quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cartes de Prisón I


Mon Ami Máriô,
Vi em directo as tuas declarações a esse bando de aves de rapina que são a comunicação social. Não eles, como bem disseste, mas o que está por trás deles… E aqui fico com uma dúvida. Por trás, de atrás ou de com o z de trazer? Sempre ouvi – já ia meter o agá, mas parece que não leva! Sempre ouvir dizer que estes tipos dos meios de comunicação levam e trazem… Estava habituado ao francês, como tu, e agora falar português põe-me doente! Ainda bem que aprovámos o aborto antes do final, pois agora ninguém sabe o que há de escrever…Também acho que se devia dizer hade, mas prontos, dizem que não é fino e isso não quero. Hades de me ver isso, se tão importas.

E também dizem que é lettres e não cartes, mas não acredito. Se usar lettres fica a parecer que estamos a falar de letras e de livros e não de cartas, por isso uso cartes, que se lixe o resto. Estive há dias, sim com agá, com o Toninho, num almocinho rápido, imaginas do que falámos? Claro, de livros e de filosofia. De que haveríamos de falar? Esses lacraus das televisões, descobriram e levaram a coisa para o mal!

Da próxima vez que vieres avisa, mandamos vir o almoço do Fialho e comemos aqui, com calma, sem ninguém a chatear, muito menos essa praga da comunicação social!
Mas voltando à vaca louca, perdão, fria, amando-te um grande abraço de agradecimento, pelas tuas faladuras, à porta da minha nova casinha. Olha pelo menos aqui não pago essa taxa palerma que o António se lembrou para financiar o centro de congressos!

Vou estudar, que tenho que aproveitar o tempo. Acho que uma licenciatura em direito me assentava muito bem, o que achas?

Um abraço do teu,
José

PS: Sim, o que nos une. Quando disseste que eu era uma grande figura nacional, não querias dizer que era um figurão, pois não? Abraço

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Estradas, caminhos-de-ferro, caminhos de perdição



Vão-se os anéis fiquem os dedos, sempre ouvi esta frase que serviu de justificação popular para muita asneira no que toca a decisões…E, infelizmente até as privatizações não escaparam à sanha justificativa do nosso desgoverno, mesmo que na realidade tenha sido cortar os dedos e deixar os anéis…Veja-se a Empresa Devidamente Phodida, a Raios Eléctricos Nacionais, a Para Tudo, ou até os Como Tínhamos Tanto…Foram, dedos, mãos e braços, para ficarmos com uns anéis de fancaria.

Curioso, nunca terem pensado na CP, no Metro de Lisboa e do Porto – por mim até podem agrupá-los - na Refer, na TAP, na CARRIS ou nos STCP (do Porto) quando se trata de vender os anéis. Será que o contrato com os credores internacionais que obrigaram a vender umas, não obrigou a vender outras? Ou 
não haveria lugares para consultores, regiamente pagos, nessas empresas?

Até posso acreditar nas semelhanças dos comboios com as estradas – afinal os índios, nos quadradinhos do Lucky Luke – também chamam ao comboio o cavalo de ferro e nós próprios também nos referimos à ferrovia como o “caminho de ferro”, mas não consigo perceber qual a vantagem de fundir as duas coisas.

Até percebi a lógica aparente (e a escondida também, mas não vou falar dessa), do Banco Mau e do Banco Bom, a que chamaram de Novo, para resolver o problema do Banco Verde por fora, mas negro por dentro. E não aplicaram essa receita ao Banco Para Néscios ou ao BPP? A imaginação consegue tudo, mas eu, talvez limitado pela realidade, não consigo perceber quem é que vai ficar com as acções do Banco Mau…Alguém as vai querer?

Outra novidade de aplicação da receita da separação do Bom e do Mau vai acontecer, nos comboios. Claro que de forma idêntica, apesar de aparentemente inversa:
Percebi finalmente o interesse de fundir as Estradas de Portugal com a Refer. Afinal é a mesma via! E até chega a ser surpreendente que não fundam a TAP com a Companhia Nacional de Navegação…

- Tio, já não existe Companhia Nacional de Navegação…
- Ah, então está tudo explicado. E a Companhia Colonial de Navegação também não?
- Também não…
- Não? E a Insulana de Navegação?
- Também não…
- E a Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos?
- Também não Tio, também já foi extinta…
- Então não podem fazer a fusão dos navios com os aviões! E agora?
- Tio, temos os submarinos…
-Ah! Estou muito mais descansado! Podemos patrulhar esses mares dantes navegados por nós, não vá aparecer alguém a querer fundir Portugal com uma República das Bananas. É bom separar as águas. Nós somos um país de bananas, já não somos República e sim uma Oligarquia de Bananas Caturras. Ou, como dizem os espanhóis, um Pais Bananero! República das Bananas, nunca!!!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Apoio ou talvez não

Que a Lindsay Lohan é volúvel, todos sabemos. E, faça o que fizer, eu acho-lhe piada...
Não conjecturo sobre o "what if" da carreira dela. Acho que é pena.

Hoje, decidiu apoiar o Aécio Neves na sua candidatura à Presidencia do país irmão. Foi notícia da Rolling Stone às 15h14m de hoje.

A notícia incendiou as redes sociais. Felizmente o meu PC - talvez por a Internet ser lenta não ardeu, nem cheirou a fumo.
Eu francamente, por falta de alternativas também apoiaria... E sim, já disse que achava piada à miúda.

Às 17h 57m, também pela Rollling Stone vejo que já não apoia a candidatura do Aécio Neves.

Está tudo certo... E ainda foram mais de duas horas e meia!




quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Marmelos e Marmelada



Se é verdade que sem ovos não se fazem omeletes, também é verdade que sem marmelos não se faz marmelada… E quanto melhores os marmelos, melhor será a marmelada, se as outras variáveis se mantiverem constantes, claro.

Mas será que o tamanho está relacionado com a qualidade? Aqui, de certeza que as opiniões se dividem. Será que grande é sinónimo de bom? E pequeno de mau? São muitas as possibilidades de relacionar tamanho com qualidade mas, certamente, consoante o fruto, variarão os critérios.

Hoje apalpei uns marmelos generosos. Não é um tema que aborde assim directamente, a frio mas, impressionado pelo tamanho dos mesmos, não resisto a partilhar convosco esta história.

Chamaram-me logo à atenção, pelo tamanho. Mal entrei no gabinete, ei-los imponentes, no seu esplendor, a olharem para mim como quem diz: agarra-me, toca-me, apalpa-me. E eu assim fiz, confesso. A curiosidade sobre a rigidez dos ditos levou-me a agarrá-los, num ímpeto. Mal me cabiam na mão, tal era o tamanho. A consistência pareceu-me a adequada e enquanto tinha estas mensagens a chegarem-me ao cérebro, imaginei logo a marmelada que dali podia sair.

Descascava-os ou não? Comia-os mesmo com casca, mas se os comesse já não havia marmelada para o dia seguinte. Enfim, não vale a pena olhar para trás. A história vai acabar com marmelada.

Surpreendido pelo tamanho dos frutos, registei para a posteridade o momento em que agarrava essas belas peças de fruta…



PS: Se alguém tiver dicas sobre marmelada, agradeço, pois estes marmelos merecem o melhor!


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