Como habitualmente, aqui venho desejar-vos muitas e boas festas
em 2015.
Influenciado por esta tendência, de origem new-socrática
certamente, de se dirigirem a todas e a todos, como se todos não incluísse
todas, aqui ficam as minhas votas e os meus votos para a Ana Nova, para o Ano
Novo e para todas as Anas que não sendo novas, também não são velhas, porque
nunca o serão. Este é um desejo escrito na forma new-socrática, como repararam:
Que as novas e os novos nunca fiquem velhos, mas cresçam em sabedoria e
experiência.
E para todas e todos que não sendo Anas, nem Anos, desejo também
Felicidade em palettes, charters, ou noutra qualquer unidade de medida que
queiram. Pode ser alqueires de Felicidades!
Para as habitantas e habitantes de Évora, que têm sido tão
visitados desde final de Novembro, desejo em especial, que tantas visitas não
resultem numa nova taxa para os munícipes dessa simpática cidade. Desejo que
conservem esse novo atractivo urbano durante bastante tempo, para que todas as
portuguesas e portugueses que não têm mais nada que fazer a não ser window
shopping, possa experimentar o jail shopping, descobrindo que se pode combinar voyeurismo
e turismo, num novo segmento emergente, o voytur.
Para os cientistas que estão a preparar a expedição à fossa
das Marianas, onde se encontra o processo dos submarinos, desejo que não se
percam no Pacífico, nem se deixem perder por fossas desconhecidas, nem que
tenham que partir umas fuças, enquanto procuram as fossas.
A todos vós, queridas e queridos amigos que aqui me dão o gosto
de vos receber, desejo um ano sem tubarões nem robalos ocultos, mas com muitos
salmonetes, sardinhas, litões, cações e outros peixes acabados em ões, como
limões, mangas, papaias e peras abacates. E nozes, que nunca fiquemos sózes,
claro!