sexta-feira, 28 de março de 2014

Expectativa ou expetativa: Uma questão de exigência



Claro que detesto o dito acordo ortográfico. Em detrimento dessa anedota preferia, de longe, um acordo ortogáffico, onde se colocassem na normalidade as gaffes constantes dos novel-eruditos e pseudo modernos governantes…

Ao ouvir (não, não leva h) alguns discursos recentes sobre o fim do acordo que era para nos salvar do incumprimento aos pagamentos e que muito nos tem custado, vejo sem alegria que a memória do homem é curta, mais pequena do que a dignidade de muitos que reclamam e exigem dos outros o que nunca fizeram ou fazem…

Por isso não estou na expectativa, nem na expetativa e, menos ainda, na espetativa de melhorias. Espetativa, em Tiologia, no novo aborto ortográfico do inconseguimento (esta vai ficar para os próximos anos), significa esperar sem esperança, um esperar absolutamente passivo, sem nada vislumbar, nem exigir.

É este o objectivo último da abjecta norma que pretende uniformizar o que não é uniforme nem pode ser: deixar-nos na espetativa, mortos no pensamento, inertes na acção e estúpidos no todo…Pasmados em frente a uma televisão, de boca aberta ou amarrados a uma destas modernas “lousas” a que eufemisticamente chamam tablet. Sim não confundir com tablette, ou com charrette puxada por um animal. Se fossem redondas e brancas chamavam-lhe comprimido!

Ah McLuhan como tinhas razão a propósito dos media, das mensagens e das massagens!

Reajamos, pois a esse atentado linguístico que mata a nossa língua mãe, a nossa Pátria – como tão bem disse Fernando Pessoa – não o usando. Rejeitar sem olhar para trás!


terça-feira, 11 de março de 2014

Diálogo de pormenores, pormenores do diálogo…


Der Tourist: Bitte ein Bier!
Der Kelner: Was für ein Bier?
T: Eine Weisse!
K: Eine rote oder eine grüne?
Tio : :-) Ich möchte beide

É tão bom voltar a esta cidade! Mas prefiro a weisse original. Os pormenores são tão importantes...
Nota : Uma imagem é minha. A outra é do Instituto Alemão de Cerveja. Descubram as diferenças.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Adios Paco!

Vi o Paco de Lucía ao vivo apenas uma vez, há bastantes anos. Ouço-o muito mais frequentemente e de vez em quando coloco aquele CD mágico dele com o John Mclaughlin e o Al Di Meola: Friday Night at San Francisco. Fantástico.

Hoje deixou-nos e aqui fica, de modo simbólico, este registo, a preto e branco. Triste, mas com com a alegria imensa que irradia da sua música imortal.




Protecção do consumidor, ou das consumidoras, neste caso

Não é só em Portugal que o governo está extremamente preocupado com os consumidores e altamente empenhado (não só no sentido habitual da palavra, mas no sentido do compromisso), com a sua saúde.


Como Portugal não é produtor de algodão, consta que o governo - sempre à frente nas coisas verdadeiramente importantes - está a preparar um pacote legislativo que obriga à introdução de uma quantidade determinada de ar neste tipo de roupa. Assim fica defendida a produção nacional de ar e vento, a maior indústria nacional, depois do sol. 

Para já as rendas na lingerie são bem vindas, resta aferir o tipo de malha em causa. Ao contrário da fuga ao fisco e das pescas onde a malha foi apertada, a malha da lingerie vai ser alargada para incorporar mais ar, produto endógeno e completamente produzido em Portugal. Entretanto vai ser nomeada uma comissão de peritos dos vários sectores envolvidos onde, para além de  representantes da indústria da noite, está assegurada a participação de movimentos independentes de mulheres, representantes dos maiores fabricantes de ar e vento, deputados da AR e outras forças vivas da sociedade, para além dos fabricantes e importadores deste tipo de roupa e modelos de lingerie com carreira reconhecida. Esta comissão vai estudar a transposição da legislação do Casaquistão para Portugal. Borat foi a figura aglutinadora que o executivo escolheu para presidir à comissão.

O Relatório prévio desta comissão deve ser apresentado dentro de noventa dias. Entretanto ficamos a ver passar as modas...

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