sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sexta Feira

Sexta feira é um dia desejado por muita gente. Habitualmente não sou dos que passa a semana a desejar por sexta, até porque trabalho ao Sábado, ao Domingo, ou noutro dia qualquer.

Mas às vezes desejo ardentemente esse dia...Será a palavra Sexta que me deixa  com água na boca a pensar em comer uma perinha? Saboreio tranquilamente a palavra: SSSeeeexxx-taaaa, mas imagino a pêra descascada. E também gosto de a comer com casca! E de a descascar, como um verdadeiro ritual, cheio de sensualidade, antevendo o prazer de a comer. As Anjou são muito sumarentas e doces, mas eu prefiro a perinha nacional. A polpa é macia, não demasiado rija, doce, sumarenta e de um sabor característico e inconfundível. Tem um perfume agradável e suave...

Se as pêras vos despertaram a curiosidade, podem saber mais, aqui. Teria sido mesmo com uma maçã ácida que a Eva desafiou o Adão? Estou mais tentado pela pêra.

Com o aborto ortográfico até podemos dizer: pera, pera, pera, que eu tou chegando...

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

The girl from Ipanema

Estou a ouvir pela enésima vez a Astrud Gilberto. Ainda é viva - que bom - e tem tido uma actividade em prol do respeito pelos animais, que quero partilhar convosco. O melhor é darem um vistazo no site da miúda que nasceu na Baía mas se tornou célebre no rio e no mundo. Quanto à música, aqui fica em trio com o seu marido João Gilberto e com o seu outro amor, Stan Getz. Ia dizer qualquer coisa mais, mas calo-me, rendido.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sugestão de ménage à trois

Acabo de sugerir um ménage à trois, mas light, em versão wegan. Não se trata de couvinhas tenras, nem saladas tradicionais com tomates, alface e pepino, mas de avelãs, amêndoas e nozes.
Estarei já a pensar no carnaval, serão efeitos do fim-de-semana ou side effects de um bolo de bolacha com mais de uma semana no frigorífico?

O milagre das Rosas


E começamos um ano novo, com o mesmo espírito de suposta poupança e com os mesmos discursos de sempre por parte de que nos governa. Este ano houve, porém uma novidade: As declarações da senhora que é a segunda figura na hierarquia do estado, mas que talvez dispute o número um da hierarquia das desilusões.

Estupidamente, confesso, porque também erro, fiquei contente quando o presumível candidato a presidente da Assembleia da República, antes de ser candidato a deputado, não foi eleito. Rejubilei, não reconsiderei quando se demitiu mas, diga-se em abono da verdade, nunca me tinha pronunciado sobre a pessoa que o substitui nessa ingrata tarefa de ganhar um balúrdio e ter bastas mordomias.
São rosas meus senhores é o poderia ter dito quando se pronunciou a propósito da trasladação de Eusébio para o Panteão Nacional…Como ainda não tinha falado do Eusébio e do tsunami que gerou a sua morte, aproveito a ocasião da falta de jeito e gosto da nossa segunda dama quando se referiu aos 100 mil euros da trasladação como se isso fosse o impeditivo…Pobrezinha, mostrou-se tão preocupada com a situação financeira nacional que até as pedras da calçada choraram… Note que me lê que acho esta polémica toda a respeito da trasladação do Eusébio ridícula. Falar-se nos cem mil euros de custo como um óbice, acho disparatado. E também não é hoje o tempo de falar dos critérios de trasladação para o Panteão Nacional.

Pensar-se em trasladar alguém que ainda não foi sequer enterrado dá-me vontade de concordar com aqueles que sugeriram trasladar, de imediato, o nosso primeiro da hierarquia do estado e também o primeiro do governo… Já agora também o segundo do estado!

Voltando às rosas, estamos num país que já gastou mais de 63.000 por ano em flores para o Palácio de S. Bento e mais de 20.000 para o conselho de ministros e onde são conhecidas as despesas milionárias da instituição a que preside a nossa segunda da geral - e primeira daquela hemi-qualquer coisa - e que agora nos pede contenção… É caro, meus senhores, é caro!  As rosas neste caso foram a forma sugeridapara resolver a questão: talvez juntar esforços, há sempre umas verbasdisponíveis, um grupo de cidadãos… São rosas meus senhores jornalistas, são rosas, pareceu-me ouvi-la dizer, mas entretanto já estava a pensar no botão da mencionada flor.

Com os leaders que temos e com tantos lambe cús que encontramos pela frente, a floricultura em botão deve ser tarefa que agrada a muita gente…

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