segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O pudim na Sibéria




Lembrei-me de fazer um pudim, ontem. Fi-lo (posso dar a receita, se houver interessados), e coloquei-o frigorífico, para arrefecer mais depressa, apesar de gostar deles mornos.

No fim do almoço, alguém perguntou: O putin, onde está? No frio, respondi. Na Sibéria?
Não, para a Sibéria vais tu se continuas a fazer piadas do trump. Olha, vamos é jogar umas cartadas, começo como 3 sem trunfo, mesmo sem ver o jogo, de tão enjoado que estou de piadas do trump.

O trump e o putin foram os dois para a Sibéria?

Nunca mais ponho o pudim no frigorífico. Pode despertar uma crise internacional…
Enfim, somos todos um pouco passados, ao Domingo. E a seguir fui dar uma voltinha de mota para arrefecer o espírito. Já estava cheio de saudades e farto da chuva. Da chuva e do trump.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

A calma vence a paixão?



Será que história da lebre e da tartaruga tem mais uma versão? Assim parece e os títulos da imprensa desportiva de sábado passado confirmavam: Serena vence Vénus, depois de uma hora e meia dejogo.

Mal comparando e brincando com os nomes destas duas manas atletas, parece que o amor e a paixão não estão em alta. A tranquilidade parece vencer…

E também assim tem sido, de facto, este meu último ano, em que procurei encontrar calma onde antes tinha paixão, resistência e resiliência para ultrapassar a maratona profissional onde me encontro.
Pensei que o jogo tinha acabado, mas foi um erro meu. Era só intervalo e apesar do resultado eis que avançamos para um terceiro set bem mais agressivo. Deixei a alegria numa caixa bem fechada, não vá evaporar-se e desaparecer para sempre, vesti o fato-macaco e aqui estou pronto para mais um set, neste jogo do faz-de-conta.

E contínuo neste jogo. Afinal sempre me considerei um gestor de emoções.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

domingo, 15 de janeiro de 2017

Fontes e bebedouros: do fontismo ao socretismo, uma história sem paralelo



Levou-me muito tempo a perceber a origem do frenesim construtivo que nos assolou num passado muito recente. Levado por uma tendência natural minha, confesso, via na I República a origem deste estado de coisas mas, francamente, a ideia não me agradava. Como sofista (era assim que um prof de filosofia me chamava, nos longínquos tempo de liceu), a ideia servia-me apenas de forma de discussão, sem qualquer aderência à realidade. E, de facto, a semelhança era apenas no título da obra de Platão, dilecto discípulo do nosso estimado homónimo que hoje recordo. A origem tinha que estar noutro lado.
E só ao ler o Terminar a Revolução, a Política portuguesa de Napoleão a Salazar, de José Miguel Sardica[1], percebi o meu erro e como as nossas convicções, ou preconceitos, nos levam a conclusões erradas, sem qualquer explicação racional.
O livro é todo ele fantástico, mas para provar a minha tese, refiro-me apenas ao período entre 1858 e 1871. E neste ponto tenho que referir que o meu blog e os seus textos são apenas ficções, como referi no princípio: http://empresaportuguesa.blogspot.pt/2008/03/porqu.html. Não há qualquer semelhança entre o que se passou no final do século XIX e no início do século XXI, no entanto apetece-me citar aqui um artigo anónimo do Jornal o Português, fundado por Alexandre Herculano. Fazendo mais um parêntesis, importa dizer que há quem o queira atribuir ao próprio Alexandre Herculano, desiludido com a solução Regeneradora encontrada para o Reino, mas uma pesquisa séria e aturada, permitiu a chegar à conclusão que o autor do polémico artigo era um Tyo de Valle do Lobo, Santharém y dos Allgarves, que nunca chegou a ser verdadeiramente identificado. Pois bem, as palavras usada por esse Tyo para descrever a classe política da época eram, entre outras, “mediocridade ambiciosa”,  “ leviandade inexplicável” mas, destaco sobretudo a brilhante conclusão de que “ A máquina a vapor e os caminhos de ferro são o pão e o circenses do século XIX”! E como é bom ver alguém pensa como nós!!!
É fácil ver que a máquina a vapor do século XXI são o Plano Tecnológico e o Parque da Instrução (as máquinas a vapor tinham um vagão com o carvão) e que o caminho-de-ferro dessa época são as scuts (sexo com utilidade turística). O facto de XIX e XXI terem exactamente os mesmos símbolos, provam a teoria da cabala e o grande paralelismo dinâmico destes factos históricos. Esta coincidência foi inspiradora para o nosso filósofo. O inspirador, tinha sido aluno brilhante, militar distinto e o país viveu, de facto, um período de grande desenvolvimento na segunda metade do Séc. XIX. Cem anos depois, este cocktail explosivo provocou séria mudança na mente jovem e influenciável do nosso engenheiro de obras feitas, especializado em inglês técnico. Cedo decidiu sacrificar a sua vida pelo governo da nação e panalizar os seus amigos, o que conseguiu com grande mérito, diga-se.

Nota: A questão do suposto desenvolvimento e efeito multiplicador do investimento do estado na economia tem vários defensores, recordo apenas que os empréstimos concedidos a Portugal nessa altura de grande desenvolvimento, acabaram de se pagar no tempo do nosso secretário de nome mexico-colombiano Tony Gutierres.


[1] Edição do Círculo de Leitores de Março de 2016, Coleção Temas & Debates

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