terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O milagre das Rosas


E começamos um ano novo, com o mesmo espírito de suposta poupança e com os mesmos discursos de sempre por parte de que nos governa. Este ano houve, porém uma novidade: As declarações da senhora que é a segunda figura na hierarquia do estado, mas que talvez dispute o número um da hierarquia das desilusões.

Estupidamente, confesso, porque também erro, fiquei contente quando o presumível candidato a presidente da Assembleia da República, antes de ser candidato a deputado, não foi eleito. Rejubilei, não reconsiderei quando se demitiu mas, diga-se em abono da verdade, nunca me tinha pronunciado sobre a pessoa que o substitui nessa ingrata tarefa de ganhar um balúrdio e ter bastas mordomias.
São rosas meus senhores é o poderia ter dito quando se pronunciou a propósito da trasladação de Eusébio para o Panteão Nacional…Como ainda não tinha falado do Eusébio e do tsunami que gerou a sua morte, aproveito a ocasião da falta de jeito e gosto da nossa segunda dama quando se referiu aos 100 mil euros da trasladação como se isso fosse o impeditivo…Pobrezinha, mostrou-se tão preocupada com a situação financeira nacional que até as pedras da calçada choraram… Note que me lê que acho esta polémica toda a respeito da trasladação do Eusébio ridícula. Falar-se nos cem mil euros de custo como um óbice, acho disparatado. E também não é hoje o tempo de falar dos critérios de trasladação para o Panteão Nacional.

Pensar-se em trasladar alguém que ainda não foi sequer enterrado dá-me vontade de concordar com aqueles que sugeriram trasladar, de imediato, o nosso primeiro da hierarquia do estado e também o primeiro do governo… Já agora também o segundo do estado!

Voltando às rosas, estamos num país que já gastou mais de 63.000 por ano em flores para o Palácio de S. Bento e mais de 20.000 para o conselho de ministros e onde são conhecidas as despesas milionárias da instituição a que preside a nossa segunda da geral - e primeira daquela hemi-qualquer coisa - e que agora nos pede contenção… É caro, meus senhores, é caro!  As rosas neste caso foram a forma sugeridapara resolver a questão: talvez juntar esforços, há sempre umas verbasdisponíveis, um grupo de cidadãos… São rosas meus senhores jornalistas, são rosas, pareceu-me ouvi-la dizer, mas entretanto já estava a pensar no botão da mencionada flor.

Com os leaders que temos e com tantos lambe cús que encontramos pela frente, a floricultura em botão deve ser tarefa que agrada a muita gente…

sábado, 28 de dezembro de 2013

Natal, Pedras, Ano Novo, Votos, Festas et al



Como é habitual nesta época, aqui deixo os meus votos de Festas Boas às pessoas cá da casa e a todas e a todos… sim, gosto desta nova moda de não generalizar, de particularizar, de discriminar positivamente os géneros e os sexos. Por isso aqui vai de novo:

Como é habitual nesta época, aqui deixo os meus votos de Festas Boas às seguidoras e seguidores deste casa e a todas e todos que esporadicamente aqui passam, agradecendo a leitura destas minhas postagens! Muitas Festas Boas! Bem hajam!

Para não ficar pelas generalidades, arrefecido na alma – e no corpo - por um motivo tão simples como um esquentador avariado, quero concretizar alguns votos, enquanto peço uma Cuba Libre com poucas pedras.

Também nos cruzamos, nas nossas vidas, com pessoas doentes de várias maneiras: umas doentes do corpo, outras da alma, pessoas que nos falam com duas pedras na mão, outras que nos escutam com pedra no sapato. Há outras ainda com pedras no interior do copo, nos rins, na bexiga, na vesícula…Outras ainda – e não tão raras como se possa pensar, em vez de coração têm uma pedra. Tive mais sorte, a mim, depois de uma reparação no telhado saíram-me apenas pedras no esquentador, o que me obrigou a um arrefecimento brusco dos ânimos… Por isso agora aqueço-me com a mentirita, como dizem os nuestros amigos de Cuba.

E assim, por que sei se encontrarem pedras no caminho vão fazer um castelo com elas, desejo que no 
ano que se aproxima, só encontrem pedras no interior dos copos e que os vossos amigos também não as tenham no interior dos corpos ou dos esquentadores, isto se lá quiserem ir tomar banho, claro. Vista bem a situação até pode ser uma oportunidade: Hoje estou com pedra no esquentador, posso tomar banho contigo?

Há que tirar partido das dificuldades, que vão ser muitas, como todos sabemos.

Das outras pedras e pedradas, hoje não é dia para falar!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Bem montada, ou talvez não...



Circulava relativamente devagar numa rua sem trânsito, num dia de inverno com sol forte. Quando me aproximei da única passadeira no horizonte, um mulherão decide começar a atravessar a rua. Com ar seguro mas petulante, avança lentamente pela passadeira, transformada por momentos numa passerelle improvisada. Pensei que aquela oscilação do corpo não se devia ao piso em paralelo da rua, nem aos saltos das botas, bem altas, que tapavam os joelhos mas deixavam antever um pouco das coxas, onde as faíscas das leggings encandeavam. Estava parado, calmo e tranquilo, enquanto o desfile na catwalk continuava. De repente parou, mesmo à minha frente, olhou-me por detrás dos óculos de sol grandes, espetou o braço e vi que tinha o que parecia ser um comando que, apesar de facilmente poder ejectar o banco do meu carro, apenas fez os piscar as luzes de um outro carrão estacionado, precisamente em cima da passadeira, a menos de dois metros de mim.

O carro, era de um modelo que estamos pouco habituados a ver em mulheres. Pelas suas dimensões e características é normalmente usado por gajos. Há até quem defenda existir uma relação de proporcionalidade inversa entre o tamanho do carro e outra medida, mas não comento, não vão tirar-se ilações pouco abonatórias da rapaziada, sem qualquer fundamento científico.

O comando não fez ejectar o meu banco, nem mudou a música do meu rádio, mas para além dos piscas do carro estacionado, fez com que um tipo se movimentasse em direcção ao bólide, abrisse a porta do lado direito e se sentasse. A portadora do comando terminou o passeio na passerelle, olhou longamente para a direita, deixando-me quase em transe (fiquei a pensar que me tinha diagnosticado alguma coisa na radiografia) e sentou-se ao volante. Fiquei com a esperança que, complementarmente, estivesse a fazer uma análise entre o tamanho do meu carro e outra coisa qualquer e precisasse de dados. Pelo tempo que demorou na passerelle teve tempo de fazer uma correlação linear usando o método dos mínimos quadrados…

Apesar de me apetecer ficar parado enquanto recuperava o ritmo cardíaco, achei que era muito óbvio, ficar à espera que arrancasse. Ficaria numa situação de ir atrás e achei que não era adequado. Decidi arrancar e deixar de interromper a rua, continuando o meu caminho. Os outros carros que entretanto estavam atrás do meu seguiram-me e já não vi mais nada…

Os carros são os substitutos dos cavalos e daí o título deste post. Não lhe faltavam cavalos debaixo do capot nem, seguramente, vontade de os domar. O meu lado selvagem ficou em stand by… Curiosa circunstância, voltei a encontrar esta domadora passados dois dias e … a história não acaba aqui.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Mais uma notas sobre a tesão



Resolvido o problema da tesão no feminino e que me trouxe ao tema, eis que sou apanhado num rastreio, numa iniciativa simpática de uns estudantes de medicina.

Antes de entrar no tema propriamente dito, deixem-me dizer que apesar dos cortes na saúde, tenho esperança que esta nova geração de estudantes de medicina venha a ser melhor que as precedentes. A quantidade de mulheres é surpreendente e são interessantes na sua maior parte. Os gajos pareceram-me fracos, mas muito simpáticos. Naquele ambiente fortemente competitivo o que temos, é o que seria de esperar…

Enfim, mais do que um feeling, foi a simpatia (pronto, o resto também) da estudante/voluntária que me levou a arregaçar a manga, com a ajuda dela, claro. Depois da manga arregaçada e bem envolvida por uma cinta preta, apertada, começa a bombar e foi o que se segui e que aqui descrevo.

Como dizia um tipo um pouco mais velho do que eu, na nossa idade também se leva, em vez de dar. E assim deixei-me ir ao ritmo das bombadas que ia recebendo…

Percebi pela cara dela que alguma coisa não estava a correr bem. Pensei que fosse a cinta, mas depois de um sopro de alívio senti que recomeçavam as bombadas, ritmadas até um novo sopro que libertou toda a tensão.

Faz-me perguntas sobre a minha família, o que me deixou a pensar…Pergunta-me se tenho ido ao médico, claro que não me conhece, pois saberia a resposta. Diz-me que tenho que ter mais atenção com o que como. Até tenho, disse-lhe. Não como tudo o que põem à frente! Faço o dieta, como o que gosto e gosto do que como.

Parece que ando com um superavit de atenção, atenção muito alta. Claro que ando, que tenho que andar atento, respondo a brincar…Como podia estar distraído numa situação daquelas? Pergunta-me o que faço e obedientemente respondo. Família, profissão, hábitos alimentares, tabaco, etc. Será que esta conversa pode ser para nos conhecermos melhor?

Não fumo há anos, mas tenho saudades…Quando digo a profissão diz-me que o excesso da tensão deve ser da tensão da actividade profissional, stress. Olho-a com atenção e penso que estou lixado…Deu-me conselhos úteis, como passar a ir ao ginásio, reduzir no sal, beber litradas de água em vez de pequenos copos de bebidas alcoólicas. Argumentei que não bebia, a não ser um copo de vinho em boa companhia, o que posso continuar a fazer, havendo companhia…Uff. Também posso continuar a dançar. Disse-me que podia fazê-lo sem problema nenhum. Outra boa notícia. Disse-lhe que medicamentos estavam fora de questão. Só de pensar dos side effects desses fármacos baixa-me logo a atenção!

Enfim, o lado bom da coisa e que passei a ir ao ginásio - há sempre imensa gente gira nesses sítios - posso continuar a dançar (e com receita médica) e neste momento o meu corpo já deve ser 80% de água, a avaliar pela quantidade que todos os dias meto cá dentro. Espero não congelar com o frio que tem feito!

Aguento-me assim, sem pílulas. Ai minha rica tesão que tenho que conservar a todo o custo…ou lá se vai com o tratamento para a tensão! É preciso dar mais atenção à escrita e à comida. Como diz o povo, quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão e aqui é preciso aguentar a pancada sem vacilar, nem esmorecer. Duro como uma pedra, mas sem deixar subir a pulsação!

Em suma, há que ser teso com a comida para não perder a tensão e para não ganhar demasiada atenção de profissionais da saúde. Que me desculpem as profissionais da saúde, que são de perder a cabeça...mas não dessa maneira!

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