Tomava a bica da manhã (ganda tiu, que me está a sair o menino...) e agarrei no Correio da dita, para passear os olhos nos escândalos dos bares do Porto.
Como sempre, comecei pela última página e por lá fiquei. Duas noticias se meterem com o vosso primo e, que horror, as duas em destaque:
Pescadores em greve, em Olhão.
Casal apanhado a fazer amor num confessionário, em Roma.
Está muito mudada a minha terra. Há alguns anos o casal poderia ter sido apanhado em Olhão e a greve seria em Itália !!!
http://www.correiomanha.pt/, com garantia de emoções fortes.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Ping Pong 2
Hoje sinto-me um campeão. Sete emails, número místico, ainda por cima, para fazer um pagamento por transferência bancária! Deve ser um record absoluto, Viva a gestão pela internet! Viva a comunicação por email! Viva a eficiência e a capacidade de decisão! Vivam as procurações e a delegação de poderes! Vivam as empresas portuguesas! Viva Portugal!
Uma só questão ensombrou esta alegria toda...
Se nas empresas privadas é assim, como será nas públicas? Ainda deve ser melhor... Vamos todos pensar no assunto (que pena não podermos nomear uma comissão de estudos...) que eu voltarei ao assunto!
2233444544466446667777 2 8666327777!!!!!
A bem da produtividade, o vosso primo dedicado,
António Bernardo Risos y Risos
Em tempo: Ainda foram mais dois emails sobre este assunto!!! Que maravilha, nove emails para um assunto de treta!
Uma só questão ensombrou esta alegria toda...
Se nas empresas privadas é assim, como será nas públicas? Ainda deve ser melhor... Vamos todos pensar no assunto (que pena não podermos nomear uma comissão de estudos...) que eu voltarei ao assunto!
2233444544466446667777 2 8666327777!!!!!
A bem da produtividade, o vosso primo dedicado,
António Bernardo Risos y Risos
Em tempo: Ainda foram mais dois emails sobre este assunto!!! Que maravilha, nove emails para um assunto de treta!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Ping Pong
Parece um desporto mas não é. É um jogo de gestão ou melhor, uma técnica de gestão muito em voga no universo dos tius. Para poder jogar, já se imagina o que é preciso: e-mail, teclado e dedos. Não é preciso ver bem, isto é ter visão apurada, convém ter uma raquete, electrónica para dar umas raquetadas nas pessoas que dependem de si e uma grande dose de hipocrisia (somos pessoas educadas, não deve faltar este ingrediente).
Reflectindo melhor será uma técnica ou uma filosofia? Ainda há quem, a propósito do Marketing, levante este tipo de questões. Se não se importam, sente-se à secretária e toca a jogar ping pong. Não é ténis de mesa, é mesmo ping pong. Não é PP é ping pong, que nos remete logo para esse andar de um lado para o outro. Não é ping ping, pong pong ou ping ping ping pong.
Temos que ser exactos, rigorosos e correctos a grafar e dizer. Apesar de não haver regras neste jogo, nunca poderemos assumir esse aspecto importante. Este esqueleto é mesmo para ficar no armário, contrariamente a outros que por aí se pavoneiam. O candidato a tiu nunca se justifica, não explica e nunca se engana. Mesmo se alguma vez se enganasse nunca o iria assumir. Esta é uma regra de ouro que tem que estar sempre presente. Sem a interiorizarem nunca poderão passar ao degrau seguinte, aliás, ao nível seguinte pois este jogo é na internet que se joga.
Também já tinha feito uma introdução à gestão por email, este jogo faz parte do treino para esse desiderato que é a gestão virtual, sem qualquer objectivo a não ser ganhar umas massas, ter umas deslocações pagas à custa da empresa, um automóvel (carros são os substitutos das carroças) da empresa, gasolina e telemóvel da empresa e poder falar numa base de igualdade com os outros da mesma classe. A palavra estratégia também foi banida do Livro Cor de Rosa destes novos ingestores, palavra que agora me apeteceu transformar em neologismo para significar a negação da gestão. O livro Cor de Rosa, claro é a versão do Livro Vermelho para estes novos gestores. Tem que ser light, claro.
Também nunca fui adepto dessa gestão seguindo todas as regrinhas e modelos matemáticos, econométricos ou lendo os estudos de mercado como algumas religiões lêem a bíblia. Não sou desse clube e hoje sinto-me tão velho e cansado que acho que nunca serei desse clube de gente sem graça e imaginação, nem do clube dos patetas mortos.
Vamos então ao jogo. É muito simples. Começa por mandar um mail a alguém com cópia para duas ou três pessoas. Os jogadores mais conhecedores no campo To: (Para em português...), podem por dois nomes. Assim confunde-se o outro jogador, colega de empresa convertido em adversário: O mais fraco dos dois destinatários responderá primeiro. Esta variante também serve de teste…
O assunto do mail. Não interessa, pode ser qualquer coisa, uma instrução sobre qualquer coisa, ou uma pergunta. Se for uma instrução do tipo: "Agradecia que.. " convém que seja dirigida alguém diferente do que deveria ser. Exemplo de mail para o jardineiro: “António, agradecia que passasse no talho e trouxesse uma peça da picanha com 2 kg. Veja se escolhe antes de trazer, tábem?
O mail para a cozinha seria: “Suzette, Quando vier do jardim apanhe-me uns crisântemos, que hoje apetece-me.”
Não importa se estamos em Junho. Isso é irrelevante. De acordo com o que antes se disse sobre o jogo, neste exemplo, um mail dirigido aos dois seria: ”Agradecia que passassem pelo talho e pelo jardim e me trouxessem crisântemos e picanha”.
Como reparam, talho está para crisântemos, assim como o jardim está para a picanha. Nunca poderão assumir que foi um erro e menos ainda que foi de propósito para confundir.
E começou o jogo. Se do outro lado do cabo estivesse este vosso primo, responderia de seguida: "Excelente, hoje vou ao talho e trago o crisântemo."
Com sorte, a Suzette escreveria: Muito bem, amanhã vou ao jardim e trago a picanha. Obrigado!”
Este início de jogo promete, pois os adversários são de peso, vê-se logo. Sente-se a pulsação de imediato.
Obrigariam o tiu a um novo mail que poderia ser: “Não traga a picanha congelada, porque o tiu não gosta” e que ao fim de algumas boladas para cá e para lá, poderia passar por uma situação do tipo: “ O Joaquim do Talho Avenida, comprometeu-se a arranjar crisântemos bons para assar para amanhã. Quer que mande entregar em casa ou no escritório?” E assim por diante, porque o vosso primo, quando joga, joga a sério, ou seja quando joga, brinca e brinca a sério. Pergunta a Suzette ao António: Não poderia o tiu usar o telefone ou perguntar pessoalmente? Afinal o gabinete é do outro lado da parede...
Pobre Suzette que não percebe nada de jogos, menos ainda de ping pong e não consta que vá aprender...
Por hoje despeço-me, no nível máximo de ping pong, que é o jogado com o telemóvel em repetidos SMS: 2233444544466446667777 !!!!!!!
Reflectindo melhor será uma técnica ou uma filosofia? Ainda há quem, a propósito do Marketing, levante este tipo de questões. Se não se importam, sente-se à secretária e toca a jogar ping pong. Não é ténis de mesa, é mesmo ping pong. Não é PP é ping pong, que nos remete logo para esse andar de um lado para o outro. Não é ping ping, pong pong ou ping ping ping pong.
Temos que ser exactos, rigorosos e correctos a grafar e dizer. Apesar de não haver regras neste jogo, nunca poderemos assumir esse aspecto importante. Este esqueleto é mesmo para ficar no armário, contrariamente a outros que por aí se pavoneiam. O candidato a tiu nunca se justifica, não explica e nunca se engana. Mesmo se alguma vez se enganasse nunca o iria assumir. Esta é uma regra de ouro que tem que estar sempre presente. Sem a interiorizarem nunca poderão passar ao degrau seguinte, aliás, ao nível seguinte pois este jogo é na internet que se joga.
Também já tinha feito uma introdução à gestão por email, este jogo faz parte do treino para esse desiderato que é a gestão virtual, sem qualquer objectivo a não ser ganhar umas massas, ter umas deslocações pagas à custa da empresa, um automóvel (carros são os substitutos das carroças) da empresa, gasolina e telemóvel da empresa e poder falar numa base de igualdade com os outros da mesma classe. A palavra estratégia também foi banida do Livro Cor de Rosa destes novos ingestores, palavra que agora me apeteceu transformar em neologismo para significar a negação da gestão. O livro Cor de Rosa, claro é a versão do Livro Vermelho para estes novos gestores. Tem que ser light, claro.
Também nunca fui adepto dessa gestão seguindo todas as regrinhas e modelos matemáticos, econométricos ou lendo os estudos de mercado como algumas religiões lêem a bíblia. Não sou desse clube e hoje sinto-me tão velho e cansado que acho que nunca serei desse clube de gente sem graça e imaginação, nem do clube dos patetas mortos.
Vamos então ao jogo. É muito simples. Começa por mandar um mail a alguém com cópia para duas ou três pessoas. Os jogadores mais conhecedores no campo To: (Para em português...), podem por dois nomes. Assim confunde-se o outro jogador, colega de empresa convertido em adversário: O mais fraco dos dois destinatários responderá primeiro. Esta variante também serve de teste…
O assunto do mail. Não interessa, pode ser qualquer coisa, uma instrução sobre qualquer coisa, ou uma pergunta. Se for uma instrução do tipo: "Agradecia que.. " convém que seja dirigida alguém diferente do que deveria ser. Exemplo de mail para o jardineiro: “António, agradecia que passasse no talho e trouxesse uma peça da picanha com 2 kg. Veja se escolhe antes de trazer, tábem?
O mail para a cozinha seria: “Suzette, Quando vier do jardim apanhe-me uns crisântemos, que hoje apetece-me.”
Não importa se estamos em Junho. Isso é irrelevante. De acordo com o que antes se disse sobre o jogo, neste exemplo, um mail dirigido aos dois seria: ”Agradecia que passassem pelo talho e pelo jardim e me trouxessem crisântemos e picanha”.
Como reparam, talho está para crisântemos, assim como o jardim está para a picanha. Nunca poderão assumir que foi um erro e menos ainda que foi de propósito para confundir.
E começou o jogo. Se do outro lado do cabo estivesse este vosso primo, responderia de seguida: "Excelente, hoje vou ao talho e trago o crisântemo."
Com sorte, a Suzette escreveria: Muito bem, amanhã vou ao jardim e trago a picanha. Obrigado!”
Este início de jogo promete, pois os adversários são de peso, vê-se logo. Sente-se a pulsação de imediato.
Obrigariam o tiu a um novo mail que poderia ser: “Não traga a picanha congelada, porque o tiu não gosta” e que ao fim de algumas boladas para cá e para lá, poderia passar por uma situação do tipo: “ O Joaquim do Talho Avenida, comprometeu-se a arranjar crisântemos bons para assar para amanhã. Quer que mande entregar em casa ou no escritório?” E assim por diante, porque o vosso primo, quando joga, joga a sério, ou seja quando joga, brinca e brinca a sério. Pergunta a Suzette ao António: Não poderia o tiu usar o telefone ou perguntar pessoalmente? Afinal o gabinete é do outro lado da parede...
Pobre Suzette que não percebe nada de jogos, menos ainda de ping pong e não consta que vá aprender...
Por hoje despeço-me, no nível máximo de ping pong, que é o jogado com o telemóvel em repetidos SMS: 2233444544466446667777 !!!!!!!
terça-feira, 3 de junho de 2008
Gourmet?
Espero que já tenham experimentado o Xarém com as conquilhas. Ou pelo menos as conquilhas. Porque escolhi esse prato? Para uma resposta adequada à Morcelas com trepos, prato muito querido lá para a Beira Alta? Não me lembro de o ter cozinhado para nenhuma prima e menos ainda para alguma tia perdida! É verdade que sempre gostei de cozinhar em determinadas ocasiões especiais, mas como muitas coisas na vida, nem sempre temos oportunidade de fazer o que gostamos. Ultimamente tem-se resumido essa actividade a umas francesinhas, prato muito a gosto para uma emergência. Naturalmente que me refiro ao prato em uso no Porto e não às cidadãs originárias da Gália ou da terra dos francos. É bom clarificar esta questão, não vá dar-se o caso de ser mal interpretado.
Pois se ainda não experimentaram o Xarém eu já experimentei as morcelas com trepos, o arroz de pato à mineiro e outras comidas da Beira Alta, por onde tenho passado fisicamente algum tempo. Também é bom dizer que para além de fisicamente, também lá tenho estado em espírito e virtualmente, nas visitas às primas, tius e tias que por lá estão, entre outras visitas espalhadas por esse Portugal, que se estende entre A Corunha (é assim mesmo, à portuguesa deste lado do Riu Minho) até Vila Real de Santo António, que é um nome estranho para uma cidade, ainda por cima das mais à esquerda (virem o mapa ao contrario, se não perceberam) da minha, não esquecida mas sem nostalgia, Beira Baixa do Algarve de Aquém Bar.
Sempre apreciei alguma moderação nestas coisas das comidas, gosto de qualidade em detrimento da quantidade, como com o mesmo à vontade na casa das tias e tios, tiias e tius (sempre nos divertimos e arranjamos motivos para uns posts), mas também gosto de locais simples e até bucólicos...
Alguma sofisticação também é interessante. Também gosto da “nouvelle cuisine” e adoro a dieta mediterrânica... Claro, o Mar também é sempre o Mar. Mas já que não o temos por perto, concentremo-nos nas coisas da terra e da serra. Não na de Monchique, é excelente mas agora está longe. Um queijinho vinha a calhar. Também não dizia que não a uns Rojões à Moda do Minho... Acho que vou jantar, pois este post está a abrir-me o apetite e já é tarde.
Dizem os especialistas que a dieta equilibrada é a dieta variada. E pouca quantidade de cada coisa... Mas tudo com qualidade.
Fica para outro dia o café?
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