Se é verdade que sem ovos não se fazem omeletes, também é
verdade que sem marmelos não se faz marmelada… E quanto melhores os marmelos,
melhor será a marmelada, se as outras variáveis se mantiverem constantes,
claro.
Mas será que o tamanho está relacionado com a qualidade?
Aqui, de certeza que as opiniões se dividem. Será que grande é sinónimo de bom?
E pequeno de mau? São muitas as possibilidades de relacionar tamanho com
qualidade mas, certamente, consoante o fruto, variarão os critérios.
Hoje apalpei uns marmelos generosos. Não é um tema que aborde
assim directamente, a frio mas, impressionado pelo tamanho dos mesmos, não
resisto a partilhar convosco esta história.
Chamaram-me logo à atenção, pelo tamanho. Mal entrei no
gabinete, ei-los imponentes, no seu esplendor, a olharem para mim como quem
diz: agarra-me, toca-me, apalpa-me. E eu assim fiz, confesso. A curiosidade
sobre a rigidez dos ditos levou-me a agarrá-los, num ímpeto. Mal me cabiam na
mão, tal era o tamanho. A consistência pareceu-me a adequada e enquanto tinha
estas mensagens a chegarem-me ao cérebro, imaginei logo a marmelada que dali
podia sair.
Descascava-os ou não? Comia-os mesmo com casca, mas se os
comesse já não havia marmelada para o dia seguinte. Enfim, não vale a pena
olhar para trás. A história vai acabar com marmelada.
Surpreendido pelo tamanho dos frutos, registei para a
posteridade o momento em que agarrava essas belas peças de fruta…
PS: Se alguém tiver dicas sobre marmelada, agradeço, pois
estes marmelos merecem o melhor!