quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Marmelos e Marmelada



Se é verdade que sem ovos não se fazem omeletes, também é verdade que sem marmelos não se faz marmelada… E quanto melhores os marmelos, melhor será a marmelada, se as outras variáveis se mantiverem constantes, claro.

Mas será que o tamanho está relacionado com a qualidade? Aqui, de certeza que as opiniões se dividem. Será que grande é sinónimo de bom? E pequeno de mau? São muitas as possibilidades de relacionar tamanho com qualidade mas, certamente, consoante o fruto, variarão os critérios.

Hoje apalpei uns marmelos generosos. Não é um tema que aborde assim directamente, a frio mas, impressionado pelo tamanho dos mesmos, não resisto a partilhar convosco esta história.

Chamaram-me logo à atenção, pelo tamanho. Mal entrei no gabinete, ei-los imponentes, no seu esplendor, a olharem para mim como quem diz: agarra-me, toca-me, apalpa-me. E eu assim fiz, confesso. A curiosidade sobre a rigidez dos ditos levou-me a agarrá-los, num ímpeto. Mal me cabiam na mão, tal era o tamanho. A consistência pareceu-me a adequada e enquanto tinha estas mensagens a chegarem-me ao cérebro, imaginei logo a marmelada que dali podia sair.

Descascava-os ou não? Comia-os mesmo com casca, mas se os comesse já não havia marmelada para o dia seguinte. Enfim, não vale a pena olhar para trás. A história vai acabar com marmelada.

Surpreendido pelo tamanho dos frutos, registei para a posteridade o momento em que agarrava essas belas peças de fruta…



PS: Se alguém tiver dicas sobre marmelada, agradeço, pois estes marmelos merecem o melhor!


sábado, 4 de outubro de 2014

Do ginásio para o mosteiro



Há algum tempo que o meu dia começa com o ginásio. Habituei-me ao ritmo de me levantar mais cedo e passar a primeira hora da manhã em tapetes, bicicletas, remadas e, desde que me atribuíram um PT, no que costumo chamar de exercícios do templo Shaolin ou, na linguagem deles, os isométricos.
Para quem só conhecia a palavra isométrica para falar de perspectivas, abriu-se uma nova perspectiva de exercícios. Insisto na palavra, pois é mesmo uma questão de aparência. Depois do choque inicial de utilizar o peso do próprio corpo para trabalhar os músculos – e devo confessar que não sou nada fan de musculação – até comecei a gostar daqueles exercícios matinais.

Reparei, e com alguma satisfação (devo confessar…), que a exigência ia sendo maior à medida que ia cumprindo com mais facilidade os objectivos que me iam sendo dados. Até que o PT que habitualmente me acompanhava foi de férias e, no seu lugar, apareceu uma PT.

A minha primeira reacção foi a que imaginam: Absolutamente neutra.

Acreditaram? Bem me parecia. A marcha no tapete foi um instante, parecia que voava e o tempo tinha sido reduzido. O obstáculo seguinte foi a bicicleta, nada de muito complicado também. O remo levou-me aos 160 mas a diferença só se fez sentir quando cheguei ao tapete, o verdadeiro altar do templo shaolin. Aí é que a miúda mostrou o poder, não de uma monja, mas de uma autêntica sacerdotisa. 

Castigou-me valentemente com os abdominais – e eu já sabia que tinha uma data deles - e fazia batota na contagem dos segundos, que se arrastavam penosamente mas, tenho que confessar enquanto olhava para a miúda e ela para o relógio o tempo não custava tanto a passar. Imaginei que havia coisas mais simpáticas para fazer naqueles tapetes e com aqueles músculos mas fiquei-me por aí…Não me estiquei muito, não fosse, pela falta de aquecimento, provocar alguma rotura de tendões…Mas apeteceu-me esticar e parecia que ela me tinha lido o pensamento pois a seguir foram os alongamentos.

Amanhã há mais…

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Plural de sítio, segundo o acordês

A justiça está em estado de sítio.
Os tribunais estão em estado de citius.

Afinal o acordês até tem aplicações interessantes e poderosas!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Publicidade original e nada enganosa

Os consumidores habitualmente rejeitam a publicidade enganosa. Neste tipo de serviços até nem costumam dizer nada, mas a criatividade não tem barreiras nem limites, quando se trata de seduzir.

Confesso que quando vi o anúncio não percebi imediatamente  de que se tratava. Numa segunda leitura compreendi, mas também não me deixou convencido. Espero que seja por não estar no segmento alvo!

Afinal um comunicado é um comunicado...


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