sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O lobo mau e o lobo bom ou como nem tudo que é verde é esperança…




As notícias sobre o banco verde acumulam-se nos noticiários. Fazem-se comparações com outros escândalos, havendo mesmo quem compare este caso com o do Banco Angola e Metrópole, do celebérrimo Alves dos Reis, ou com o Banco Mirabolantellium ou ainda, com o muito fresco, Banco Para Néscios, a que já me tenho referido várias vezes…

Alguns peritos politólogos, explicatólogos, justificatólogos e outros homólogos, interrogam-se sobre o pape l- não o papel moeda – do Banco de Portugal e da CMVM neste processo, defendo mais regulamentação. 

Ora nada mais errado. Um dos nossos problemas é precisamente o excesso de regulamentação, em conjunto com a falta de fiscalização e com a absoluta impunidade da generalidade dos prevaricadores.
Outro dos nossos problemas, é a falte de ética das pessoas que governam as sociedades e instituições, na minha modesta opinião, é esse o pior.

Neste caso, ao que parece, foi-se mais longe, apenas porque ninguém esperava, naquela casa, uma crise destas. Agora separam–se os activos em dois grupos, os bons e os maus e, contrariamente ao que aconteceu no Banco Para Néscios, os maus ficam com os activos maus e nós todos, os bonzinhos, ficamos com os activos bons.

Há uma história mais gira do lobo mau que come o capuchinho mas, não sei porquê, nunca acreditei na história da carochinha…


domingo, 27 de julho de 2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Mamading ou como desvirtuar o conceito de rapidinha



Talvez fosse melhor começar por distinguir o trigo do joio, sem querer esmiuçar o tema. Ibiza é Ibiza, Menorca é Menorca e Maiorca é Maiorca. Dito desta forma parece uma verdade do M. de La Palisse, mas espero que não seja. Associamos às Baleares a imagem do turismo massificado, com excessos vários – também não vou dissertar sobre o assunto, mas estou em crer que os excessos de Ibiza são diferentes das suas irmãs. Pelo menos, mais sofisticados e alegres…


Há coisas para fazer sem pressa mas também, num momento determinado, sem pré-aviso fazemos com muito prazer, quase que em emergência: As rapidinhas. 

Os elevadores – que saudades – são um dos meus fetiches, mas há outros locais, como varandas de edifícios, gabinetes, enfim, não é preciso puxar muito pela imaginação para encontrar um sítio para uma rapidinha. A companhia é o importante. Às vezes envolve alguns riscos, o que acrescenta algum condimento à coisa!

Agora, esta prática de gosto duvidoso, a que deram o nome tão original de Mamading retira o prazer do risco, da rapidez e do imprevisto. Ainda por cima num grupo de gajos. Há coisas que não combinam: A rapidez e o sexo oral decididamente não parece terem mix-appeal!

O que virá a seguir?

sábado, 12 de julho de 2014

Samba e Valsa, da dança ao terramoto. Das Erdbeben!


Levanta-te, já são oito diz uma cidadã brasileira ao seu companheiro de cama que, estremunhado lhe pergunta: O quê, entrou outro golo?

As réplicas do terramoto germânico no Brasil são muitas, surgiram por todo o lado e, apesar do tradicional humor brasileiro, vão deixar marcas. Somos irmãos: Estádios a mais, disparate a mais, despesas sumptuárias e para fazer fraca figura…Acho que leses também são bons no humor!

Uma simples explicação tiológica sobre o jogo diria que o equipamento usado pela Alemanha tem as cores do leão olhanense, o rubro e negro da equipa da minha terra foi determinante. O Brasil com o seu equipamento amarelo, a lembrar a doença ou o Paços de Ferreira (o amarelo do Estoril deve ser mais giro), nunca teve hipóteses.

Também é verdade que o Scolari deu uma ajuda no resultado, mas isso não pesou. Se os teutões tivessem aparecido com aquelas fardinhas brancas imaculadas, não teriam chegado aos cinco. O equipamento assustou os brazucas!

Mas nada é assim tão simples. Há uma explicação alternativa ligada à dança. A alegria contagiante do Samba, não distraiu os alemães da sua tão tecnicamente exigente valsa vienense. Nesta perspectiva, a Áustria é aquela espécie de Alentejo e Algarve independente porque nós deixámos, uma maneira de se poder ir ao estrangeiro e falar a mesma língua…Por isso a valsa vienense é alemã!

Ora, entre esta valsa e a inglesa, prefiro de longe a última. Ritmo mais lento, mais tranquilo, mais subtil e figuras mais graciosas…

Para domingo espero que o improviso e a sedução do Tango Argentino, a que me rendi há alguns anos, desconcentre os adversários e os ponha aos pulinhos tipo polka!

Eu que não percebo nada de futebol, e torci pela Alemanha desde que nos ganharam, fui hoje recordado com precisão germânica que, em 1990, a final foi entre a Argentina e Alemanha, que ganhou 1-0.

E ainda bem que é já Domingo que acaba esta tourada, para voltarmos ao nosso Fado do dia-a-dia. E eu que prometi que não falava do mundial!!!

Siga o Tio pelo e-milio