Os consumidores habitualmente rejeitam a publicidade enganosa. Neste tipo de serviços até nem costumam dizer nada, mas a criatividade não tem barreiras nem limites, quando se trata de seduzir.
Confesso que quando vi o anúncio não percebi imediatamente de que se tratava. Numa segunda leitura compreendi, mas também não me deixou convencido. Espero que seja por não estar no segmento alvo!
Afinal um comunicado é um comunicado...
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
sábado, 23 de agosto de 2014
Do Algarve aos Montes Hermínios
Habituado ao mar, ao clima da minha terra, ao estilo de vida
sulista – não confundir com o dos sulistas elitistas do candidato não eleito à
Câmara do Puerto – acabei por aceitar um novo desafio bem longe do mar.
Estranhei o falar das gentes, o frio descomunal no Inverno e
falta de turistas, que animavam os dias e aqueciam as noites.
Estranhei o modo de estar, de receber – ou de não receber…
Mas, apesar desta lengalenga toda, gostei. Gosto sempre de
mudar e da mudança. Acho que é isso que me atrai: A mudança e o desafio. Ou
será o desafio da mudança?
Entretanto, cá continuo, qual Viriato do séc. XXI,
transformado em personagem de Cervantes, a lutar contra moinhos de vento e a acreditar
em Dulcineias. Até um dia em que o canto das sereias me leve de volta ao mar
que é meu e de quem tenho tantas saudades…
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Serei um profissional ou haverá uma maneira masculina de fazer sopa?
Cozinho pouco, infelizmente. Tento usar a culinária com
algum gosto – pelo menos tento – e sobretudo como arma de sedução… Bem gostava
de me dedicar um pouco mais ao assunto, mas o tempo escasseia!
Até há muito pouco tempo nunca tinha experimentado fazer uma
sopa, a não ser as que se compram em envelopes em qualquer supermercado.
Brincava muitas vezes com o assunto e a facilidade de se fazer uma sopa em 3
minutos. Pois aqui as rapidinhas também funcionam bem, mas resolvi experimentar
coisas mais trabalhadas.
Em conversa com colegas de trabalho, surpreendidas com o
facto e eu também surpreendido por haver pessoas que não gostavam destas sopas
pré-fabricadas, decidi experimentar.
Comecei com creme de abóbora, creme de
courgette e fui evoluindo para coisas mais sofisticadas como creme de abóbora
com cenoura, ou com requeijão. Delicioso! E os resultados do uso como
ferramenta adicional de sedução, também não têm sido nada maus…
A questão está na confecção. Habitualmente pico a cebola
(não gosto do um-dois-três para este fim), alouro-a em azeite e depois junto
alguns dentes de alho picados, salsa e alguns condimentos, antes do ingrediente
principal, como seja a abóbora, a cenoura, etc. Depois acrescento água e, em vez de batata, uso as ditas
courgettes para a tornar mais cremosa…
Percebi que a maior parte das mulheres com quem falei sobre
o assunto – e foram elas quem me desafiaram para experimentar os cremes – não
faz assim. Colocam os ingredientes todos ao mesmo tempo e deixam cozer. O
resultado aparentemente é o mesmo, mas os profissionais com quem tenho falado
fazem exactamente como eu. Daí esta dúvida:
Haverá uma maneira masculina de fazer sopa, ou será o meu
gosto pelos preliminares que leva a ser profissional?
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
O lobo mau e o lobo bom ou como nem tudo que é verde é esperança…
As notícias sobre o banco verde acumulam-se nos noticiários.
Fazem-se comparações com outros escândalos, havendo mesmo quem compare este
caso com o do Banco Angola e Metrópole, do celebérrimo Alves dos Reis, ou com o
Banco Mirabolantellium ou ainda, com o muito fresco, Banco Para Néscios, a que
já me tenho referido várias vezes…
Alguns peritos politólogos, explicatólogos, justificatólogos
e outros homólogos, interrogam-se sobre o pape l- não o papel moeda – do Banco
de Portugal e da CMVM neste processo, defendo mais regulamentação.
Ora nada mais errado. Um dos nossos problemas é precisamente
o excesso de regulamentação, em conjunto com a falta de fiscalização e com a
absoluta impunidade da generalidade dos prevaricadores.
Outro dos nossos problemas, é a falte de ética das pessoas
que governam as sociedades e instituições, na minha modesta opinião, é esse o
pior.
Neste caso, ao que parece, foi-se mais longe, apenas porque
ninguém esperava, naquela casa, uma crise destas. Agora separam–se os activos
em dois grupos, os bons e os maus e, contrariamente ao que aconteceu no Banco
Para Néscios, os maus ficam com os activos maus e nós todos, os bonzinhos,
ficamos com os activos bons.
Há uma história mais gira do lobo mau que come o capuchinho
mas, não sei porquê, nunca acreditei na história da carochinha…
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