sábado, 4 de outubro de 2014

Do ginásio para o mosteiro



Há algum tempo que o meu dia começa com o ginásio. Habituei-me ao ritmo de me levantar mais cedo e passar a primeira hora da manhã em tapetes, bicicletas, remadas e, desde que me atribuíram um PT, no que costumo chamar de exercícios do templo Shaolin ou, na linguagem deles, os isométricos.
Para quem só conhecia a palavra isométrica para falar de perspectivas, abriu-se uma nova perspectiva de exercícios. Insisto na palavra, pois é mesmo uma questão de aparência. Depois do choque inicial de utilizar o peso do próprio corpo para trabalhar os músculos – e devo confessar que não sou nada fan de musculação – até comecei a gostar daqueles exercícios matinais.

Reparei, e com alguma satisfação (devo confessar…), que a exigência ia sendo maior à medida que ia cumprindo com mais facilidade os objectivos que me iam sendo dados. Até que o PT que habitualmente me acompanhava foi de férias e, no seu lugar, apareceu uma PT.

A minha primeira reacção foi a que imaginam: Absolutamente neutra.

Acreditaram? Bem me parecia. A marcha no tapete foi um instante, parecia que voava e o tempo tinha sido reduzido. O obstáculo seguinte foi a bicicleta, nada de muito complicado também. O remo levou-me aos 160 mas a diferença só se fez sentir quando cheguei ao tapete, o verdadeiro altar do templo shaolin. Aí é que a miúda mostrou o poder, não de uma monja, mas de uma autêntica sacerdotisa. 

Castigou-me valentemente com os abdominais – e eu já sabia que tinha uma data deles - e fazia batota na contagem dos segundos, que se arrastavam penosamente mas, tenho que confessar enquanto olhava para a miúda e ela para o relógio o tempo não custava tanto a passar. Imaginei que havia coisas mais simpáticas para fazer naqueles tapetes e com aqueles músculos mas fiquei-me por aí…Não me estiquei muito, não fosse, pela falta de aquecimento, provocar alguma rotura de tendões…Mas apeteceu-me esticar e parecia que ela me tinha lido o pensamento pois a seguir foram os alongamentos.

Amanhã há mais…

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Plural de sítio, segundo o acordês

A justiça está em estado de sítio.
Os tribunais estão em estado de citius.

Afinal o acordês até tem aplicações interessantes e poderosas!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Publicidade original e nada enganosa

Os consumidores habitualmente rejeitam a publicidade enganosa. Neste tipo de serviços até nem costumam dizer nada, mas a criatividade não tem barreiras nem limites, quando se trata de seduzir.

Confesso que quando vi o anúncio não percebi imediatamente  de que se tratava. Numa segunda leitura compreendi, mas também não me deixou convencido. Espero que seja por não estar no segmento alvo!

Afinal um comunicado é um comunicado...


sábado, 23 de agosto de 2014

Do Algarve aos Montes Hermínios



Habituado ao mar, ao clima da minha terra, ao estilo de vida sulista – não confundir com o dos sulistas elitistas do candidato não eleito à Câmara do Puerto – acabei por aceitar um novo desafio bem longe do mar.

Estranhei o falar das gentes, o frio descomunal no Inverno e falta de turistas, que animavam os dias e aqueciam as noites.

Estranhei o modo de estar, de receber – ou de não receber…

Mas, apesar desta lengalenga toda, gostei. Gosto sempre de mudar e da mudança. Acho que é isso que me atrai: A mudança e o desafio. Ou será o desafio da mudança?

Entretanto, cá continuo, qual Viriato do séc. XXI, transformado em personagem de Cervantes, a lutar contra moinhos de vento e a acreditar em Dulcineias. Até um dia em que o canto das sereias me leve de volta ao mar que é meu e de quem tenho tantas saudades…

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