Depois de uma noite fantástica, onde não faltou a salsa cubana, uma viagem à capital, onde me esqueci de levar a carteira, com documentos, dinheiro, cartões, etc. e de regresso ao mundo virtual não resisto a um post sobre os provérbios adaptados ao planeta Ti-U.
Conheço pouco o tema, mas como bem inculturado nesta cultura de Emp-Reza, não resisto a falar sobre ele. Como já perceberam pelo título, vai haver mais...
Os árabes têm um provérbio muito giro que diz que não se deve ouvir nem ver tudo o que nos chega aos ouvidos e à vista, nem dizer tudo o que se sabe...
Por seu lado os chineses, também num provérbio onde dizem que não se importam de ir devagar, desde que seja para a frente.
Ora em Ti-U é tudo ao contrário. Ouve-se tudo o que chega aos ouvidos, vê-se o que muitas vezes não existe, e o que não chega por estes dois sentidos completa-se com a imaginação. Diz-se e fala-se do que não se sabe e mais do que se deve.
Quanto à marcha, por cada passo para a frente, há pelo menos um para o lado e outro para trás, sem que se esteja a dançar, salsa, claro.
E a isto chamam-lhe avançar...
Grandes gestores de Ti-U, que nobres feitos ainda estão por fazer? Pouco falta certamente. Este vosso escriba é que não tem tempo de os descrever a todos...Se o fizesse criaria o maior manual de Ingestão (vejam os posts antigos, sff) existente no planeta!
Boa noite e bons sonhos. Amanhã logo se vê o que se poderá fazer.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Manicure e Astronomia
Os critérios de decisão no planeta Ti-U são difíceis de compreender, como sabemos. Não são lineares, nem racionais e muitas vezes também não se baseiam em afectos, nem em interesses. Depende do momento da decisão, o que torna imprevisível algum exercício de “forecast” (ai tio, tá demais). Outro factor que faz alterar significativamente as decisões, por introduzir alterações ao momento é a companhia com que se está, ou a que se encontra ao chegar a casa. Todos conhecemos, muitas vezes por experiência própria, o poder da mulher do patrão. É um “trend”, sobretudo lá para o Norte, onde já estive.
Se se estuda na astrologia a influência dos planetas nas pessoas, também poderemos tecer algumas considerações sobre o que influenciará mais os nossos gestores no planeta Ti-U, na cidade de Emp-Reza. Temos que ter em consideração que gestores mais ocupados com as decisões sobre as férias e o fim de semana seguinte (por falar nisso, o Reveillon, onde vai ser?) não gostam de delegar e como tal as secretárias emanam poder, dando opinião sobre assuntos onde se sentem à vontade, não pelo conhecimento intimo das matérias, antes sim pela intimidade que noutros domínios desenvolveram com os Ti-Us.
Assim sabendo da frequência com que as suas estimadas mulheres - uns castiços, ainda aprendizes de tiu, referem-se a elas como esposas, ou esponjas (nunca percebi bem) – se deslocam aos cabeleireiros, e das conversas que eventualmente por lá ocorrem, uma questão se coloca:
Terá mais influência na decisão de um Ti-U a mulher ou a secretária? Em função desta resposta, vamos fazer o nosso marketing pessoal também nas manicures, segmento tão interessante e com tantas ou mais histórias que as secretárias.
Uma certeza temos: mais vale cair em graça do ser engraçado, como diz o povo com toda a razão.
Beijinhos e boas unhas.
Já experimentaram as de gel? Acho-as tremendamente excitantes, e no pessoal administrativo ainda mais. Aquele som das unhas nos teclados, combinado com o das pulseiras nos tampos das mesas, deixa-me em órbita!
Se se estuda na astrologia a influência dos planetas nas pessoas, também poderemos tecer algumas considerações sobre o que influenciará mais os nossos gestores no planeta Ti-U, na cidade de Emp-Reza. Temos que ter em consideração que gestores mais ocupados com as decisões sobre as férias e o fim de semana seguinte (por falar nisso, o Reveillon, onde vai ser?) não gostam de delegar e como tal as secretárias emanam poder, dando opinião sobre assuntos onde se sentem à vontade, não pelo conhecimento intimo das matérias, antes sim pela intimidade que noutros domínios desenvolveram com os Ti-Us.
Assim sabendo da frequência com que as suas estimadas mulheres - uns castiços, ainda aprendizes de tiu, referem-se a elas como esposas, ou esponjas (nunca percebi bem) – se deslocam aos cabeleireiros, e das conversas que eventualmente por lá ocorrem, uma questão se coloca:
Terá mais influência na decisão de um Ti-U a mulher ou a secretária? Em função desta resposta, vamos fazer o nosso marketing pessoal também nas manicures, segmento tão interessante e com tantas ou mais histórias que as secretárias.
Uma certeza temos: mais vale cair em graça do ser engraçado, como diz o povo com toda a razão.
Beijinhos e boas unhas.
Já experimentaram as de gel? Acho-as tremendamente excitantes, e no pessoal administrativo ainda mais. Aquele som das unhas nos teclados, combinado com o das pulseiras nos tampos das mesas, deixa-me em órbita!
Cumplicidade
Acredito que cumplicidade implica partilhar algo e não obriga a um conhecimento profundo dos “cúmplices”. Aliás, se não conhecermos bem, ainda funciona melhor esse sentimento de cumplicidade.
Há alguns, talvez muitos, anos viajava bastante de comboio entre o Porto, Lisboa e, claro o Algarve. Para o Algarve, com frequência nos distraímos nas horas e lá se ía o comboio das 7h20. Sobrava o que na altura chamávamos de comboio correio, apesar de já não transportar correio nenhum. Partia do Barreiro pelas dez da noite e chegava ao Algarve de manhã. Frequentes vezes acordava em Vila Real de Santo António e voltava para trás, para a minha estação habitual. Pena que a linha não continuasse até Sevilha e aí já não voltaria para trás, de certeza.
Pois nesse dia lá nos distraímos com a brincadeira na capital e tive que ir no comboio da noite. Quando cheguei à carruagem abundavam os militares sentados e deitados pelos bancos.
Num banco uma mulher interessante e ao seu lado um saco a marcar o lugar. Dizia, certamente, “militares não por favor”, porque lhe quando lhe perguntei se estava ocupado disse-me que não, com um sorriso tímido. Percebi que também de alívio, talvez porque percebeu que seria melhor companhia de viagem que os outros ocupantes da carruagem.
Trocámos as palavras de circunstância habituais nestas ocasiões e o cansaço da viagem venceu-nos. Um entendimento mútuo, sem palavras, e senti a sua cabeça no meu ombro e o seu corpo bem ao lado do meu. Não me mexi com medo de a acordar e acabei por adormecer também. Acordámos ao mesmo tempo e a proximidade ou o calor levou-nos a ter o mesmo sonho e a mesma vontade. Foi irresistível.
Passados alguns dias, de férias, cruzei-me com ela e com o que talvez fosse o namorado ou marido. Nada deixou transparecer a nossa viagem ao mundo do prazer inesperado.
Cumplicidade é isto mesmo.
Há alguns, talvez muitos, anos viajava bastante de comboio entre o Porto, Lisboa e, claro o Algarve. Para o Algarve, com frequência nos distraímos nas horas e lá se ía o comboio das 7h20. Sobrava o que na altura chamávamos de comboio correio, apesar de já não transportar correio nenhum. Partia do Barreiro pelas dez da noite e chegava ao Algarve de manhã. Frequentes vezes acordava em Vila Real de Santo António e voltava para trás, para a minha estação habitual. Pena que a linha não continuasse até Sevilha e aí já não voltaria para trás, de certeza.
Pois nesse dia lá nos distraímos com a brincadeira na capital e tive que ir no comboio da noite. Quando cheguei à carruagem abundavam os militares sentados e deitados pelos bancos.
Num banco uma mulher interessante e ao seu lado um saco a marcar o lugar. Dizia, certamente, “militares não por favor”, porque lhe quando lhe perguntei se estava ocupado disse-me que não, com um sorriso tímido. Percebi que também de alívio, talvez porque percebeu que seria melhor companhia de viagem que os outros ocupantes da carruagem.
Trocámos as palavras de circunstância habituais nestas ocasiões e o cansaço da viagem venceu-nos. Um entendimento mútuo, sem palavras, e senti a sua cabeça no meu ombro e o seu corpo bem ao lado do meu. Não me mexi com medo de a acordar e acabei por adormecer também. Acordámos ao mesmo tempo e a proximidade ou o calor levou-nos a ter o mesmo sonho e a mesma vontade. Foi irresistível.
Passados alguns dias, de férias, cruzei-me com ela e com o que talvez fosse o namorado ou marido. Nada deixou transparecer a nossa viagem ao mundo do prazer inesperado.
Cumplicidade é isto mesmo.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Fiel ou Infiel
Temos muito vezes o hábito de para falar de nós referimo-nos a outros. Do género, conheço um tipo que...Ou: Um amigo meu disse-me que... Outra possibilidade é o uso do condicional. Se me acontecesse…
Enfim esquemas que vamos arranjando para nos enganarmos a nós próprios e às pessoas com quem falamos e com que nos damos.
A fidelidade ou a falta dela é um dos assuntos que não gosto de falar. Cada um tem a sua vida e é assim que deve ser. Às vezes, em excesso de confiança, eventualmente a prever alguma dita infidelidade há quem diga que fiel só a si próprio. Será a querer justificar alguma coisa? Também não sei. Nunca disse ou pensei sequer alguma coisa bombástica desse género.
O que é a fidelidade? Damos-lhe um sentido diferente daquele que eventualmente poderíamos dar. Fidelidade não será a qualidade daquele que mantém as suas características originais, que se mantém fiel a uma referência? Não mantive as minhas características originais e já tive diversos referenciais. Como poderia ser fiel? A mim próprio é que não sou de certeza.
Infiel também não sou, apesar de, por brincadeira, lá para o norte me chamarem mouro.
Leal e fiável sempre.
Enfim esquemas que vamos arranjando para nos enganarmos a nós próprios e às pessoas com quem falamos e com que nos damos.
A fidelidade ou a falta dela é um dos assuntos que não gosto de falar. Cada um tem a sua vida e é assim que deve ser. Às vezes, em excesso de confiança, eventualmente a prever alguma dita infidelidade há quem diga que fiel só a si próprio. Será a querer justificar alguma coisa? Também não sei. Nunca disse ou pensei sequer alguma coisa bombástica desse género.
O que é a fidelidade? Damos-lhe um sentido diferente daquele que eventualmente poderíamos dar. Fidelidade não será a qualidade daquele que mantém as suas características originais, que se mantém fiel a uma referência? Não mantive as minhas características originais e já tive diversos referenciais. Como poderia ser fiel? A mim próprio é que não sou de certeza.
Infiel também não sou, apesar de, por brincadeira, lá para o norte me chamarem mouro.
Leal e fiável sempre.
Subscrever:
Mensagens (Atom)