de disseminar o seu pavor pelo digital. E os
leitores, na Ânsia de partilhar, nem lêem e muito menos tentam perceber o que
lêem. Partilhar a tolice, a loucura, o pânico é o que importa. Proteger os que
realmente precisam, mudar hábitos, comportamentos e procedimentos não
interessa. Importa mostrar, gritando, mesmo que não seja verdade. Oráculos do
infortúnio e campeões da desgraça! Arrastem as massas!
Alguém vos agradecerá,
certamente. Eu não.
A propósito de pandemias recomendo:
quarta-feira, 25 de março de 2020
Epitáfio ou certidão de nascimento?
Não sou vaidoso nem convencido,
considero-me um Tio simples e despretensioso, por isso este epitáfio não é
nenhuma lição de moral, nem corolário de vida, mensagem transcendente e, menos
ainda, instruções para descendentes. É apenas uma tese e um resumo, que
deveria ter como subtítulo: Epitáfio do Homem mais Triste do Mundo.
A questão a postular é esta: Será
que alguém que já morreu pode escrever sobre a sua morte? Parece que sim.
Contra toda a evidência, e não se trata de ressuscitar, ou de segunda ou
terceira vida, como nos jogos da X-Box, Nintendo ou Play Station. É melhor
clarificar…
Numa não qualquer quinta-feira,
enquanto se comemorava o desembarque dos aliados na Normandia, e a libertação
da Europa ( e por falar nisso, bem precisamos agora de nos libertar do jugo
Europeu), alguém se encarregava de sabotar a festa de libertação. Mas, como
sempre acontece nestes casos, o tiro saiu pela culatra e o alvo, que sofreu o
embate da bala, acabou por sobreviver e ficar mais forte, como muitas vezes
acontece! Sim, foi isto que aconteceu. Levei um tiro no passado dia 6 de Junho.
Acidental, pelo que me disseram. Eu acredito como também acredito no coelhinho
da Páscoa, Peter Pan e no Pai Natal mas, ficou bem dizer, foi um acidente: São
rosas meu senhor, são rosas meu amor…
Mas como na vida nada acontece em
vão, esse tiro acabou por me libertar de um fardo e passados meses, em que vi o
céu cinzento e negro, e me assumi como o homem mais triste do mundo, recuperei
a consciência e passei a dar mais valor à vida… parece tanta coincidência que
nem acredito. Estatisticamente seria impossível e para mim, simplesmente, foi.
E como foi, já não está. Desapareceu! Estaca zero!
Pensei que os sonhos tinham
morrido, mas agora vejo que não. Mudaram as personagens, mas os sonhos ficaram.
Uff… o que seria a vida sem sonho!
O que não nos mata, deixa-nos
mais fortes! Esta é a conclusão.
O epitáfio poderia ser: Aqui
jazia o homem que do paraíso, foi atirado para o inferno. Atravessou-o, e despertou
para um novo mundo onde vive feliz, no mais perfeito anonimato.
PS: Voltei e mudei para a minha
outra casinha… 😉
quarta-feira, 15 de março de 2017
In barum veritas
Diz-se muitas vezes que no vinho está a verdade...Esse soltar de língua, a falta de pressões sociais, de barreiras que um copinho a mais provoca, anula o super ego e liberta o Id que há dentro de nós...
E rindo, vamos ouvindo e dizendo o que doutra maneira não ouviríamos e não diríamos... Eu também pensava assim, apesar de ser muito raro deixar que o álcool interfira com as minhas construções mentais. Também há quem lhe dê para chorar. Esses são os piores momentos, só ultrapassados pelos violentos, que felizmente há anos não testemunho. É o que dá ser um Tio selecto e só frequentar bares bem.
Mas será efeito só do álcool, ou do local? Eis a questão! E, quando menos se espera, nos lugares mais simples vêm as verdades mais profundas. É um pouco como as surpresas. Quando menos se espera, zás!
Foi o que me aconteceu há dias no sítio mais improvável do mundo. Apesar de ser conhecida como a cidade dos Doutores, pois toda a gente é doutor e cidade da Saúde, pois não lhe faltam clínicas consultórios e, naturalmente doutores! Estou a falar de Coimbra, do Choupal, também capital do amor em Portugal.
Mas foi num bar muito simples, que se querer vi uma das expressões mais fantásticas, pela sua simplicidade e essência, mas mais verdadeiras. Ainda por cima colada num frigorífico, branco. Era assim a frase:
Depressão: Excesso de passado.
Stress: Excesso de presente.
Ansiedade: Excesso de futuro.
Que vos parece? Felizmente tenho sido imune a este tipo de excessos, um pouco como ao Gin,às Caipirinhas e às Cubas Livres. Já do tango não.
E rindo, vamos ouvindo e dizendo o que doutra maneira não ouviríamos e não diríamos... Eu também pensava assim, apesar de ser muito raro deixar que o álcool interfira com as minhas construções mentais. Também há quem lhe dê para chorar. Esses são os piores momentos, só ultrapassados pelos violentos, que felizmente há anos não testemunho. É o que dá ser um Tio selecto e só frequentar bares bem.
Mas será efeito só do álcool, ou do local? Eis a questão! E, quando menos se espera, nos lugares mais simples vêm as verdades mais profundas. É um pouco como as surpresas. Quando menos se espera, zás!
Foi o que me aconteceu há dias no sítio mais improvável do mundo. Apesar de ser conhecida como a cidade dos Doutores, pois toda a gente é doutor e cidade da Saúde, pois não lhe faltam clínicas consultórios e, naturalmente doutores! Estou a falar de Coimbra, do Choupal, também capital do amor em Portugal.
Mas foi num bar muito simples, que se querer vi uma das expressões mais fantásticas, pela sua simplicidade e essência, mas mais verdadeiras. Ainda por cima colada num frigorífico, branco. Era assim a frase:
Depressão: Excesso de passado.
Stress: Excesso de presente.
Ansiedade: Excesso de futuro.
Que vos parece? Felizmente tenho sido imune a este tipo de excessos, um pouco como ao Gin,às Caipirinhas e às Cubas Livres. Já do tango não.
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