Recentemente, com o já
mundialmente famoso José Socretini, tivemos um excelente exemplo de que a
Propriedade Comutativa não se pode aplicar à Língua Portuguesa. Refiro-me,
claro, à história do preso político.
Claro que com o acordo
hortográfico e aquele fabuloso ditado popular de “Novembro à porta, geada na horta”, qualquer coisa é válida.
Imagine-se: “Novembro sem amigo na
Assembleia, político na cadeia” ou, este, especialmente concebido por um
Algarvio: “Novembro em casa com açoteia, político na cadeia”…
O acordo hortográfco entra também
em situações do género: “ à anos bons e anos maus”. Ora desde que esse
famigerado e falso acordo entrou em circulação que o número de erros aumentou
brutalmente. Sendo o Socretino típico um acérrimo defensor do acordo, dirá que
o “´à” está correctamente aplicado na
frase anterior, porque não há anos bons, se não estiver o amigo x, y ou z no
poleiro…
Quando disse que era um preso
político, na realidade a mente prodigiosa do Socretini, sempre a pensar em
manigâncias, foi arrastada por uma vontade de fazer teoria sobre a linguística,
aplicando a propriedade comutativa, apesar do Tio já por várias vezes ter
escrito sobre o tema.
O que ele pretendia ter dito é
que era um “político preso” e não um “preso político”, como é óbvio desde o
princípio. Quanto ao ter sido engavetado para prejudicar o António Lombo nas
eleições, é mais um desvario. O António Lombo não precisa de ajuda para se
prejudicar. Basta deixá-lo falar que ele prejudica-se a si mesmo…