quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

The girl from Ipanema

Estou a ouvir pela enésima vez a Astrud Gilberto. Ainda é viva - que bom - e tem tido uma actividade em prol do respeito pelos animais, que quero partilhar convosco. O melhor é darem um vistazo no site da miúda que nasceu na Baía mas se tornou célebre no rio e no mundo. Quanto à música, aqui fica em trio com o seu marido João Gilberto e com o seu outro amor, Stan Getz. Ia dizer qualquer coisa mais, mas calo-me, rendido.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sugestão de ménage à trois

Acabo de sugerir um ménage à trois, mas light, em versão wegan. Não se trata de couvinhas tenras, nem saladas tradicionais com tomates, alface e pepino, mas de avelãs, amêndoas e nozes.
Estarei já a pensar no carnaval, serão efeitos do fim-de-semana ou side effects de um bolo de bolacha com mais de uma semana no frigorífico?

O milagre das Rosas


E começamos um ano novo, com o mesmo espírito de suposta poupança e com os mesmos discursos de sempre por parte de que nos governa. Este ano houve, porém uma novidade: As declarações da senhora que é a segunda figura na hierarquia do estado, mas que talvez dispute o número um da hierarquia das desilusões.

Estupidamente, confesso, porque também erro, fiquei contente quando o presumível candidato a presidente da Assembleia da República, antes de ser candidato a deputado, não foi eleito. Rejubilei, não reconsiderei quando se demitiu mas, diga-se em abono da verdade, nunca me tinha pronunciado sobre a pessoa que o substitui nessa ingrata tarefa de ganhar um balúrdio e ter bastas mordomias.
São rosas meus senhores é o poderia ter dito quando se pronunciou a propósito da trasladação de Eusébio para o Panteão Nacional…Como ainda não tinha falado do Eusébio e do tsunami que gerou a sua morte, aproveito a ocasião da falta de jeito e gosto da nossa segunda dama quando se referiu aos 100 mil euros da trasladação como se isso fosse o impeditivo…Pobrezinha, mostrou-se tão preocupada com a situação financeira nacional que até as pedras da calçada choraram… Note que me lê que acho esta polémica toda a respeito da trasladação do Eusébio ridícula. Falar-se nos cem mil euros de custo como um óbice, acho disparatado. E também não é hoje o tempo de falar dos critérios de trasladação para o Panteão Nacional.

Pensar-se em trasladar alguém que ainda não foi sequer enterrado dá-me vontade de concordar com aqueles que sugeriram trasladar, de imediato, o nosso primeiro da hierarquia do estado e também o primeiro do governo… Já agora também o segundo do estado!

Voltando às rosas, estamos num país que já gastou mais de 63.000 por ano em flores para o Palácio de S. Bento e mais de 20.000 para o conselho de ministros e onde são conhecidas as despesas milionárias da instituição a que preside a nossa segunda da geral - e primeira daquela hemi-qualquer coisa - e que agora nos pede contenção… É caro, meus senhores, é caro!  As rosas neste caso foram a forma sugeridapara resolver a questão: talvez juntar esforços, há sempre umas verbasdisponíveis, um grupo de cidadãos… São rosas meus senhores jornalistas, são rosas, pareceu-me ouvi-la dizer, mas entretanto já estava a pensar no botão da mencionada flor.

Com os leaders que temos e com tantos lambe cús que encontramos pela frente, a floricultura em botão deve ser tarefa que agrada a muita gente…

sábado, 28 de dezembro de 2013

Natal, Pedras, Ano Novo, Votos, Festas et al



Como é habitual nesta época, aqui deixo os meus votos de Festas Boas às pessoas cá da casa e a todas e a todos… sim, gosto desta nova moda de não generalizar, de particularizar, de discriminar positivamente os géneros e os sexos. Por isso aqui vai de novo:

Como é habitual nesta época, aqui deixo os meus votos de Festas Boas às seguidoras e seguidores deste casa e a todas e todos que esporadicamente aqui passam, agradecendo a leitura destas minhas postagens! Muitas Festas Boas! Bem hajam!

Para não ficar pelas generalidades, arrefecido na alma – e no corpo - por um motivo tão simples como um esquentador avariado, quero concretizar alguns votos, enquanto peço uma Cuba Libre com poucas pedras.

Também nos cruzamos, nas nossas vidas, com pessoas doentes de várias maneiras: umas doentes do corpo, outras da alma, pessoas que nos falam com duas pedras na mão, outras que nos escutam com pedra no sapato. Há outras ainda com pedras no interior do copo, nos rins, na bexiga, na vesícula…Outras ainda – e não tão raras como se possa pensar, em vez de coração têm uma pedra. Tive mais sorte, a mim, depois de uma reparação no telhado saíram-me apenas pedras no esquentador, o que me obrigou a um arrefecimento brusco dos ânimos… Por isso agora aqueço-me com a mentirita, como dizem os nuestros amigos de Cuba.

E assim, por que sei se encontrarem pedras no caminho vão fazer um castelo com elas, desejo que no 
ano que se aproxima, só encontrem pedras no interior dos copos e que os vossos amigos também não as tenham no interior dos corpos ou dos esquentadores, isto se lá quiserem ir tomar banho, claro. Vista bem a situação até pode ser uma oportunidade: Hoje estou com pedra no esquentador, posso tomar banho contigo?

Há que tirar partido das dificuldades, que vão ser muitas, como todos sabemos.

Das outras pedras e pedradas, hoje não é dia para falar!

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